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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Das relações... Dos outros, claro...

Nos últimos tempos, tenho falado com algumas pessoas sobre as suas relações. Não sei exactamente por que falam comigo sobre este tema, mas já pensei abrir um consultório sentimental. Já houve, inclusivamente, quem em tempos me enviasse emails através do blogue, pedindo ajuda com dúvidas amorosas, às quais eu tentei responder o melhor que sabia. O que acham? Inauguramos aqui a rubrica "Divã da Agridoce"?... Ou continuo a falar sobre bolhas? 

É que não deixa de ser curioso que eu, doutorada em relações falhadas e divorciada desde os 27 anos, ande a dar opiniões sobre relações alheias... Curioso, irónico e sem sentido, talvez. 

Apesar de, claramente, não perceber nada de relações, gosto de pensar sobre elas. E tenho pensado recentemente sobre a quantidade de gente que vejo à minha volta que põe fim a relações de anos e anos (com ou sem filhos), ou que não chega sequer a ter grandes relações fruto de uma qualquer incapacidade ou fruto de uma certa falta de vontade.

Será que nos tornámos mesmo permanentemente insatisfeitos? É cansativa esta coisa de estarmos sempre a questionar tudo, à procura de mais, à procura de melhor. Quando é que deixámos de saber apreciar o que temos para nos perdermos a pensar no que poderíamos ter?

Por outro lado, também deixámos de ser conformados. Também deixámos de aceitar toda e qualquer migalha que alguém nos dê, também aprendemos a lutar pelos nossos direitos, também passámos a ter consciência do nosso valor e daquilo que merecemos. 

O problema? O problema é traçar a tão fina linha que separa estes dois mundos. É conseguir perceber quando chegou a hora de nos darmos por satisfeitos e pararmos de procurar algo melhor. Haverá sempre algo melhor, mas também poderá haver algo pior. E nunca haverá nada perfeito.

Cansa, esta coisa de viver.

terça-feira, 5 de março de 2019

Das coisas que vamos aprendendo ao longo da vida...

Um dia destes fui almoçar com dois colegas de trabalho. Nada de extraordinário. Trago almoço de casa em 90% dos dias, mas na véspera tinha chegado a casa demasiado tarde, tive preguiça e não levei marmita. Um colega veio perguntar quem não tinha almoço, eu juntei-me a ele, e ainda se juntou mais um. E fomos.

E a dada altura, não pude deixar de me lembrar de uma situação na minha vida em que alguém, com quem partilhava a vida, me disse qualquer coisa como: "Se algum dia fores almoçar com algum colega teu, tu tens de me avisar. Imagina que alguém vos vê juntos e depois me vem perguntar e eu não sei? Já imaginaste a vergonha e a figura que eu faço?".

True story. Em pleno século XXI.



Eu já fui muito burra. Mas gosto muito de acreditar que estou melhor.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Do dia dos Namorados...

Nunca liguei muito ao Dia dos Namorados. Pelo menos, que me lembre. Sempre achei que era mais uma moda americana a incitar ao consumismo. Mas também nunca o reneguei ou desprezei. Temos convivido pacificamente, em paz e respeito mútuo.

Já houve no meu passado quem achasse que era boa ideia ir jantar fora no Dia dos Namorados. Não é. Nunca foi. E à segunda tentativa, eu jurei para nunca mais. 

Também já houve no meu passado quem pusesse fim ao que quer que seja que tínhamos, entre outros motivos, porque eu não quis comemorar o Dia dos Namorados a preceito. Almoçarmos juntos e passarmos a tarde no sofá pareceu-me um excelente programa. Pois que não.

No dia de hoje, o programa do Dia dos Namorados vai incluir um fantástico e muito romântico treino a dois, comigo a tentar lutar contra a otite e a tosse que teima em não desaparecer, e com ele a tentar lutar contra o tédio de correr em ritmo de tartaruga. E vai incluir uma tigela de sopa para jantar. E talvez umas tostas com o resto do queijo que trouxemos dos Açores. Na loucura, abrimos uma garrafa de vinho e bebemos um copo ou dois. E está tudo bem.

Como não sou completamente insensível, esta manhã enfiei uns chocolates em forma de coração na mochila do trabalho dele. Talvez ele me traga um ovo Kinder. Ou um Kit Kat cor de rosa, que não sabe assim tão bem mas de que eu gosto só por ser cor de rosa. Ou então não me traz mesmo nada porque, ele sim, é o verdadeiro insensível. E está tudo bem.

Feliz Dia dos Namorados! Ou feliz quinta-feira, se preferirem! 

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Das coisas em que eu penso...

Ainda penso em ti. Muitas vezes. Demasiadas vezes, talvez.

Não penso em ti por ter saudades, por sentir a tua falta, por querer ter-te de novo na minha vida.

Penso em ti, apenas e só, porque ainda não fui capaz de me perdoar por todo o mal que me fizeste. Talvez um dia consiga ultrapassar isso. Talvez um dia volte à terapia. Talvez toda a terapia do Mundo não seja suficiente para eu aceitar que ter-te permitido que me fizesses tanto mal, não faz de mim uma pessoa menor.

Além de todas as feridas evidentes e óbvias, há todas as outras que ninguém sabe, que ninguém conhece, mas que trago gravadas em mim e das quais não me consigo livrar, por mais que queira.

Não sou uma pessoa bem resolvida, não levo uma vida perfeita, não tenho as ideias milimetricamente arrumadas e não estou cheia de certezas. Tenho dúvidas, tenho medos, tenho uma bagagem imensa que me faz questionar-me. Muito.

Gostava de escrever sobre o quão feliz sou. Sobre o quão grata me sinto pelas coisas boas que a vida me deu. Sobre o quão sortuda me sinto, tantas vezes. Que sou. Feliz. Grata. Sortuda.

Mas não o sou todos os dias. Não consigo. E, hoje, só consigo ficar a olhar para mim e para o passado, e continuar a tentar perceber como foi possível, como é que eu, pessoa que se considera inteligente, permiti que tudo aquilo acontecesse, como é que eu desperdicei tempo de vida daquela maneira, como é que eu não fiz nada. Como?... E o pior? O pior é saber que pode voltar a acontecer. Porque é tão fácil!...




Nota: este post já foi escrito há algum tempo. Hoje estou como sou. Não no Alta Definição, mas feliz, grata e sortuda, nesta casa de onde pouco ou nada tenho saído e que me dá para devaneios com pouco sentido.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Das discussões...

Por todo o lado e a toda a hora, somos bombardeados com artigos e notícias que nos dizem que discutir faz bem, que discutir é saudável, que todos os casais discutem.

E eu, confesso, durante algum tempo, acreditava nisso.

Talvez por ter passado por relações em que se discutia muito. Talvez por à minha volta ver relações em que se discute muito.

Depois, vi-me numa relação em que não havia discussões. Estranhei nos primeiros tempos. Comentava, incrédula, com as pessoas mais próximas. Porque não percebia. Porque não me parecia normal. Mas os meses foram passando, e continuámos sem discutir.

Dizem os artigos da especialidade que quando um casal diz que não discute, é porque algo de muito estranho se passa. Dizem também, os mesmos artigos da especialidade, que a não existência de discussões é sinónimo de indiferença, de falta de preocupação, de um fosso entre o casal.

E eu, cada vez mais preocupada. Cada vez mais incrédula.

Até que, numa semana, discutimos duas vezes. E eu achei que estávamos safos.

Isso ou foi preciso eu estar numa fase estupidamente exigente (a todos os níveis, incluindo o profissional), extremamente cansativa, emocionalmente fragilizada, e com um humor de cão, para que nós nos deixássemos discutir.

Não, ninguém precisa de discutir para ter uma relação feliz e saudável. Podemos ser felizes sem discutir. 

Só posso falar por mim mas, a sensação que eu tenho, é que já discuti tanto na minha vida, que agora quero é paz e sossego. O que não é o mesmo que indiferença. É sim, o mesmo que uma busca pela tranquilidade, é o saber ceder quando devemos ceder, é o não bater o pé para ser sempre tudo como eu quero, é o aceitar que, por vezes, temos de deixar o outro ter razão, mesmo que não a tenha. É o perceber que somos diferentes, e aceitarmos que somos assim. É o não querermos que o outro seja o que nós queremos que ele seja. É o encontrar alguém com quem conseguimos chegar a um equilíbrio tal, que não precisamos discutir. Porque nos completamos de tal forma, porque nos encaixamos de tal forma, que conseguimos sempre estar de acordo no que verdadeiramente importa, e conseguimos saber pôr de lado as coisas sem importância em que não encaixamos, mas que minam as relações e o dia-a-dia.

É também o ter chegado a uma fase na minha vida em que não acredito em relações perfeitas, em que não acredito no para sempre, em que não dou nada como garantido. Hoje, encaixamos, funcionamos e não discutimos. Daqui a um mês, se eu continuar com este humor de cão, talvez seja diferente. Mas, pelo menos, que eu possa ter sempre a clareza de perceber os motivos por que discutimos. Que eu possa nunca esquecer tudo o que nos une, pondo de lado o que nos separa.

E que eu não esteja daqui a uns tempos arrependida de estar para aqui a escrever disparates sobre temas que me transcendem. Porque, aos 34 anos de idade, as relações humanas ainda me transcendem. Só vou fingindo que já sei alguma coisa sobre o assunto...

sábado, 15 de abril de 2017

Dos castelos...

A vida torna-nos cépticos. Descrentes. Frios. Demasiado racionais.

Talvez não a vida. Inocente no meio de tudo o que fazemos com ela. São as pessoas. O problema são sempre as pessoas.

As pessoas, que nos magoam, que nos iludem (e desiludem). As pessoas, que nos tiram o tapete (e os anos que eu demorei a perceber verdadeiramente o sentido desta expressão!). As pessoas, que deixamos entrar no nosso mundo, somente para o destruírem e deixarem em cacos.

Queda após queda, vamos ficando mais frios. Mais racionais. Demasiado racionais.

De cada vez que temos de reconstruir os cacos em que deixaram a nossa vida, reconstruímos o muro à nossa volta. Cada vez mais alto, cada vez mais forte, cada vez mais impenetrável.

Sempre que nos deitam ao chão, levantamo-nos. Mas levantamo-nos apenas para nos arrastarmos para dentro da nossa muralha, do nosso castelo, donde não queremos sair.

Eu não quero sair do meu castelo. Quero ficar aqui, quieta, inerte, na minha paz e no meu sossego. Quero ficar no meu canto. Não quero voltar a expôr-me. Não quero voltar a ser iludida (e desiludida). Não quero voltar a passar por tudo outra vez quando as coisas correrem mal. Porque, invariavelmente, as coisas correm mal.

E eu sei, tenho a certeza, que este castelo não aguento nova reconstrução.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Das coisas que eu aprendo...

É tão mais fácil gostar de alguém que gosta de si!...

Esta é uma das lições mais básicas da nossa existência, e não me parece que conste de nenhum manual escolar.

Gostarmos de nós ajuda a que os outros gostem de nós. Porque é mais fácil, porque é mais simples, porque é mais confortável. E é de conforto que se fala, quando falamos de relações.

Quando alguém gosta de si, esse alguém tem confiança em si, acredita no seu valor, e está mais receptivo a que gostem de si também. Quando alguém não gosta de si, entre medos e inseguranças, não acredita que alguém possa gostar de si também. E quem gosta está constantemente a ser alvo desses medos e inseguranças, a ser questionado, a ser posto em causa. E isso cansa. Cansa muito. Por mais que se goste.

Eu sei que esta frase já foi repetida até à exaustão, mas só agora me fez todo o sentido: para que alguém goste de nós, temos primeiro de gostar de nós mesmos. 

32 anos de vida e só agora pude experienciar o verdadeiro que isto é.

Mais vale tarde do que nunca, dizem.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Das respostas às perguntas que ecoam na minha mente...


Ontem, quando elogiaste o meu novo corte de cabelo e eu não quis saber.

Ontem, quando insististe três vezes para que ficasse mais um pouco em tua casa e eu te disse que não.

Ontem, quando quase te obriguei a levares-me à porta porque não suportava mais estar na tua presença.

Ontem, quando em mim algo se iluminou e eu tive a certeza de que não quero perder o meu tempo com alguém que não é capaz de se decidir a estar comigo.

Ontem, quando me despedi de ti, de aperto no peito mas sorriso nos lábios, sem saber se te voltarei a ver.

E tenho pena. Tenho mesmo muita pena. Gosto muito de ti. Mas gosto mais de mim.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Do que me apetece...

Apetece-me perder o controlo. Apetece-me ligar-te. Apetece-me gritar contigo. Apetece-me abanar-te. Apetece-me dizer-te tudo o que não te disse. Apetece-me pedir-te que ultrapasses o que quer que seja que te bloqueia. Apetece-me saltar contigo para este abismo que é tão nosso. Apetece-me correr este risco contigo. Apetece-me perder-me contigo. Apetece-me tentar. Apetece-me correr o mundo com as minhas mãos nas tuas. Apetece-me ficar enroscada nos teus braços. Apetece-me deixar de lado todos os medos e dúvidas. Apetece-me ser egoísta.



Apeteces-me.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Das conversas que eu tenho...

Tu estás para aí farta de falar e eu só te vejo preocupada com ele. E pensares um bocadinho em ti?

Palavras da BFF ontem. E não foi a primeira pessoa a dizer-me isto.

Mas não sou capaz. Não sou capaz de fazer alguma coisa pensando apenas no meu bem, sabendo que o meu bem pode ser o mal de alguém. Não sou.

Se isso faz de mim tola? Talvez. Mas sou tola de consciência tranquila.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Do que eu tiro da comunicação para a vida...


E fez-me um sentido tremendo. E não, não se aplica apenas e só à comunicação.

Se todos nós pensássemos um bocadinho mais nisto, o mundo seria bem melhor. 

Sabermos pôr-nos no lugar dos outros é das maiores lições que podemos aprender nesta vida. Tentar compreender os outros, o que pensam, o que sentem. Mesmo quando são irrazoáveis. Sobretudo, quando são irrazoáveis.

Esta capacidade de, antes de julgar ou fazer suposições, tentar sentir o que o outro sente, pode evitar muitas e infinitas discussões.

Como diz o Seth, é mesmo o único caminho para se poder ter uma comunicação eficaz. Seja em marketing, seja no nosso dia-a-dia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Das minhas incapacidades - parte 137...

Sabes o que mais me assusta? O que me aterroriza e me faz querer fugir?

A tua fragilidade. A tua, diria, sensibilidade. O seres tão emocional. O seres tão o oposto de mim. O ter a certeza de que, contigo, serei um elefante num palácio de cristal. O ter a certeza de que não há outra possibilidade se não a de isto acabar mal. O ter a certeza de que és demasiado especial para mim. O ter a certeza de que somos demasiado diferentes. O ter a certeza de que isto nunca poderá correr bem. O ter a certeza de que tu mereces alguém à altura do teu nível de grandeza. O ter a certeza de que tu precisas de alguém que não sou eu. O ter a certeza de que isto é mais um salto para um abismo. 


(ainda assim, sonhei contigo esta noite, sabes?)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dos passos em frente que são passos atrás...

Não aguento mais esta angústia. Este aperto. Esta ansiedade. Estou cansada de avanços e recuos. Estou farta de estar em suspenso. Não posso mais suportar este não saber. As indecisões. Os mixed signals. Não tenho idade para isto. Não tenho paciência para isto. Não tenho tempo para isto. Quero certezas. Quero avanços. Quero que me arrebates. Quero que me tires do chão. Quero dar um salto sem pensar para o infinito. Não quero meias-palavras. Não quero meias-sensações. Quero tudo. Ou não quero nada.

Desculpa. Hoje baixo os braços e desisto de ti. Porque a vida ensinou-me que, muitas vezes, a coisa mais inteligente a fazer, é desistir. E eu desisto. Desisto por não me poder dar ao luxo de continuar assim. Preciso de certezas na minha vida. E tu és um gigante ponto de interrogação. E eu desisto. Faço um esforço tremendo. Mas desisto e afasto-me. Desisto e ignoro as tuas mensagens. Desisto e tento não pensar nas tuas palavras. Desisto, de coração apertado, de lágrimas contidas nos olhos, num desespero que me consome mas que sei que será passageiro.

Tudo nesta vida é passageiro.


Do nosso pior...

Uma das maiores dificuldades que eu vejo nisto das relações é, provavelmente, esta: encontrar alguém que nos aceite e que consiga lidar connosco quando estamos no nosso pior. Alguém que nos aceite com defeitos, com erros, com traumas do passado.

Mais... Não só alguém que nos aceite assim, mas alguém com quem nós consigamos partilhar o nosso pior. Alguém a quem possamos revelar o nosso lado mais dark and twisted. E não, não temos de contar tudo a alguém. Mas é bom saber que a pessoa que está ao nosso lado consegue lidar com o nosso pior.

Será possível encontrar alguém assim?

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Da taxa de esforço que não a dos créditos...

Dizem-nos que alguém por quem temos de nos esforçar demasiado, não merece ficar na nossa vida. Que quem fica, deve ficar por querer, não por esforço nosso.

Ao mesmo tempo, só queremos na nossa vida alguém que esteja disposto a esforçar-se por nós.

Alguém me explica?

domingo, 30 de outubro de 2016

Das coisas que eu não faço... - II

Não aprendi nada, não.

E hoje arrependo-me de ontem não me ter deixado ficar no teu abraço.

Desculpa. Sou socialmente incapaz. Não sei o que é isso do afecto, do carinho. Deste-me um abraço e eu fugi de ti. Gozaste comigo, brincaste com a minha repulsa às emoções e tocaste na ferida.

Desculpa. Hoje arrependo-me. Muito.

Não estou habituada a demonstrações de afecto. Não estou habituada a ser abraçada. Não gosto que me toquem, sequer, que entrem na minha bolha e no meu espaço. E tu sabes isso. E fizeste questão de o contrariar.

Obrigada. E desculpa. Prometo-te que isto com o tempo melhora.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dos passos atrás que são passos à frente...

Devia afastar-me. Devia retirar-me discreta e estrategicamente. Devia parar esta bola de neve que rola encosta abaixo, crescendo, crescendo, crescendo.

Adivinho o que vai acontecer no final e não vai ser bonito... A última coisa que eu quero é que alguém, este alguém, se magoe por minha causa.



Tenho mesmo de me afastar, não é?...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dos corações que se partem como pedaços de cristal...

Ontem parti um coração. E só quem já viu o seu coração ser partido, sabe o que custa partir o coração de alguém.

Não o queria ter feito. Era tão mais fácil não o ter feito!... Isto de procurar o amor e a pessoa certa é tão cansativo que eu podia ter ficado com ele. Ficávamos juntos, casávamos, tínhamos filhos, criávamos a família pipoca. Mas não. Porque apesar de ele ser o namorado perfeito, não é para mim. Porque apesar de ele me adorar e dizer que sim a tudo o que eu digo, faço e peço, não é isso que eu quero para mim. 

Porque o caminho mais fácil, nem sempre é o melhor para mim.

Como é que se parte um coração? O que é que dizemos a alguém que vemos encolher três centímetros à nossa frente? Como é que se alivia a dor de um coração partido? Ao fim de 32 anos de vida, usei a expressão: o problema não és tu, sou eu. Porque sou. Porque eu é que sou esquisitinha e complicada. Porque eu é que me fecho na minha bolha. Porque eu é que sou incapaz de dar e receber amor (ela tinha razão). Porque eu é que não me dou, não me entrego, não me deixo ir. Porque eu é que tive tanto trabalho a apanhar os cacos do meu coração no passado, que agora não quero correr o risco de ele se voltar a partir. Por isso, fecho-o num cofre secreto. Por isso, fecho-me.

O problema não és tu, sou eu.


Desculpa.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dos homens que adoram as mulheres (tudo o que deviam saber)... - V

Não foi preciso estar a ler o livro do Carnegie para chegar a esta simples conclusão: a forma mais fácil de cativarmos alguém, é mostrarmos interesse por essa pessoa.

Mas verdadeiro interesse. Fazer as perguntas certas e, sobretudo, querer ouvir as respostas.

Se ao conversarem com alguém perguntarem, por exemplo, como lhe correu o dia de trabalho, e vos responderem simplesmente: correu bem. Esqueçam. Não vale a pena. A pessoa não está interessada e não se quer dar ao esforço de desenvolver o tema e de vos contar como correu o seu dia.

Muito provavelmente porque sentiu anteriormente que não havia interesse e/ou curiosidade do outro lado, e acha que não vale a pena o esforço.

E isso é o pior que pode acontecer: falarmos com alguém e sentirmos que a pessoa não está minimamente interessada no que estamos a dizer ou que não quer saber. Mesmo que tenha sido a pessoa a perguntar!...

Se queremos que se interessem por nós, temos, antes de mais nada, de nos interessar pelo outro. De querer ouvir, conhecer, aprender. Só depois conseguiremos que o outro se interesse por nós.

E isto aplica-se a relações amorosas, mas também familiares, de amizade e de negócios.



Esta semana, oiçam mais e falem menos. Experimentem.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...