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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Da outra face da Internet...

Li recentemente uma entrevista que me chocou. Chocou-me na medida em que me chocam todos os banhos de realidade que a vida me vai dando. Eu vivo na bolha do meu mundo cor-de-rosa, da nossa sociedade justa e equilibrada, deste país tranquilo e seguro. Mas o Mundo é incrivelmente diferente daquilo que é o meu Mundo. E o Mundo choca-me. Muito. Muitas vezes.

Esta entrevista fala sobre o outro lado da Internet e das redes sociais. Do Facebook, mais especificamente. Da realidade que não vemos. Da crueldade da figura humana. Fala de terrorismo, de pedofilia, de violações, de homicídios e suicídios em directo. Fala de realidades tão distantes das nossas, que nos esquecemos delas. Mas que existem. Todos os dias. A toda a hora. Porque o ser humano é capaz das coisas mais incríveis, mas também é capaz dos actos mais bárbaros. 

Se tiverem curiosidade, leiam a entrevista aqui

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Das coisas que não me surpreendem verdadeiramente...

O post mais lido de sempre deste blogue foi... Este!

Pois é. Nem sequer é um post muito antigo. E destronou completamente aquele que era o mais lido de sempre, com uma vantagem gigante, e que já tinha 2 anos de pódio (era sobre a minha viagem a Praga).

A explicação? É muito simples. Adoramos sangue. Adoramos desgraças. Somos portugueses. Somos assim. E vemos um título que fala em discussões, e vamos a correr a clicar. É mais forte do que nós.

Se ao olhar para as estatísticas do blogue fiquei surpreendida por alguns instantes, rapidamente percebi que a explicação só pode ser essa. E não, não é assim tão surpreendente. We're only human, after all...

Por acaso, não foi de propósito (em casa de ferreiro, espeto de pau), mas da próxima vez que precisar de um copy que realmente gere cliques, já sei qual vai ser a estratégia!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Do Web Summit...

Também eu quero falar sobre o Web Summit. Se toda a gente fala, eu também posso, certo?

Pois que parece que este ano virou moda falar do Web Summit. O ano passado ninguém dizia nada porque, na verdade, ninguém sabia bem o que aquilo era. Este ano, não. Este ano já toda a gente tem alguma coisa a dizer. E mal, de preferência.

E isso cansa-me. Aliás, maça-me, como diria alguém.

A primeira coisa que me inquieta é uma dúvida que me assola e não me deixa dormir. De todas as pessoas que criticam o Web Summit, quantas lá foram? Quantas lá estiveram? Uma em cada dez? Ou isso é exagero? É que, tenho para mim, muitos dos que criticam, têm aquilo a que comummente chamamos de… Dor de cotovelo! “Ah e tal, eu não fui mas não preciso de ir para saber que aquilo não presta! Eu lá gastava aquele dinheiro num bilhete! Ainda se fosse um jogo do Benfica!”

A segunda coisa que me inquieta (puxem um banco e sentem-se, que isto pode ser longo…) é não saber quantas pessoas acreditam verdadeiramente naqueles preços dos bilhetes. Seria interessante saber quantas pessoas, efectivamente, pagaram os referidos 1500€ (ou lá quanto era…). Claro que a organização não vai, nunca, divulgar tais dados. Aquilo é um negócio, claro está! Mas estou em crer que muito pouca gente, se é que alguma, pagou o preço total do bilhete. Eu não paguei, certamente. E mais 10 000 mulheres também não. E mais 10 000 jovens e estudantes também não.  E mais 2 600 jornalistas. E mais 1 200 oradores. E mais umas centenas de patrocinadores. E mais 2 100 start-ups. Será que alguém pagou? Fica a dúvida. Mas, ainda que tenha pago, alguém tem alguma coisa a ver com isso? Faz sentido discutir aquilo que alguém está disposto a pagar por alguma coisa? Generalizemos e imaginemos um homem e uma mulher a discutirem preços de sapatos e de bilhetes de futebol, por exemplo. Daria em alguma coisa? Não. Uma das primeiras coisas que se aprende em Marketing (e na vida, até), é que preço e valor não são a mesma coisa. O preço que cada um pagou para estar no Web Summit tem tudo a ver com o valor que cada um lhe atribui. E, mais uma vez, ninguém tem nada com isso.

Para mim, o Web Summit faz sentido. É um evento interessante, importante, e no qual continuarei a participar, se tiver essa possibilidade.

Para muitos dos investidores que lá estiveram, o Web Summit faz sentido. Conhecem projectos novos em que podem apostar, de forma rápida e concentrada.

Para muitos dos patrocinadores, o Web Summit faz sentido. Talvez por isso, vimos muitas empresas que estiveram lá o ano passado e fizeram questão de lá estar este ano outra vez.

Para muitas das start-ups, o Web Summit faz sentido. Todas, sem excepção, com as quais falei o ano passado, me disseram que valeu a pena. Já este ano, conheci mais de perto o caso de uma que vai sair em destaque numa publicação nacional como uma das dez ideias mais interessantes do Web Summit. E isso, não tem preço!

Se o Web Summit faz sentido para toda a gente? Não. Nem é suposto. Se todos pagávamos para lá ir? Não. Nem é suposto. Se todos achamos que aquilo é o máximo? Não. Nem é suposto.


Vamos respirar fundo mais vezes, vamos atirar menos pedras, vamos criticar menos, e vamos ser mais felizes. Sim?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Do que eu tiro da comunicação para a vida...


E fez-me um sentido tremendo. E não, não se aplica apenas e só à comunicação.

Se todos nós pensássemos um bocadinho mais nisto, o mundo seria bem melhor. 

Sabermos pôr-nos no lugar dos outros é das maiores lições que podemos aprender nesta vida. Tentar compreender os outros, o que pensam, o que sentem. Mesmo quando são irrazoáveis. Sobretudo, quando são irrazoáveis.

Esta capacidade de, antes de julgar ou fazer suposições, tentar sentir o que o outro sente, pode evitar muitas e infinitas discussões.

Como diz o Seth, é mesmo o único caminho para se poder ter uma comunicação eficaz. Seja em marketing, seja no nosso dia-a-dia.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Do que me passa pela cabeça depois de mais um dia de Web Summit...

"If you're not pissed, what is fucking wrong with you?!" - Dave McClure @ Central Stage  WebSummit


Foi com esta e outras frases de indignação e desilusão que Dave McClure pôs uma Meo Arena cheia de pé e a aplaudir.

Entre muitas outras coisas, hoje vi serem levantadas algumas questões importantes e foi lançado um repto a todos os empreendedores e pessoas ligadas à comunicação e aos media ali presentes: pensem no que andam a fazer e assumam a responsabilidade que têm.

Estas eleições não são só importantes para os EUA. São importantes para o Mundo. São importantes para todos nós. Estas eleições mudaram o Mundo e o papel dos meios de comunicação e das redes sociais, bem como o seu impacto.

De quem é a responsabilidade do que vemos acontecer? Qual é o futuro da comunicação? E da democracia? Hoje ouvi alguém (naquele mesmo central stage) a questionar a possibilidade de existir um regulador que controlasse toda a comunicação. Sim, há quem ache que isso é uma solução. Talvez seja melhor pararmos todos para pensar nisto. Caminhamos para uma nova ditadura? Para o fim da democracia? Para a necessidade de voltar a controlar o que se comunica e como?

Todos devemos parar para pensar nisto mas, sobretudo, quem trabalha nestas áreas e pode causar impacto no Mundo. Que Mundo estamos a construir e qual é o limite?

Por outro lado, muitos dos que ouvi bradarem #jesuischarlie, são os que hoje chamam burros e ignorantes aos americanos que exerceram o seu direito de voto. Goste-se, ou não, os americanos votaram em quem quiseram. Eu também não votei na esquerda, e não chamei nomes a quem o fez.

Vamos usar a liberdade que temos, o privilégio que temos no acesso à comunicação, e vamos fazer do Mundo um lugar melhor?

Vamos usar mais as redes sociais para partilhar coisas boas, casos de sucesso, bons exemplos, e menos para instigar ódios, racismos e violências? Vamos criticar menos e aplaudir mais? E nas próximas eleições, vamos todos votar? Vamos exercer o nosso direito (e dever) de voto?

Não quero ser pessimista, dramática ou derrotista, mas gostava mesmo que, nesta era que hoje começa, todos parássemos para pensar um bocadinho no que andamos aqui a fazer e quais os limites da nossa liberdade e da nossa responsabilidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...