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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Dos feitios...

Alguém chegou aqui ao blogue pesquisando "gatas siamesas mau feitio".

E eu não consigo evitar uma tremenda vontade de me rir.

Mau feitio? Mau feitio?! Mau feitio tem a Cookie! A Cookie é a ruindade em forma de gato e de siamesa não tem nada. É uma perfeita rafeira tartaruga, feia que dá dó.

A minha Lady, essa sim, descendente de siameses, era apenas a modos que ligeiramente territorial. Digamos que na casa dela só entrava quem ela queria. E isso resumia-se muito simplesmente aos donos. Mas era só isso. Uma questão territorial. De resto, era um amor e tive com ela uma relação que dificilmente terei com qualquer outro animal.

Já a Cookie, herdou todo o meu mau feitio, as minhas birras de sono, e, quiçá, também terá sido a mim que foi buscar a ruindade. A Cookie morde, ataca, não deixa que lhe façam festas sem que comece a morder (morder mesmo, não são trincas carinhosas), só aguenta estar ao colo mais do que cinco segundos quando chego ao casa ao fim do dia e temos o momento de mimo do dia. 

A Cookie é o verdadeiro gato: é tudo ao ritmo dela, como ela quer, quando ela quer. Se ela quiser, vem para o meu colo dormir. Mas só dormir. Ai de mim que tente dar-lhe festas! E é também altamente interesseira: quando quer comer, toda ela é doçura, e turras e miados doces. Aliás, um dos raros momentos em que lhe consigo dar festas é quando ela pedincha comida ou água (da torneira, claro).

Não, a Cookie não é fácil. E sim, a Cookie continua a tomar os calmantes. E está ligeiramente melhor. Mas é um gato. E não há calmante que mude isso. Se eu gostava que ela fosse mais fofinha e amorosa e cutxi-cutxi? Convenhamos que não me importava nada. Mas é a minha Cookie, desvairada que só ela, e eu gosto dela assim.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Das coisas que ainda mexem comigo...


O Facebook tem muitas e variadas coisas boas e más. Uma delas é o fazer com que pessoas que já não fazem parte da nossa vida, continuem a pairar à nossa volta, quando existem amigos em comum.

Se me custa ver fotos do meu ex na sua nova vida? Nada. Mesmo. Tenho isso bem resolvido e arrumado e a certeza bem mais que absoluta de ter tomado a decisão certa.

Já o mesmo não posso dizer quando vejo uma foto de uma das pulguentas. Acabei de ver uma da Lady e não consigo evitar as lágrimas.


Estranha coisa esta de se sentir mais falta de um animal do que de uma pessoa! Diz muito, realmente...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dos dias mais sombrios...

Irritam-me profundamente as pessoas que só se choram e se queixam.

E irrita-me profundamente que, por vezes, eu seja uma dessas pessoas.

Mas hoje, perdoai, isto não está fácil.

Hoje, uma pessoa que conheci há muitos, muitos anos, nestas andanças das internets, perdeu o seu fiel companheiro de muitos, muitos anos. E eu só posso imaginar a sua dor.

Isso e pensar na dor que sinto por não ter as minhas pulgas comigo. Com a separação, e porque fui eu que saí de casa, separei-me também delas. Infelizmente, a minha vida actual não me permite tê-las comigo. Já pensei trazer só a Amorazita para perto de mim mas não acho justo obrigá-la a viver em metade da casa (porque não vivo sozinha). Quando posso, vou vê-las. Mas não é o mesmo. Nunca será. Até porque não faz muito sentido continuar a ir lá a casa.

Tenho saudades delas. Muitas. Muitas mesmo. E receio que o tempo faça com que se esqueçam de mim. A Lady não. Que continua a lamber-me a cara de uma ponta à outra sempre que me vê, e não sai de ao pé de mim. Mas, ao mesmo tempo, a Lady é a que eu sei que nunca poderá viver comigo. Nunca seria capaz de lhe fazer isso. 

Tento não pensar muito nisto. Tento pensar que é o melhor para elas. Mas não se esquece uma parte de nós. Não se esquece.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dos pequenos grandes prazeres...

As pessoas não percebem, mas se há coisa capaz de me fazer andar para a frente é regressar a casa depois de 30 horas para esquecer e deitar-me na cama e dar por mim com as três pulguentitas deitadas à minha volta.


É coisa para me fazer chorar assim como se não houvesse amanhã. Mas as pessoas não percebem.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Do meu jardim...

Aqui há umas semanas, achei por bem trazer um Limoeiro da Feira de São Pedro de Sintra. Claro que, depois disso, não me podia ficar por aí... Então, hoje, foi dia de jardinagem na minha mini-varanda.

Aqui vão nascer courgettes:

Aqui vai nascer erva gateira para as princesas 
(e para o hipopótamo, quiçá):

Aqui vão nascer Túlipas:

Aqui temos Manjericão e vamos ter (espero eu!) cebolinho e cebolas.

E aqui temos o meu precioso Limoeiro. Vamos ver se resiste às feras!...

E, por último, como não podia deixar de ser, as três meninas que hão-de dar cabo de tudo o que me deu tanto trabalho... 
Cá em casa já se fazem apostas de quanto tempo isto vai durar!...


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dos meus desastres...

Acabei de entornar leite e cereais para cima da Lady... E do portátil... E do telemóvel... E do sofá... E de mim, claro...

É bem feita. É para não me pôr a comer a estas horas. 


Só por causa disto vou buscar umas bolachas e uns marshmallows...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Das prendas de Aniversário... - I

Do mano e da cunhada recebi um postal onde faziam alusão ao facto de eu não fazer anos... Pelas contas deles, eu fiz 6 anos e três quartos. Assim, as prendas foram estas:

Um postal amoroso!


Um hipopótamo com um baby-hippo lá dentro para pintar!


Uma embalagem de Cupcakes da Barbie prontos a fazer
e o respectivo kit de Fun Sprinkles (não vale gozar!).

O livro Cupcake Heaven, com receitas de fazer babar. Mesmo!
Acho que vou perder horas de volta dele.
Deixo algumas imagens:




A Lady também gostou dele!















Apetece comer, não?


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Das Prendas de Natal...

Eu sei que o Natal foi há mais de um mês, mas eu ando com um certo jet lag em relação ao resto do Mundo. Aqui fica uma das minhas prendas mais favoritas:



Além da caixa, que é gira por si só, lá dentro vinha o serviço de chá mais lindo e fofo do Mundo! Com gatos, claro:



Dona Lady, com medo de ser trocada por tantos gatos, fez questão de ficar na fotografia!

Não dá (ainda mais) vontade de beber chá?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Da minha Lady...

Dona Lady já foi ao veterinário. O balanço não foi mau: saí de lá só com um arranhão e não houve mais vítimas a lamentar. Menos mal. Ou não. O facto de ela estar doente é que fez com que ela estivesse mais calma e com que eu a conseguisse segurar.

Confirma-se que está doente. Com o quê? Não se sabe. Levou uma injecção de antibiótico e agora é esperar para ver. Tem três dias para se pôr fina, se não volta recambiada para lá.

E é bom que se ponha fina que me ia dando uma coisinha má ao sair de lá. E não foi por pagar a conta. É que eu sou daquelas que tem um sangue frio enorme quando é preciso, mas depois de passarem as tempestades, dá-me a travadinha. Foi o caso de hoje, em que me aguentei a segurá-la mas depois, já na hora de vir embora, não me aguentei em pé com uma quebra de tensão.

Eu já estou bem e recomendo-me. Ela, nem por isso. Mas eu espero que amanhã já se notem melhoras! Vamos ver, vamos ver.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Da Amy... - IV

A Amy olha para mim e começa a ronronar.

Ela está deitada na sua camita (que era da Amora, mas isso não interessa nada) ao lado do sofá, eu olho para ela, ela olha para mim, e ela começa a ronronar como se o Mundo estivesse para acabar.

Não vem para o colo, não salta para cima de mim. Nada. Só olha para mim e ronrona.

E eu olho para ela e babo-me. Como é que esta pulguita, que passou seis meses num barracão abandonado e quando veio cá para casa passava 90% do tempo escondida debaixo da cama e do sofá, agora está assim? Eu babo-me. É inevitável.


Sou mesmo uma pessoa de gatos.



P.S. - A Lady (que está a dormir ao meu colo neste momento) está apenas muito ligeiramente melhor. Vamos ligar à Veterinária e a menos que ela nos diga o contrário, vamos lá hoje à tarde com ela. Só quem sabe o que é levar a Lady ao veterinário sabe o que nos custa, mas tem de ser... Vamos ver.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Do regresso ao mundo real... - II

Defesa: done.

Miss Lady: em observação. Caseira, claro, que com ela só em último caso é que saímos de casa. Já falámos com a Veterinária dela e vamos aguardar para ver. Pode ser só mesmo stress provocado pela nossa ausência (cruzem os dedos!) ou pode ser mais qualquer coisa. Vamos ver.

Tinha saudades de Lisboa. Das nossas ruas e avenidas. Tinha saudades do meu carro, de conduzir, de acelerar. Tinha saudades do sofá e da minha papa Cerelac.

É tão bom estar fora, mas é tão melhor regressar ao nosso cantinho... Tenho mil e uma fotos para mostrar, vou tentar tratar disso amanhã! Hoje ainda me falta uma ida ao hospital e um jantar de aniversário.

Eu ainda agora cheguei de férias e não páro de me queixar. Diz que é não é defeito, é feitio.

Do regresso ao mundo real...

Aterrámos. Correu tudo bem. Custou deixar aquela casa e aquela ilha.

Mas já começava a custar estar longe das pulguitas. Neste momento, tenho duas a dormir em cima das minhas pernas. Estão a matar saudades.

A Lady parece doente. Estamos preocupados. Sobretudo, porque levar a Lady ao veterinário é sempre um processo complicado, muito complicado. Vamos ver. As próximas horas vão ser de coração apertado, mas tenho esperança que seja apenas o reflexo da nossa ausência prolongada. Vamos ver, vamos ver.

Agora, vou enfiar-me na faculdade a fazer a defesa do trabalho.

O resto? O resto não é nada ao ver a minha primogénita assim...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Das coisas que valem a pena... E fazem valer a pena...

Sabemos que valeu a pena tirar a Amy da rua quando, pela primeira vez, ela e a Lady dormem enroscadas na cama delas.

Valeram a pena o esforço, a dedicação, a paciência, as centenas de euros no veterinário. Valeu a pena e enche-me a alma.

Vejo-as assim, lado a lado, e acredito que fizemos a coisa certa.

Mesmo que a relação com a Amora esteja impossível. Mesmo que o futuro seja incerto. Valeu a pena.

E vale a pena viver. Nem que seja por isto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Do gira que eu hoje estou!...

(e modesta também...)


Almoço de aniversário do maridinho, no Comida de Santo (à noite trabalha-se), e eu com o vestido-mais-lindo-do-Mundo que já andava há meses a namorar na Blanco. Os brincos são Swarovski e a gata é rafeiro de rua da Figueira da Foz, também conhecida como Dona Lady.

Sempre que me visto de vestido, sinto-me mais bonita. Sempre. Até pode ser só na minha cabeça, mas que tem um óptimo efeito no meu ego, tem. E isso é bom.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Das minhas princesas, baronesas, duquesas, rainhas do castelo...

E para não dizerem que a Amy não existe, aqui fica a prova:


Podem aproveitar para ficar com uma perspectiva da parte de baixo da mesa de jantar, muito interessante. Aqui, ainda estávamos na fase de passar 90% do tempo escondidas, e as cadeiras eram sempre uma boa opção. Neste momento, estamos numa de roubar a cama da Amora e bufar-lhe para ela se ir embora. Cheira-me que esta menina vai ser fresca...

E para que as manas Lady e Amora não fiquem com inveja, aqui fica mais um momento amoroso Kodak, para mais tarde recordar:



Alguém diria que elas chegariam a isto quando as juntámos? Ainda guerreiam, muito por causa da cama (parecem marido e mulher a lutar pelos lençóis) mas lá se entendem, e passam os dias a dormir agarradinhas, coladas ao aquecedor. Menos agora, claro, que está lá Senhora Dona Amy e a Amora teve de se contentar com o sofá junto à janela.


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dos meus disparates...

Eu sei que há quem pense "esta rapariga é tola, só diz disparates, expõe aqui a vida toda e mais alguma". Diz que sim. Diz que não. Eu exponho aqui a parte que me apetece, quando me apetece. Quem me conhece, sabe que eu sou muito mais do que isto. Só não exponho mais, com medo que me internem. Eu própria me auto-censuro e, recentemente, fiz uma auto-censura de alguns posts que isto nunca se sabe bem quem está do outro lado a ler.

Às vezes, talvez devesse ficar calada. Mas, outras vezes, penso que o blogue é meu e foi criado, precisamente, para eu dizer o que me apetece.

Agora o que me apetece dizer é que vou fazer comprinhas de Natal. Mais logo, talvez me apeteça falar sobre a Amy. A Amy. Vocês não imaginam o que a Amy é. A Amy é dos maiores desafios que já tive na minha vida. Mas logo falarei sobre ela. Neste momento, ela está muito ocupada a tentar convencer a Amora e a Lady a brincar com ela.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Das nossas princesas...

E os testes deram todinhos negativos. E nós pudemos, finalmente, respirar de alívio. E agora vai começar a festa de as juntar todas.

Dona Amora e Dona Amy já se auto-apresentaram com umas bufadelas simpáticas. E agora a Dona Amy, que finalmente descobriu que há casa para além do escritório, anda a explorar coisas como a televisão, os tapetes e coisas afins.

Dona Lady está a dormir ferrada no meio das minhas pernas. Além do sedativo, teve mesmo de ser anestesiada para se lhe conseguir tirar sangue. Dona Lady não é fácil. Quando, finalmente, ela "apagou", a veterinária aproveitou para lhe fazer as festas que nunca tinha conseguido fazer e para examinar tudo o que nunca tinha conseguido examinar. Um bocadinho do meu coração ficou naquela marquesa, ao vê-la completamente inanimada, sem reacção a nada... E ainda vai continuar em suspenso até ela acordar e voltar ao que era...

Dona Amora, pelo contrário, nem de sedativo precisou para se tirar o sangue. Portou-se como uma princesa.

E tudo indica que a Dona Amy, que levou sedativo, para lá caminha.


Eu não sei como é ter filhos, mas estas três pulguentitas dão cabo de mim.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Da guardadeira de chinelos...


A Lady adora enfiar-se em tudo quanto sejam cestos e caixas. Basta pousar o cesto da roupa em qualquer sítio, e ela salta lá para dentro. E a Lady também adora chinelos. Adora atacá-los e roê-los. Agora, imaginem o que ela pensou quando viu um cesto cheio de chinelos, na varanda, ao Sol. Deve ter achado que tinha chegado ao Paraíso!

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...