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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Dos dias em que viver cansa...

Hoje o acordar foi difícil. Ele é que fez uma Maratona, e eu é que tenho a sensação de ter sido atropelada por um camião.

Talvez seja das dores de dentes. Ou da sua ausência. Já que o que me dói é o vazio deixado pelo dente que arranquei na sexta-feira.

Não consegui dormir em condições, o que seria bastante razoável, depois de ontem ter acordado antes das seis da manhã. Eu nasci para dormir. Eu preciso de dormir. E, se não durmo, não funciono.

Acordei cansada, (ainda mais) rabugenta, desanimada e deprimida.

Ontem ao final do dia tomei uma decisão importante. Havia uma pequena esperança de uma grande mudança na minha vida em breve, mas ontem eu disse adeus a essa esperança. Ontem, no rescaldo da Maratona dele, pus-me a fazer contas à vida e decidi fechar uma porta. Talvez se abra uma janela, já diz o cliché. Mas eu não gosto de clichés, nem neles acredito. Acredito no que é racional. E ontem fui racional.

Talvez por isso tenha acordado assim. Pesada, no espírito e no corpo. Com o semblante carregado e a barriga inchada, reflexo dos abusos do fim-de-semana. Ele é que ia correr, mas eu fui solidária na ingestão dos hidratos. Ou talvez tenha tentado encontrar nos hidratos o consolo que não encontro na vida.

Faltam dois meses para o final do ano. E isso deprime-me. Cansa-me. Desanima-me. 



Ou então está tudo lindo, maravilhoso e fantástico na minha vida, e eu acordei mesmo foi com TPM.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Das coisas que me ocupam os pensamentos pela manhã...

Estou cansada deste corpo.

Não sei quando foi a última vez que tive uma relação saudável com o meu corpo. Não sei se alguma vez tive uma relação saudável com o meu corpo. Não gosto particularmente deste corpo que habito. É um facto. Na maior parte dos dias, temos uma relação cordial de tolerância mútua. Eu tento tratá-lo o melhor possível, numa vã tentativa de me redimir dos erros do passado, ele tenta não me chatear muito. 

Mas há dias em que a relação fica difícil. Há dias em que ele me cansa, em que ele me irrita, em que ele me revolta.

Sim, eu sei. Há por aí tanta gente com coisas gravíssimas e eu aqui a lamuriar-me das minhas pequenas coisas. Eu sei. É estúpido. Mas eu também tenho direito a ser estúpida de quando em vez. E, hoje, as minhas pequenas coisas chateiam-me. Este pequeno corpo defeituoso chateia-me. Chateia-me esta carga genética. Chateia-me que tenha de haver sempre qualquer coisa que não está bem. Chateia-me começar o dia com mais uma porcaria de um exame, que me devia dar ânimo e esperança, e que só serviu para me deixar com dúvidas na cabeça.

Também me chateia a minha falta de resiliência, diga-se. Eu chateio-me a mim própria. Bastante facilmente, até. Uma pessoa quando vai numa corrida, seja de 5 ou de 42 quilómetros, sempre sabe que existe uma meta, um objectivo, um final, que será atingido. Nesta relação com o meu corpo chateia-me não saber bem que final é esse, não saber se vou atingir algum objectivo, não saber nada, na verdade. E chateia-me a facilidade com que eu me abato, com que eu baixo os braços, com que eu tenho vontade de me fechar na concha e de desistir de todo e qualquer esforço. É estúpido. Eu sei.

Amanhã eu sei já passa, mas agora estou assim...

domingo, 26 de maio de 2019

Do dia de hoje...

Eu gostava de vir aqui escrever o relato do Almonda, enquanto ainda está fresco e as emoções estão à flor da pele (para o bem e para o mal).

Mas não consigo. 

Estou demasiado chocada com os valores da abstenção. Talvez não devesse, não é verdade? Mas estou. Porque, às vezes, tenho fé nas pessoas e acredito que as coisas podem mudar. Mas não mudam.

Continuamos um país de gente indiferente, com pouco ou nenhum sentido cívico, que não aproveita as oportunidades que tem para manifestar as suas opiniões, mas que adora criticar tudo e todos, de preferência, nas redes sociais.

Isto cansa-me. Deprime-me. Envergonha-me. Custa-me que, nisto como noutras coisas, não me reveja no meu país. Mas a verdade é essa.

E, pasmem-se, enquanto continuarmos assim, vão lá continuar os mesmos de sempre, a fazer o mesmo de sempre. E esta, hein? 

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Das coisas que eu faço para me entreter... Ou do estado do recrutamento em Portugal...

Isto de estar de baixa deixa-me com muito tempo livre e tenho de me entreter, claro está.

Acabei de responder a este anúncio de emprego.

Depois de me apresentar, de descrever a minha experiência profissional, de referir todas as minhas competências e conhecimentos técnicos, que correspondem a tudo o que pedem, acabei com: Como compreenderá, com toda esta experiência e conhecimentos, não sou elegível para um estágio profissional do IEFP, mas desejo-lhe o maior sucesso a encontrar quem seja!

Foi mais forte do que eu. Lamento.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Das coisas que me fazem rir...

Sexta-feira à tarde, estava eu descansadinha no trabalho a sonhar com o fim-de-semana, quando vejo aparecer no WhatsApp Web uma nova janela. Uma nova janela com o nome do ex-ex, com quem não falava há um ano.

Respirei fundo, continuei a trabalhar, e passados uns minutos fui ver o que me esperava. E o que me esperava? Aquela mensagem fruto da estratégia muito básica e primitiva, de seu nome "deixa cá fingir que me enganei no destinatário". Dizia olá e perguntava se eu ia ao Marquês no Sábado.

Ignorei. Voltei a respirar fundo e continuei a trabalhar, com um rol de palavrões a correrem-me o cérebro.

A segunda parte desta estratégia genial não tardou. Novas mensagens. A pedir desculpa, que não era para mim, que foi engano, aproveitando para perguntar se estava tudo bem e para mandar um beijo. Assim: um beijo. Toda a gente sabe que nestas coisas da comunicação por vias digitais as despedidas podem ser sempre analisadas e dissecadas: temos um beijinho, beijinhos, bjs, bj, beijo, e muitas outras variações - cada qual com seu grau de importância e significado, dependendo do remetente, obviamente. A escolha de "um beijo", não é aleatória.

Mas... Não respondi. Obviamente, não respondi. Podia ter respondido e teria aqui muitas mais coisas giras para contar e para me rir. Mas não respondi. Se respondesse, possivelmente seria a insultá-lo e a pedir-lhe o dinheiro da multa que tive de pagar por culpa dele, que é coisa demasiado recente, que me irrita profundamente e que calhou numa altura em que não dava mesmo jeito nenhum.

Mas... Não respondi. Ensinou-me a vida que, coisas destas, não merecem resposta. Mas... Sempre dão para rir!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Das minhas vontades...

Daqui a duas horas e qualquer coisa tenho um jantar. Um jantar a que não me apetece ir. Não me apetece nem um bocadinho.
Pior, não sei o que vestir. Pior, o jantar vai ser na rua. Não sei bem como, com este tempo, mas suponho que haja alguma espécie de cobertura. Sei que vou ter frio.
E sei que o que me apetecia era ficar no meu sofá.
Mas não. Tem de ser. Diz que vão pessoas a este jantar que podem vir a ser importantes no meu futuro. E lá vou eu, roupa pipoca, sorriso na cara, pôr em prática o que aprendi de networking.
Ou corre lindamente, ou vou rogar muitas pragas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Da falta de paciência... - I

Parece que ninguém gosta, mas o que é certo é que toda a gente fala disso. Refiro-me à mais recente campanha publicitária do Cristiano Ronaldo. Já não há paciência para tanta gente a falar do mesmo, a dizer o mesmo. Bem ou mal feita, a campanha conseguiu aquilo a que se propunha: publicidade, falatório, dezenas de reproduções das famosas fotos. E não é preciso dizer mais nada.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...