domingo, 18 de novembro de 2018

Do meu estado actual...

No sofá, com o Snow a dormir ao meu lado, a ouvir músicas de Natal.

Chegámos sexta, exactamente 23h depois de termos saído do hotel em Varadero. De rastos e completamente baralhados com a noite passada a voar, o fuso horário e o jet lag.

Foram duas semanas de férias que pareceram uma vida inteira. Vimos tanta coisa tão diferente, que ainda não consegui processar tudo. Assim que eu o consiga, vão sair muitos e variados posts!

Ontem fomos buscar o Snow (ficou no Jardim Zoológico com os primos leões), que veio super carente e deprimido (já lhe prometi que não volta a acontecer...). 

Hoje fomos comprar a nossa primeira árvore de Natal a dois. Já a montámos mas ainda não a decorámos. Vou testar aquela teoria que diz que devemos deixar que os gatos se vão habituando à árvore a pouco e pouco, não pondo as novidades todas logo de uma vez. Também acho que a vou amarrar ao varão dos cortinados. Just in case.

E agora vou tirar 2 ou 3 horas para ler tudo o que por aí se escreveu na minha ausência.

Boa semana, Mundo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Das coisas em que (não) acreditamos...

Deixei de acreditar no para sempre. Naquela ideia romântica de que as coisas não vão ter fim, que serão eternas. Nada é eterno, tudo tem um fim.

Deixei de acreditar no amor para a vida toda. Porque a vida toda é muito tempo e a vida dá voltas e voltas.

Não sou capaz de usar expressões como "amor da minha vida". A minha vida é tão curta, e eu não sei se terei mais amores, não sei qual será o amor da minha vida. 

Sei o amor que tenho hoje. Sei que quero que dure o mais possível. Sei que é o meu amor. Apenas e só.

Não sei se a vida me tornou fria ou se, simplesmente, me tornou menos ingénua. Mas sei que me ensinou que na vida não há certezas, não há verdades absolutas, não há nada garantido. E isso só me faz querer dar mais valor ao que tenho. Porque não sei por quanto tempo o vou continuar a ter.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Do estudo do dia... - I

As pessoas que montam as decorações de Natal mais cedo são mais felizes, diz um expert.

Eu gosto do Natal. Gosto das decorações. Gosto da antecipação. Gosto da contagem decrescente.

Se isso faz de mim uma pessoa mais feliz? Não sei. Mas gosto de acreditar que sim.


(vou tentar manter por aqui esta fabulosa rubrica, certa de que material não me faltará...)

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Das coisas que descobrimos num treino de 5km...

Por aqui, continuamos em modo treinos curtos e lentos. Mas duros e difíceis.

No fim-de-semana fomos para Lagos e fomos correr. Quando fiz a mala (uns bons 10 minutos antes de sair de casa...), decidi agarrar nos Vomero mai' lindos, que começavam a acusar alguma ciumeira, face aos GT-2000, que tenho utilizado nos últimos tempos, nas raras vezes em que corro (ou caminho, ou qualquer coisa desse género).

Como certamente não se recordam, eu tenho um grande drama com as bolhas nos pés. Depois de um teste na Asics que confirmou que tenho passada pronadora, comprei os GT-2000, mas nunca os usei muito, porque quando os comprei estava na fase final da preparação para a Maratona e não fazia sentido estar a inventar com ténis novos, e depois disso não corri muito mais. Não cheguei a fazer um post sobre eles, precisamente, por esse motivo.

Quando voltei a correr, e depois de os pés terem tido todo o tempo do mundo para recuperar, as bolhas não voltaram a aparecer. Mas eu sempre achei que isto era por estar a correr, no máximo, 5km, e que não podia daí tirar qualquer conclusão e afirmar que os GT-2000 estavam a fazer a diferença.

Até que corri com os Vomero em Lagos... E, afinal, bastam 5km para eu ficar com bolhas nos pés. E, afinal, os GT-2000 fazem mesmo diferença.

Não vou já lançar os foguetes todos porque quero esperar por voltar a correr a sério, para perceber como os meus pés reagem a treinos mais longos. Mas... Há esperança!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Das novas doenças desta sociedade em que vivemos...

Diz um daqueles estudos que hoje em dia se multiplicam à velocidade da luz, que temos uma nova doença a afectar a população no século XXI: o vício de viajar.

Doente me confesso. E deve ser por isso que ainda não fiz a próxima viagem e já estou super entusiasmada com a que se seguirá.

Inscrições feitas, bilhetes comprados e alojamento marcado.

Vou voltar à (minha) ilha.

Até já, Columbus Trail!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Dos milagres na nossa vida...


Há dias cruzei-me com esta citação num qualquer grupo de corrida. E é isto. É tão isto.

Precisamente seis meses depois da minha primeira Maratona, e quando ainda me custa escrever isto (eu fiz mesmo uma Maratona?), o sentimento é o mesmo: o meu milagre não foi ter feito uma Maratona. O meu milagre foi ter feito a inscrição, foi ter passado por meses de treino, foi ter vivido mil altos e baixos pelo caminho, foi ter abdicado de muita coisa, foi ter arranjado forças ainda não sei bem onde, foi não me ter deixado abater pelo que aconteceu nos dias antes da prova, foi não ter desistido ainda antes de começar. O meu milagre foi mesmo ter posto os pés na linha de partida naquele dia 22 de Abril em Madrid.

Ainda hoje, não sei como fui capaz. Ainda hoje, digo o mesmo a quem me pergunta: fazer uma Maratona não custa. Custa é todo percurso até lá.

Mas vale tanto a pena!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Da outra face da Internet...

Li recentemente uma entrevista que me chocou. Chocou-me na medida em que me chocam todos os banhos de realidade que a vida me vai dando. Eu vivo na bolha do meu mundo cor-de-rosa, da nossa sociedade justa e equilibrada, deste país tranquilo e seguro. Mas o Mundo é incrivelmente diferente daquilo que é o meu Mundo. E o Mundo choca-me. Muito. Muitas vezes.

Esta entrevista fala sobre o outro lado da Internet e das redes sociais. Do Facebook, mais especificamente. Da realidade que não vemos. Da crueldade da figura humana. Fala de terrorismo, de pedofilia, de violações, de homicídios e suicídios em directo. Fala de realidades tão distantes das nossas, que nos esquecemos delas. Mas que existem. Todos os dias. A toda a hora. Porque o ser humano é capaz das coisas mais incríveis, mas também é capaz dos actos mais bárbaros. 

Se tiverem curiosidade, leiam a entrevista aqui

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Da Meia-Maratona de Portugal (ou Vodafone, ou da Ponte Vasco da Gama, ou do IC2)...

Não, não se deixem enganar pelo título. Obviamente, não fui fazer a Meia.

Fui fazer algo bem mais importante. Para mim, pelo menos. E como este blogue (ainda) retrata a minha existência, é muitas vezes dedicado a falar das coisas importantes da minha existência nos dias em que não consigo oprimir a narcisista que há em mim.

Pois que ontem voltei a correr 5km. É verdade! A modos que forcei a Fabiana a ir comigo, e lá fomos as duas, por essa Expo fora, num ritmo estonteante, indo contra o vento terrível que se fazia sentir. Se não fomos mais rápidas foi culpa do vento. Obviamente, foi culpa do vento.

Em nosso abono, que se diga que fomos devagar, mas fomos o tempo todo na conversa. E isso, já se sabe, consome energia e oxigénio. Se não houvesse vento e se tivéssemos ficado caladas, éramos meninas para ter batido uns quantos recordes! Assim sendo, ficará para uma próxima. Até porque ainda não desisti da ideia de um treino da blogosfera... Só me falta voltar a correr!

Depois do treino, a Fabiana tinha outros compromissos, e eu também: tinha-me comprometido com os 4802 atletas que fizeram a Meia-Maratona. Já que não ia correr, decidi devolver ao Universo o que o Universo me tem dado e fui fazer aquilo que tanto gosto que façam por mim: dar apoio a quem ia correr, bater palmas até me doerem os braços, gritar palavras de incentivo, distribuir sorrisos de quem sabe o que os outros estão a sentir (ou acha que sabe), e ajudar a levar algum ânimo a quem dele precisava.




Tinha uma lista generosa de pessoas conhecidas que iam correr e que eu ia queria ver. Não vi quase ninguém... Vi dois dos meninos da minha equipa (que iam lançados nos 100 primeiros e fizeram tempos incríveis!), vi algumas caras famosas de atletas profissionais portugueses, fui chamada por outro colega de equipa, e, basicamente, foi isto. O único sortudo foi o N., que teve a inteligência de controlar o seu ritmo milimetricamente para passar por mim no exacto momento em que eu fazia um vídeo em directo para o Instagram. Curiosamente, acho que ele era dos poucos que não sabia que eu ia, e foi dos poucos que eu vi!... Fiquei mesmo com pena de não ver algumas caras, como o João Lima e uma colega de equipa que se estreou nesta distância.

Esta vida de assistir a provas não é fácil, sabem? É toda uma ciência! Eu já aprendi que escolhi mal o local... Ali o grupo ainda vem muito compacto, porque vem com poucos quilómetros e porque foi pouco depois do primeiro abastecimento. Na maior parte do tempo, tinha mesmo dificuldade em tentar identificar quem quer que fosse!... Também já aprendi que para a próxima tenho de levar um apito, uma vuvuzela, um megafone... Qualquer coisa que dê descanso às minhas mãos, quando já não conseguir bater mais palmas!...

Foi a primeira vez que participei numa Meia, estando do lado de fora. E posso dizer-vos que as sensações são igualmente incríveis! Muito me emocionei, muito sorri, muitas vezes desejei "força!", muitas vezes ouvi "obrigado", muitas vezes me ri com algumas das vestimentas (alguém sabe em que lugar ficou o Asterix?), muitas vezes fiquei muito feliz por poder partilhar algo tão especial com todos aqueles atletas. Correr tem disto. É algo que não se explica. E não me quero tornar numa daquelas pessoinhas irritantes que endeusa as coisas ou que se acha especial ou mais do que os outros só porque já experienciou isto ou aquilo. Todos nós temos as nossas coisas especiais nas nossas vidas. Para mim, a corrida e as sensações que me provoca (mesmo quando não corro), é muito especial. É inexplicável. É indescritível. Não espero que ninguém o perceba e aceito que, para muitos, não faça sentido nenhum.

A todos os que ontem fizeram a Meia, a Maratona ou a Mini: parabéns! Vocês são grandes!

sábado, 13 de outubro de 2018

Das lições que uma chávena de chá nos pode dar...


Este vídeo já tem uns anos, mas voltou a circular agora pelos motivos que se sabem. E é genial de tão simples que é. Parece óbvio, não é? Se a pessoa não quer chá, não a obriguem a beber chá! Simples, assim. Só que para algumas pessoas (e não apenas para alguns homens), isto parece complicado de perceber. Quanto mais não seja, que esta polémica toda sirva para pôr mais algumas pessoas a pensar sobre isto, a falar sobre isto, a perceber que existem limites e que a vontade própria tem de ter sempre a última palavra.



#MeToo

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Do fim-de-semana pela Régua...

Não foi fácil já ir a caminho quando soubemos do cancelamento das provas mais longas do Douro Ultra Trail, mas achámos que o melhor a fazer (ou mesmo a única coisa a fazer), era tentar aproveitar o fim-de-semana prolongado que tínhamos pela frente. E assim fizemos!


Depois de irmos levantar o dorsal dele, e de beber um copo na fantástica esplanada do Museu do Douro, fomos jantar a um italiano (que não deixou grandes saudades, confesso).


Eu comi uma salada. É verdade!... Foi a minha única tentativa de ser saudável no fim-de-semana inteiro. Mas, pelo menos, tentei!


Ficámos confusos com esta mensagem no elevador do hotel, mas decidimos ser rebeldes e agarrámo-nos um ao outro. Sobrevivemos.

Marquei este hotel única e exclusivamente porque tinha piscina. Achava eu que ia aproveitar o tempo que ele ia demorar a fazer os 45km para ganhar a cor que não ganhei durante o Verão que passei fechada em casa... Pois que a piscina era um pequeno lago verde, pois passou a estar fechada desde o dia 1 de Outubro. Pois. 


Como sou uma pessoa amorosa (ou não), Sábado acordei cedo e fui com o louco mais louco do que eu até à partida dos 25km. Na verdade, a alternativa era ele ter de apanhar um dos autocarros que partiam até às 7h30... Ninguém merece, certo?


Pontos muitos positivos para esta partida dos 25km do Douro Ultra Trail! Tivemos direito a um rancho popular a tocar e a cantar, tivemos um abastecimento (acredito que tenham ficado com muita comida a mais, depois do cancelamento das outras duas provas), e tivemos aquela coisa que a malta super saudável das corridas come: nutella. Muita nutella.


Tivemos? Eu não tive nada... Mas tiveram todos os bravos atletas que alinharam naquela meta no Sábado de manhã.




Pouco depois das dez lá foram eles, encosta acima. E eu? Eu fiquei ali, arrepiada, emocionada, de lágrimas nos olhos (benditos óculos escuros!), a tentar gerir as estranhíssimas emoções de, pela primeira vez, assistir à partida de uma corrida na qual não participei. E a vontade que eu tinha de participar!... Custou-me. Custou-me mesmo muito. Eu estava inscrita nesta prova. Eu devia ter ido correr. Mas quis a minha recuperação que assim não fosse. E custou-me... Quem corre sabe bem o que é a adrenalina do início de uma prova, os olhares cúmplices, os sorrisos mais ou menos nervosos, as últimas palavras trocadas, a emoção em crescendo até ouvir o som da partida. São sensações únicas. E das quais eu tenho demasiadas saudades!...

Mas, em não tendo muito mais para fazer, e tendo companhia de outra roadie, aproveitei para dar umas voltas, e acabámos por ir até ao Pinhão. O Douro e as suas paisagens merecem mesmo o título de Património da Humanidade, e é impossível não nos apaixonarmos um bocadinho por aquela região. Não há fotografias que lhe façam justiça.



À tarde, depois da prova concluída, do banho tomado, e de um almoço numa tasca daquelas mesmo típicas, decidimos espreitar o Museu do Douro.




E foi uma bela surpresa! É um museu pequeno, mas que nos permite aprender algumas coisas sobre a história do Douro, e descobrir algumas curiosidades sobre esta região, que está intimamente ligada à produção do vinho do Porto.





Incluído no bilhete do Museu está um copo de vinho do Porto, em jeito de prova, que tomámos a apreciar o pôr-do-Sol e a vista magnífica.


O jantar foi em Lamego, no restaurante Vindouro. E foi tão bom! O espaço, o atendimento, o vinho, o meu filete de robalo e o bacalhau dele, as sobremesas... Não é barato, mas aproveitámos uma promoção do The Fork e acabou por ficar a um preço bastante aceitável para a qualidade do que nos foi servido. Se forem para aqueles lados, vale mesmo a pena! 


No dia seguinte, rumámos a Viseu, já a caminho de Lisboa. Já não ia a Viseu há muitos anos e, apesar de ter sido uma visita curta, deu para passear um pouco pelas ruas e visitar a Sé.


Roupa estendida numa janela Manuelina é um luxo que não é para qualquer um, não!







Almoçámos muito bem, pois claro, que neste país só come mal quem quer, ainda fomos comprar uns doces típicos de Viseu (só para o lanche... não fosse dar-nos a fome pelo caminho), e rumámos a sul. 

Apesar da desilusão com o Douro Ultra Trail, acabou por ser um excelente fim-de-semana, que deu para passear, para descobrir novas coisas no nosso país, para descansar, e para ganhar mais quilos do que aqueles que gostaria.

Não tendo tido férias de Verão, cada um destes fins-de-semana fora sabe-me pela vida! E só comprova aquilo que já todos sabemos: não precisamos de ir para fora para passar bons momentos, comer bem, beber melhor, e ver coisas incríveis!

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...