sábado, 21 de setembro de 2019

De Chamonix... - II - Aiguille du Midi e Mer de Glace

Uma das coisas que queríamos fazer em Chamonix era subir ao Aiguille du Midi. O Aiguille du Midi é o ponto mais alto ao qual podemos chegar "normalmente": apanhando dois teleféricos diferentes, conseguimos ir até aos 3842 metros de altitude. Mais do que isso, só mesmo fazendo alpinismo... E vimos muitos loucos ainda mais loucos do que o meu louco a fazê-lo!


Este é daqueles locais que aparece em todos os guias turísticos como algo a não perder em Chamonix, mas também é algo que divide opiniões, e que é caro. Eu não estava muito convencida, mas ele insistiu, e como acabámos por comprar o Mont Blanc Multipass (mais sobre isso, mais tarde), a coisa não ficou muito escandalosa.

Ainda assim, estávamos com alguns receios, porque o acesso lá acima está totalmente dependente das condições meteorológicas. Ora, nas semanas que antecederam a nossa viagem, as previsões não eram famosas e, muitas vezes, víamos que o acesso estava impedido... Fomos para Chamonix sabendo que o dia com o melhor tempo seria o Domingo, e não queríamos fazer a subida nesse dia por acharmos que podia ser o dia com maior afluência de turistas. Restava-nos a segunda-feira, que não sabíamos bem como ia estar. Felizmente, esteve um tempo espectacular! Céu limpo para uma visibilidade incrível, como se quer, e temperaturas à volta dos 0 graus lá em cima, o que não era nada mau.


Mas... Não bastava decidir e ir. Sabíamos que tínhamos de ir cedo, se queríamos evitar o caos. Muito cedo. E também sabíamos que não queríamos levar o carro, porque íamos começar o dia ali, mas acabar num sítio completamente diferente. Estávamos, então, dependentes do horário dos comboios (que paravam mesmo em frente à nossa Casa da Heidi). E a que horas é que tínhamos de apanhar o comboio para chegar ao Aiguille du Midi cedo? Às 6h54. Bela hora, para começar o dia!... 

O Aiguille du Midi é aquele ponto lá no alto...

O Aiguille du Midi, naquela altura do ano, abria às 7h10, e nós conseguimos chegar lá por volta das 7h30, depois de termos saído do comboio e termos ido em passo acelerado até lá (nós e todos os maluquinhos que saíram do comboio connosco...). E, pasmem-se, já estava uma fila considerável para as bilheteiras!

Mas... Quem tem boca vai a Roma, e eu usei o meu melhor francês para perguntar se, tendo o Multipass, tínhamos de estar naquela fila na mesma. Pois que não! Lá fomos nós e o Multipass já tinha valido cada euro! Eu diria que devemos ter ido no 2º ou 3º teleférico do dia, que nos levou até ao Plan de l'Aiguille (que fica nos 2317 metros). Decidimos ir logo apanhar o teleférico que nos levaria mesmo ao topo, e logo espreitaríamos este patamar intermédio no regresso.

A subida no teleférico!


Com tudo isto, chegámos ao Aiguille du Midi passavam poucos minutos das 8 e aquilo estava... Vazio! Valeu a correria, valeu o madrugar, valeu tudo... A primeira impressão, e que não tem preço, foi o silêncio daquela altitude. Sabem aqueles ruídos parasitas que ouvimos sempre todo o dia a toda a hora? Ali não há isso. Ali não há nada. E é tão, mas tão tranquilizador... A sensação é indescritível.

O primeiro impacto!


Conseguem ver os alpinistas ali na crista branca?

Lá em cima, no topo do mundo, estavam 0 graus e as vistas 360º graus para os alpes franceses, suíços e italianos eram mesmo a perder de vista. Há muita coisa para ver, há diferentes zonas com exposições diversas, há toda a história de Chamonix e do Mont Blanc enquanto estância de ski e local de culto para os alpinistas, há muita informação sobre temas como a hipoxia, para quem tenha curiosidade e queira aprender um pouco mais. Lá de cima há também uma zona de onde os alpinistas podem sair para ir em busca do cume do Mont Blanc (ou de outra coisa qualquer). É não só muito interessante vê-los a preparem-se e a equiparem-se, mas também vê-los depois já a descer, atravessar o glaciar, e começar a subir. Eu bem tentei tirar fotografias, mas eles não pareciam mais do que pequenas formiguinhas, a avançar devagar por ali acima. Definitivamente, eles são os mais loucos de todos!

Eu, com o Mont Blanc lá ao fundo. Assim nem parece tão grande!



Aqui estávamos mesmo no ponto mais alto, para onde se sobe de elevador.

Acabámos por ficar no Aiguille du Midi três horas! É verdade. Andámos lá em cima três horas inteiras, a tirar 1001 fotografias, a ver as vistas todas de todos os ângulos, a tirar uma foto no Step Into the Void (que não ficou assim nada de extraordinário, mas enfim...).


Ainda parámos para tomar um café e um chá, e comer uns frutos secos (esta malta do desporto é mesmo esquisitinha e anda com frutos secos atrás nas férias!... espera! malta do desporto!?... eu!?... ensandeci...). Curiosamente, o bar lá no topo do mundo não é tão estupidamente caro como se posso pensar (tendo em conta a logística que deve ser abastecer aquilo!). Pagámos 6,10€ por um chá e um café. Há sítios em Lisboa onde pagamos exactamente o mesmo, e não estamos num dos sítios mais incríveis do Mundo.




Chamonix lá em baixo, e os Alpes a perder de vista.




Quando nos viemos embora, aquilo já estava bem mais composto e mais agitado, pelo que tivemos a certeza de que termos madrugado foi mesmo o melhor que podíamos ter feito para usufruir em pleno de tudo o que aquele sítio tem para nos oferecer (fica a dica!). 

Ia começar a segunda parte do dia...

Apanhámos o teleférico para o Plan de l'Aiguille, e não sei dizer se é pior a descida ou a subida!... Aquilo anda mesmo depressa e acho que o melhor é mesmo não pensar muito nisso! 


No Plan de l'Aiguille há um café simpático, com uma bela vista, e as temperaturas já estavam bem mais agradáveis. Foi a altura de nos despirmos e dizermos adeus às várias camadas de roupa, e às luvas, e aos gorros. Esse foi, aliás, um dos dramas deste dia. Como íamos lá para cima muito cedo, e sabíamos que ia estar bem fresco, queríamos ir agasalhados, mas como íamos ter um longo dia pela frente, com um trilho pelo meio, não queríamos ir demasiado carregados porque depois íamos ter de andar com tudo atrás todo o dia... Não foi fácil, mas lá chegámos a um equilíbrio e descobrimos que uma pequena mochila de trail é, afinal, uma gigante mochila!




Já mais frescos, decidimos fazer-nos ao trilho. Objectivo? Chegar ao Mer de Glace!

A parte boa deste trilho era que seria maioritariamente a descer, uma vez que começava nos 2317 metros e iríamos até aos cerca de 1900 metros (até Montenvers, de onde desceríamos para o Mer de Glace). O tempo estava bom, sol e calor, excelente visibilidade, e lá fomos nós pelo Grand Balcon Nord. 

Estás a ver aquelas agulhas? É para ai que nós vamos!




Em Chamonix, basicamente, há um vale gigante onde está Chamonix e outras terras (como Argentière), e depois há as duas encostas: o Grand Balcon Nord e o Sud. Isto é uma versão muito simplista, claro, e nada técnica, mas acho que ajuda quem nunca lá foi a visualizar mais ou menos a coisa. Na véspera tínhamos andado no Sud, por isso agora era giro estarmos do lado oposto (o lado onde fica, efectivamente, o Mont Blanc), e estarmos com vista para o lado onde tínhamos andado no dia anterior. Nas fotos de cima dá para ver o caminho que tínhamos pela frente, o Mont Blanc que ficou para trás, e Chamonix lá em baixo. Na imagem seguinte dá para ver Chamonix à esquerda, a encosta toda e o Plan de l'Aiguille de onde partimos, e depois o trilho que fizemos até Montenvers. O Mer de Glace é aquele glaciar que vemos ali, nesta altura meio cinzento, mas que no Inverno está coberto de neve.


Foi um trilho muito mais calmo do que o da véspera, em que já deu para correr um bocadinho, mas pouco, que a altitude fazia-se sentir bem, e fomos a aproveitar as vistas. Foram cerca de 6km, em cerca de duas horas (mais foto, menos foto). Pelo caminho, continuámos a achar tudo super bem assinalado, e fomos sempre encontrando muita gente em ambos os sentidos. Também há quem suba até ao Plan d'Aiguille a pé, para depois pagar menos para subir até ao Aiguille du Midi.

O Mont Blanc ao meio e o Aiguille du Midi à esquerda.


Chegámos a Montenvers pela hora de almoço, já eu estava meio rabugenta, com fome, e cansada. Tínhamos acordado antes das seis da manhã, lembram-se?... Optámos por comer num café/restaurante que lá havia, com opções relativamente saudáveis e sem ser muito caro. 


Aquela coisa azul lá em baixo é a Grotte de Glace.

Descansámos um bocado, recuperámos forças, e decidimos ir então ao Mer de Glace.

Que. Desilusão.

A sério. Aquilo é incrível, e espectacular, e tudo, e tudo. Mas não correspondeu nada às expectativas que tínhamos. Além do Aiguille du Midi, o Mer de Glace era o que nós queríamos mesmo ver, e foi por isso que acabámos por comprar o Multipass. Porque o que íamos pagar para visitar estes dois sítios já justificava comprar o Multipass. O que nós não percebemos, é que o que se paga no Mer de Glace é o comboio que leva até lá (e de volta a Chamonix). A visita ao Mer de Glace, o teleférico que se tem de apanhar para descer até meio do glaciar, e a Grotte de Glace (a gruta de gelo que se pode visitar no meio do glaciar) são de acesso livre. Sentimo-nos um bocadinho enganados, confesso... 



Ainda assim, foi giro. Para chegar ao glaciar, além do teleférico, é preciso descer umas escadas com 500 degraus. E, claro, voltar a subi-las, se queremos sair dali... E foi isso que nos deixou meio desconsolados. Descemos os 500 degraus, estivemos nem dez minutos na gruta, que não tem muito para ver, e voltámos a subir os 500 degraus. Pronto. Claro que é uma experiência diferente, e acabou por ser meio marcante, porque ao longo da descida das escadas, vamos encontrando placas que nos indicam o nível do glaciar ao longo dos anos. E é assustador ver como, de ano para ano, ele vai ficando mais baixo. Não sei se daqui a 50 anos ainda haverá muita coisa para ver, por isso, quanto mais não seja por isso, ainda bem que lá fomos!...



  

De novo em Montenvers, restava-nos apanhar o comboio para regressar a Chamonix. Também é um passeio giro, em que vamos a descer por ali abaixo, vendo as vistas que são sempre incríveis e das quais não dá para uma pessoa se cansar.

Ainda demos uma voltinha por Chamonix, onde já se respirava UTMB por toda a parte, dado que neste dia foi o MCC e a partida do PTL.


O primeiro contacto com a meta, que ele ia cortar daí a 3 dias!



De rastos, apanhámos o comboio e regressámos à nossa Casa da Heidi, para um jantar mais saudável, mas bem acompanhado.



No dia seguinte, o programa seria bem mais calmo!

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Da minha falta de motivação para correr..

Ando preguiçosa para correr. Não me apetece. Invento desculpas (ontem não fui porque tinha de tratar da roupa e da comida em casa). 

Mas, a verdade, é que não me apetece. Deixei de ter companhia (volta, Fabiana), e não consigo assumir o compromisso comigo mesma para ir e correr sozinha. O que é curioso, porque quando comecei a correr, era ver-me 2, 3, 4 vezes por semana, sozinha no Passeio Marítimo. O horário de trabalho era outro e a logística de viver sozinha também. Mas eu era feliz a correr sozinha. Depois habituei-me a correr com companhia e agora está difícil. 

Também não ajuda não estar inscrita para nenhuma prova que me obrigue a treinar. Bom, na verdade, assim de repente, já estou inscrita em 5 provas até ao final do ano sendo 2 já este fim-de-semana. Mas nenhuma que me tire o sono e me obrigue a treinar a sério. São todas geríveis, com mais ou menos sofrimento. E, também por isso, não me tem apetecido treinar.

É também curioso que em relação ao ginásio eu esteja a conseguir manter um certo nível (mínimo) de compromisso. Não sei se é por marcar as aulas, mas há algo em mim que me tem feito ir ao ginásio. Uma vez por semana, vá, não exageremos. Mas é algo que eu não achei que fosse possível.

Queria muito combater esta inércia... Mas não sei bem como. Vou agora a caminho do ginásio e achei que podia ser bom assumir um compromisso com o Mundo: depois da aula que vou fazer, vou tentar correr na passadeira.

E se digo tentar é porque há aqui outro factor que não tem ajudado: no meu último dia de férias, na véspera do casamento da minha irmã, eu decidi entrar num duelo com uma rocha na Praia de Porto de Mós. Inexplicavelmente, a rocha ganhou e continua por lá a desafiar quem por lá anda. Já eu, tive direito a um dedo do pé com uma nova coloração e formato, e uma visita às urgências no dia seguinte. Não sei se já disse, mas o dia seguinte foi o dia do casamento da minha irmã. Não foi nada de grave, mas as dores eram bastante simpáticas e os senhores da Saúde 24 acharam que era melhor lá ir, e eu fui. Drogas, gelo e descanso, foi o que me receitaram. O único gelo foi o dos gins que bebi nessa noite, e o descanso foi no dia seguinte, que a ressaca não dava mesmo para fazer nada.

O dedo continuou roxo, as dores continuaram. Na terça-feira seguinte tentei ir correr, mas sem sucesso. Se de sandálias abertas a coisa era suportável, de ténis era para esquecer. Passaram mais uns dias mas quem não passou foram as dores. Voltei a atacar com as drogas. Chegou o fim-de-semana e eu queria ir correr. Mas o louco mais louco do que eu decidiu ser menos louco do que eu, e aconselhou-me a não ir. Mas fui ao ginásio no Sábado (vêm como eu lá tenho ido?) e, claro, tive dores. Posto isto, entre as dores e a falta de vontade para correr, tenho andado em modo lontra.

Mas hoje... Hoje é que é. Hoje eu vou correr! 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

De Chamonix... - I

O primeiro dia "a sério" em Chamonix era Domingo. Na verdade, o dia foi em Argentière, mas faz de conta.

Eu tinha encontrado um trilho que gostava de fazer (este). Na verdade, a dificuldade foi escolher, porque há tantos trilhos diferentes, que uma pessoa assim à distância perde-se um bocado. Mas aquele parecia-me bem e tinha duas vantagens: começava a 100 metros do nosso alojamento e não era em Chamonix (achei que seria bom vermos mais alguma coisa para além de Chamonix).

Como era o mais exigente dos vários que queríamos fazer, decidimos despachá-lo logo no Domingo, para não ser muito próximo do OCC do louco mais louco do que eu.


O trilho tinha cerca de 10km, e tinha como objectivo ir até aos Lacs des Cheserys, mas nós sabíamos que se depois continuássemos mais um pouco, chegaríamos ao Lac Blanc. Cada um levou uma mochila de trail, levámos umas sandes, muita água, e lá fomos nós, sem fazer ideia do que nos esperava.

E o que nos esperava era isto:


Foram 13,7km, com 1100m de desnível positivo, que fizemos em cerca de 6 horas (já com as paragens para comer - o strava diz que foram 4h16m em movimento).




Primeiro disclaimer: nunca disse tantas asneiras na minha vida. Eu não sou uma pessoa de dizer asneiras. Não sou mesmo. Mas neste dia saíram-me muitas. Umas em pensamento, mas muitas mais em voz mais ou menos alta (ninguém falava português, por isso, estava à vontade...).

Que violência, Senhores! Não dá para ter noção... Nós não temos cá nada nem parecido com aquilo... Nós fomos até aos 2352 metros de altitude, para almoçar à beira do Lac Blanc. Basta pensar que a Serra da Estrela tem 1993 metros... Eu, pelo menos, nunca tinha estado numa altitude tão alta, muito menos indo até lá pelo meu pé!...



Nós subíamos, subíamos, subíamos... E subíamos por onde?... Pelas coisas mais horríveis que eu já apanhei na vida!... Completamente impróprias para cardíacos...


Passo a ilustrar:



Atentem bem no meu ar, depois de subir a primeira destas escadas, a tentar disfarçar o pânico:


Era isto. E mais isto. E mais isto. Em alguns sítios, estavam dispostas lado a lado, e tínhamos de passar de uma para a outra para continuar a subir. E eram várias seguidas. E pelo meio havia passagens em caminhos em pedra tão estreitos que tinham corrimões de ferro cravados na parede. E correntes. E degraus de ferro espalhados pelas pedras que tínhamos de trepar. E mais escadas. E mais correntes. E mais e mais e mais.





Eu não estava preparada para aquilo. O trilho dizia que era de dificuldade média e eu, que me acho a maior só porque já fiz meia dúzia de mini trails, achei que aquilo seria feito sem problemas. Ninguém me avisou é que o conceito de dificuldade média nos alpes franceses não é o mesmo conceito que dificuldade média aqui por terras lusas. E eu descobri isso da pior maneira possível.



Mas... Valeu a pena! Chegámos aos Lacs de Cheserys, depois passámos pelo Lac Vert, e acabámos no Lac Blanc. As fotos falam por si...






Além das subidas impróprias para cardíacos, o trilho em si era pouco corrível, para mim, pelo menos. Era exigente, era técnico, era duro. Muitas pedras muito afiadas, muitas pedras soltas, muitas partes difíceis e, diria mesmo, perigosas. Na subida nem nos esforçámos muito. Eu só queria sobreviver àquela subida infinita e aos efeitos da altitude (e bem que os senti!). Na descida, ao fim daquelas horas todas e com o calor que já se fazia sentir, ainda tentámos correr alguma coisa, mas não muito, porque o trilho não era mesmo muito corrível... Pelo menos, consegui convencer o louco mais louco do que eu a voltarmos para Argentière por outro caminho:


Assim, livrei-me de descer a maior parte daquelas escadas horrendas. Até porque tenho sérias dúvidas de que o conseguisse fazer...






Esta "invenção" de última hora só foi possível porque os trilhos estão incrivelmente bem marcados. Em vários pontos há setas para os vários locais, com indicação do tempo e distância até cada ponto, e é fácil orientarmo-nos, mesmo que não tenhamos o GPX (que tínhamos). Está tudo muito bem preparado para as centenas de pessoas que andam por ali diariamente!

E eu não sei se vocês já ouviram falar no sítio onde Judas perdeu as botas, mas nós descobrimos o sítio onde Judas perdeu as cuecas... E que belo sítio!



Foi uma experiência absolutamente incrível e não podíamos ter começado a nossa aventura nos Alpes de melhor forma. Custou-me horrores, mas nunca esquecerei este dia e as coisas incríveis que vi e vivi. Tirei muitas fotos, fiz vídeos, mas não há nada que se compare a estar ali, rodeada por aquelas montanhas infinitamente altas, com aquelas paisagens a perder de vista, longe do caos e da civilização.



Estávamos no primeiro dia e o Mont Blanc já me tinha apanhado nas suas teias...

Para terminar o dia e recuperar com uma boa dose de proteína, nada como um jantar com vista para o Mont Blanc:




Se alguém teve paciência para ler tudo, esperem mais um bocadinho que isto ainda mal começou...

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