quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 254 (ou do dia em que a Isabel sentiu o mar pela primeira vez...)


Pequena Isabel estreou-se hoje na água do mar. E, após um primeiro susto ao primeiro impacto, até parece que gostou. Ali esteve, a molhar os pés, a pisar a areia, a ver as ondas. Foram uns bons três minutos, mas souberam a muitos mais. 

Se a Covid-19 deixar, aos seis meses pequena Isabel há-de ir para a natação. E se ela quiser, daqui a um ano, pequena Isabel já vai chapinhar à séria neste mesmo mar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Da Maratona de Valência...

É oficial. A Maratona de Valência foi cancelada.

Nada que nos surpreenda, não é verdade? Toda a gente já sabia que este seria o desfecho mais provável mas a optimista em mim (que a há!), continuava com uma muito pequena esperança de que a prova se mantivesse, que a Covid-19 desaparecesse como que por artes mágicas, e que em Dezembro fôssemos fazer a nossa primeira viagem em família. Quis a vida, ou a Covid-19, que assim não fosse.

Ainda não conferenciámos com a restante família que também ia, mas não creio que a viagem vá acontecer. Houve uma altura em que eu achava que sim: mesmo sem prova, a viagem estava paga, pelo que íamos lá passear na mesma. Com a actual escalada de casos, e com a previsão do que vem aí com a chegada do Inverno, eu já mudei de ideias e não me vejo a ir para Espanha nos próximos tempos. O que é pena.

Pontos positivos: pode ser que lá vamos em 2021 e eu já possa fazer a prova (só tenho de arranjar babysitter para ficar com a miúda), e já andamos a ver possibilidades de alteração dos bilhetes, para ir fazer outra coisa gira, noutro sítio, nos primeiros meses de 2021. Se bem que seja impossível fazer planos nesta altura, mas uma pessoa sempre pode ir sonhando...

A propósito, ou não (que não tem nada a ver), um dia destes apanhámos na televisão uma reportagem sobre o campeonato mundial de Trail, em que falavam da última edição do MIUT. Tinha muitas e variadas imagens da prova, dos atletas, do percurso, e eu fiquei de boca aberta a olhar para aquilo. Já percebi por que motivo há alguns malucos que lá voltam, ano após ano... Eu sei que a Madeira é bonita, eu sei que a prova é incrível, mas ver aqueles vídeos dos percursos da prova, deixou-me mesmo maravilhada e com vontade de lá ir um dia...

Voltamos ao mesmo: uma pessoa sempre pode ir sonhando...

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 247


Hoje fui fazer um passeio matinal com a Isabel, e na nossa volta aproveitei para ir à lota comprar marisco. 

Faz parte dos nossos rituais nas férias em Lagos: ir comprar marisco fresco à lota, sempre no mesmo sítio, sempre à mesma senhora. 

Este ano, talvez fruto da Covid-19 e de uma eventual diminuição da afluência de turistas, tem havido mais variedade e quantidade de mariscos, e eu agradeço. 

Já comemos conquilhas, que eu adoro e que já não comia há toda uma vida (a apanha está frequentemente interdita), percebes, que eu também adoro, e hoje fui mais comedida e trouxe só um quilo de berbigão e uma caixa de ostras para ele (eu dispenso comer coisas vivas...). 

Depois de 6 meses fechada em casa, estes pequenos rituais são ainda mais especiais, e estes petiscos têm um sabor único. No fundo, trazem-me lembranças de outros tempos de normalidade, em que a vida fluia feliz e leve... 

Aproveitemos! 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 246

 

Hoje fomos apresentar-lhe a Meia Praia, onde eu já passei horas e horas e horas e horas, noutra vida. Nesta vida, sei que a partir do próximo ano também ali hei-de passar horas e horas e horas, porque enquanto não há vento, a Meia Praia é o sitio ideal para quem quer pôr crianças a chapinhar na água, com mini-ondas, piscinas e poças à beira-mar e muito espaço para o distanciamento social (antes da Covid-19, eu já era anti-social). Mais tarde, quando ela estiver a treinar para nadadora olímpica (alguém falou em projecções?), havemos de a levar a praias incrivelmente bonitas como o Zavial ou a Cordoama. Há todo um mundo por explorar, à espera que ela o conheça, e a sensação de lhe poder dar esse mundo, é incrível. 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 245


Há quem fale em Setembro como um mês de recomeços, de regresso à rotina, à vida, à escola, ao trabalho. 

Para a Isabel, este Setembro é um mês de estreias. Hoje foi dia de se estrear na praia.

sábado, 29 de agosto de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 242


Temos andado a percorrer os parques e jardins de Lisboa com a Isabel, ao ritmo de um por semana. 

Hoje, fomos à Quinta das Conchas. Eu, só lá tinha ido duas vezes e ambas em plena Corrida do Aeroporto. Ele, nunca lá tinha ido, mas ficou com vontade de ir lá treinar. Ela, dormiu o tempo todo, mas um dia há-de correr por aqueles relvados infinitos ou pelo meio da mata. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 240


A foto não é de hoje. Obviamente e lamentavelmente. 

É de há um ano. Em Chamonix. Numa das viagens da minha vida, numa outra vida, num outro tempo. 

Sei que nunca mais vamos viajar como viajávamos, mas sei que um dia gostava de levar a Isabel a percorrer aqueles trilhos. 


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Dos 2 meses da Isabel...

 


Dois meses de Isabel. 

Está enorme. A diferença nas últimas semanas é abismal. Sai à sua mãe no gosto por comer. Não sai à sua mãe no gosto por dormir. Ri-se muito. Porque fazemos palhaçadas, porque acabou de comer, ou só porque sim. Sorri muitas vezes antes de adormecer e eu gosto de acreditar que ela é feliz. Acumula toneladas de cotão no seu triplo queixo. Suja mais roupa num dia do que eu numa semana. Faz muitos e variados barulhinhos, e o Pai chama-lhe Gremlin. Já se aguenta melhor na espreguiçadeira. Não se aguenta tanto no tapete de actividades. Gosta de tomar o seu banho relaxante na shantala. Não gosta de chucha. Dizem que é igual a mim quando eu tinha esta idade. Gosta de conversar. Sobretudo, sozinha. Gosta de passear. 

Dois meses de Isabel. 

Dois meses do maior desafio da minha vida. Dois meses da minha vida virada do avesso. Dois meses de um novo papel, no qual ainda não me reconheço. Dois meses de altos e baixos. Dois meses de aprendizagens e descobertas. Dois meses de medos e deslumbramentos. Dois meses de dúvidas e certezas. 

Dois meses de Isabel. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Da Gravidez... - XVII (ou da [in]fertilidade...)

Uma pessoa passa a vida a ouvir histórias de pessoas que engravidam sem querer, que engravidam só por respirar, que engravidam à primeira, e mais um sem fim de coisas que nos fazem acreditar que engravidar é fácil. Uma pessoa fica a achar que é só fazer o amor e puff... Fez-se o bebé! (só para quem se lembra do anúncio do Chocapic).

Depois uma pessoa depara-se com a realidade, que é bem diferente do que vemos nos filmes e ouvimos nas histórias, e percebe que engravidar pode não ser assim tão fácil.

Numa outra vida, eu já tinha tentado engravidar durante um ano, pelo que já sabia que não era fácil.

Desta vez, com mais uma cirurgia pelo meio e mais uns aninhos em cima, eu sabia que ia continuar a não ser fácil. Mas quis fazer diferente. E a melhor forma de fazer diferente, é informarmo-nos. E eu informei-me. Muito.

Antes de mais nada, tive de esperar que passasse o tempo necessário após a minha cirurgia. Depois disso, e de termos a certeza de que era isto que queríamos e que estava na altura certa (se é que isso existe!...), fiz os exames habituais para ter a certeza que estava tudo bem, e comecei a tomar a suplementação recomendada.

Depois disso, fui então informar-me. Comecei pelo trabalho da Patrícia Lemos, com o seu Círculo Perfeito. Vasculhei o seu site de uma ponta à outra, devorei o seu ebook, li tudo o que tinha no Instagram. E eu aprendi. Aprendi tanto, tanto, tanto sobre mim e sobre o meu corpo, que fiquei a achar que passara 35 anos da minha vida completamente a leste do que se passava em mim. Sem fundamentalismos nem extremismos, mas a verdade é que somos muito mal preparados para estas questões do auto-conhecimento e da fertilidade. Acho que todas as mulheres deviam ler o ebook dela e perder um bocadinho de tempo a pensar sobre este tema, que não tem nada a ver com querer engravidar. 

Ainda me choca a quantidade de mulheres que oiço dizer que tomam a pílula para regular o período, ou que usam aplicações para ver o dia da ovulação (que, curiosamente, calha sempre no meio do ciclo...). Não critico, não condeno, não censuro. Eu também era assim. Mas, depois, informei-me. E agora sinto-me um bocadinho no dever de informar e espalhar a palavra pelas pessoas à minha volta.

Nesta luta para perceber melhor o meu corpo e o meu sistema reprodutor, também comprei a bíblia da fertilidade feminina: o livro Taking Charge of Your Fertility. Mais uma vez, não se trata apenas de conseguir engravidar. Trata-se, acima de tudo, de entender o nosso corpo, saber percebê-lo, conhecê-lo e ler os seus sinais.

Em ambos os casos, é abordado o Método Natural de Fertilidade (Fertility Awareness Method), que é um método que ajuda a engravidar, evitar uma gravidez e, acima de tudo, a conhecer o nosso ciclo e detectar eventuais problemas (as hormonas que produzimos dizem muito mais sobre nós do que poderíamos imaginar). Foi assim que eu comecei a olhar para mim e para o meu ciclo com outros olhos, a estar atenta aos sinais, a fazer o registo da minha temperatura basal, a olhar para gráficos e curvas. Aqui sim, existem aplicações que podem ser úteis, desde que devidamente alimentadas com a informação necessária (a informação é mesmo tudo e, sem ela, não há milagres).

Foram meses de descoberta, de aprendizagem, sempre com um sentimento de choque em relação ao quão mal andei a tratar o meu corpo durante tantos anos!... Não percebo como é que não há mais informação e mais atenção a um tema tão importante, e andamos a encher as adolescentes, e futuras mulheres, de pílulas, só porque sim e porque é mais prático.

No meu caso, mesmo assim, a coisa não foi tão rápida como gostaria, e em Setembro passado tive uma consulta na MAC. Nessa consulta, e perante o meu historial e a minha idade, a obstetra decidiu encaminhar-me para a Consulta de Apoio à Fertilidade. Ainda me lembro do que me custou subir as escadas até esse departamento, o ar pesado que lá senti, e a quase vergonha ao dizer que estava ali para me inscrever naquelas consultas. Deram-me um monte de papéis para preencher com dados meus e dele, pediram-me para aguardar uns minutos que pareceram horas, e fizeram uma primeira consulta de triagem. Aí, disseram-me logo: os tempos de espera para a primeira consulta eram de cerca de um ano.

Como se não bastasse o que custa uma pessoa andar a tentar e, mês após mês, não conseguir, ainda tem de esperar um ano por uma consulta de especialidade, numa especialidade que, só por si, luta contra o tempo. Triste país o nosso, no que toca à saúde!...

Apesar de tudo, do choque do encaminhamento para esta consulta, do choque do tempo de espera, do abanão que levei, ao fim de uns dias eu consegui mentalizar-me que isto não era uma sentença de morte. Que era apenas uma recomendação da médica, uma forma de "pouparmos" tempo se eu não conseguisse entretanto, porque os tempos de espera eram mesmo absurdos. Apesar de tudo, eu tentei não desanimar, continuei a cuidar do meu corpo, continuámos a tentar.

No ciclo seguinte, engravidei. 

Nove meses depois, no mesmo dia em que eu soube que ia fazer uma cesariana, no preciso instante em que saía dessa consulta, toca o meu telemóvel e eu vejo no ecrã: MAC. Era para marcarem a primeira consulta.

Coincidências ou curiosidades da vida. Nem sei...

Isto tudo para dizer: informem-se, leiam, aprendam, conheçam o vosso corpo e os sinais que ele vos dá. Não se deixem levar (e frustrar) pela história dos ciclos de 28 dias e a ovulação ao 14º dia. Esqueçam aplicações com algoritmos fraquinhos que dão o mesmo resultado a toda a gente, quando toda a gente é diferente. Seja para engravidar, para evitar uma gravidez, ou só para saber se está tudo bem: oiçam o vosso corpo.


E, com este post, encerro (por ora) o tema da gravidez. Talvez se me lembrar de mais alguma coisa, volte a ele, mas acho que isto já se arrasta há demasiado tempo, já nem eu tenho paciência para mim, e acho que acabamos em bom. Seguem-se 137 posts sobre a aventura que é a maternidade e o pós-gravidez, pois claro.

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