sexta-feira, 19 de julho de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 200


Houve alguém que decidiu acordar às seis da manhã para ir treinar para Monchique. Outro alguém, mais sensato, já foi correr 5km, já aspirou a casa, já foi ao supermercado, já foi à livraria da esquina que tem livros estrangeiros e usados ao preço da chuva, já comeu, e agora viu o seu colo assaltado por um gato que adora as férias e esta casa com varanda.

Esse outro alguém tenta agora decidir se há-de pintar as unhas ou agarrar-se a um dos livros novos.

Também podia ir até à praia, mas esse mesmo alguém que foi correr 5km só porque sim, recusa-se a caminhar 1km até à praia mais próxima. 

Estar de férias é mesmo cansativo! 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Do meu estatuto de roadie...

Um dos momentos altos da minha semana foi... 

Receber no meu email o bilhete que me vai dar acesso aos autocarros do UTMB! É oficial: vou passar o dia do OCC a andar de autocarro de um lado para o outro, a acompanhar as passagens do louco-mais-louco-do-que-eu pelos pontos de controlo!

Agora sim, sou uma roadie a sério! 

Das coisas que eu nunca pensei ouvir-me dizer...

A propósito da nossa ida para o Sul nos próximos dias... 

- Por um lado, prefiro ir na quarta à noite porque assim podemos correr quinta de manhã, por outro, prefiro ir na quinta de manhã porque assim posso ir ao ginásio na quarta...

Quem é esta pessoa e o que fizeram à Agridoce?... 

terça-feira, 16 de julho de 2019

Do meu fim-de-semana... E do Thom Yorke...

O meu fim-de-semana foi... Cheio. E cansativo. E feliz. E memorável. 

Sexta-feira às onze da noite, depois de duas horas na cozinha e noutros preparativos diversos, estava eu a pintar as unhas. Descobri que tenho mais uma a ficar negra. Já me perco. Será do Almonda? Ou da Serra Amarela?... 

Sábado o despertador tocou cedo. Muito cedo. Destino? Sesimbra, para a despedida de solteira da minha irmã do meio. Programa? Passeio de barco para visitar as praias da Arrábida, dar uns mergulhos, comer e beber. Foi giro, muito giro. O programa ainda incluía jantar e dormida, mas eu tive de regressar a Lisboa.

Próximo destino? Nos Alive. Foi só mesmo ir a casa tomar banho e comer qualquer coisa, e lá fui eu.

Eu não sou pessoa de festivais. Não gosto de confusões, de muita gente, do caos no geral e de pessoas em particular. Só tinha ido ao Alive em 2012, ver os Radiohead, pois claro, e só lá voltei este ano porque mal o Thom Yorke confirmou, fui a correr comprar bilhetes.

Eu lido mal com festivais. Em primeiro lugar, porque com 1,58 metros de altura, conseguir ver alguma coisa de jeito é uma tarefa hercúlea. No Primavera, a coisa disfarça. Mas no Alive a plateia está toda em terreno plano e a coisa não funciona para mim. Em segundo lugar, eu lido mal com a invasão do meu espaço e da minha bolha, coisa que acontece invariavelmente quando estamos numa multidão com umas centenas ou milhares de pessoas. Eu não gosto de me sentir apertada, eu acho que fico com falta de ar, eu só penso no que seria uma emergência e precisar de sair dali. Sim, penso várias vezes que se me der uma coisinha má, vou ficar ali. Não é o melhor estado de espírito para um festival.

Fui para o Alive com um objectivo muito claro: ver o Thom Yorke. Se desse para ver Bon Iver e mais qualquer coisinha, tanto melhor. Senão, paciência. Mas ainda vimos os Idles (gente louca, não?), depois Bon Iver, e depois, porque ao meu lado tenho uma pessoa meio sensata meio louca, vimos o concerto da Marina, que eu nem sabia quem era, mas que actuava no mesmo palco onde o Thom Yorke ia actuar à meia-noite. Fomos para esse palco deviam ser umas dez e vinte, mais ou menos, depois de ver Bon Iver a tocar o Skinny Love (era o meu único requisito para concordar com o que viria a seguir).

Estivemos uma hora e quarenta minutos à espera do Thom Yorke. Uma boa parte deste tempo foi a assistir ao tal espectáculo da Marina. que era assim uma coisa meio surreal, para o meu gosto. Mas aguentei estoicamente e sobrevivi. E ainda bem! Mal o concerto dela acabou, numa questão de segundos decidimos que íamos tentar ir o mais para a frente possível. Eu, que fico sempre mais para trás ou nas laterais (ver parágrafo anterior), achei que era boa ideia ir para a frente. E fomos. Ficámos na terceira fila a seguir às baias, praticamente a meio do palco. E eu comecei a entrar em pânico. A sentir-me esmagada (não fomos os únicos a aturar a Marina para usufruir do Thom Yorke). A dizer-lhe baixinho que não sabia se queria ficar ali. Tinha o meu racional e o meu emocional a degladiarem-se. Eu queria muito ficar ali. Mas eu não sabia se aguentava ficar ali. À nossa frente estavam dois rapazes, um deles bem alto, que tinham lá mais amigos que estavam atrás de nós. Depois de perceberem que os amigos não conseguiam ir mais para a frente, perguntaram-nos se não queríamos nós trocar com eles. Claro que queremos! Sim, por favor! E fomos. Segunda fila. à minha frente só umas raparigas, e logo a seguir as baias, o fosso e os seguranças. Ali eu sabia que se me desse alguma coisinha, eu só tinha de esbracejar e saltar as baias para o lado de lá. Sim, eu penso nestas coisas todas. Sempre. Invariavelmente. Senti-me muito mais tranquila, recusei olhar para trás para não ver o mar de gente nas minhas costas, e preparei-me para o que aí vinha.

Como se fosse possível! O Thom Yorke é o Thom Yorke. Eu sou muito, muito fã dele. Acho que me apaixonei um bocadinho por ele no concerto dos Radiohead no Coliseu, no longínquo ano de 2002. Não tarda faz 20 anos e os Radiohead estiveram sempre presentes na minha vida, bem como o Thom Yorke na sua carreira a solo.

fimdesemana

O homem é um génio. E em palco isso é ainda mais evidente. E quando estamos na segunda fila, e o sentimos ali quase ao esticar de um braço, quando vemos cada detalhe dos seus movimentos, cada expressão, cada olhar, cada ruga do seu rosto... É indescritível! O concerto foi mesmo, mesmo, mesmo muito bom! É impossível ficar indiferente àquela música, àquela energia, àquela correria pelo palco que parece meio desconcertante, a roçar a insanidade, mas que nos prende, que nos cativa.

Cheguei ao fim com a sensação de ter assistido a um concerto que ficará para sempre na minha memória. E, mais do que isso, com a pessoa certa ao meu lado. E, isso, faz toda a diferença. E, isso, faz tudo valer a pena.

Passei o Domingo de rastos, a sentir na pele o que é a expressão "passou-me um camião por cima", a pensar que já não tenho idade para isto. Mas se o Thom voltar, eu voltarei para o ver. Porque vale mesmo a pena.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

terça-feira, 9 de julho de 2019

Da falta de palavra das pessoas...

Alguém, provavelmente eu, tinha escrito, provavelmente por aqui, que depois da Serra Amarela só faltariam duas provas para o final da época. 

Pois que já fiz as Fogueiras e o Sintra Trail X'Treme. Se não me engano a contar, isto dá duas provas. 

Como é que daqui a 3 semanas já tenho outra?! Como?!

A sério... Já não se pode confiar no que as pessoas dizem. Num dia pensamos que estamos de férias até Setembro. No outro, pumbas!, toma lá mais no final de Julho para não ficares mal habituada.

E o drama é que a inscrição foi feita no Sábado, antes de Sintra, e eu optei pela distância conservadora. Depois do trauma de Sintra, estou aqui a pensar de mim para mim, se não me atiro assim à doida para a distância mais longa que já fiz na vida. Só para acabar a época em grande, sei lá.

Convém esclarecer que a distância é mais longa mas tem menos acumulado do que a Serra Amarela. É uma loucura controlada. Não nos entusiasmemos que eu não enlouqueci de vez. Ainda.

Talvez esteja a querer dar um passo maior do que a perna, o que não é difícil no meu metro e meio. Mas sinto-me bem. A Serra Amarela correu bem. As Fogueiras correram bem. Sintra correu bem (pudera!). E eu não sei se um dia destes não deixo de correr. Talvez fosse boa ideia aproveitar este entusiasmo e fazer uma coisa assim a modos que ligeiramente maior.

Decisions, decisions... 

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...