Ando preguiçosa para correr. Não me apetece. Invento desculpas (ontem não fui porque tinha de tratar da roupa e da comida em casa).
Mas, a verdade, é que não me apetece. Deixei de ter companhia (volta, Fabiana), e não consigo assumir o compromisso comigo mesma para ir e correr sozinha. O que é curioso, porque quando comecei a correr, era ver-me 2, 3, 4 vezes por semana, sozinha no Passeio Marítimo. O horário de trabalho era outro e a logística de viver sozinha também. Mas eu era feliz a correr sozinha. Depois habituei-me a correr com companhia e agora está difícil.
Também não ajuda não estar inscrita para nenhuma prova que me obrigue a treinar. Bom, na verdade, assim de repente, já estou inscrita em 5 provas até ao final do ano sendo 2 já este fim-de-semana. Mas nenhuma que me tire o sono e me obrigue a treinar a sério. São todas geríveis, com mais ou menos sofrimento. E, também por isso, não me tem apetecido treinar.
É também curioso que em relação ao ginásio eu esteja a conseguir manter um certo nível (mínimo) de compromisso. Não sei se é por marcar as aulas, mas há algo em mim que me tem feito ir ao ginásio. Uma vez por semana, vá, não exageremos. Mas é algo que eu não achei que fosse possível.
Queria muito combater esta inércia... Mas não sei bem como. Vou agora a caminho do ginásio e achei que podia ser bom assumir um compromisso com o Mundo: depois da aula que vou fazer, vou tentar correr na passadeira.
E se digo tentar é porque há aqui outro factor que não tem ajudado: no meu último dia de férias, na véspera do casamento da minha irmã, eu decidi entrar num duelo com uma rocha na Praia de Porto de Mós. Inexplicavelmente, a rocha ganhou e continua por lá a desafiar quem por lá anda. Já eu, tive direito a um dedo do pé com uma nova coloração e formato, e uma visita às urgências no dia seguinte. Não sei se já disse, mas o dia seguinte foi o dia do casamento da minha irmã. Não foi nada de grave, mas as dores eram bastante simpáticas e os senhores da Saúde 24 acharam que era melhor lá ir, e eu fui. Drogas, gelo e descanso, foi o que me receitaram. O único gelo foi o dos gins que bebi nessa noite, e o descanso foi no dia seguinte, que a ressaca não dava mesmo para fazer nada.
O dedo continuou roxo, as dores continuaram. Na terça-feira seguinte tentei ir correr, mas sem sucesso. Se de sandálias abertas a coisa era suportável, de ténis era para esquecer. Passaram mais uns dias mas quem não passou foram as dores. Voltei a atacar com as drogas. Chegou o fim-de-semana e eu queria ir correr. Mas o louco mais louco do que eu decidiu ser menos louco do que eu, e aconselhou-me a não ir. Mas fui ao ginásio no Sábado (vêm como eu lá tenho ido?) e, claro, tive dores. Posto isto, entre as dores e a falta de vontade para correr, tenho andado em modo lontra.
Mas hoje... Hoje é que é. Hoje eu vou correr!