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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Das fotografias que dão alegria... - Day 240


A foto não é de hoje. Obviamente e lamentavelmente. 

É de há um ano. Em Chamonix. Numa das viagens da minha vida, numa outra vida, num outro tempo. 

Sei que nunca mais vamos viajar como viajávamos, mas sei que um dia gostava de levar a Isabel a percorrer aqueles trilhos. 


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Do meu 2019...

Foi preciso Janeiro estar a chegar ao fim para eu me obrigar a vir aqui escrever. Isso ou ter ficado a trabalhar a partir de casa por estar doente, e aproveitar a hora de almoço para isso. Pouco importa, na verdade.

A verdade é que ainda não me apeteceu escrever sobre 2019 e fazer o habitual balanço do ano.

A propósito, deu-me para ir ler os balanços anteriores. Não os fiz sempre, mas foi um bom exercício reler os anos em que os fiz. 2018. 2017. 2016. 2015. 2014. 20132009.

De 2019 não sei bem o que dizer. Foi um ano de altos e baixos. Não teve nada de particularmente trágico, sobretudo se compararmos com 2018, mas teve uma situação menos boa que se arrastou todo o ano e que se prolonga para 2020. Teve medos e dúvidas, teve desesperos. Mas também teve muitas coisas boas, teve momentos excelentes, teve duas viagens incríveis, teve muitas memórias. Teve uma muito boa notícia que eu já não esperava, quase no final. Foi mesmo um ano em relação ao qual guardo mixed feelings.

Para 2019, eu tinha três objectivos. Concretizei um deles (fazer mais uma Maratona), não concretizei outro (e sei que também não o vou concretizar em 2020), e deixei outro encaminhado para que se concretize em 2020.

O balanço não é mau, certo? Certo. Mas ainda estou a aprender a lidar, a duras penas, com o facto de um dos objectivos não só não se ter concretizado, como também não se vir a concretizar em 2020. Mas lá chegarei!...

2019 teve muita coisa incrível.


Teve um passeio a Évora logo no início do ano.


Teve o Trail de Lousa.


Teve o incrível Columbus Trail, onde quero regressar um dia e que recomendo a quem me queira ouvir.


Regressei à minha ilha, ao sítio onde nasci, à casa onde vivi.


Apaixonei-me pelas paisagens e pelas gentes.


Fiz a Meia-Maratona de Cascais com a minha Fabiana.


Fiz treinos longos e bolhas diversas. 
Concluí o Doutoramento em tratamento e prevenção de bolhas. 
E descobri que sou pronadora.


2019 também teve treinos pela manhã.


Tudo para chegar a Abril e cortar a meta na minha segunda Maratona.


Claro que em 2019 também houve muitas e variadas gordices.


E corridas com gordices.


E minis depois das corridas, pois claro. E o calor que estava no Almonda?...


Em Junho foi a vez da Serra Amarela. Das melhores provas que eu já fiz e, continuo a dizer, aquela em que eu mais me desafiei.


Mas Junho também trouxe mergulhos e percebes em Lagos.


E a Corrida das Fogueiras, com este lindo dorsal...


Voltei a correr em Sintra, no Sintra Trail Extreme.


E em Julho voltei a apaixonar-me pelo Thom Yorke. 
E pelo louco mais louco do que eu, que deu um novo sentido a tudo isto.


Fiz os 27km do Limestone Ultra Trail e cheguei em último lugar.
E adorei.


Chamonix. Chamonix. É ir reler os 40 posts que escrevi sobre o assunto... 
Não há palavras que cheguem para descrever o incrível que esta viagem foi.


Momento piroso do ano: um buff da Buff personalizado.


Apostei na minha carreira de roadie. Aqui, na Maratona de Lisboa.


Ornatos Violeta no Porto. Tão bom.


Passagem em modo passeio pela Family Race no Porto.
Ou de como tive o privilégio de acompanhar os primeiros quilómetros do João Lima em mais uma Maratona!


Regresso aos trilhos. Casaínhos.


Mais corridas em equipa, num início de época muito bom!


Mas 2019 também foi um ano de muito Snow e muito mimo. 
E muitas sestas, naturalmente.


E, como não podia deixar de ser, acabei o ano na São Silvestre de Lisboa.



Visto assim, não me posso queixar, não é verdade?

Acho que a mentalidade tem de ser essa: olhar para 2019 e focar-me apenas nas coisas positivas. Este post serve, precisamente, para isso. Para ter aqui sempre à mão uma forma de me lembrar de todas as coisas boas que 2019 me trouxe. E foram muitas.

2020 tem tudo para ser um bom ano. Quiçá, um ano extraordinário. Vai ser um ano diferente, certamente.

Que venha ele! 
 

terça-feira, 14 de maio de 2019

Das memórias do tempo que passou e que eu não sei se volta...

Lembrava-me ontem o Facebook que foi há 3 anos que eu corri, pela primeira vez, 10km em menos de uma hora. Lembro-me da emoção que isso foi!

Hoje em dia, duvido que conseguisse... Talvez um dia.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Das coisas que ainda mexem comigo...


O Facebook tem muitas e variadas coisas boas e más. Uma delas é o fazer com que pessoas que já não fazem parte da nossa vida, continuem a pairar à nossa volta, quando existem amigos em comum.

Se me custa ver fotos do meu ex na sua nova vida? Nada. Mesmo. Tenho isso bem resolvido e arrumado e a certeza bem mais que absoluta de ter tomado a decisão certa.

Já o mesmo não posso dizer quando vejo uma foto de uma das pulguentas. Acabei de ver uma da Lady e não consigo evitar as lágrimas.


Estranha coisa esta de se sentir mais falta de um animal do que de uma pessoa! Diz muito, realmente...

domingo, 8 de junho de 2014

Do tempo que (não) passa (mais)...

Faz hoje um ano, nesta mesma casa em que me encontro agora, comemorámos o 95º aniversário da minha avó. Comprámos um bolo, comprámos velas, cantámos os parabéns e ela soprou as velas, pela última vez.

Parece que foi ontem. Olho para o sofá e vejo-a ali. Muito magra, muito encolhida, mas a celebrar 95 anos de vida.

Não consigo imaginar o que é viver 95 anos. Não consigo imaginar a sensação de ver tantos anos passar, tanta gente, tanta vida, tanta morte.

Entristece-me pensar que podia ter feito mais. Que podia ter ligado mais. Que a podia ter vindo visitar mais vezes.

No fundo, pesa-me a culpa.

Não vou dizer que tinha uma relação espectacular com a minha avó, que ela era a melhor do mundo, que era tudo perfeito.

Mas era a minha avó. Mesmo quando dizia disparates que nos magoavam. Mesmo quando nos dava ordens e punha a dispunha. Era a minha avó.

A minha avó que me comprava ovos Kinder e línguas de gato. Que me comprava sempre um folar na Páscoa (e que eu não voltei a comprar desde que ela deixou de mos oferecer). Que fazia castanhas cozidas com erva doce de cujo cheiro ainda me lembro. Que ouvia sempre a Renascença de manhã e tomava nota dos números do Jogo da Mala. Que nos levava ao Jardim da Estrela e da Parada. Que jogava Bingo e à Bisca connosco.

Numa relação imperfeita, que era a nossa, era a minha avó. Que hoje não está cá para comemorar o seu 96º aniversário. Talvez esteja num sítio melhor. Ela acreditava que sim. Talvez esteja com o meu avô. Espero que sim. Por ela, quero acreditar que sim.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 10


Se eu podia pôr aqui um statement necklace super fashion
Poder podia, mas não era a mesma coisa.

O meu statement  é este: usar um colar que era da minha avó. 
Talvez não seja o último grito da moda, mas além de ser especial, eu gosto muito dele.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 7


Em dia de fazer a cama de lavado (já disse que adoro dormir em camas feitas de lavado?), fica uma fotografia de um detalhe do cobertor que tenho posto na cama.

Não é o mais bonito. Mas é, seguramente, o mais antigo que conheço. Lembro-me deste cobertor há mais de vinte anos. Há inclusivamente fotos minhas em que aparece este cobertor, com mais de vinte anos.

Este era o cobertor que eu e o meu irmão usávamos quando vivíamos na casa de Queluz para, entre o móvel da sala, o sofá e a mesa de apoio, criar a nossa tenda, os nossos esconderijos, ou simplesmente uma muito pseudo-cama de rede, onde convencíamos o meu pai a deixar-nos dormir.

Não é o mais bonito. Mas é, seguramente, o mais especial.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Das memórias que me chegam pela comida...

Há dias comprei um pacote de línguas de gato. Coisa rara, por sinal.

Há pouco, enquanto as devorava sofregamente como quem devora a maior iguaria de sempre, não pude deixar de dar comigo a divagar e a regredir no tempo.

Comer línguas de gato é lembrar-me da minha avó.

Em casa da minha avó havia sempre línguas de gato. Línguas de gato que estavam num frasco de vidro na bancada da cozinha. Lembro-me como se fosse hoje. E talvez tenha sido há vinte anos.

Mas aquelas línguas de gato, tantas vezes roubadas às escondidas (É só uma, ninguém nota...), fazem parte das minhas memórias de infância e hão-de sempre fazer.

E eu hei-de sempre regressar à minha infância quando comer línguas de gato. E eu hei-de sempre lembrar-me da minha avó quando comer línguas de gato.

Porque é destas coisas ridiculamente simples que a vida é feita. Porque são estas memórias que ficam. Porque é destes bocadinhos de nada que todos nós somos feitos. Porque, no fim do dia, é das coisas ridiculamente simples que, por vezes, sentimos mais falta.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Das viagens ao passado...

Ao vasculhar o meu baú das memórias deparei-me há pouco com um texto escrito no longínquo ano de 2006, em que dizia que tu foste um erro. Que tu foste dezenas de erros. Que tudo foi um erro.

Quão injusta! Quão precipitada!

É curioso como há sete anos atrás eu escrevia tão levianamente... Como eu era impetuosa, rápida a julgar e a apontar o dedo.

Tu não foste um erro. Muito menos, foste dezenas de erros.

Tu foste um momento bom. Mais, foste vários momentos bons. Foste muitos momentos bons.

Tu és uma boa memória, daquelas que nos deixam a divagar e nos fazem sorrir.

Tu entraste na minha vida quando tínhamos, talvez, uns quinze ou dezasseis anos. No auge da nossa juventude, das nossas crises existenciais, dos dramas, dos medos, dos disparates, dos riscos. 

Crescemos juntos. Em todos os sentidos. E esse crescimento levou-nos a divergir.

Mas tu não foste nunca um erro. Se alguém errou, fui eu.

E, hoje, passados tantos anos, tenho a capacidade de perceber que reconhecer esse erro perante ti, seria também um erro.




Curiosa esta coisa da passagem do tempo... Muda-nos, muda a nossa perspectiva, muda tudo... 

sábado, 30 de março de 2013

Das perguntas parvas...

Encontrei agora um post meu, de há dez anos atrás, em que referia o meu peso. Menos dez kilos do que agora.



Mais dez anos. Mais dez kilos. Será que devo começar a preocupar-me?...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Das memórias...

Há, talvez, uns bons quinze anos atrás, o meu pai teimou em ensinar-me o que eram quebras de linha e a sua utilidade. Eu, no auge da parvoíce, teimei em não aprender.


Hoje, em cada uma que introduzia, não podia deixar de me lembrar disso.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Das diferenças...

Tenho dificuldade em perceber o que me queres dizer quando me dizes que estou diferente.

Não sei se queres dizer que estou mais velha, ou que deixei de ser quem sou.

Não sei se queres dizer que cresci, ou que embruteci.

Não sei se achas que estou melhor assim, ou se te desiludi.

Estou diferente. Estamos diferentes.

A vida tem este poder: molda-nos. Não sei se nos muda, verdadeiramente. Mas molda-nos.

O que podemos pedir é que a vida não nos molde tanto, e de tantas formas, que a nossa essência seja, também ela, moldada.

O que podemos esperar é que, no fundo dos olhos, continue a haver quem seja capaz de nos reconhecer. E de nos dizer que somos os mesmos.

Mesmo que tenhamos crescido, embrutecido, mesmo que a vida tenha feito de nós uma coisa qualquer. 



Só podemos desejar que ainda reconheçam o que fomos naquilo que agora somos.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Das repescagens... - I

Deu-me para andar a limpar os rascunhos e as mensagens não publicadas... Repesquei este texto, escrito há exactamente dois meses atrás. E é bom ver que o meu estado de espírito melhorou um bocadinho no tempo que passou entretanto... É só por isso que o repesquei. Para não me esquecer que depois da chuva, vem mesmo o Sol...

Ia escrever que, de repente, a névoa dissipou-se.
Antes sequer de começar a escrever, parei. Será que se dissipou mesmo? Não, não se dissipou.
Continuo neste nevoeiro, sem saber para que lado me virar. Estou, novamente, numa fase de ora faz chuva, ora faz Sol.
Continuo com o mesmo dilema de há meses atrás: aproveitar o que tenho, porque é o que tenho e até não é mau de todo, ou procurar algo melhor, correndo o risco de não encontrar?
Ser exigente? Contentar-me?
E, de repente, uma interrupção para atender um telefonema. Eu no limbo. Desligo a chamada. Vejo no telemóvel o mail de mais um comentário no blogue. Desato-me a rir. Um segundo depois, desato a chorar.
Gostava de saber o que quero. Ou de saber o que não quero. Que é o mesmo.
Gostava de não ter de ir trabalhar a esta hora. Gostava de não ter as lágrimas a correrem-me pelo rosto.
Gostava de ser menos melodramática. Gostava de não vir para aqui despejar estas coisas. Mas este é o meu blogue e se hoje choro, é isso que aqui digo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Das músicas que teimam em tocar no rádio... Ou não...

Confesso que, às vezes, e só às vezes, ouço David Fonseca. 

E confesso que, em todas essas vezes, é por tua causa. Apenas e só.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Das viagens pelo passado...

Mais uma vez, andei a ler textos antigos que escrevi há muitos anos... Textos de 2003, 2004...

E rio, e choro. E penso que só eu para escrever tanto disparate... Gosto de reconhecer o meu humor negro, o meu sarcasmo, mas também a minha inocência e ingenuidade. Gosto de ler disparates como:


AVISO:

A gerência agradecia que não se mexesse em nada. Especialmente nos fantasmas do passado.




Disparates tão actuais, tão verdadeiros ainda hoje...


Gosto de ler sobre o meu passado, sobre os meus amores e desamores. Gosto de me lembrar dos momentos, das pessoas, das inspirações que levaram aos textos que escrevi.

Já tinha pensado nisto noutras alturas mas acho que é desta que recupero alguns textos para aqui. Para vocês também se poderem rir um bocadinho (ou não, que foi uma fase muito dark and twisted).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Das fotografias que dão alegria... - Day 41


Desafio art.soul - Day 10: Childhood


Gostava de pôr aqui uma coisa muito mais bonita e fofinha e amorosa e tudo e tudo. Mas é o possível. 

E o que é isto? O jogo Lemmings. Para quem não conhece, é um jogo lançado em 1991, e que eu passei horas a jogar num Commodore Amiga. E sim, faz-me lembrar a minha infância. Adorava o jogo e agora que o fui descobrir outra vez, estou outra vez viciada a jogar. Não experimentem. Mesmo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Das fotografias que dão alegria... - Day 28


Entrar no Atrium é sempre uma viagem ao passado.

E entrar no Atrium é sempre uma luta interior entre o meu bom-senso e a minha vontade louca de correr para aquele piano e tocar.

Este fim-de-semana voltei ao Atrium. Para um café rápido, muito rápido.

Um café rápido no mesmo local onde bebi tantos outros cafés. Onde almocei tantos outros almoços.

No mesmo local onde ri, conversei, possivelmente chorei.

Lembro-me de um dia, há dez anos atrás (mais mês, menos mês, mais semana, menos semana), em que fui lá jantar contigo. A dada altura, foste à casa-de-banho. Voltaste com uma escova de dentes descartável na mão, daquelas que se vendem (vendiam?) nas casas-de-banho dos centros comerciais. Queres ir dormir lá a casa?, perguntaste-me, com o teu sorriso que me derretia. E eu fui, claro. 

Nesse tempo, as coisas eram bem mais simples e só precisávamos de uma escova de dentes descartável para termos a certeza de que queríamos estar juntos. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Do tonta que eu sou...

E, de repente, dou comigo a ler mails de há muitos anos atrás, em que perguntavas pela 'tua menina preferida'...

E, de repente, tenho saudades tuas e dos tempos em que éramos ingénuos...

E, de repente, os meus olhos enchem-se de lágrimas e eu só peço que estejas feliz.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Das Taras e Manias... - VI

Há muitos, muitos anos atrás, nos tempos do IRC, fui a um jantar de um certo canal que agora não interessa para aqui. Eu era uma miúda (diz que ainda sou), e lembro-me de, nas despedidas, um certo rapazito dizer a alguém que se despedia dele: "Muito prazer, não. Muito gosto. Prazer é outra coisa."

Anos e anos depois, ainda me lembro disto sempre que oiço alguém dizer "muito prazer". E não, não me ouvem a dizê-lo.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...