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sábado, 22 de junho de 2019

Da animação que é viver com um daltónico... - III

Enquanto corria pela Serra Amarela fora, lembrei-me do meu daltónico preferido. Lembrei-me de uma prova anterior em que ele se tinha queixado da dificuldade em identificar as fitas marcadoras do seu percurso, por causa da sua côr. Já não me lembrava ao certo qual era a côr que tinha gerado confusão, mas pensei para mim que esperava que tudo estivesse a correr bem com aquelas fitas, pois, para mim, o percurso parecia-me extremamente bem marcado (ocorreu-me mesmo que podia até haver quem achasse que estava exageradamente marcado, porque há sempre quem goste de criticar só porque sim).

Pois que não. Se lhe perguntarem, ele não achou o percurso nada bem marcado, teve várias vezes dificuldades em saber por onde seguir, e houve inclusivamente uma situação em que só se conseguiu orientar porque passou por ele um atleta em modo muito acelerado, que, sem a mínima hesitação, seguiu caminho, mostrando-lhe por onde devia ir.

Este é um dos momentos em que ser daltónico não é só uma coisa gira, com a qual eu posso gozar por aqui e por aí. Ser daltónico também é... [inserir música de fundo dramática] Uma questão de vida ou de morte! Ou quase, vá...Pode ser, de facto, uma questão de segurança. Não imagino o desespero dele em algumas situações, mas pelo que me contou, a coisa não foi fácil... E eu fico aflita por ele! Porque nunca passei por isso e não imagino o que seja.

Claro que lhe disse que podia enviar um email à organização, de forma simpática e cordial, a explicar a situação. Porque acredito, piamente, que quem escolhe as cores das fitas para fazer marcações de percursos em prova, não se lembre sequer deste pequeno pormenor. Se não fosse ter um daltónico ao lado, eu jamais me lembraria!... Só quando convivemos com as situações é que elas ganham relevância para nós. Mas também acredito que, em sendo sensibilizadas para esta questão, algumas organizações pudessem optar por fitas de outras cores, porque não lhes faria grande diferença.

Pelos vistos, as fitas alaranjadas confundem-se muito no meio da folhagem. Quer-me parecer que ele vê tudo entre o verde e o castanho, mas a verdade é que não sei ao certo, porque discutir cores com um daltónico é assim a modos que discutir física quântica (para mim, talvez não para ele). Ainda há dias lhe perguntei o que achava da minha cor nova de verniz, e depois de ele me dizer que era gira, perguntei-lhe se sabia que cor era. Não sabia. Claro que não sabia. 

Entretanto, fui investigar um pouco sobre o tema (viva o Google!). Parece que existem vários tipos de daltonismo, e o mais comum é mesmo o que gera confusão entre os verdes e os vermelhos. Encontrei estas imagens:


Quero acreditar que isto possa estar um pouco exagerado, ou que possa representar uma situação de extremos. Não quero acreditar que o meu daltónico vê mesmo o mundo assim, porque isso seria demasiado triste e deprimente... Mas fica explicado porque é que as fitas laranjas não funcionam para ele!... Imaginem andar no meio daquele verde todo e daquela folhagem toda, à procura de fitas alaranjadas?...

Acho que vou deixar de gozar com ele por ser daltónico!... Ou talvez não.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 5


A foto não é minha. Mas não faz mal. Estamos os dois com o ar miserável de quem saiu da cama demasiado cedo. Mas não faz mal. Hoje voltámos a Monsanto. Não é de propósito, mas parece que esta se tornou a nossa tradição anual. Ir a Monsanto no início do ano. Desde a primeira vez que me levaste a correr nos Trilhos. Desde que me mostraste o que é correr no meio da Natureza, só nós e o verde.

Há um ano escrevi que queria lá voltar contigo. E voltámos. E havemos de voltar. Ano após ano. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Das coisas que eu faço com 3 meses de atraso...

Ainda só passaram 3 meses desde que a Vera me lançou um pequeno desafio, mas eu achei que era hora de responder. 

O desafio tem algumas regras, e é suposto eu inventar outras tantas perguntas e nomear outras tantas pessoas para responder, mas já passou tanto tempo, que me vou limitar a responder às perguntas da Vera, por achar que é uma forma engraçada de falar de temas dos quais habitualmente não falo mas que podem revelar muito sobre mim. Vamos a isso!

1) Onde viverias se pudesses escolher e porquê? Eu gosto de viver onde vivo mas, se fosse para mudar, ou voltava para a linha de Cascais (o mar faz-me falta, e o rio não é a mesma coisa), ou era pessoa para me mudar para Londres. Adoro a cidade e é aquela onde mais facilmente me consigo imaginar, se tivesse/quisesse emigrar.

2) Que sonho tens por realizar? Tantos! No dia em que deixar de ter sonhos por realizar, não vou saber o que ando a fazer nesta vida...

3) És feliz quando... As minhas pessoas estão felizes. Quando cumpro um objectivo ao qual me propus. Quando como aquelas coisas de que gosto mesmo. Quando estou na praia e dou mergulhos no mar. Quando viajo. Eu sou feliz com pouco, na verdade!

4) O teu ídolo é... O meu pai

5) Não conseguia viver sem... As minhas pessoas.

6) Praia ou campo? Os dois. Adoro praia, mas também gosto muito do sossego do campo.

7) Arrepender-me do que não fiz ou do que fiz? Até agora, tenho passado por ambas as situações. Meio termo e ponderação, sempre.

8) Há esperança para a humanidade? Na maior parte dos dias, acho que não. Mas todos os dias luto para que sim.

9) O que mais te irrita... A injustiça. Tira-me mesmo do sério.

10) Os teus 3 piores defeitos e qualidades. Estive imenso tempo a tentar responder a esta e desisti... Talvez alguém queira responder por mim?

11) Se não tivesses a tua profissão o que serias... Chef!

12) Cinema ou filmes em casa? Gosto muito de ver filmes em casa mas adormeço quase sempre, por isso... Cinema e pipocas!

13) A tua vida dava um livro com que tema? Pergunta-me quando a minha vida acabar!

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Do Snow...

Por aqui, vamos em quase dois anos e meio de Snow.


Mas ele continua a surpreender-me, como se tivesse acabado de entrar na minha vida.


O Snow não é um gato fácil, adorável, que só queira mimos e colo. Não é. É um gato exigente, que precisa de muita interacção e brincadeira, que pode ser agressivo, que faz os maiores disparates.


Já perdi a conta aos pares de chinelos que ele já roeu, aos ténis com umas trincas nas solas (foi só até eu aprender a lição e nunca mais os deixar acessíveis), aos copos que ele partiu, às caixas de maquilhagem feitas em mil pedaços, entre muitas outras peripécias maravilhosas...


Pouco tempo depois de nos termos mudado para esta casa, e porque não o deixamos andar pela casa toda (o louco mais louco do que eu ainda se está a habituar à ideia de ter um gato que anda por toda a parte, pelo que tem sido um work in progress), descobrimos que os gatos podem ser, de facto, inteligentes: o Snow aprendeu a abrir portas. Não sei bem como surgiu o raciocínio naquele cérebro de ervilha, mas ele percebeu que se se empoleirasse no puxador da porta e ficasse ali a fazer peso, o puxador descia e depois era só dar um empurrão na porta e ela abria-se.


Já o tínhamos ouvido algumas vezes a ir contra a porta (é a porta que separa a zona social da casa da zona dos quartos), mas como é habitual ele andar a fazer sprints pela casa fora e derrapar nos tapetes, não estranhávamos. Na primeira vez em que ele apareceu na zona dos quartos, achámos que um de nós não tinha fechado bem a porta. Na segunda, idem. À terceira, percebemos que a excelência tinha mesmo descoberto como abrir a porta, e não queríamos acreditar. Mas depois tivemos a oportunidade de vê-lo em acção e ele tem, de facto, uma técnica apuradíssima e muito eficaz. É ver aqueles quatro quilos de gato pendurados no puxador à espera que a magia se faça!... 


E esta, hein?


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Das sugestões de que eu preciso...

Estando eu com bastante mais tempo livre do que o habitual, ainda que tenha a sensação que ele se me escapa por entre os dedos sem que eu saiba bem como, tenho dedicado algum tempo à leitura e às séries/filmes/documentários, para intervalar do que ando a estudar e da viagem que ando a planear.

De livros, já despachei: Camino Island (do John Grishman), Along Came a Spider (do James Patterson), e Behind Closed Doors (da B.A. Paris). Gostei do primeiro, dos outros dois não tanto. Talvez seja eu que sou esquisitinha, mas estava à espera de um pouco mais... Agora estou de volta ao Follett, com o A Colummn of Fire, e esse nunca desilude, já se sabe.

Quanto a séries, vi, finalmente, a 13 Reasons Why, tenho andado a ver The Killing e os novos episódios de Suits (aqueles dois matam-me...), e hoje vi o documentário da Amanda Knox. Confesso que fiquei na mesma e sem conseguir ter opinião formada sobre a inocência ou culpa dela.

Posto isto, aceitam-se sugestões de livros, séries, filmes, e tudo o que possa ocupar o meu tempo nos meus próximos tempos em reclusão.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Das coisas a que eu não sei bem o que chamar...

Lembram-se deste post? Obviamente que não. 95% das pessoas que estão aí desse lado hoje, não estavam desse lado há oito anos atrás. Das poucas que estavam, nenhuma se lembrará, certamente, porque toda a gente tem coisas bem mais interessantes para guardar na sua memória do que os disparates que eu por aqui escrevo.

Mas como eu não escrevo só disparates, hoje escrevo que ontem começou uma nova fase da minha vida. Da nossa vida. Uma vida a três. Porque ontem mudei-me, não de armas e bagagens, mas de bagagens e Snow, para uma casa que não é minha, mas que se quer que venha a ser nossa.

Talvez devesse estar muito feliz, super entusiasmada, numa excitação tremenda.

Não estou. Estou assustada. Muito. Com dúvidas. Muitas.

Já dei demasiadas quedas, já vi as minhas expectativas serem defraudadas demasiadas vezes, já comecei vidas a dois demasiadas vezes. Não que tenham sido tantas assim, mas porque, em acreditando no amor e nos contos de fadas, mais do que uma vez, já são demasiadas. 

E eu tenho medo. Muito medo.

Medo de estar a começar uma nova vida, medo de estar a pegar em mim e em toda a minha bagagem (literal e figurativa), medo de estar a largar a minha casa, medo de estar a apostar tudo, medo de me expôr e entregar assim, medo de tudo o que pode vir e que eu desconheço.

É assustadora esta coisa da vida. Dos sentimentos. Das emoções. Das pessoas.

E por que motivo fui eu repescar um post sobre azulejos com quase oito anos? Porque a casa para onde eu me mudei ontem, a casa que se quer que venha a ser a nossa casa, tem aqueles azulejos.

Chamem-lhe o que quiserem.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Das coisas giras que descobrimos...

A propósito do recente processo de recrutamento, e logo na primeira entrevista, fizeram-me uma pergunta que me deixou a pensar. Perguntaram-me que duas ou três palavras os meus colegas utilizariam para me descrever. Eu, que estava zero preparada para a entrevista e que nunca tinha pensado nisso, lá inventei qualquer coisa e usei duas palavras que já ouvi a minha chefe usar para se referir à minha pessoa: organizada e focada. Também disse que, em tom de brincadeira, os meus colegas me chamam a Nazi da ortografia. Pelos vistos, devem ter gostado.

Mas, obviamente, fiquei a pensar nisto. De volta ao trabalho, perguntei a dois dos meus colegas do quarteto fantástico do qual faço parte (o outro elemento estava de férias), que resposta dariam a esta questão. Eis o que responderam:

- íntegra, exigente e metódica (colega 1);
- minuciosa, trabalhadora e ponderada (colega 2).

Ali o minuciosa foi descrito como "forma simpática de dizer que és picuinhas". E sou.

Confesso que me surpreendeu ali o íntegra. É algo que não é tão fácil assim de transmitir mas gostei muito de saber que me vêem assim. Tudo o resto, não foi exactamente novidade.

Já pensaram sobre isto? Perguntem lá aos vossos colegas e depois venham cá partilhar as respostas!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Das músicas que partilham comigo... - I


Desconhecia o artista. Enviaram-me a música, já tarde, com a mensagem "Para ouvires amanhã e ficares bem-disposta quando acordares". Como calhou de essa ser mais uma noite de insónias, eram quatro e meia da manhã quando a ouvi. E gostei. Gostei muito. Na manhã seguinte, cheguei ao escritório, andei a investigar, e acabei por passar a manhã a ouvir Patrick Watson. E gostei mesmo muito.

Só fiquei na dúvida quanto à relevância que devia dar, ou não, à letra da música... O tempo o dirá... 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Do ser Agridoce...

A propósito dos 2000 posts, e porque agora se usa fazer comemorações alargadas por tudo e mais alguma coisa, fazendo o mesmo tema render muitos e variados posts, campanhas, anúncios, e afins, achei que fazia sentido ir repescar a explicação do nome deste blogue, sobretudo, porque tem aparecido por aqui muita gente nova. Aqui fica:


O amor é agridoce.

Suficientemente agre para não poder dizer que é doce. Suficientemente doce para querer continuar a prová-lo, a pretexto de, um dia, conseguir dizer o que é.

A palavra agridoce resolve o problema como um analgésico resolve a gripe: esconde os sintomas. Agridoce quer definir a indefinição.

E nem sequer há um traço a separar o agre do doce, para avisar que se tratam de duas coisas opostas.

Em vez disso, junta-as discreta e irresponsavelmente, o fiozinho vermelho e o fiozinho preto…

O resultado varia com as pessoas: há quem apenas queime um fusível e resolva o problema substituindo-o por outro. Há quem queime a instalação toda e tenha que deitar a casa abaixo para a reparar. E, claro, há quem não tenha tensão suficiente para faiscar, sequer.

Enfim, o amor é um grandessíssimo curto-circuito.

(do álbum "Do Amor Y Outros Demónios", da banda com o mesmo nome)


Agridoce foi o meu nick durante muito tempo nos tempos do IRC e dos fóruns e ainda há quem me conheça como a Agridoce. Agridoce foi também o username que escolhi quando criei o meu livejournal, e achei que faria todo o sentido mantê-lo aqui. Acho que ainda se mantém perfeitamente adequado.

Agridoce quer definir a indefinição. Há lá coisa mais apropriada do que isto para me definir?...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Das 2000 razões para vir aqui...

Apercebi-me há pouco de que o último post foi o post número 2000 deste blogue.

2000 posts.

Vim aqui partilhar um pouco de mim 2000 vezes. São muitas vezes!... Este blogue é, sem dúvida alguma, um diário da minha vida nos últimos sete anos.

Ao longo destes 2000 posts, a minha vida deu voltas e mais voltas. Eu dei voltas e mais voltas. A pessoa que aqui escreve hoje, não é a mesma que escreveu o primeiro post, há sete anos atrás.

Foram 2000 posts de partilha, e não deixo de me espantar com a minha capacidade para escrever tanto. Certo que, em muitos casos, a qualidade e a relevância do que aqui escrevi é duvidosa, mas, ainda assim, foram 2000 posts.

Ao longo destes 2000 posts, houve também 5301 comentários. Muitos são meus, é certo. Mas a grande maioria são de quem está aí desse lado. De quem se dá ao trabalho de ler o que eu escrevo. E não posso não sorrir ao saber que há pessoas que estão aí desde o início. Há mesmo quem tenha aguentado 2000 posts de disparates e continue a vir aqui!... 

Além dos posts e dos comentários, das memórias e dos registos, o que este blogue tem de tão importante para mim, são todas as pessoas que já trouxe para a minha vida. E foram muitas!... Ao longo dos anos, foram muitas as pessoas que passaram a fazer parte da minha vida fora daqui, as que conheci pessoalmente, as que entraram na minha esfera privada. Há pessoas que conheci através do blogue com quem falo regularmente, com quem troco mensagens, e-mails, com quem partilho muito do que nem sempre quero/posso escrever aqui. Há pessoas que nunca conheci pessoalmente, mas que sinto que conheço desde sempre.

Se estes 2000 posts não tiverem servido para mais nada, serviram para isso: para enriquecer a minha vida com tanta gente boa! Obrigada! 

E, não querendo abusar da boa vontade de quem ainda se aguenta por aí, gostava de repetir um exercício que fiz aqui há uns anos... Gostava que quem anda por aí, se acusasse. Continua a intrigar-me o número cada vez mais absurdo de visitas diárias, face ao número muito reduzido de comentários. Se, por um lado, conheço muitas das pessoas que andam por aí, continuam a faltar identificar muitas mais, que eu não faço ideia de quem seja... Assim sendo... 1, 2, 3, diga olá outra vez!

E que eu continue por aqui por mais 2000 posts...



Enquanto houver estrada p'ra andar, a gente vai continuar...
                                                           .

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Das coincidências... Do karma... Do destino...

O post que foi publicado esta manhã era um post agendado. Sim, eu agendo posts. Muitos. Não só os agendo como, muitas vezes, escrevo-os e atiro-os para o futuro, pelo que nem sempre o que escrevo está relacionado com o que se passa na minha vida no momento. Bem-vindos ao meu mundo insano. Mas, dizia eu, agendo muitos posts e, por vezes, com semanas de antecedência. Foi o que aconteceu com o post anterior.

Calhou que ontem um colega me pediu para o acompanhar hoje a uma reunião. Onde? No prédio ao lado daquele onde mora o ex e onde decorreu a cena anteriormente descrita. 

Chamem-lhe o que quiserem.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Da capacidade infinita que algumas pessoas têm de nos surpreender...

Do princípio ao fim, tu conseguiste surpreender-me. Muito. Imenso. Vezes sem conta. Com coisas boas. Com coisas menos boas. E, mesmo depois do fim, continuaste a fazê-lo. 

A última coisa com que me conseguiste surpreender foi teres-me "desamigado" no Facebook. Confesso que foi o momento cómico do meu dia. Nunca pensei. Mesmo. Muito menos, ao fim deste tempo todo. Mas, naturalmente, é só mais uma das tuas coisas que eu não vou tentar perceber.

Não deixa de ser curioso que os meus três últimos exs me tenham "desamigado"/bloqueado no Facebook. Nos três casos, foram eles que fizeram asneira. Nos três casos, poderia ser eu a ter todos os motivos para os bloquear. Mas não. Nos três casos, foram eles que o fizeram.

Também nunca vou perceber. Sobretudo, porque perante esta amostra, eu não fico muito bem na fotografia: claramente, há algo de muito errado com a minha pessoa...

terça-feira, 31 de maio de 2016

Das palavras dos outros...

Esta semana, já não sei como nem porquê, deparei-me com este artigo do NY Times. Muito interessante. Ide ver.

Fala sobre casamento, amor, escolhas, a busca pelo que não existe. Deixo-vos este parágrafo, mas acho que vale a pena ler tudo:

WE need to swap the Romantic view for a tragic (and at points comedic) awareness that every human will frustrate, anger, annoy, madden and disappoint us — and we will (without any malice) do the same to them. There can be no end to our sense of emptiness and incompleteness. But none of this is unusual or grounds for divorce. Choosing whom to commit ourselves to is merely a case of identifying which particular variety of suffering we would most like to sacrifice ourselves for.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Das limpezas...

Andei a fazer uma limpeza nos blogues que sigo e uma actualização da barra ali do lado.

Não deixa de ser curioso que sinta falta de algumas pessoas que deixaram de escrever e que desapareceram, simplesmente!...

Que será feito delas?...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

The Things I Dislike... - XIII

Pessoas que eu não consigo ler. Pessoas que eu não consigo interpretar. Caramba!... O que me custa não fazer a mais pequena ideia do que vai naquelas cabeças!... Não conseguir interpretar os sinais, os gestos, as palavras!...

Posso ser vidente, só um bocadinho?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Da sabedoria popular...

Sempre ouvi dizer que quem brinca com o fogo, queima-se...

Será mesmo?

Dos desafios de escrita – Day 4 – Characters

Se eu pudesse escolher uma personagem de um livro que li para ganhar vida e falar comigo…

Pois que não sei!... Não sei mesmo…

Já li muitos livros, muito bons. Já me apaixonei por algumas personagens, já detestei outras. Já ri, já chorei, já me arrepiei, já me irritei, já vivi mil e uma coisas com os livros que li. E acho que esse é um dos principais encantos: permitir-nos viver outras vidas, conhecer outras realidades, visitar outros sítios.

Talvez, só talvez, e que me lembre assim de repente, escolhesse o Chris McCandless do Into the Wild. Bom, considerando que é um livro baseado em factos verídicos, não sei bem se conta, mas é o que me apetece agora.

E por que motivo o escolhia a ele? Porque tenho mil e uma perguntas que gostava de lhe fazer sobre o que fez, sobre as decisões que tomou, sobre o que sentiu, o que pensou. Acho que também gostava de lhe dar uns quantos berros, porque não consigo perceber aquilo que ele fez. Talvez a conversa ajudasse a esclarecer algumas das minhas questões e pudesse compreender e aceitar melhor as suas opções. Quem sabe?



E desse lado? Se pudessem escolher uma personagem de um livro para ter uma conversinha?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Das coisas que me intrigam...

Duas questões logo pela manhã:

- ouvi na rádio que, segundo um estudo da DECO, um terço dos condutores não respeita os limites de velocidade. Oi? Só um terço? Eu não sei, mas nas pessoas que eu conheço, é bem mais de um terço quem não respeita os limites. E incluo-me no lote.

- como é que há quem tenha paciência para levar o carro todos os dias para Lisboa, suportando uma hora (no mínimo) de trânsito logo pela manhã? Como, Senhores? Eu hoje tive de trazer o carro para o levar à peritagem e, sinceramente, se tivesse de fazer isto todos os dias, dava em doida. Adoro morar na Linha, mas também adoro vir no comboio a ler e a ver o mar. É a diferença entre começar o dia tranquila e em harmonia, ou começar o dia com vontade de matar pessoas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dos ciclos da vida...

Andava há procura de um certo e determinado post e encontrei este e este.

Não pude deixar de me lembrar deste e deste.

E não pude deixar de ter aquela sensação de: "Eu já vi este filme. E não gostei do final."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Da semana que hoje começa...

Ainda não são dez da manhã e já parti os óculos de Sol e já perdi um brinco. A semana promete!...

Diz que é o karma. Tive um fim-de-semana ma-ra-vi-lho-so e já estava a ter coisas boas a mais. É só para equilibrar um bocadinho a balança e não ficar mal habituada.



(o brinco era o que usei no meu casamento, btw... sinal divino?)

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...