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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Do fim-de-semana...

O fim-de-semana passou a voar. Se há fins-de-semana em que me sinto realmente descansada e recuperada, este não foi um deles.

Sábado foi dia de semi-molenguice, seguida de limpeza da casa, trabalho e saída para jantar e cinema.

Fui ver o Milagre no Rio Hudson. E gostei tanto! Se puderem, vão ver. O filme está muito bem feito e o Tom Hanks faz mais um papelão (pena que o tempo esteja a passar por ele). Talvez por toda a vida ter tido contacto com o mundo da aviação, e por ter à minha volta pessoas que fazem disso vida, o filme mexeu mais comigo e deixou-me de lágrimas nos olhos e sem ar em algumas cenas. Mais um sinal, do quão bem está feito!

Domingo foi dia de (mais uma) corrida: Alenquer Wine Run. E foi tão gira! Não é a típica corrida em que costumo participar, tinha uma componente muito mais lúdica do que competitiva e tinha um ambiente espectacular. 


Por ser a exactamente duas semanas da meia, não quis desperdiçar completamente o dia e fiz quase tudo a correr, para tentar manter uma média razoável ao longo dos 12,5kms, mas para o ano lá estarei e espero poder aproveitar ainda mais as paisagens fantásticas (correr no meio de uma vinha? check!), deliciar-me com as comidas e saborear os vinhos. 


Sim, nesta corrida havia degustação de tapas e prova de vinhos a cada 2,5 km. Foi uma prova muito animada, com muita gente bem-disposta, com uma excelente organização, e ainda ofereceram uma garrafa de vinho e um copo de espumante ao cortar a meta!

Apesar de ter sido uma óptima experiência, acabei o Domingo de rastos, e precisava muito que o fim-de-semana se tivesse esticado por mais um dia!...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Das notas soltas sobre as férias... - II

Lembrei-me entretanto que também vi o Steve Jobs. Mais um que se vê muito bem e que nos permite conhecer um pouco mais sobre um homem que mudou muito naquilo que é a nossa relação com as tecnologias hoje em dia.

O dia ontem foi para esquecer e já preciso de férias outra vez.

Era só isto.

domingo, 12 de junho de 2016

Das notas soltas sobre as férias...


  1. Passaram a voar!... Como é que uma semana passou tão depressa?...
  2. Viajar com o Snow é... Peculiar. Para baixo, foi todo um filme de terror. Para cima, ao princípio estava meio irrequieto, mas depois veio deitado ao meu colo durante quase 300kms... Conduzir 300kms com um monte de pêlo ao colo, é maravilhoso...
  3. Tanto escaldão que eu vi!... E tanta criancinha a apanhar sol nas horas em que não era suposto!... Eu, que era sempre das pessoas mais morenas daquela praia, era também das poucas que recolhia sempre, mas sempre, para debaixo do chapéu à hora de almoço!... É assustadora esta falta de cuidado com a saúde...
  4. Ainda bem que levei as coisas para ir correr... As meias deram-me imenso jeito para dormir!...
  5. Só comi uma bola de Berlim e não comi nenhum Dom Rodrigo.
  6. Não vi televisão durante dez dias e sobrevivi.
  7. Li três livros: os três últimos da série Hannibal Lecter (achei o último mais fraco, mas os três primeiros foram devorados).
  8. Vi quatro filmes: Into the Wild, The Big Short, Joy e Veronika Decides To Die. Depois de ler o livro, tinha de ver o filme Into the Wild... Não é a mesma coisa. Não é mesmo.  O livro é um murro no estômago, o filme é só um filme... Achei o The Big Short muito bom, vê-se muito bem e dá-nos uma perspectiva curiosa sobre a maior crise financeira do nosso tempos. O Joy é aquilo que se sabe, com a sonsa da Jennifer Lawrence (embirro imenso com ela)... E, por último, o filme de um livro que li há muitos, muitos anos atrás, quando a ideia do suicídio pairava muito à minha volta. Achei fraquinho, também, mas tinha curiosidade de ver...
  9. Descobri que são exactamente 225 os degraus que levam à Praia do Camilo.
  10. Fui muito forte e fui muitas vezes à água. Mas hoje não aguentei as dezenas de peixes que lá andavam e tive mesmo de fugir!...
  11. Consegui cumprir a promessa de não espreitar o mail do trabalho. E só falei de trabalho uma vez, quando liguei para o escritório e falei com dois colegas (mas a conversa foi mais de palhaçada do que de trabalho...).
  12. Os artigos que tinha levado para baixo para ler, voltaram sem que lhes tivesse tocado.
  13. Fiquei espantada com a confiança e o à-vontade com que certas mulheres utilizam certos biquínis. Eu sei que estão na moda os modelos mais reduzidos e acho muito bem que cada um use o que quer e gosta. Eu, claramente, não tenho coragem para isso e não gosto de expor mais do que uma certa quantidade de pele para o Mundo inteiro ver.
  14. O Snow adorou a casa de férias, a varanda, o ter-me mais tempo em casa. Por outro lado, perdeu o brinquedo favorito dele (corri a casa toda e não o encontrei...).
  15. Daqui a exactamente dois meses, entro de férias outra vez. E é isto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dos filmes...

Só na terça-feira assisti, finalmente, ao Boyhood. E gostei tanto!...

Dá-nos uma boa perspectiva da vida, da passagem do tempo, do que nós e os nossos somos e do que as circunstâncias da vida fazem de nós...

E sim, um dia damos por nós e estamos a planear o nosso funeral. O tempo não pára!...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Do verdadeiro serviço público...

Se gostam de Saramago, se leram O Homem Duplicado, se gostaram do livro, não vão ver o filme com o mesmo nome.


Quem vos avisa, vossa amiga é...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Da minha mais recente ida ao cinema...


Ontem fui ver o Meia-Noite em Paris. E gostei. Mas ainda estou a tentar perceber se o filme é genial ou se é, simplesmente, pateta.

Ia um bocadinho receosa. Os filmes do Woody Allen não são filmes óbvios, filmes fáceis. Alguns adoram-se. Alguns detestam-se. E este eu adorei.

O filme apresentava, quanto a mim, várias questões. A primeira, desde logo, por ser passado em Paris. É que eu não gosto de Paris. Não gosto. Ponto. Mas, apesar disso, nos últimos tempos já andava com vontade de voltar a Paris. E depois de ver este filme... Eu tenho de ir a Paris! Urgentemente. O filme está tão bem feito que consegue pôr-me a sorrir e a sonhar com uma cidade de que eu nem sequer gosto...

A segunda questão prendia-se com o actor principal. Não é um actor de quem eu goste particularmente. E achei uma escolha curiosa por parte do realizador. Mas, mais uma vez, a verdade é que gostei de o ver no papel de Gil. E, sim, identifiquei-me com ele em muitas coisas. Possivelmente, terá que ver com este momento da minha vida. Mas a verdade é que achei piada àquela ingenuidade, àquela paixão pelas coisas simples, pela chuva, àquela vontade de regresso ao passado. E, tal como ele, também eu percebi que a nostalgia é muito gira mas que o passado está bem é no passado. Agora, é fácil olhar para trás e pensar que "naquele tempo é que era bom". Agora, é fácil olhar para trás e só pensar nas coisas boas. Mas não há idades de ouro. Não há épocas perfeitas. O passado é o passado. A única idade de ouro é a de agora, é a de hoje, é a do presente. Essa sim, é o que nós quisermos que seja. Como diria um grande senhor: O que lá vai já deu o que tinha a dar... Agora o que importa é o que fazemos da nossa vida actual e do nosso futuro!

A terceira questão prendia-se, obviamente, com o tema e a história. Um filme que faz uma viagem ao passado e em que aparecem alguns dos meus artistas favoritos, tem tudo para ser ou um grande filme ou o pior filme de sempre. Mais uma vez, Woody Allen fez um grande filme. Os meus artistas estavam muito bem. Muito eles. Era inevitável soltar uma gargalhada de cada vez que mais um deles aparecia em cena. Se, para muita gente, falar na Gertrude Stein ou na Camille do Rodin, é o mesmo que falar de espécies de cogumelos, para mim, é falar da minha vida. Achei o Dalí genial, o Toulouse-Lautrec delicioso, o Gauguin perfeito... Só tenho algumas dúvidas em relação ao Picasso, mas também já seria exigir demais! Para alguém que estudou estes artistas e, em alguns casos, leu sobre as suas vidas privadas, é realmente interessante vê-los assim, em filme, e não ficar desiludida.


Saí de lá a sentir-me pateta (perdoem, mas era a palavra que mais me ocorria quando saí da sala de cinema). A sentir-me leve, a sentir-me apaixonada, a sentir-me com vontade de voltar a Paris, a sentir-me com vontade de ler mais e mais sobre todos eles. Saí da sala de cinema como há muito não saía. Saí a sentir-me cheia, preenchida, enriquecida. É um bom filme. Um excelente filme. Mas continuo indecisa entre a genialidade da ideia, ou a patetice de nos fazer viajar no tempo e sonhar.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Do facto de eu ser do contra (ou talvez não)...

Eu tenho lido por aí muita coisa a propósito do Black Swan. Muita mesmo. Maravilhas, invariavelmente.

Mas eu (preparem as pedras) não gostei do filme. Não gostei, pronto. Vi-o de forma pouca lícita (eu sou dessas) ainda antes da Natalie Portman ter ganho o Globo de Ouro e de tanto se falar no filme. E já sei que ela ganhou mais uma série de prémios. Eu sei. Nem sequer tenho nada a apontar da representação dela. O problema não é esse. Ela esteve muito bem, sim.

Mas eu não gostei do filme. O que posso eu fazer? Se calhar, o facto de na véspera de o ter visto ter assistido a mais um bailado do Lago dos Cisnes, não ajudou. Se calhar, o facto de o meu bailado preferido assim muito, muito, muito de longe ser o Lago dos Cisnes (o da CNB, sff), também não ajudou. Mas, se calhar, foi só mesmo o filme que não ajudou.

É muito giro, muito realista, retrata muito bem a loucura que é a vida no mundo do bailado, tem uns figurinos muito bonitos, a Natalie esforçou-se imenso para ser (e parecer) uma bailarina à séria, mas... Não gostei. Não me convenceu.

Achei certas cenas exageradas, despropositadas, procurando de tal forma o realismo, que se tornavam surreais. E achei, e isto na minha óptica muito pessoal de quem não percebe nada de cinema, que o Lago dos Cisnes merecia uma homenagem um bocadinho melhor.

Mas isto sou eu, que subo um bocadinho às nuvens de cada vez que me lembro da Ana Lacerda a dançar, a dançar, a dançar, sempre naquele limiar do surreal, do acharmos que ela ou vai cair a qualquer momento ou vai ganhar asas e voar, verdadeiramente.


Isto sou só eu, contra milhões e milhões de pessoas.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Das novidades... - VIII


Ontem fui ver o Shrek e gostei, claro. Adorei ver o Gatos das Botas feito bola! E acho que foi uma bela forma de porem um fim à história.

E há bocado fui com a Amora ao veterinário, para tirar os pontos e ver se estava tudo bem. E está tudo bem. Apesar de ela só querer dormir e estar a coisa mais molengas do Mundo. Está tudo tão bem que hoje deve ter dado uma tareia enorme à Lady, que quando cheguei a casa tinha uma ferida no pescoço. É assim a vida cá em casa. Esta amostra de gata já manda e dá tareia na outra. Vamos ver no que isto vai dar...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Do SATC2 que eu JÁ vi...

Na terça-feira fui, finalmente, ver o SATC2.

E gostei. Gostei bastante. Podia ser um bocadinho mais pequeno, mas vê-se bem, distrai, provoca imensas gargalhadas. E gosto sempre de ver as roupas, malas e sapatos das quatro fabulosas amigas! Apesar de achar que a pulicidade a alguns produtos foi um bocadinho descarada de mais... Mas alguém tem de pagar o filme!

Em relação à história em si, desiludiu um bocadinho, porque não houve nenhum avanço na história. Toda a história da série, e mesmo o primeiro filme, tinha desenvolvimentos: uma casava-se, a outra divorciava-se, a outra tinha filhos, ... Desta vez, não aconteceu nada. Claro que há coisas que nos fazem pensar. Mas dá um bocadinho a sensação que não havia muito para dizer então quiseram só reforçar ideias e definir, talvez definitivamente, a vida de cada uma delas. A Carrie fica com o Big, mesmo com um deslize pelo meio. A Samantha continua preocupada consigo mesma, com o seu visual e com sexo, muito sexo. A Miranda percebeu que pode ser advogada e feliz, com o seu eterno amor e o filho. A Charlotte encontrou o seu equilíbrio para uma vida quase perfeita. Será que haverá um SATC3?... Vamos ver...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dos filmes e dos livros e dos filmes dos livros...

Já vi o Julie and Julia. E não gostei.

Eu sou um bocado teimosa, sou. E, por isso mesmo, insisto em ver filmes feitos a partir de livros que já li. E dá asneira, pois claro. Ainda não houve filme nenhum que eu achasse estar à altura do livro em que foi baseado.

Mas eu insisto.



Às vezes, pergunto-me até que ponto será teimosa, ou se não será simplesmente idiotice.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Das neuras...

Continuamos em modo neura. Mas vamos andando que, já dizia o outro, em frente é o caminho.

Ontem achei que o melhor para resolver a neura era atravessar a ponte e ir às compras. Atravessar a Ponte Vasco da Gama tem sempre um efeito calmante e relaxante sobre mim. E assim foi.

O balanço até nem foi mau. Eu bem tentei. Continuo em guerra para conseguir comprar sapatos. Sobretudo porque tenho um orçamento limitado. Mas já que não encontro os sapatos de que preciso, ontem lá trouxe estes meninos para casa:



E para eles não se sentirem sozinhos, e porque preciso de roupa mais casual para o dia-a-dia, agora que já não tenho restrições quanto ao vestuário no trabalho, trouxe da Quebramar estas duas pecinhas:


Depois disto, fui ao cinema. E fui ao cinema sozinha, coisa que acho que nunca tinha feito na vida (a vez em que a minha mãe me despejou sozinha numa sala de cinema enquanto ela ia às compras, não conta). Mas soube bem. Tinha uma sala gigante só para mim e pude estar completamente à vontade. O filme? Blind Side. Gostei muito.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Do momento cultural da semana...

No fim-de-semana assisti a mais um espectáculo de bailado contemporâneo português. Quase que me convenciam (ou enganavam) nos primeiros minutos da primeira peça, mas rapidamente percebi que a minha opinião se vai manter inalterada durante mais uns tempos. Nunca mais chega Junho e o bailado a sério!...

Ainda no fim-de-semana, vi o filme "O Mistério da Estrada de Sintra", que ainda não tinha visto, e gostei. Gostei mesmo. E eu que sou sempre céptica em relação ao cinema português (são muitos anos a ir ao cinema ouvir falar inglês)! Mas o filme está bem feito, com pormenores interessantes, com boas representações, e consegue cativar a nossa atenção. Fiquei com vontade de dar o benefício da dúvida a mais alguns filmes portugueses.

E ontem, para começar bem a semana, fui ver o Avatar, na versão 3D. A primeira coisa a dizer é que adormeci. E dizer isso é dizer muito. Claro que o facto de na noite anterior ter dormido muito pouco, ter trabalhado 9 horas e ter ido à sessão da meia-noite, não ajudou. Mas, de qualquer forma, o filme era um bocadinho longo de mais. Se tivesse só duas horas em vez de duas horas e quarenta, eu ficava agradecida. Muito agradecida! Mas o filme é muito bom, muito bem feito, com uma criatividade que roça a genialidade, com efeitos espectaculares e com uma história que, não sendo nova, nos puxa um bocadinho para a terra e nos faz pensar que isto não é tudo nosso e que devíamos ter mais respeito pelo que nos rodeia. É um daqueles filmes que vai ficar sempre na história do cinema, e merece.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...