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segunda-feira, 10 de junho de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 161



Lisboa. Sempre com coisas novas à espera de serem descobertas, mesmo em dia de regressar aos Santos e às tradições populares. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Da pressão que nos colocam(os)...

Há dias dei comigo a pensar sobre estas novas correntes que nos dizem que não nos podemos contentar com nada menos do que a perfeição, que temos de lutar pelo que merecemos, que temos de querer sempre mais e melhor, e afins. Tenho tido muito tempo livre, eu sei.

Mas a verdade é que, ainda que ache isto tudo muito bonito, acho que tudo isto não faz mais do que criar pessoas permanentemente insatisfeitas, que nunca valorizam o que têm, que estão sempre a pensar se não poderiam ter mais e melhor.

Claro que devemos lutar pelo que nos faz felizes. Mas vamos todos despedir-nos dos nossos empregos se não nos fizerem felizes? Não, não vamos. Porque não há empregos perfeitos. Há uns melhores, há outros piores. E podemos, e devemos, procurar os melhores, mas devemos também saber aceitar quando já temos um bom emprego (e isso significa coisas diferentes para pessoas diferentes) e não estar permanentemente à procura de um melhor, achando sempre que o que temos não é suficiente.

E falei de empregos como podia ter falado de casas, de relações, de corpos, de qualquer outra coisa.

Como é que nos tornámos nesta sociedade obcecada com a perfeição? Às tantas, nem sei se somos obcecados com a perfeição. Porque, para isso, era preciso que soubéssemos o que é a perfeição e, na maioria dos casos, acho que nem isso sabemos. Somos, isso sim, obcecados pelo mais, pelo melhor. Temos uma dificuldade tremenda em simplesmente aceitar o que de bom temos, respirar fundo, e ser feliz.

É certo que há uma linha muito ténue que separa esta última realidade do conformismo. Não acredito que devamos ser conformistas. Mas acredito, muito, que temos de encontrar essa linha. Temos de aprender a lutar pelo que nos faz felizes, mas depois temos de aceitar e dar valor ao que temos, ao invés de nos sentirmos sempre infelizes a pensar que podíamos ter ainda melhor.

Nem todos acordamos super felizes por ir para o trabalho  que adoramos, nem todos temos corpos perfeitos, nem todos temos relações fáceis e descomplicadas, nem todos temos as contas recheadas, nem todos acordamos felizes todos os dias. E então?

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Do Web Summit...

Também eu quero falar sobre o Web Summit. Se toda a gente fala, eu também posso, certo?

Pois que parece que este ano virou moda falar do Web Summit. O ano passado ninguém dizia nada porque, na verdade, ninguém sabia bem o que aquilo era. Este ano, não. Este ano já toda a gente tem alguma coisa a dizer. E mal, de preferência.

E isso cansa-me. Aliás, maça-me, como diria alguém.

A primeira coisa que me inquieta é uma dúvida que me assola e não me deixa dormir. De todas as pessoas que criticam o Web Summit, quantas lá foram? Quantas lá estiveram? Uma em cada dez? Ou isso é exagero? É que, tenho para mim, muitos dos que criticam, têm aquilo a que comummente chamamos de… Dor de cotovelo! “Ah e tal, eu não fui mas não preciso de ir para saber que aquilo não presta! Eu lá gastava aquele dinheiro num bilhete! Ainda se fosse um jogo do Benfica!”

A segunda coisa que me inquieta (puxem um banco e sentem-se, que isto pode ser longo…) é não saber quantas pessoas acreditam verdadeiramente naqueles preços dos bilhetes. Seria interessante saber quantas pessoas, efectivamente, pagaram os referidos 1500€ (ou lá quanto era…). Claro que a organização não vai, nunca, divulgar tais dados. Aquilo é um negócio, claro está! Mas estou em crer que muito pouca gente, se é que alguma, pagou o preço total do bilhete. Eu não paguei, certamente. E mais 10 000 mulheres também não. E mais 10 000 jovens e estudantes também não.  E mais 2 600 jornalistas. E mais 1 200 oradores. E mais umas centenas de patrocinadores. E mais 2 100 start-ups. Será que alguém pagou? Fica a dúvida. Mas, ainda que tenha pago, alguém tem alguma coisa a ver com isso? Faz sentido discutir aquilo que alguém está disposto a pagar por alguma coisa? Generalizemos e imaginemos um homem e uma mulher a discutirem preços de sapatos e de bilhetes de futebol, por exemplo. Daria em alguma coisa? Não. Uma das primeiras coisas que se aprende em Marketing (e na vida, até), é que preço e valor não são a mesma coisa. O preço que cada um pagou para estar no Web Summit tem tudo a ver com o valor que cada um lhe atribui. E, mais uma vez, ninguém tem nada com isso.

Para mim, o Web Summit faz sentido. É um evento interessante, importante, e no qual continuarei a participar, se tiver essa possibilidade.

Para muitos dos investidores que lá estiveram, o Web Summit faz sentido. Conhecem projectos novos em que podem apostar, de forma rápida e concentrada.

Para muitos dos patrocinadores, o Web Summit faz sentido. Talvez por isso, vimos muitas empresas que estiveram lá o ano passado e fizeram questão de lá estar este ano outra vez.

Para muitas das start-ups, o Web Summit faz sentido. Todas, sem excepção, com as quais falei o ano passado, me disseram que valeu a pena. Já este ano, conheci mais de perto o caso de uma que vai sair em destaque numa publicação nacional como uma das dez ideias mais interessantes do Web Summit. E isso, não tem preço!

Se o Web Summit faz sentido para toda a gente? Não. Nem é suposto. Se todos pagávamos para lá ir? Não. Nem é suposto. Se todos achamos que aquilo é o máximo? Não. Nem é suposto.


Vamos respirar fundo mais vezes, vamos atirar menos pedras, vamos criticar menos, e vamos ser mais felizes. Sim?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Das coisas boas da vida...

Estar uma hora ao telefone com a BFF que está em Manchester.

Ela está lá desde Janeiro, só veio cá uns dias em Abril, e ao longo dos meses fomos falando uma vez ou outra por mensagem e duas ou três vezes no skype.

Ontem, graças ao What'sapp, falámos mais de uma hora. E foi como se estivéssemos estado juntas uma hora antes. Chorámos, rimos, falámos de coisas sérias, dissemos disparates. Partilhei com ela coisas que não partilho com mais ninguém e adorei a sinceridade dela: "se estivesse aí dava-te dois pares de estalo, mas sim eu faria exactamente o mesmo que tu!"... Somos tão parecidas em tanta coisa que é incrível...

Bolas, a falta que ela me faz por cá!...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Das maravilhas do mundo moderno... - III

Têm-se passado coisas muito estranhas na blogosfera ultimamente, têm. Eu, que não sou ninguém, e que só sei que nada sei, acho tudo isto muito estranho.

Sendo eu uma jovem ignorante, nada sei da vida e do que move o ser humano. Mas, mesmo sendo uma jovem, já ando nisto há uns anos (fui muito precoce!).

Comecei a escrever, e a publicar, na World Wide Web, no longínquo ano de 2001. E comecei a fazê-lo no Livejournal, uma comunidadezinha simpática, à escala mundial, em que fui escrevendo umas quantas baboseiras.



Nesses tempos, havia um espírito um bocadinho diferente daquele que há hoje pela blogosfera. O espírito era de união, de partilha, de comunidade no verdadeiro sentido da palavra. Eu era lida por, e lia, pessoas que nunca vi, com que nunca me cruzei, mas que sinto que conheço, e que me conhecem. Talvez por isso, quando me casei, e porque me pediram, senti-me no dever de partilhar com eles algumas fotografias do meu casamento. E não me dei sequer ao trabalho de tapar os rostos ou de esconder o que quer que fosse. Porquê? Porque não era preciso. Porque durante anos a fio partilhei com aquelas pessoas a minha vida, a minha intimidade. Sem as conhecer, confiava nelas. Sem nos conhecermos, apoiávamo-nos e ajudávamo-nos. De uma forma difícil de compreender para quem não experienciou tudo aquilo.



E eu estive aqui a fazer um esforço muito grande (o esforço possível, para os meus neurónios), e não me lembro de alguma vez ter lido um post ou um comentário a criticar ou a ofender quem quer que fosse. É que não me lembro de nenhum. Nem um para amostra.



Não quer isto dizer que o mundo era todo cor-de-rosa, fumávamos charros e vivíamos felizes na nossa bolha. Não. Simplesmente, as relações entre os livejournaleiros eram pautadas por algo que tem caído em desuso: o respeito.

Havia opiniões divergentes, havia posições contrárias perante certos temas, mas as coisas discutiam-se, conversavam-se, debatiam-se. Não se partia para a ofensa gratuita assim, sem mais nem menos.



Eu, que já se sabe que sou uma jovem ignorante nestas coisas da vida, sempre ouvi dizer que a minha liberdade terminava onde começava a dos outros. E sempre tentei reger a minha vida por este princípio. É muito giro ter um blogue, porque é. É muito giro escrever para aqui uns disparates, porque é. E até somos uns sortudos porque vivemos num país onde até há liberdade de expressão. Mas a nossa liberdade de expressão tem limites. Se não tem, devia ter. Aqui entram o bom senso, a boa educação e o respeito pelo próximo, de que falei mais atrás. Se juntarmos estas coisas todas e misturarmos bem, temos uma blogosfera saudável, onde cada um tem o seu canto onde escreve o que bem lhe apetece. Partindo sempre do princípio de que o que escreve, não é para ofender o outro. Quando esta mistura não é bem feita, quando falta o bom senso, quando falta o respeito, sai asneira. O resultado são blogues desprovidos de sentido, que vivem do achincalhamento (isto existe?) das outras pessoas. Saem assim uma espécie de velhas quadrilheiras com Cláudio Ramos, cujo passatempo favorito é falar mal dos outros. No caso do Cláudio Ramos, diz que ele é pago para isso. Noutros casos, deve ser mesmo pelo prazer de gozar, ofender, rebaixar.



E eu, na minha ignorância e ingenuidade, não consigo compreender qual é o prazer que pode advir daí.



Eu, na minha ignorância e ingenuidade, sempre achei que se não gostava de algum blogue ou blogger, tinha bom remédio: não lia. Deixei de ler alguns, e hei-de continuar a fazê-lo sempre que o entender. Agora andar a ler só para criticar? É coisa que não consigo compreender. Em primeiro lugar, porque há tanto blogue tão interessante para ler, que eu acho um desperdício de tempo estarmos a ler algo de que não gostamos. Em segundo lugar, porque a educação que o meu pai me deu me diz que eu não sou ninguém para andar por aí a ofender os outros só porque sim. A minha educação, diz-me que eu devo preocupar-me mais com a minha vida, e menos com a dos outros. A minha educação, diz-me que lá porque eu tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa (e sou menina para isso), nem sempre tenho de a partilhar com o mundo. Saber estar calada é, também, uma grande virtude.



E, só por isso, vou-me calar. Vou-me calar mas não sem antes dizer ao Mundo que devia parar para pensar um bocadinho antes de escrever ou dizer certos disparates que em nada melhoram o Mundo. Uma das coisas que eu aprendi com os anos foi mesmo isso, que se não tenho nada de bom para dizer, mais vale ficar calada.

sábado, 22 de maio de 2010

Das maravilhas do mundo moderno... - II

O que é que eu descobri hoje, o que foi?

O site Glamorous, onde podem ser alugadas malas de griffe, por períodos que variam entre os três dias e um mês.

Apenas dois exemplos:



Neverfull L da Louis Vuitton, por 25€ durante três dias, ou 130€ durante um mês



Birkin, da Hermés, por 85€ durante três dias, ou 450€ durante um mês
(e está com lista de espera)


Há também a secção de Outlet, onde podem ser adquiridas carteiras de marcas de luxo, a preços mais simpáticos (ou menos antipáticos, digamos assim).

Sinceramente, acho que isto não era o tipo de serviço a que eu aderisse. Mas acho engraçado o conceito. Acho que tem tudo a ver com a nossa sociedade actual: a sociedade das aparências. Vivemos tão preocupados com as aparências, que alugamos certos objectos de desejo. Se é errado? Não sei, ao certo. É um serviço como outro qualquer, como um carro que alugamos quando vamos de férias, ou o serviço de fontes de chocolate que alugamos no Natal mas que não faz parte da nossa vida no dia-a-dia, obviamente.

Para mim, não dava. Porque acho que depois não me conseguia despedir da mala. Mas porque não? Em vez de gastar uns milhares de euros numa LV, porque não alugar uma destas malas de vez em quando e ter mais variedade, sem um investimento tão grande?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Das maravilhas do mundo moderno... - I

Uma das grandes maravilhas do mundo moderno é, sem qualquer tipo de dúvida, o milagre da depilação definitiva. É mesmo um milagre e é mesmo uma maravilha.

Comecei a fazer depilação definitiva há quase um ano, e não fosse eu tão proscratinadora, já estaria completamente livre de pelinhos indesejáveis. Ainda assim, mesmo com a minha falta de tempo e a minha preguicite aguda (quem é que gosta de sofrer?), acho que não preciso de mais sessões nas axilas e nas virilhas. No máximo, faço mais uma, só para dizer que faço o número mínimo recomendado por eles, e para dar cabo de algum pêlo que ainda tenha esperança de sobreviver neste corpo anti-pêlos.

E da última vez que lá fui resolvi fazer também nas pernas (só meia-perna). Estava muito, muito, céptica, porque os meus pêlos das pernas são finos e não são muitos (felizmente!), e eu tinha medo que não resultasse tão bem como nas outras zonas. Mas o que é certo é que hoje me pus a olhar para as minhas pernas, quase um mês depois de lá ter ido, e, à primeira vista, não há pêlos. Eles estão lá, mas são tão poucos e tão finos, que eu mal os sinto e podia andar de pernoca ao léu sem qualquer problema. A verdade é que nem fiz a depilação desde a sessão, porque não preciso mesmo.

E isto mundo, é um milagre. Vai ser tão, mas tão bom chegar ao Verão e não ter de me preocupar com depilações! Acho que não deve haver mulher nenhuma que não gostasse de se livrar dos pêlos para sempre. Eu, por mim, fico muito agradecida. Mesmo que tenha de lá ir uma vez por ano fazer a "reciclagem" (milagres, milagres, só no Céu), não vai ser nada comparado com anos de idas a esteticistas sofrer e sofrer.

E não, eu não acho que seja caro. E acho que vale cada euro que eu lá deixo. É um investimento, poupa-se tempo e dinheiro (a longo prazo), e sentimo-nos tão melhor e tão mais leves por não nos preocuparmos com depilações, crescimentos do pêlo, idas à praia, bikinis, vestidos e afins.

Mas é um vício, é. Depois de se ver os pêlos desaparecer numa área, queremos ver desaparecer em muitas outras. Foi assim que eu me vi a fazer também nas pernas. Agora só me resta escolher qual a zona que vou "atacar" quando despachar as pernocas! 

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...