quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Da minha carta ao Pai Natal...

Querido Pai Natal,

Talvez tu não saibas (ou, se calhar, até sabes porque sempre me disseram que tu sabes tudo e vês tudo), mas eu gosto muito de ti. Pouca gente vive o Natal com o entusiasmo que eu vivo e espera pelo teu dia como eu. Perdoa a falta de modéstia.

Este ano eu portei-me bem. Quero dizer, mais ou menos. Mas comi a sopa toda, fiz a cama antes de sair de casa, não comi doces todos os dias, fiz os trabalhos de casa, fiz uma Maratona, não disse (muitas) asneiras e não bati em ninguém (nem mesmo quando levaram a minha paciência aos limites - e, acredita, levaram).

Também deves saber que este não foi exactamente um ano fácil para mim.

Por tudo isto, eu gostava muito que tu ponderasses dar-me o único presente que eu gostava de ter: uma boa notícia, daquelas mesmo boas, até ao final do ano. Não precisa de chegar à meia-noite de dia 24. Nem precisa de vir embrulhada. Mas achas que consegues?

Obrigada. Obrigada. Obrigada.

Agridoce


P.S. - vou deixar um prato com bolachas e um copo de leite ao pé da árvore, mas é provável que não sobrevivam ao Snow. Não leves a mal.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Do meu regresso ao ginásio...

Depois do regresso às corridas, temos o regresso ao ginásio. Talvez tenha sido a constatação do meu novo estatuto de F35, e a cada vez mais clara percepção de que já não vou para nova, mas o certo é que me deu para isto esta semana. 

E se voltar ao ginásio foi uma decisão inteligente, ter escolhido uma aula de Bodybalance para marcar esse mesmo regresso, foi menos inteligente. Mas achei que devia começar por uma aula mais calma, que não puxasse muito pelos abdominais (nem por nada, já agora). 

E já não me lembrava por que motivo nunca ia a Bodybalance. Ontem, no meio do vigésimo quinto bocejo, lembrei-me.

Aquilo não é para mim. Lamento. Admiro e respeito quem gosta. Mas não é para mim.

Eu não consigo estar ali quase uma hora a empurrar bolas imaginárias no vazio, a ouvir o meu respirar, a tentar equilibrar-me numa perna enquanto a outra se estica toda e tenta apanhar a estrela cadente que passa no tecto. Não dá. 

O problema sou eu, não és tu, Bodybalance.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Do meu regresso às corridas...

Foi ontem. Na bela localidade que é Porto Salvo. No arranque de mais um Troféu de Oeiras. Que está de parabéns, diga-se, porque este ano a prova das mulheres só atrasou 25 minutos. Foi uma melhoria de 20 minutos em relação ao ano passado!...

Claro que isto também aconteceu porque estava menos gente. Muito menos gente. Não sei se pelo mau tempo que estava, com a chuva a querer dar um ar da sua graça, ou se é mesmo indicativo de que esta época vai ser menos concorrida. Veremos na próxima!

A minha equipa, pelo contrário, tem cada vez mais gente e o ânimo mantém-se. Ontem tivemos 5 pódios! Quando comecei a correr com eles éramos muito poucos em cada prova e não sonhávamos sequer com tal meta... É bom ver como as coisas mudaram em dois anos, e como temos conseguido crescer! Se alguém se quiser juntar a uma equipa espectacular, é só dizer!

Quanto ao meu regresso propriamente dito... 


Foi duro e difícil. Já se sabe que estas provas não são fáceis. Muitas subidas. Muitas descidas. Para quem não tem treinado, não é o ideal. Não consegui fazer a prova toda a correr, mas já sabia que assim ia ser. Ao fim dos primeiros dois quilómetros, numa subida maravilhosa, lá tive de encostar e caminhar um bocadinho. E voltei a fazê-lo mais tarde. Sem dramas. O objectivo era chegar ao final, e cheguei. Acabei por fazer aproximadamente mais um minuto e vinte por quilómetro do que no ano passado, o que é imenso, mas também é um número confortável que me deixa muita margem para melhorar. No fim de contas, fiz 2 pontos e fiquei nos últimos lugares do meu escalão. Farei melhor na próxima, certamente. 

Agora é voltar a treinar consistentemente e sei que isto volta ao sítio. Assim os meus pulmões queiram colaborar! 

Não podia não referir a boa surpresa que foi encontrar o João Lima por lá! O João tem  sempre uma palavra de ânimo e de força para nos dar, e é sempre uma honra ter um atleta como ele a aplaudir-nos e a dar-nos força! Obrigada, João! Para a semana estarei a aplaudir-te à distância! 


domingo, 25 de novembro de 2018

Do quão Dory eu sou...


Há bocado estava a arrumar a loiça do jantar na máquina e, de repente, fiquei super contente porque me lembrei que daqui a precisamente uma semana vamos a um concerto espectacular. 

O problema é que já não é a primeira nem a segunda vez que isto acontece. Ele comprou bilhetes para este concerto há meses mas eu esqueço-me e, de cada vez que me lembro, fico um bocadinho mais feliz.

Ser Dory é bom, afinal.


(não deixa de ter também a sua piada que depois de jantar tenhamos visto um filme que eu andava há meses para ver e cuja banda sonora é precisamente do artista que vamos ver para a semana, sem que eu fizesse a mais pequena ideia...) 

sábado, 24 de novembro de 2018

Da dura realidade que nos chega na forma de um dorsal...

Começa amanhã o Troféu CM Oeiras - Corrida das Localidades, com a prova de Porto Salvo.

O responsável da minha equipa enviou-me há pouco uma foto do meu dorsal.

F35.

Como, Senhores?! Como?! Não estava preparada para esta subida de escalão!... Eu faço mesmo 35 para o ano?... Onde é que foi parar a minha vida?...

F35.

Agora que eu ia dar tudo no meu escalão!...

Ainda não acredito.

domingo, 18 de novembro de 2018

Do meu estado actual...

No sofá, com o Snow a dormir ao meu lado, a ouvir músicas de Natal.

Chegámos sexta, exactamente 23h depois de termos saído do hotel em Varadero. De rastos e completamente baralhados com a noite passada a voar, o fuso horário e o jet lag.

Foram duas semanas de férias que pareceram uma vida inteira. Vimos tanta coisa tão diferente, que ainda não consegui processar tudo. Assim que eu o consiga, vão sair muitos e variados posts!

Ontem fomos buscar o Snow (ficou no Jardim Zoológico com os primos leões), que veio super carente e deprimido (já lhe prometi que não volta a acontecer...). 

Hoje fomos comprar a nossa primeira árvore de Natal a dois. Já a montámos mas ainda não a decorámos. Vou testar aquela teoria que diz que devemos deixar que os gatos se vão habituando à árvore a pouco e pouco, não pondo as novidades todas logo de uma vez. Também acho que a vou amarrar ao varão dos cortinados. Just in case.

E agora vou tirar 2 ou 3 horas para ler tudo o que por aí se escreveu na minha ausência.

Boa semana, Mundo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Das coisas em que (não) acreditamos...

Deixei de acreditar no para sempre. Naquela ideia romântica de que as coisas não vão ter fim, que serão eternas. Nada é eterno, tudo tem um fim.

Deixei de acreditar no amor para a vida toda. Porque a vida toda é muito tempo e a vida dá voltas e voltas.

Não sou capaz de usar expressões como "amor da minha vida". A minha vida é tão curta, e eu não sei se terei mais amores, não sei qual será o amor da minha vida. 

Sei o amor que tenho hoje. Sei que quero que dure o mais possível. Sei que é o meu amor. Apenas e só.

Não sei se a vida me tornou fria ou se, simplesmente, me tornou menos ingénua. Mas sei que me ensinou que na vida não há certezas, não há verdades absolutas, não há nada garantido. E isso só me faz querer dar mais valor ao que tenho. Porque não sei por quanto tempo o vou continuar a ter.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Do estudo do dia... - I

As pessoas que montam as decorações de Natal mais cedo são mais felizes, diz um expert.

Eu gosto do Natal. Gosto das decorações. Gosto da antecipação. Gosto da contagem decrescente.

Se isso faz de mim uma pessoa mais feliz? Não sei. Mas gosto de acreditar que sim.


(vou tentar manter por aqui esta fabulosa rubrica, certa de que material não me faltará...)

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Das coisas que descobrimos num treino de 5km...

Por aqui, continuamos em modo treinos curtos e lentos. Mas duros e difíceis.

No fim-de-semana fomos para Lagos e fomos correr. Quando fiz a mala (uns bons 10 minutos antes de sair de casa...), decidi agarrar nos Vomero mai' lindos, que começavam a acusar alguma ciumeira, face aos GT-2000, que tenho utilizado nos últimos tempos, nas raras vezes em que corro (ou caminho, ou qualquer coisa desse género).

Como certamente não se recordam, eu tenho um grande drama com as bolhas nos pés. Depois de um teste na Asics que confirmou que tenho passada pronadora, comprei os GT-2000, mas nunca os usei muito, porque quando os comprei estava na fase final da preparação para a Maratona e não fazia sentido estar a inventar com ténis novos, e depois disso não corri muito mais. Não cheguei a fazer um post sobre eles, precisamente, por esse motivo.

Quando voltei a correr, e depois de os pés terem tido todo o tempo do mundo para recuperar, as bolhas não voltaram a aparecer. Mas eu sempre achei que isto era por estar a correr, no máximo, 5km, e que não podia daí tirar qualquer conclusão e afirmar que os GT-2000 estavam a fazer a diferença.

Até que corri com os Vomero em Lagos... E, afinal, bastam 5km para eu ficar com bolhas nos pés. E, afinal, os GT-2000 fazem mesmo diferença.

Não vou já lançar os foguetes todos porque quero esperar por voltar a correr a sério, para perceber como os meus pés reagem a treinos mais longos. Mas... Há esperança!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Das novas doenças desta sociedade em que vivemos...

Diz um daqueles estudos que hoje em dia se multiplicam à velocidade da luz, que temos uma nova doença a afectar a população no século XXI: o vício de viajar.

Doente me confesso. E deve ser por isso que ainda não fiz a próxima viagem e já estou super entusiasmada com a que se seguirá.

Inscrições feitas, bilhetes comprados e alojamento marcado.

Vou voltar à (minha) ilha.

Até já, Columbus Trail!

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...