quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Das coisas em que (não) acreditamos...

Deixei de acreditar no para sempre. Naquela ideia romântica de que as coisas não vão ter fim, que serão eternas. Nada é eterno, tudo tem um fim.

Deixei de acreditar no amor para a vida toda. Porque a vida toda é muito tempo e a vida dá voltas e voltas.

Não sou capaz de usar expressões como "amor da minha vida". A minha vida é tão curta, e eu não sei se terei mais amores, não sei qual será o amor da minha vida. 

Sei o amor que tenho hoje. Sei que quero que dure o mais possível. Sei que é o meu amor. Apenas e só.

Não sei se a vida me tornou fria ou se, simplesmente, me tornou menos ingénua. Mas sei que me ensinou que na vida não há certezas, não há verdades absolutas, não há nada garantido. E isso só me faz querer dar mais valor ao que tenho. Porque não sei por quanto tempo o vou continuar a ter.

4 comentários:

  1. Basta olhar para a natureza ao nosso redor. Tudo se renova. Isso significa que nada é eterno. Até pode estar tudo no mesmo lugar, mas não da mesma maneira.

    Amores para a vida, claro que os há. Enquanto duram, mas estão sempre em mutação. Amor por filhos é para a vida - ouvi dizer e acredito que assim seja. Mas não será, de certo, o caso de todos os pais/progenitores. Nem o caso de todos os filhos.

    O problema é que crescemos e fomos criados com histórias da Walt Disney cheios de conceitos perfeitos e de amor eterno. Depois crescemos e percebemos que existem muitas formas de amor e que aquela coisa "preto no branco" é rara e por isso levada para o mundo da fantasia para nos fazer sonhar.

    Abraços

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    Respostas
    1. Não é o caso, não...

      O Mundo é muito diferente do que nos fazem crer enquanto crescemos.. Mas crescer também é aprender que a vida nem sempre é tão cor de rosa assim!

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