segunda-feira, 14 de junho de 2010

Das férias (que estão quase a chegar)... - II


Daqui a três semanas já ando eu a dar mergulhos nestas praias ma-ra-vi-lho-sas. E a enjoar muito, mas isso não interessa nada.

O Vomidrine vai ser o meu melhor amigo, parece-me.

sábado, 12 de junho de 2010

Do meu Mestrado...

Depois de muita indecisão, e de uma reunião de conselho familiar, decidi-me, finalmente, quanto ao Mestrado que vou fazer.

Estou só à espera que me respondam a um e-mail e vou inscrever-me. Depois, resta-me esperar que me chamem para a entrevista e que a minha candidatura seja aceite. Não tenho a mínima noção se vai haver muita ou pouca gente a candidatar-se. O ano passado o Mestrado não abriu por falta de inscrições. Por um lado, isso leva-me a achar que a minha candidatura será facilmente aceite, por outro, isso leva-me a recear que aconteça o mesmo este ano.

A propina continua estupidamente alta e não creio que isso leve muita gente a inscrever-se, sobretudo com o período difícil que atravessamos. Querem que continuemos a estudar, a aprender, a enriquecer os nossos conhecimentos, mas não dão condições...

Se, por acaso (espero mesmo que não!), o Mestrado voltar a não abrir, já escolhi o que vou fazer em alternativa. Não posso é ficar mais um ano parada. Acho que enlouquecia.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Do blogue...

Andei para aqui a inventar e agora isto está assim a modos que estranho. Mas a verdade é que hoje não me apetece mexer-lhe mais.


Ontem passei o dia de ressaca e já não me lembrava da última vez que isso acontecera... Na quarta-feira foi o jantar com os colegas de trabalho. Comemos muito, bebemos muito e rimos muito. Gostei imenso da noite e estava a precisar de algo assim. Pequenas notas mentais: já não tenho idade para beber tanto; a vodka preta deixa umas manchas chatas em casacos cor-de-rosa e brancos; saltos de 10cm podem sair danificados depois de uma noite no Bairro Alto; as rosas dos qué-frôr já não são a mesma coisa; não vale a pena discutir com os taxistas porque eles é que sabem sempre os melhores caminhos, nós somos sempre uns ignorantes. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Das coisas que eu queria dizer e não digo... - I

Hoje apetecia-me vir aqui despejar um pouco de fel. Mas sei que devo controlar-me. Mas apetecia-me mesmo. Só porque sim. Só porque estou farta-fartinha de gente tola-tolinha que merecia levar dois pares de estalos para ver se acordam para o mundo real. E gente tola-tolinha que também merecia levar dois pares de estalos por se acharem superiores ao Estado, às leis, aos outros. Não há paciência.

Eu tenho tantos defeitos, mas tantos, tantos. Mas se há coisa de que não me podem acusar é de não ter os pés assentes na terra e de não saber o que é viver no mundo real e em sociedade. S-o-c-i-e-d-a-d-e. Assim do género, eu pago os meus impostos e se todos pagassem os seus, o país estava bem melhor. É um raciocínio difícil? É, pois. É muito mais giro pensar que eu não pago nada, mas depois vivo do RSI. Muito mais giro.

A sério, eu, às vezes, penso em fugir para uma ilha deserta, plantar couves, e esquecer-me que há mais pessoas no Mundo. É que eu não gosto das pessoas. É mais forte do que eu. As pessoas são idiotas, têm mentalidades idiotas, egoístas, irresponsáveis. E depois, as pessoas acham sempre que são muito mais espertas que as outras pessoas, que elas é que sabem. E isto tira-me do sério. Não devia. Mas tira-me.

Há coisas que me passam ao lado, como aqueles que não têm dinheiro para comer mas têm carros mais caros do que a nossa casa. Problema deles, que passam fome, não meu.

Mas há coisas que não podem passar-me ao lado. Como pessoas que conduzem em excesso de velocidade; pessoas que conduzem alcoolizadas; pessoas que não pagam impostos; pessoas que vivem dos subsídios do Estado e passam o dia em casa a olhar para as paredes enquanto eu me mato a trabalhar; pessoas que acham que não têm que pagar a Segurança Social porque são superiores a isso; pessoas que não respeitam as outras pessoas e usam e abusam da boa vontade dos outros. Isto não pode passar-me ao lado. Isto mexe comigo, dá-me a volta ao estômago, revolta-me. E, felizmente, já vou ganhando juízo e já não me calo perante certas coisas. As pessoas olham para mim como se eu fosse um bicho do mato quando eu falo na minha consciência.

A consciência. Essa coisa estranha que muita gente já não sabe o que é. Pois é, mas eu exemplifico. Eu quando bebo não conduzo. Porquê? Não é por ter medo de ser apanhada pela polícia e pagar uma multa ou ficar sem carta. Felizmente, tenho dinheiro para as multas, e podia sempre tirar a carta outra vez ou podia bem andar mais de metro. E também não é por ter medo de bater com o carro e ter de arranjar outro ou gastar dinheiro a reparar o que tenho. Não, não é por aí. E também não é por ter medo de me magoar ou de morrer. Não, também não é por isso. Eu quando bebo não conduzo porque morro de medo de magoar alguém com a minha irresponsabilidade. É por isso. E só por isso. Porque a minha consciência não me deixaria viver. É só mesmo por isso.

E se eu batesse no carro de alguém, ficava à espera do dono, ia à procura do dono, ou deixava os meus contactos (os verdadeiros, caso alguém tenha dúvidas). Como já fiz, aliás, quando dei um toque (sublinho, um toque), ao estacionar. Não me ia embora a pensar que "ah, não faz mal, se tem um bom carro é porque tem dinheiro para o reparar". E agora queria escrever aqui umas asneiras mas sou uma menina de bem e vou respirar fundo e continuar.

E não, eu não sou perfeita e as minhas acções não são irrepreensíveis. Já aqui referi que tenho muitos defeitos. Às vezes, também conduzo em excesso de velocidade, passo semáforos amarelos-côr-de-vinho, ou aldrabo o parquímetro. Estou a dever uma ecografia no Hospital dos Capuchos porque quando lá fui tinham o sistema em baixo e não pude pagar. Cometo os meus erros, os meus pecados, as minhas falhas. Não há ninguém perfeito. Nem é bom que haja.

Mas tem que haver um meio termo. Tem que haver um mínimo que todos nós fazemos para podermos viver todos juntos. Eu sei que os políticos são uns maus e querem roubar-nos o dinheiro todo e fazem leis idiotas, yada yada yada. Mas se eles lá estão, alguém votou neles. Eles fazem o trabalho deles, nós fazemos o nosso. Uns melhores, outros piores. Porque é que as pessoas se acham no direito de exigir o que quer que seja, se não cumprem os seus deveres? Devíamos voltar à época medieval. Eu planto couves e troco as minhas couves com quem planta batatas. Se eu não plantar couves, passo fome. Lógica simples e fácil de acompanhar. Mas hoje em dia vivemos na sociedade do "eu, eu, eu". Eu não faço nada, alguém há-de fazer por mim. Eu não pago impostos, mas o Estado dá-me subsídios. Só não sei é por quanto tempo.


E eu, para quem não queria dizer nada, já falei de mais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Das missões ultra-super-higer-mega importantes...

A missão para hoje é: descongelar o congelador. Porquê? Porque está aí a chegar o Mundial e o congelador tem de estar a postos para as minis e os petiscos!

Segunda parte da missão de hoje: enquanto o congelador descongela e cria uma piscina para as pulguentas, ir comprar petiscos para o voltar a encher!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Das minhas paragens cerebrais...

Dia de folga. Marido a caminho do Algarve na viagem mais longa de sempre (saiu de casa às dez da manhã e ainda não chegou...).

Eu? Depois de uma (muito) breve incursão pelas lides domésticas, aterrei no sofá e aqui estou. A ver episódios do Brothers & Sisters compulsivamente.

A dada altura, apeteceu-me, só porque sim, voltar a tricotar. Fui desencantar o saco das lãs e agulhas do roupeiro do corredor. Há já uns 3 ou 4 anos que ando a juntar quadradinhos para fazer uma manta. Mesmo sabendo que nunca vou fazer a manta, apeteceu-me fazer mais quadradinhos. Problema? Não sabia qual das agulhas tinha usado nos outros quadradinhos todos. Toca de experimentar as agulhas todas. Quando, finalmente, descubro a agulha certa, desfaço tudo.

E depois? Depois não conseguia recomeçar. Não conseguia colocar a linha na agulha para os nós iniciais. Eu tentei, tentei, tentei. Dei voltas e mais voltas à agulha e à lã. Mas nada. Amnésia repentina? Talvez. Depois de vinte minutos a dar em doida por não me lembrar de uma coisa tão básica, lembrei-me do milagroso YouTube. Mas, mesmo aí, não foi fácil. Só ao fim de meia dúzia de vídeos é que encontrei um que me elucidasse. E ao fim de algumas tentativas, fez-se luz, finalmente! Não só consegui fazer os nós, como me lembrei de como fazê-los "à minha maneira".

E agora, vou voltar para as minhas séries e os meus quadradinhos. Os meus quadradinhos que nunca vou usar, mas que me apetece fazer. Um dia, talvez vá comprar lãs para fazer quadradinhos a sério, para uma manta a sério. Um dia.



Edit: Ter gatos é maravilhoso por isto: a Lady viu que eu estava aflita e veio ajudar-me a tricotar. Mas ela tem uma técnica estranha que eu não domino, é que ela tricota com a boca...

The things I dislike... - V

Acordar com a campainha.

Detesto. Mesmo. Sobretudo quando é o carteiro e eu tenho de saltar da cama a correr antes que ele fuja.

Houve uma altura em que era quase todos os dias. O carteiro já olhava para mim com ar de quem pensa "esta anda a fazer contrabando de qualquer coisa de Hong Kong"... Ele já me conhecia e já sabia que tinha de tocar duas vezes bem tocadas.

Hoje veio um carteiro novo. Atencioso, por sinal. Já estava no elevador quando me ouviu mexer na porta e ainda voltou para trás. Deu-me as cartinhas que tinha a dar (mas nada da encomenda que espero ansiosamente há duas semanas...).

E depois eu fico aqui, tolinha e abananada, por sair da cama a correr, por acordar com um barulho estridente e irritante (mudar o toque da campainha devia entrar para a lista de prioridades das coisas a fazer nesta casa). Já não volto para a cama, porque não seria capaz de voltar a adormecer. Mas fico (ainda mais) mal-disposta, com este acordar violento.

Estou aqui a tentar pensar em formas de convencer os senhores dos CTT a fazer as entregas noutros horários, mais próprios. Assim como assim, as pessoas normais com horários normais, não estão em casa. E assim, as pessoas anormais com horários anormais, sempre dormiam mais um bocadinho.

Sugestões aceitam-se.

domingo, 6 de junho de 2010

Das coisas que me acontecem...

Estava eu muito bem a espalmar uma caixa vazia de chá para colocar no ecoponto cá de casa (a praticar uma boa acção, portanto), quando me salta um bocadinho de chá para dentro do olho. Primeiro, tudo normal. Passados uns segundos, um ardor. Mais uns segundos passados e lá vou eu a correr para a casa-de-banho, um olho aberto e outro fechado. Arranquei a lente de contacto do olho e enchi-o de água.

A próxima vez que chorar, as minhas lágrimas vão saber a citrinos e a flôr de laranjeira. 

sábado, 5 de junho de 2010

Do SATC2 que eu não vi... E do que eu vi...

Tolinha que sou, só ontem é que descobri que podia ter ido à ante-estreia do Sex and The City 2...

Sem comentários.


Em compensação, assisti ao "Se uma Janela se Abrisse", do Tiago Rodrigues e gostei. Gostei mesmo muito. A peça, a ideia, o conceito, o texto, a representação, é tudo genial. Deixo aqui um excerto do texto da peça, da autoria do Tiago Rodrigues:

Problemas de estar calado: as pessoas podem pensar que estamos doentes. As pessoas podem pensar que enlouquecemos. As pessoas podem pensar que não temos nada para dizer. As pessoas podem deixar de prestar atenção. As pessoas podem passar a prestar demasiada atenção. As pessoas ficam com imensas expectativas em relação à primeira coisa que irás dizer quando decidires interromper o teu silêncio. Se calhar ele está a pensar nos três desejos que vai pedir ao génio da lâmpada. Se calhar vai dizer qualquer coisa que deseja dizer há muitos anos mas nunca teve coragem. Se calhar sabe um segredo.
As pessoas esperam que estejas a pensar em alguma coisa mesmo muito séria. Uma tragédia de proporções cósmicas. Um trauma de infância. Um plano revolucionário ou um novo modelo económico com justiça social. A salvação do tigre das neves, também conhecido como tigre de Amur ou tigre siberiano. A maioria das pessoas pensa que os tigres brancos são albinos, mas não é verdade. Os tigres brancos são tigres das neves. Têm o pêlo branco por causa da neve. Pêlo branco com riscas pretas, os olhos azuis e o nariz rosa. Se fossem albinos, os olhos é que seriam rosa e o nariz seria branco. Se estiveres calado tempo suficiente, as pessoas podem presumir que estás a pensar no tigre de Amur.

terça-feira, 1 de junho de 2010

The things I like... - V

Viajar. Gosto. Adoro.

É um bocadinho óbvio, eu sei. Acho que não conheço ninguém que não goste de viajar. Mas faz mesmo parte de mim. Talvez por ter nascido numa ilha e desde cedo me ter habituado a andar de um lado para o outro.

Não se pode dizer que já tenha viajado muito, no entanto, considero-me muito sortuda por ter tido a hipótese de já ter viajado alguma coisa, e, sobretudo, porque a tendência é melhorar (houvesse mais tempo!...).

Quando era mais pequena, e graças ao meu pai, viajei muito no nosso país. Claro que não me lembro de tudo, mas ainda guardo memórias de muitos recantos do nosso país. A propósito disso (ou não), há dias vinha a fazer a estrada pelo meio da serra de Sintra e dei comigo a pensar que, realmente, o nosso país é o mais bonito do Mundo. Digam lá o que disserem. Vão lá passear para Sintra, e depois venham-me falar em países bonitos.

Continuando...

Também nunca viajei para muito longe. Só o ano passado é que, pela primeira vez, saí do continente europeu, para me estrear no continente africano.
Mas tenho a sorte de já conhecer umas quantas cidades europeias, e algumas regiões menos habituais (como o Sul de Inglaterra).

Gosto mesmo de viajar, de sair daqui, de conhecer sítios novos, culturas novas, pessoas novas.

Sou mais apologista de férias mais activas do que de férias sem fazer nada. Confesso que tenho alguma dificuldade em estar uma semana sem fazer nenhum, a torrar ao Sol. Sou mais de me perder a explorar uma cidade, uma região, mesmo que isso implique voltar de férias mais cansada do que quando fui.

E não consigo escolher a melhor viagem que fiz. Podia dizer Viena, ou a última viagem a Londres, mas não é certo. Talvez porque acho que a melhor viagem vai ser daqui a um mês, quando nos perdermos no Mar Adriático. Vamos ver.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...