sexta-feira, 15 de abril de 2016

Das coisas que me dizem...

"Tu és difícil!... Não dás mesmo a mínima hipótese!..."

Não é a primeira vez que me dizem isto (ou coisas do género). É um facto. Eu sou difícil. Mas não sou difícil porque me faço difícil, ou porque me ache superior aos outros, ou porque vejo nisso algum prazer especial.

Eu sou assim. Sou exigente. Com os outros, mas também comigo. Não sei ser de outra forma. Quando não dou hipótese, não é com nenhum objectivo maquiavélico escondido. É porque não sei ser de outra forma. Não sei aceitar qualquer coisa. Tento não me contentar com menos do que aquilo que acho que mereço. Estou sempre alerta, e espero o mesmo dos que me rodeiam. Não deixo que me tomem por tonta. Não o sou. E quando o tentam fazer, levam respostas à altura. Quando me tentam provocar, não fico calada. E depois dizem-me que sou difícil. Não sou.

Ser difícil é dificultar só porque sim. É inventar entraves, complicações, mesquinhices, até. Eu não dificulto só porque sim. Eu dificulto porque quero mais e melhor. Para mim e para os outros. Sempre.

Eu não sou difícil. Sou exigente. E não é bem o mesmo.

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