Vais ter os sonhos mais estranhos. De sempre. Daqueles que nem nos melhores filmes encaixam, porque são demasiado surreais.
Eu tenho sonhado quase todas as noites. Depende do meu estado de cansaço e do nível de actuação do Nausefe, mas tenho sonhado muito. Mais do que uma vez por noite, às vezes.
Coisas absolutamente rocambolescas, que vêm lá do fundo do meu ser, do meu mais profundo inconsciente, que vão buscar cenas e seres de outras vidas, e que os misturam sem sentido.
Uma destas noites sonhei que voltava à terapia. Foi um sonho demasiado surreal para ser descrito aqui, mas que até teve a sua razão de ser.
Sim, voltar à terapia é algo que tem estado nos meus pensamentos. Quase diariamente. Enquanto continuar a trabalhar, a coisa disfarça. Mas quando parar, vou ter de descobrir quem dê consultas online. Já andava com isto em mente há uns tempos, muito antes de todo este caos, só faltava concretizar. Sugestões de terapeutas, aceitam-se.
Nos entretantos, este fim-de-semana estou inscrita para um workshop online sobre gestão da ansiedade na gravidez. Parece-me apropriado, nos tempos que correm, e necessário, dado que há dias em que os meus níveis de sanidade (e respectiva tranquilidade) andam pelas lonas.
Outra coisa a reter: é cansativo ter tantos sonhos, todas as noites. Mesmo. Na maior parte dos dias, acordo com a sensação de não ter descansado. Passo a noite a correr, em histórias que não lembram ao diabo, em stress e aflição, no meio de coisas sem sentido. Acordo baralhada e cansada. Não tenho, propriamente, pesadelos.
Diz que isto é normal, e que há muitas grávidas que sonham com o parto, e com coisas que correm mal, e tudo e tudo e tudo. Não é o meu caso. Acho que só sonhei uma vez com a bebé, e envolvia trocar-lhe a fralda e coisas assim prosaicas que vão passar a preencher os nossos dias. Mas não tenho pesadelos com isso. Do mal o menos, não é verdade?
Mas não, ninguém me tinha dito que a minha imaginação nocturna ia andar a mil à hora...




