- Passaram a voar!... Como é que uma semana passou tão depressa?...
- Viajar com o Snow é... Peculiar. Para baixo, foi todo um filme de terror. Para cima, ao princípio estava meio irrequieto, mas depois veio deitado ao meu colo durante quase 300kms... Conduzir 300kms com um monte de pêlo ao colo, é maravilhoso...
- Tanto escaldão que eu vi!... E tanta criancinha a apanhar sol nas horas em que não era suposto!... Eu, que era sempre das pessoas mais morenas daquela praia, era também das poucas que recolhia sempre, mas sempre, para debaixo do chapéu à hora de almoço!... É assustadora esta falta de cuidado com a saúde...
- Ainda bem que levei as coisas para ir correr... As meias deram-me imenso jeito para dormir!...
- Só comi uma bola de Berlim e não comi nenhum Dom Rodrigo.
- Não vi televisão durante dez dias e sobrevivi.
- Li três livros: os três últimos da série Hannibal Lecter (achei o último mais fraco, mas os três primeiros foram devorados).
- Vi quatro filmes: Into the Wild, The Big Short, Joy e Veronika Decides To Die. Depois de ler o livro, tinha de ver o filme Into the Wild... Não é a mesma coisa. Não é mesmo. O livro é um murro no estômago, o filme é só um filme... Achei o The Big Short muito bom, vê-se muito bem e dá-nos uma perspectiva curiosa sobre a maior crise financeira do nosso tempos. O Joy é aquilo que se sabe, com a sonsa da Jennifer Lawrence (embirro imenso com ela)... E, por último, o filme de um livro que li há muitos, muitos anos atrás, quando a ideia do suicídio pairava muito à minha volta. Achei fraquinho, também, mas tinha curiosidade de ver...
- Descobri que são exactamente 225 os degraus que levam à Praia do Camilo.
- Fui muito forte e fui muitas vezes à água. Mas hoje não aguentei as dezenas de peixes que lá andavam e tive mesmo de fugir!...
- Consegui cumprir a promessa de não espreitar o mail do trabalho. E só falei de trabalho uma vez, quando liguei para o escritório e falei com dois colegas (mas a conversa foi mais de palhaçada do que de trabalho...).
- Os artigos que tinha levado para baixo para ler, voltaram sem que lhes tivesse tocado.
- Fiquei espantada com a confiança e o à-vontade com que certas mulheres utilizam certos biquínis. Eu sei que estão na moda os modelos mais reduzidos e acho muito bem que cada um use o que quer e gosta. Eu, claramente, não tenho coragem para isso e não gosto de expor mais do que uma certa quantidade de pele para o Mundo inteiro ver.
- O Snow adorou a casa de férias, a varanda, o ter-me mais tempo em casa. Por outro lado, perdeu o brinquedo favorito dele (corri a casa toda e não o encontrei...).
- Daqui a exactamente dois meses, entro de férias outra vez. E é isto.
domingo, 12 de junho de 2016
Das notas soltas sobre as férias...
sábado, 11 de junho de 2016
Das coisas que me passam pela cabeça...
Dezenas e dezenas de estudos apontam para a necessidade de o Homem viver em sociedade. Dizem-nos, desde sempre, que não somos animais solitários, que precisamos do outro, que precisamos de companhia, que precisamos de conviver.
Crescemos com esta ideia enraizada em nós. A norma é estar-se acompanhado. A norma é ter muitos amigos, é estar numa relação, é ser um animal sociável. Porque dezenas de estudos assim o dizem, a sociedade abana a cabeça e diz que sim.
Eu não percebo nada de sociologia nem de psicologia. Não sei se é mesmo assim. Talvez seja.
Há quem diga que não. Há quem diga que vivemos muito bem sozinhos, que não precisamos de estar numa relação para sermos felizes, que, aliás, só podemos ser verdadeiramente felizes acompanhados se soubermos ser felizes sozinhos.
Eu não percebo nada disto. Nunca percebi. Não quero perceber.
O que eu quero perceber é se o que me perturba neste momento é esta pressão de estar sozinha. A pressão que a sociedade me impõe e a pressão que eu me imponho a mim mesma por estar sozinha.
Será que vou aceitar o que a vida me oferece para não estar sozinha ou vou aceitá-lo porque é mesmo o que eu quero? Fará sentido deixar entrar alguém na minha vida nesta altura? Na última vez em que pensei que não tínhamos futuro juntos mas que podia aproveitar e divertir-me um bocado, deu no que deu. Quero correr esse risco outra vez? Não que tenha tanta certeza, à partida, que as coisas não possam correr bem. Mas vou correr o risco de ficar em cacos outra vez? Valerá a pena? Por outro lado, até quando me vou continuar a negar a hipótese de tentar voltar a ser feliz?
Não há um manual de FAQ para estas coisas?
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Das coisas que saem da minha cozinha... - XII
Panquecas de aveia com iogurte grego, morangos e canela. Muita energia para os 300 degraus que me esperam.
Da minha bipolaridade...
Esqueçamos, por momentos, o último post.
Esqueçamos, por momentos, que eu sou forte e sou a maior e não se passa nada e está tudo bem, obrigada.
Eu devia ter adivinhado que voltar a esta casa seria voltar a uma série de memórias. Algumas boas. Algumas óptimas. Algumas não tão boas. Algumas péssimas.
Sentada nesta varanda, agarrada ao computador, a ouvir as minhas músicas e depois de horas na conversa via Facebook, é inevitável que me surjam mil e uma questões. E dúvidas. E imagens. E ideias. E filmes. E tudo o que a minha mente criativa adora produzir.
E não é bom. Não é nada bom. Se adianta alguma coisa agora? Não. Se me passa pela cabeça querer saber? Sim, muito. Se tenho vontade de pegar no telemóvel e questionar? Sim, muito. Se o vou fazer? Não. Porque (repetir bem alto e muitas vezes): não ia adiantar nada.
Vou desligar o computador e vou dormir. Amanhã espera-me mais um dia fabuloso de praia. Mais um dia cheio de possibilidades (baixou em mim o Gustavo Santos, perdoai). Mais um dia do futuro. O futuro. Que é o que interessa agora.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Das minhas férias...
Não tenho escrito. Nada. Zero. Vim de férias a achar que sim. Que escreveria muito. Mas, até ver, nada.
Hoje foi o primeiro dia em que tive acesso minimamente decente à net (fui ao café da frente tomar qualquer coisa de manhã e pedi a password da net - shame on me!). Ainda não liguei a televisão. Mas já despachei dois filmes. E um livro.
Tenho a cabeça (e o coração?) feita num oito. Como é que eu percebo se o meu desejo de estar com alguém é mesmo desejo de estar com essa pessoa, ou é simplesmente uma forma de fugir à solidão? Hoje, na praia (tenho pensado imenso), caiu-me a ficha. Faz na próxima semana 4 meses que estou sozinha. Não é muito. Não é nada. Eu sei. Mas isso, como tudo na vida, é relativo. Não me lembro ao certo quando foi a última vez em que estive tanto tempo sozinha, mas vamos assumir que foi em 2003. Noutra vida, portanto.
E sim, estar sozinha é bom. Faz-nos bem. Crescemos. Aprendemos. Alguma vez eu (ou alguém à minha volta) diria que eu era pessoa para me fazer à estrada para 10 dias de férias sozinha? Nunca. Jamais (ler com sotaque francês, sff). E tem sido bom. Eu gosto de estar sozinha. Gosto de estar no meu canto, ter o meu ritmo, fazer as minhas coisas. Não me chateia nada.
Pelo contrário, só me assusta. Faz-me pensar se voltarei a ter paciência para abdicar disto. Sim, sim, já sei, um dia vai aparecer alguém com quem eu vou ter vontade de partilhar tudo e não vou mais querer estar sozinha. Talvez sim. Talvez não. Neste momento, não me imagino nisso. Já aqui o disse: não me apetece ter trabalho, não me apetece fazer cedências. Quero alguém que me aceite como sou, que não me dê trabalho. Mas esse alguém não existe.
Entretanto, o que existe são outras pessoas. Com as quais eu não sei o que fazer!... Daí o caos referido inicialmente... Enquanto não conseguir perceber o que vai nesta cabeça, devia estar quieta no meu canto. Mas não me deixam quieta!... E eu passo os meus dias nestes dramas: tens medo de estar sozinha? queres alguém só porque sim? vale a pena o esforço? vais continuar fechada na bolha? vais tentar e dar uma hipótese? e idem, idem, aspas, aspas...
(estava tão melhor calada!...)
Do meu estado actual...
Numa das praias mais bonitas do Mundo, aborrecida com tanto calor, que me obriga a dar imensos mergulhos!...
(ainda não comi nenhuma bola de Berlim... Estou ou não estou uma pessoa crescida?)
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Da força que não está comigo...
Não fosse eu entrar de férias hoje, e seria este o mantra para os próximos tempos, depois da desgraça que vi ontem na balança. Assim sendo, quando voltar de férias logo penso nisso! Que a força esteja convosco!...
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Das coisas que tu me deixaste... - I
Nem tudo foi mau, é certo. Nunca é, não é verdade?
Há sempre coisas boas, memórias de momentos, palavras e sensações.
Se tivermos sorte, são mais as coisas boas que ficam, do que as más.
Ainda não consegui perceber verdadeiramente se tive sorte. Acredito que sim. Mas só o tempo o dirá.
Uma das coisas que tu me deixaste, de forma um tanto paradoxal, foi a capacidade de acreditar. Acreditar em mim, acreditar que era possível, acreditar na vida.
Voltaste a entrar na minha vida, tantos anos depois, estava eu feita em cacos, a sair de uma relação demasiado longa e demasiado tóxica, que acabou da pior forma possível. E tu sabias isso tudo. E, na tua forma tão própria de ser, quiseste ajudar-me a apanhar os cacos.
O fim não foi o melhor, mas os meios foram. Sem dúvida. Tu mostraste-me que não podia ficar fechada na minha bolha, que a vida continuava, que eu merecia mais e melhor, que eu tinha de continuar a acreditar e a lutar por mim.
E esta história podia ser perfeita se as coisas não tivessem acabado como acabaram. Mas não faz mal, sabes? Considerando de onde eu vinha, considerando o meu estado, considerando a minha fragilidade, considerando aquilo que tu és, não era expectável que as coisas entre nós durassem. Mas foram boas enquanto duraram.
Se podia ter escolhido melhor o meu rebound guy? Não, não podia.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Das fotografias que dão alegria... - Day 153
Ou das coisas que alegram uma mulher: receber uma encomenda da Kiko,
com maquilhagem nova para brincar!
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