sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Das resoluções para 2013...

Já aqui disse que não tinha paciência para resoluções, e metas, e desejos, e objectivos, e tudo e tudo e tudo.

Hoje, no entanto, fui forçada a dar o braço a torcer. Há uma resolução que eu não me importo nada de ver partilhada e, sobretudo, cumprida:



(podeis, e deveis, roubar e partilhar)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Da minha aproximação à insanidade...

Lembram-se disto?

Pois que hoje me cruzei duas vezes com o Sr. Prof. Marcelo Rebelo de Sousa (ele foi lá ao estaminé onde trabalho), e das duas vezes ele estava a cantarolar. E foi para o meio da rua a cantarolar... Feliz e contente e a cantarolar...




É bom saber que não sou a única!... E que, quiçá, isto é somente um sinal de genialidade!...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Do ontem...

Saímos de casa para almoçar, apanhámos os meus pais, e fomos em direcção à Ajuda, aterrando no Espaço Açores. Apesar de não ter grandes memórias, nasci nos Açores e há que convir que os Açores são das coisas mais bonitas que temos no nosso país e a comida deles é qualquer coisa.

Comi, comi, comi. Saí de lá às quatro da tarde, a rebolar e consolada. Saímos todos, aliás.

Quando saímos, a grande questão era para que casa íamos. Fomos para a dos meus pais. Sentámo-nos à mesa, continuamos a comer e a beber, e jogámos King. Acabámos era meia-noite, com direito a uma pausa para jantar.

E vim de lá feliz. Porque eu sou feliz. Despejo aqui o fel, as neuras, os dramas, a desgraça que a minha vida é. Mas apenas porque este blogue serve para eu exorcizar as coisas menos boas da minha vida, o que me apoquenta, o que me entristece.

At the end of the day, sou feliz. A minha vida é feliz. Sou uma felizarda.

Tenho aprendido, cada vez mais, que a família, as nossas pessoas, são o melhor que temos. São a única coisa que verdadeiramente temos. E, nos últimos tempos, em que tenho passado cada vez mais tempo com os meus pais, dou-lhes cada vez mais valor (se tal é possível). E aproveito cada vez mais cada momento e cada bocadinho. Quando rimos, quando choramos, quando falamos horas a fio.

Porque a vida acaba. De repente, a vida acaba. E são estes momentos que fazem valer a pena cá andarmos. São estes momentos que nos fazem ser felizes. E se não formos felizes, não andamos cá a fazer nada.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Da terapia que faço a mim mesma...

A vantagem de ter passado por alguns psiquiatras e psicólogos, é que fui aprendendo algumas coisas. Fui ganhando ferramentas, fui aprendendo a dar um passo atrás e a perspectivar, fui aprendendo a analisar-me (minimamente) a mim própria.

Assim, facilmente concluo que uma das principais razões do meu desânimo de ontem (se não mesmo a única), resume-se numa palavra de três letrinhas apenas... Pai. E agora podia vir um psicólogo qualquer a correr, a dizer que eu estou apenas a projectar a minha culpa no meu pai. Não, é mais complexo que isso.

Não culpo o meu pai pelo meu insucesso (agora a terapeuta perguntava-me se considerava mesmo o que fiz um insucesso). Obviamente que não. Ele não tem culpa nenhuma. Então por que raio ele é para aqui chamado? Porque eu acho sempre, sempre, sempre, que não sou boa o suficiente (ah! as maravilhas da terapia...).

Já se sabe que a minha relação com a minha mãe roça o limiar do inexistente desde que eu me lembre. Cresci com o meu pai, fui educada pelo meu pai, durante muitos anos não conheci outra figura que não a do meu pai. E isso condiciona-me, claro. Faz de mim quem sou.

O meu pai (o melhor do Mundo, leia-se), é uma pessoa extremamente exigente e fomos educados assim. Daí este meu complexo de nothing is good enough. Daí os níveis de exigência que defino para mim mesma, daí a permanente insatisfação.

O que eu senti ontem perante a nota da minha tese de Mestrado foi desânimo, tristeza, fracasso, mas foi, também, o receio de, once again, ter desiludido o meu pai. Porque eu quero sempre, muito, ser um motivo de orgulho para o meu pai. E, sobretudo neste caso, em que foi ele que paitrocinou o mestrado, isso era ainda mais importante.

E eu sinto, honestamente, que falhei. Que podia ter feito tão mais. É a frustração de saber que tinha capacidade para muito mais e que não fiz, por que não fiz.

Posso arranjar desculpas, como qualquer terapeuta me diria condescendentemente: passei por um divórcio a meio do mestrado, mudei de casa, recomecei do zero, tenho dois empregos. No meio disto tudo, o que fiz foi um sucesso. Mas não é, sabem? E isso são apenas desculpas. Desculpas para, como sempre, não ter feito mais.

Vivo nesta rotina desde sempre: não faço o suficiente, fico triste com os resultados, digo que podia ter feito mais. Over and over again.

Ou talvez eu tenha feito o suficiente, para mim. Mas não fiz o suficiente, para o meu pai. Acho sempre que não fiz o suficiente. 

No meio disto tudo, eu martirizo-me, penitencio-me, choro baba e ranho. O meu pai? O meu pai deu-me os parabéns e disse-me para escolher um restaurante para irmos comemorar o fim do mestrado.* 



*(Um dia falarei sobre a minha veia drama queen que me leva a sofrer por mim, pelos outros, pelos males do mundo inteiro, só porque sim. Só porque gosto de me massacrar e fazer sofrer e desperdiçar horas de vida em modo depressivo. Isto levaria a todo um outro tema, ligado a este - o eu achar que, além de nunca ser boa o suficiente, nunca sou merecedora de nada de bom... E assim se poupam dezenas de euros em terapia... Maravilhoso mundo dos blogues!)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dos planos para 2013...

Seriously?! 

Já não há paciência... Ele é balanços, ele é planos, ele é objectivos e metas.

Não gosto disso. Não me apetece isso.

2012 foi como foi. 2013 será como será. Básico e redutor? Oui, c'est moi.

Em 2013, como em 2012, como em 2011, como em 2010, (percebem a ideia...), quero ser mais, quero ser melhor, quero ser mais feliz, quero sentir-me realizada, quero os meus felizes. É sempre o mesmo. Todos os anos. Não vale a pena repetir.

Fica aqui o registo: daqui até 2084, o meu objectivo para cada novo ano é ser feliz e fazer os outros felizes. Pronto. End of story.

Do meu estado actual...

Em modo neura gigante.

Em modo sofá + manta + chá + séries. Objectivo: afogar as mágoas e curar a neura.

Já defendi a tese. Já sou mestre. Não sei para quê. Não correu como queria. Sinto-me idiota. Sinto que podia, e devia, ter feito mais.




Mas poupai-me as palmadinhas nas costas e deixai-me em modo neura profunda. Tenho três horas para ir buscar o namorado ao aeroporto e entrar em modo apaixonado e matar saudades e o fim-de-semana é nosso e o mundo segue lá fora feliz e cor-de-rosa.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Das fotografias que dão alegria... - Day 2

Se eu podia estar a trabalhar? Não, não podia.


Dos vestidos perdidos... - Parte II

Segunda tentativa de trocar o vestido: falhada.

Pior, sou só eu que acho que os Senhores da Mango avariaram de vez? Eu sempre achei os tamanhos da Mango pequenos. Deprimentemente pequenos. E agora, assim de repente, em sete ou oito vestidos que experimentei entretanto, todos os M me ficam gigantes, e houve um único S que me ficava assim a modos que mais ou menos a tender para o justo. Seriously?! E não, não sou eu que estou magra. Era bom, era fabuloso, era maravilhoso. Mas não.

Um dos que experimentei hoje foi este:


E, vendo agora na modelo, ele realmente fica pavoroso. Fica uma figura sem graça, sem linhas, sem contornos. Fica o verdadeiro saco de batatas. Mas, sendo eu uma pessoa crente, e acreditando que o vestido tem todo o potencial do Mundo, experimentei-o em S. Ficava-me bem melhor do que à Senhora da fotografia (sorry dear!), mas ficava-me largo. Teria de o apertar nos ombros e na cintura, para ficar decente. Eu sei que sou pequenina, mas não sou assim tão pequenina, e tenho as minhas curvas que ocupam espaço. Se calhar, eu é que estou errada e o vestido deve ficar mesmo assim: saco de batatas.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...