sexta-feira, 23 de junho de 2017

Das férias... - I

Um dos grandes momentos das férias e, certamente, o melhor do Primavera:


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Das indecisões...

Recebi mais uma carta do Future Me. Ainda não fui capaz de a abrir. Talvez mais logo. Talvez não.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Do meu estado actual...

Em modo caos, num duro regresso à realidade.

As férias foram ma-ra-vi-lho-sas. Hei-de retomar esse tema.

O regresso ao trabalho não está assim tão maravilhoso.

Tenho um teste esta semana que ainda não sei sequer quando será.

Engordei mais do que devia nas férias.

Depois de 3 semanas sem correr, fiz dois mini-treinos (um treino de 2,5km conta?). Participei em duas provas com 12 horas de diferença.

A prova de um dos mini-treinos - no Ribat da Arrifana.
Faltam 4 dias para as Fogueiras.

Amanhã vou para o Porto em trabalho. Indecisa entre desafiar um amigo para jantar ou levar os ténis e ir correr (reler os três pontos anteriores) - em qualquer dos casos, vou baldar-me certamente ao jantar de gala a que era suposto ir.

Come-se tão bem neste país. E bebe-se ainda melhor!

Tirei muitas e variadas fotos. Talvez as partilhe. Haja tempo.

Já estou a pensar nas férias de Outubro (que as de Setembro vão ser no sítio do costume).

De vez em quando, páro e levo um murro no estômago. Mais uma vez, o nosso país a ser destruído pelo fogo. Mais uma vez, nada se fez. Espero que, desta vez, se tomem realmente medidas.

Este pequeno cérebro continua em modo nó e nada parece desatá-lo.

A contar os dias para o final das aulas.

A emissão há-de retomar normalmente. Eventualmente. Um dia.




segunda-feira, 12 de junho de 2017

Das fotografias que dão alegria... - Day 163


A recompensa, depois do final do primeiro troço dos Passadiços do Paiva.

domingo, 11 de junho de 2017

Das fotografias que dão alegria... - Day 162


Em Amarante, a testar a doçaria local.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Dos meus sonhos (ou pesadelos, melhor dizendo)...

Hoje sonhei que me atiravas da janela.

Freud explica?

terça-feira, 6 de junho de 2017

Dos planos para as férias...

As férias vão incluir, entre muitos e variados programas, os Passadiços do Paiva, e mais umas quantas corridinhas (em modo treino, leia-se). 

Diz que já tenho o plano para aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar (feito aqui) e isto tem de entrar nos eixos!... Não sei quando nem como, mas tem.

Ainda que o facto de ter o plano não queira dizer exactamente que já me decidi. Quer dizer apenas que vou começar a treinar, vou ver como me sinto, e daqui a um mês e 25 dias, tomo a decisão final.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Das músicas que eu não oiço há demasiado tempo...

Este fim-de-semana dei comigo a pensar que que já não via/ouvia o Palma há demasiado tempo, e decidi que o próximo concerto dele que houvesse dentro de uma distância razoável, eu iria ver. Sem dúvidas, sem desculpas, sem hesitações.

Pois que dia 25 de Julho ele vai estar em Oeiras. Em Oeiras!!! E eu? Eu vou estar no meu penúltimo dia de aulas.

E é isto.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Do que eu queria...

Anseio pelo fim deste dia interminável. Quase tanto como me custa saber que não o vou acabar nos teus braços. Queria, queria muito, enroscar-me em ti, encaixar-me no teu corpo, ficar assim, só ficar, só estar, só a sentir-te e a ouvir o teu respirar.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dos meus dias...

O meu dia começou nas urgências no Centro de Saúde. Nada de mais. Só (mais) um sinal do meu corpo a tentar dizer-me que ando a abusar dele. Um exame. Medicação. Mais medicação para o estômago que voltou a dar sinais de vida nos últimos meses. Recomendação de reforço vitamínico. Mais descanso, quando possível (dentro de 2 meses, respondo eu). A confirmação daquilo que já sabia: todo o meu organismo anda descompensado e o corpo queixa-se.

Isto no dia a seguir a termos ficado com menos uma pessoa na equipa, que se prevê que fique ausente durante os próximos 9 meses.

Isto quando ainda faltam 2 meses para o final do mestrado e quando estamos a entrar na recta final do projecto final (perdoai a repetição).

Isto quando não corro desde a Estrela.

Resta-me o consolo de saber que só faltam 5 dias e umas horas de trabalho, antes de partir para 10 dias de férias.

Nem tudo pode ser mau, não é verdade?


[modo queixinhas: off]

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Das coisas pelas quais estou grata... - I

[Este texto foi escrito a 2 de Janeiro e nunca chegou a ser publicado. Hoje, apeteceu-me ir buscá-lo e deixá-lo ver a luz do dia.]


Entre outras coisas, este ano vou usar este blogue para fazer um registo das coisas pelas quais estou grata. Para que nunca me esqueça do sortuda que sou.

E começo pelo primeiro dia do ano.

Eu tinha decidido passar a meia-noite sozinha. Foi uma decisão muito consciente, depois de recusar alguns convites, porque era o que me fazia sentido. Queria sair de 2016 sozinha, e queria entrar em 2017 sozinha.

Fiz o disparate de comentar isso com alguém por volta das onze horas (por não ser capaz de mentir mais e por achar que estava livre de perigo àquela hora). Passavam cinco minutos da meia-noite quando me estavam a tocar à porta.

E eu comecei o ano a sentir-me grata por isso. Grata por ter gente louca à minha volta, que atravessa a cidade inteira, que passa a meia-noite num carro, apenas para me vir arrancar de casa. Inclusivamente, gente que não me conhecia de todo.

E eu comecei o ano muito feliz. Rodeada de gente boa, de boas energias. A acreditar no bem, nas pequenas coisas. Nesta loucura saudável. Neste viver, só por viver.

Comecei o ano a sentir-me muito grata e espero que o resto do ano continue assim.


[Não tenho usado o blogue para fazer o registo das coisas pelas quais estou grata de forma sistemática, mas tenho-o feito de forma mais ou menos explícita nos posts que vou escrevendo. E este sentimento que tinha no dia 2 de Janeiro tem-se mantido. Esta gratidão. Esta consciência do sortuda que sou. Este viver, quando o medo não fala mais alto. Vamos quase a meio do ano. E eu só peço que ele continue como até aqui.]

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Das coisas boas...



Passei anos sem ir ao Porto. Na verdade, com muita vergonha, eu não conhecia o Porto até há uns meses atrás. Fui lá em Fevereiro, por ocasião do meu aniversário, apesar de ainda não ter posto aqui as fotos. Mas fui e deixo esta para amostra. 

Agora consta que em Junho volto lá. Não uma, mas duas vezes.

Não há fome que não dê em fartura.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Das Corridas... - XXI

O Estrela Grande Trail deixou-me a pensar em muitas e variadas coisas.

Entre outras coisas, deixou-me a pensar naquilo que eu quero da corrida e naquilo que eu quero fazer daqui para a frente.

E sim, deixou-me a questionar a maratona.

Um dia vou fazer uma maratona. É certo. Está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Mas não tem de ser já. Não tem de ser este ano. Nem no próximo.

Fazer uma maratona é, para mim, uma coisa muito séria. Eu sei que virou moda, e que toda a gente fez, e que há um mediatismo enorme em torno da coisa, e que é giro e tal. Mas, para mim, é mesmo uma coisa muito séria.

Não quero fazer uma maratona para sofrer ao longo de 42km. Não preciso desse sofrimento na minha vida. Não que a minha vida seja plena de sofrimento, mas, convenhamos, o que tenho chega-me bem.

Quando fizer uma maratona, quero fazê-la a sentir-me bem. Quero que seja um momento feliz. Quero sentir-me preparada.

O que pode ser já em Novembro. Ou pode ser só em 2020.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Do Estrela Grande Trail... - III

O Estrela Grande Trail já foi. Foi um fim-de-semana muito cheio, muito intenso, muito cansativo.


Sexta-feira à noite cheguei às Penhas da Saúde e estavam 8º. Esta noite foi passada na Pousada da Juventude da Serra da Estrela. Acho que não dormia numa pousada da juventude há quase vinte anos, e não deixou de ter a sua piada. Claro que as pousadas já não são o que eram, e esta acabou por ser uma boa surpresa. Não fosse a barulheira a meio da noite de algum grupo mais animado, e o frio que passei, tinha sido uma excelente noite! Ou talvez não... Porque consegui ter dois pesadelos absolutamente sinistros (ambos com a prova).

Sábado acordei nervosa. Sabia que era a prova mais dura que alguma vez tinha feito. Arranjei-me depressa, tomei o pequeno-almoço (levei as minhas panquecas de casa!), e fizemo-nos à estrada. Achava eu que estava frio na véspera... Mas a caminho de Manteigas o carro marcava 6º! Não basta uma pessoa acordar antes das sete a um Sábado, e ainda tem de levar com estas temperaturas!...


Já em Manteigas, correria para levantar os dorsais, últimos preparativos para quem ia para os 49km, um pórtico de partida (e meta) giro que só ele, muitas estrelas por toda a parte, e às nove horas e uns minutos, deu-se a partida do Estrela Orion Belt.

Ainda tinha uma hora pela frente até à minha prova - Estrela Ursa Minor. E uma hora dá para muita coisa. Deu para ir ao carro pôr a tralha toda, confirmar que tinha tudo o que precisava na mochila e que não tinha nada que não precisasse (cada grama conta!), comer uns frutos secos e uma banana, ir (mais uma vez) à casa-de-banho, tirar umas fotos, e pensar bem na minha vida. O meu objectivo inicial era fazer menos de 3h, dada a dificuldade da prova. Depois, comecei a fazer contas, vi que afinal eram só 14km, e achei que devia ser mais ambiciosa. Baixei o objectivo para 2h30, sabendo que não seria fácil, porque teria de fazer os primeiros 8km (os mais difíceis), numa 1h30.


Os nervos eram muitos e os minutos antes do início da prova não foram fáceis. É bem mais fácil quando temos companhia e quando estou com gente conhecida à volta parece que o tempo passa mais depressa. Ainda deu para uma foto e, às dez, a prova começou.

Não vale a pena descrever cada quilómetro, que o texto já vai longo, mas acho que este gráfico explica muita coisa: 


O começo não foi mau: uma ligeira subida, depois 1km a descer, e depois foi começar a subir. A partir do terceiro quilómetro, foi praticamente sempre a subir até aos 8,6km, quando cheguei aos 1312m de altitude. Foram quase 600m em 5km. É muito. Eu sei que para quem não percebe nada disto, é chinês. Mas é muito, acreditem.

Pelo meio, tive o abastecimento, antes dos 7km, e perto do Poço do Inferno. O nome era apropriado ao que sentíamos. Tínhamos acabado uma subida horrível e ainda faltava outra pior. E o mau foi que abastecimento foi fraco. O que foi pena!... Uma pessoa habitua-se a trails cheios de comida, e depois estranha. A parte positiva foi que, já quando tinha começado a subida do demo, estava uma pessoa da organização que ia contando os participantes que me disse que eu era a número 50 da geral e a 16ª das mulheres. Ora, eu não fazia a mínima ideia se estava mais para trás ou para a frente até aí, e, confesso, fiquei agradavelmente surpreendida. Sabia que éramos cerca de 100 participantes e 50 mulheres, por isso, fiquei muito satisfeita com esta informação, porque tenho sempre a sensação que estou nos últimos! Isto deu-me algum ânimo, mas não me deu força nas pernas... 



A grande quebra de ritmo que há no gráfico foi quando, a meio dessa subida maravilhosa, eu achei que não aguentava mais. Parei a contemplar a vista, tirei esta foto, tomei um gel, e respirei fundo. Sabia que ainda faltava 1km a subir, com uma parede bem dura pelo meio, mas que depois seria a descer.

E lá fui eu. O que melhor descreveu a última e mais difícil subida? Escalada. Eu fiz escalada. Numa boa parte do percurso, eu ia de mãos no chão, só via rochas à minha volta, não havia um trilho, um percurso desenhado, nada. Eram só rochas e eu sabia que tinha de subir, mas muitas vezes não sabia bem por onde. Foi... Desafiante! 

E como tudo o que sobe, desce, seguiram-se 4km praticamente sempre a descer. Destes, fiz 3km completamente sozinha, depois de ter começado a ultrapassar e a deixar para trás as pessoas que até aí tinham seguido mais ou menos à minha volta. E correr sozinha é aquela coisa que desperta em mim sentimentos contraditórias: é uma sensação incrível estar ali, sozinha, a ouvir-me apenas a mim, aos passarinhos e à água a correr (há sempre água a correr naquela serra...), mas é igualmente assustador e houve uma altura em que me enganei mesmo no percurso (que podia estar mais bem assinalado). Já mesmo a entrar em Manteigas, vi ao longe dois participantes. Um deles, ainda passei. Mas... Eu disse que tinha feito a última subida, não foi? Pois. Só que não. A organização achou por bem que a meta estivesse no centro de Manteigas, pois claro, e, portanto, o último quilómetro foi feito a subir. Foram só 70m num quilómetro. O que é isso, depois de uma prova inteira?!... Pois. Foi quase tudo a caminhar, e só fiz mesmo o esforço final no corredor de acesso à meta. Não dava para mais.


Quando cheguei à meta estava, como tinha desejado, muito feliz e orgulhosa. Fiz 2h14m25s. Juro que nunca pensei fazer tão pouco!... Quando percebi que ia fazer abaixo de 2h30 já estava super feliz, mas quando percebi que estava aos 12,5km e ia em 2h04, percebi que podia caminhar no último quilómetro, porque ia fazer abaixo das 2h15. E foi muito, muito bom!


Acabei a prova a sentir-me bem. Mesmo bem. Mais uma vez, só tive pena de não ter com quem partilhar o feito, e foi meio solitário, o que é estranho. Mas sentia-me muito feliz e orgulhosa! Tinha conseguido e sentia-me bem! Ainda tirei mais umas fotos e, como não havia abastecimento no final (nunca tinha visto tal coisa...), fui até ao hotel (que para esta noite já era mesmo em Manteigas).


Ainda estive na varanda a esticar as pernas e a apanhar sol. Alonguei, tomei um grande banho e depois aterrei na cama, completamente de rastos e com umas quantas dores simpáticas.

Foi nesta altura que peguei no telemóvel e consultei as classificações. E fiquei ainda mais feliz e orgulhosa! Fiquei em 41º na geral (em 93), 11º das mulheres (em 50) e em 4º do meu escalão (em 22). Mais uma vez, era um trail em que era fácil isto acontecer (as cromas estavam todas nos trails mais longos) mas, caramba!, não deixo de ficar super contente com os resultados. Esforcei-me e isso traduziu-se numa boa classificação.

E isto dá-me um grande ânimo, dá-me motivação, e deixa-me muito feliz! Eu sei que andamos lá todos porque é giro, e porque o desporto faz bem, e que o que importa é participar... Mas duvido que haja alguém que não fique feliz quando consegue um bom resultado! E mesmo que eu tivesse ficado em 90º, se tivesse feito o tempo que fiz, ia ficar igualmente feliz, porque superei, em muito, o meu objectivo. E sempre que nos superamos, é impossível não ficar feliz!

E agora chega de testamento, vou descansar que a semana vai ser longa, e começar a pensar no próximo objectivo: Fogueiras. Bom, talvez haja mais uma ou duas pelo meio, mas o foco vai ser esse. Espero eu.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Das coisas que me fazem rir... - III

Hoje tive direito a um "toque" no telemóvel. Certamente, por lapso, também.

Eu mereço.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Da enésima tentativa de uma dieta... - III

Pois que não deu. Consegui livrar-me de um quilo mas o outro continua aqui alapado a mim e vai comigo subir serra acima. Vou lembrar-me disso quando as dores começarem e eu estiver a rogar pragas ao mundo em geral, e a uma pessoa em particular.

Talvez se eu não andasse tão descompensada. Talvez se eu não trabalhasse num sítio com eventos frequentes carregados de comida maravilhosa. Talvez se eu não gostasse tanto de comer. Talvez se eu não fosse eternamente lontra. Talvez.

Talvez um dia. Ou talvez não.

Enésima tentativa de uma dieta encerrada. Por ora.

Das coisas que ficam...

A incapacidade de fazer planos. O não ter a coragem para marcar uma viagem para daqui a três meses. Porque eu não sei o que vai acontecer nos próximos três meses. E a vida ensinou-me que em três meses, em dois meses, em apenas um mês, tudo muda.

E eu recuso-me a voltar a fazer planos, somente para voltar a vê-los serem cancelados.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Do Estrela Grande Trail... - II

Faltam 3 dias para o Estrela Grande Trail. Aliás, daqui a 3 dias a esta hora, espero já ter acabado. Espero. Não é garantido que consiga.

Já li e reli a lista de material obrigatório muitas e variadas vezes. Faltam-me o copo, a ligadura e as luvas. As luvas vou tentar pedir emprestadas, a ligadura estou a tentar perceber se tenho mesmo de levar, e o copo não sei se levo, mas hei-de decidir entretanto.

Já sei quanto tempo demoro de Lisboa ao sítio onde vou dormir Sexta. E já sei quanto tempo demoro desse sítio ao sítio onde se levantam os dorsais no Sábado. A minha prova só começa às dez, mas vou com alguém cuja prova começa às nove. Vou ter muito tempo sozinha para pensar na minha vida. E rogar pragas ao mundo, talvez.

Sei que não estou preparada. Hoje vou fazer o último treino (se não fossem as aulas, seria amanhã) e vamos ver como me sinto. Estou com medo. Muito medo.

E sim, eu sei que esta é uma prova das grandes. O Estrela Grande Trail é das provas mais relevantes no circuito nacional de trail, não só, mas também, porque inclui uma prova de 109km particularmente difícil. E é meio ridículo eu estar com tanto drama para quem vai fazer apenas 15km. Mas é o meu 4º trail. E vão ser 15km muito duros.


A primeira vez que me falaram nesta prova, e que eu olhei para esta imagem, achei que me parecia relativamente acessível. Sem grandes carrosséis. Uma boa parte a subir, uma boa parte a descer. Comparado com o Cork, parecia mais simples. Sem nada de mais. Passadas umas semanas, voltei a olhar para a imagem, olhando atentamente para a escala e para a legenda de lado. E assustei-me. Para quem não percebe nada de trail (eu!), isto realmente parecia simples. Não é. Não vai ser. Cada um com a sua escala, cada um com as suas dificuldades, e jamais ousaria comparar o meu esforço com quem vai fazer as provas grandes. Mas... Olhando para mim e para as minhas circunstâncias, sei que me vai custar. Sei que me vai doer.

Também sei que vou ver paisagens incríveis, também sei que o ambiente vai ser espectacular, também sei que, em correndo bem, vou chegar ao fim a sentir-me estupidamente feliz e orgulhosa de mim mesma. Em correndo mal, olhem, vão ter de me aturar!...

Vou continuar em modo contagem decrescente, a pensar nas refeições, nas panquecas que vou fazer para levar, no que vou vestir (temperaturas de loucos...), no que enfiar na mochila, ... Fico cansada só de pensar na logística da coisa. Dado que Quinta chego a casa à meia-noite, e Sexta saio de casa às sete e meia e já não volto, resta-me a noite de hoje para tratar de tudo (o possível, pelo menos). Já disse que quero ir treinar hoje? E que hoje só dormi seis horas? E que vou chegar à prova já cansada?...

Canso-me a mim própria com tanta queixa!... Perdoai!

Das coisas que me fazem rir... - II

Pois que a minha estratégia de ignorar não foi suficientemente clara. Ontem à noite, estava eu muito bem nas minhas aulas, e recebo uma notificação no telemóvel: novo pedido de conexão no LinkedIn.

Só dá mesmo para rir.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Das coisas que uma pessoa descobre...

A pessoa tem uma reserva num hostel algures na Costa Vicentina, para gozar duas noites na fantástica semana de Junho com feriados infinitos. A pessoa tinha feito a reserva pelo Booking. A pessoa pondera mudar o alojamento e vai ao Booking à procura de alternativas. A pessoa descobre o mesmo quarto, nas mesmas datas, no mesmo Booking, por menos 8€. A pessoa cancela a reserva inicial. A pessoa faz nova reserva. A pessoa poupa 8€.

Ser forreta dá trabalho, conclui a pessoa.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Das corridas... - XX

Pelo sim, pelo não, já tenho hotel reservado no Porto de 3 a 5 de Novembro.

Das coisas que me fazem rir...

Sexta-feira à tarde, estava eu descansadinha no trabalho a sonhar com o fim-de-semana, quando vejo aparecer no WhatsApp Web uma nova janela. Uma nova janela com o nome do ex-ex, com quem não falava há um ano.

Respirei fundo, continuei a trabalhar, e passados uns minutos fui ver o que me esperava. E o que me esperava? Aquela mensagem fruto da estratégia muito básica e primitiva, de seu nome "deixa cá fingir que me enganei no destinatário". Dizia olá e perguntava se eu ia ao Marquês no Sábado.

Ignorei. Voltei a respirar fundo e continuei a trabalhar, com um rol de palavrões a correrem-me o cérebro.

A segunda parte desta estratégia genial não tardou. Novas mensagens. A pedir desculpa, que não era para mim, que foi engano, aproveitando para perguntar se estava tudo bem e para mandar um beijo. Assim: um beijo. Toda a gente sabe que nestas coisas da comunicação por vias digitais as despedidas podem ser sempre analisadas e dissecadas: temos um beijinho, beijinhos, bjs, bj, beijo, e muitas outras variações - cada qual com seu grau de importância e significado, dependendo do remetente, obviamente. A escolha de "um beijo", não é aleatória.

Mas... Não respondi. Obviamente, não respondi. Podia ter respondido e teria aqui muitas mais coisas giras para contar e para me rir. Mas não respondi. Se respondesse, possivelmente seria a insultá-lo e a pedir-lhe o dinheiro da multa que tive de pagar por culpa dele, que é coisa demasiado recente, que me irrita profundamente e que calhou numa altura em que não dava mesmo jeito nenhum.

Mas... Não respondi. Ensinou-me a vida que, coisas destas, não merecem resposta. Mas... Sempre dão para rir!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Das coisas que me cansam...

Esta minha mania de tudo questionar, de tudo analisar, de tudo pôr em causa.

Este meu boicotar-me constante, o prender-me, o bloquear-me.

Este não me deixar seguir em frente, por medo do que o em frente possa ser.

Este não querer viver o presente, para não correr o risco de o futuro ser igual ao passado.

Cansa-me. Desgasta-me. Todos os dias mais um bocadinho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Das coisas super inteligentes que eu faço...

Hoje tenho teste e tirei o dia para ficar em casa a estudar. De manhã deu-me uma fúria e andei a limpar os vidros da sala. Coisa que faço aí umas boas duas vezes por ano.

Está a chover. Muito.

Percebem por que não limpo os vidros mais vezes? É uma luta inglória contra o tempo. Não vale a pena.

Do meu trabalho... - II

Pois que eu achei que Vagos e Albufeira eram demasiado longe para enviar o meu CV.

Pois que hoje fui abordada por uma organização internacional muito interessante. 

Pois que essa organização fica na Suíça.

Pois que a Suíça é já ali.

Pois que não.


(nada de entusiasmos, foi um primeiro contacto para sondar o meu interesse, nem eu sei se quero, nem sei se eles me querem, só me contactaram e pediram para falarmos via skype...)