segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dos corações que se partem como pedaços de cristal...

Ontem parti um coração. E só quem já viu o seu coração ser partido, sabe o que custa partir o coração de alguém.

Não o queria ter feito. Era tão mais fácil não o ter feito!... Isto de procurar o amor e a pessoa certa é tão cansativo que eu podia ter ficado com ele. Ficávamos juntos, casávamos, tínhamos filhos, criávamos a família pipoca. Mas não. Porque apesar de ele ser o namorado perfeito, não é para mim. Porque apesar de ele me adorar e dizer que sim a tudo o que eu digo, faço e peço, não é isso que eu quero para mim. 

Porque o caminho mais fácil, nem sempre é o melhor para mim.

Como é que se parte um coração? O que é que dizemos a alguém que vemos encolher três centímetros à nossa frente? Como é que se alivia a dor de um coração partido? Ao fim de 32 anos de vida, usei a expressão: o problema não és tu, sou eu. Porque sou. Porque eu é que sou esquisitinha e complicada. Porque eu é que me fecho na minha bolha. Porque eu é que sou incapaz de dar e receber amor (ela tinha razão). Porque eu é que não me dou, não me entrego, não me deixo ir. Porque eu é que tive tanto trabalho a apanhar os cacos do meu coração no passado, que agora não quero correr o risco de ele se voltar a partir. Por isso, fecho-o num cofre secreto. Por isso, fecho-me.

O problema não és tu, sou eu.


Desculpa.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Das mudanças que não mudam nada...

Este blogue vai mudar. Não sei se vai mudar por muito ou por pouco tempo. Se por um ano, um mês ou uma semana, apenas. Vai mudar enquanto me apetecer que mude.

Vai ter menos posts. Ou vai ter mais posts. Não sei.

Vai ser menos eu. Vai ser mais eu.

Vai ser mais conteúdo. Vai ser mais devaneio.

Vai ser menos vida. Vai ser mais sonho, memória, reflexão.

Vai ser o que me apetecer que seja em todos os dias em que me apeteça aqui vir e enquanto me apeteça aqui vir.



A minha vida é um vendaval que se soltou. 
É uma onda que se alevantou. 
É um átomo a mais que se animou... 
Não sei por onde vou, 
Não sei para onde vou 
- Sei que não vou por aí! 

José Régio - Cântico Negro

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dos meus sonhos...

Esta noite sonhei contigo. Já não sonhava contigo há algum tempo.

Na verdade, não sonhei exactamente contigo. Sonhei com a memória de ti.

Sonhei que tinha ido a tua casa e estava lá a tua mãe. A tua mãe, de quem tanto falámos mas que eu nunca conheci. Não faço ideia o que é que ela estaria a fazer em tua casa mas falei com ela, pedi-lhe para usar a casa-de-banho e, inevitavelmente, aproveitei para ir ao teu quarto. O teu quarto que não era o teu quarto mas era o teu quarto. Nunca tinha visto aquele espaço mas reconheci-te em cada canto, em cada detalhe, nas calças de ganga penduradas no bengaleiro, no livro na mesa de cabeceira, nos ténis no chão. Lembro-me do que senti, da nostalgia, das saudades. Antes de sair, olhei para uma folha de papel em branco em cima da secretária e pensei deixar-te um recado. Tenho saudades, dir-te-ia. Não disse. Não escrevi. Percorri com o olhar o quarto uma última vez e fechei a porta silenciosamente.

Espero ter-te fechado também em algum quarto escuro. De vez.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Da gratidão...

Diz que hoje é o Dia Mundial da Gratidão.

Eu não sou pessoa de ligar muita a estas coisas ou de assinalar este tipo de datas. Talvez seja mesmo a primeira vez que o faço aqui no blogue (se não for, vamos fingir que sim, só  para ficar bem).

A gratidão é, para mim, das melhores e mais importantes lições que podemos aprender na vida.

Eu demorei muitos anos a saber o que era isso da gratidão. Mas, depois de saber, acho que posso afirmar que nunca mais me esqueci.

Faço muitas vezes o exercício de agradecer por tudo aquilo que tenho de bom na minha vida.

Mesmo nos dias que custam a passar. Mesmo quando o meu emprego me enlouquece. Mesmo quando me apetece fugir e deixar tudo para trás. Mesmo nos dias em que tudo parece negro e só quero chorar. Mesmo nos dias em que a vida parece sem sentido. Mesmo nos dias em que me dão murros no estômago ou me tiram o chão. Mesmo nos dias mais difíceis.

Eu sou grata. Sou grata pelas pessoas que tenho à minha volta. Sou grata pela minha família disfuncional, que foi crescendo com sucessivos acrescentos, e que está sempre lá para mim. Sou grata pelo meu Pai, que fez de mim quem sou. Sou grata pelos meus amigos, que são muito poucos mas que me acompanham e aturam. Sou grata pelo emprego que tenho, sobretudo quando penso no estado actual do mercado de trabalho. Sou grata pela possibilidade de ter a minha casa, o meu canto, o meu espaço. Sou grata pelo Snow, mesmo quando me enfurece logo pela manhã. Sou grata pelos privilégios a que fui tendo acesso ao longo da vida. Sou grata por todas as viagens que já fiz. Sou grata por ter saúde e, apesar de algumas maleitas, nunca ter tido nada de verdadeiramente preocupante. Sou grata pelas pessoas que entraram na minha vida, pelas que saíram, pelas que ficaram. E sou grata também por mim, pelo que sou, pelo que cresci, por tudo o que consegui fruto do meu esforço, por tudo o que aprendi, por tudo o que fiz.

Eu sou grata. Muito. Todos os dias. Obrigada, Mundo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Do fim-de-semana...

O fim-de-semana passou a voar. Se há fins-de-semana em que me sinto realmente descansada e recuperada, este não foi um deles.

Sábado foi dia de semi-molenguice, seguida de limpeza da casa, trabalho e saída para jantar e cinema.

Fui ver o Milagre no Rio Hudson. E gostei tanto! Se puderem, vão ver. O filme está muito bem feito e o Tom Hanks faz mais um papelão (pena que o tempo esteja a passar por ele). Talvez por toda a vida ter tido contacto com o mundo da aviação, e por ter à minha volta pessoas que fazem disso vida, o filme mexeu mais comigo e deixou-me de lágrimas nos olhos e sem ar em algumas cenas. Mais um sinal, do quão bem está feito!

Domingo foi dia de (mais uma) corrida: Alenquer Wine Run. E foi tão gira! Não é a típica corrida em que costumo participar, tinha uma componente muito mais lúdica do que competitiva e tinha um ambiente espectacular. 


Por ser a exactamente duas semanas da meia, não quis desperdiçar completamente o dia e fiz quase tudo a correr, para tentar manter uma média razoável ao longo dos 12,5kms, mas para o ano lá estarei e espero poder aproveitar ainda mais as paisagens fantásticas (correr no meio de uma vinha? check!), deliciar-me com as comidas e saborear os vinhos. 


Sim, nesta corrida havia degustação de tapas e prova de vinhos a cada 2,5kms. Foi uma prova muito animada, com muita gente bem-disposta, com uma excelente organização, e ainda ofereceram uma garrafa de vinho e um copo de espumante ao cortar a meta!

Apesar de ter sido uma óptima experiência, acabei o Domingo de rastos, e precisava muito que o fim-de-semana se tivesse esticado por mais um dia!...

Dos homens que adoram as mulheres (tudo o que deviam saber)... - V

Não foi preciso estar a ler o livro do Carnegie para chegar a esta simples conclusão: a forma mais fácil de cativarmos alguém, é mostrarmos interesse por essa pessoa.

Mas verdadeiro interesse. Fazer as perguntas certas e, sobretudo, querer ouvir as respostas.

Se ao conversarem com alguém perguntarem, por exemplo, como lhe correu o dia de trabalho, e vos responderem simplesmente: correu bem. Esqueçam. Não vale a pena. A pessoa não está interessada e não se quer dar ao esforço de desenvolver o tema e de vos contar como correu o seu dia.

Muito provavelmente porque sentiu anteriormente que não havia interesse e/ou curiosidade do outro lado, e acha que não vale a pena o esforço.

E isso é o pior que pode acontecer: falarmos com alguém e sentirmos que a pessoa não está minimamente interessada no que estamos a dizer ou que não quer saber. Mesmo que tenha sido a pessoa a perguntar!...

Se queremos que se interessem por nós, temos, antes de mais nada, de nos interessar pelo outro. De querer ouvir, conhecer, aprender. Só depois conseguiremos que o outro se interesse por nós.

E isto aplica-se a relações amorosas, mas também familiares, de amizade e de negócios.



Esta semana, oiçam mais e falem menos. Experimentem.

domingo, 18 de setembro de 2016

Das coisas que me passam pela cabeça...

Preocupa-me que a minha chefe possa andar a tentar levar-me ao limite... Antes de eu ir de férias, já tinha uma montanha de coisas para fazer quando regressasse. Desde que regressei, não pára de me dar trabalho. Voltei de férias há duas semanas e ainda não consegui pôr as coisas em dia. Despacho o trabalho do dia-a-dia e as questões urgentes, mas tinham ficado do meu lado alguns temas que me obrigam a perder algumas horas a pensar, a ter ideias, a preparar projectos e apresentações, e ainda só despachei dois.

Tenho saído mais tarde do que é suposto (eu, que sempre fui muito teimosa em relação ao meu horário de saída) e tenho entrado mais cedo do que era suposto. 

E até trouxe trabalho para casa este fim-de-semana - coisa que aconteceu três ou quatro vezes em 4 anos naquela casa.

Por outro lado, convida-me para ir com ela a eventos importantes de networking (que me vão roubar tempo em que devia estar a fazer as coisas que ela me manda fazer) e sugere-me um evento para o qual ela foi convidada mas não vai poder ir por estar de férias (que me vai roubar tempo em que devia estar a fazer as coisas que ela me manda fazer).

Preocupa-me, verdadeiramente, o que desconfio estar por detrás disto. Mas resta-me esperar para ver.

sábado, 17 de setembro de 2016

Do pequena que eu sou...

Tenho uma decisão difícil a tomar. Sei que tenho de fazer o que é correcto. Mas é tão difícil fazer o correcto!... Agora percebo por que é que as pessoas nem sempre fazem o que é correcto. É preciso ser-se grande para fazer o correcto. É preciso ser-se maior do que os homens. E eu não sou. Eu não sou grande. Eu sou pequena. Eu nunca fui boa a tomar decisões, já aqui o disse tantas e tantas vezes. Mas a verdade é que a decisão está tomada. E eu tenho de fazer o que é correcto.

Agora percebo.*




*mas nem por isso te perdoo.

Das fotografias que dão alegria... - Day 261


Sábado de preguiça

Ainda pensei ir correr, mas considerando o estado da minha perna e que amanhã é dia de pseudo-corrida, achei por bem ficar em modo vegetal.

Eu bebo o meu chá e escrevo. O Snow dorme encostado ao amigo gato de peluche. 

Sounds good to me...


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Das corridas...


Ontem foi dia (noite?) de mais uma corrida. Desta vez: B2RUN Lisboa.

Foi a primeira edição desta corrida em Lisboa, mas a mesma já decorre em diferentes cidades por esse mundo fora há bastante tempo.

Conseguimos juntar um grupo pequeno mas animado aqui no trabalho e lá fomos nós, com corredores e fãs.

Tinha definido um objectivo e não o cumpri. Mas não o cumpri por opção, não por não ter conseguido. Em vez de correr ao meu ritmo, optei por fazer companhia à minha chefe, seguir no ritmo dela e ir puxando por ela.

Ainda que corra o risco de alguns pensarem que foi para "dar graxa" à chefe, a verdade é que me sinto muito bem por tê-lo feito. Na corrida do Sábado passado, em que Senhor meu Pai me acompanhou, sei que só não desisti ou não fiz um tempo (ainda) pior graças a ele. E isso, para mim, teve uma importância tremenda.

Assim, numa forma de retribuir ao Mundo as boas coisas que ele me dá e de tentar equilibrar o meu karma, resolvi fazer o mesmo ontem. Era uma corrida que pouco ou nada me dizia, em que ia com o espírito de me divertir e em que não fiquei minimamente preocupada por não ter conseguido fazer o meu tempo. A chefe fez pela primeira vez 6kms sem parar e bateu, naturalmente, o seu recorde pessoal. Só por isso, valeu a pena.

Mas... Para o ano vai ser a sério. Vamos treinar a sério e vamos lutar pelo prémio de melhor outfit! E vamos conseguir!

A corrida ainda serviu para reencontrar o meu Tio que não via há anos e que não só foi o melhor da empresa dele, como fez um tempo impronunciável... Daqueles que nem nos meus melhores sonhos!...

E serviu ainda para receber uma massagem, ficar a saber que tenho uma contractura muscular na coxa direita (daí as dores na corrida anterior e no último treino), e receber um voucher para ir fazer uma sessão de fisioterapia.

Quem disse que correr fazia bem ao corpo, nunca correu na vida!...


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Das coisas que saem da minha cozinha... - XVIII



Um dia destes, depois de um dia caótico (duas reuniões de manhã, um almoço e uma tarde inteira em formação), de um treino de 8 kms que correu particularmente bem, e de uma neura provocada por uma viagem ao passado, cruzei-me com esta receita e pensei: eu mereço.


Os ingredientes são bastante simples, daqueles que tenho sempre em casa, a seguir é só misturar tudo, e pôr pouco mais de um minuto no micro-ondas. Depois é comer e babar. Porque eu mereço.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Das fofoquices da silly season... - II

Já sei o que é que eles andavam a tramar: isto. E eu não vou perder!



(tenho-me cruzado imensas vezes com o Pedro Gil, ultimamente. Que chatice!...)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Das coisas que me intrigam...




Podem seguir o link, ler a notícia e, até mesmo, a dita crónica que está muito bonita.

A minha questão é só uma: existem ex-amores? Ou um amor que é amor um dia, é amor para sempre?

Das coisas que me fazem rir...

Na corrida do passado fim-de-semana, e como é habitual, estavam presentes muitos e variados patrocinadores, que ofereciam brindes, permitiam experimentar produtos, etc. Num desses patrocinadores era possível fazer uma medição da massa gorda e da massa muscular, numa balança.

Ora, Agridoce Maria, com as suas manias das dietas, nunca tinha feito tal coisa e não resistiu a experimentar.

Os resultados foram... Surpreendentes!... Bom, talvez deprimentes seja o termo mais adequado.

Pois que dizem eles que tenho 29,5% de massa gorda e 30,1% de massa muscular...

Claro que a própria pessoa que me fez a medição estranhou os resultados e disse que podiam ter que ver com o que tinha comido nas últimas horas, alguma retenção de líquidos, etc.

O facto é que eu deprimi e aposto que foi por isto que a prova me correu mal!...



(vou só ali comer mais um geladinho enquanto medito sobre este tema...)

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Das fotografias que dão alegria... - Day 256


Começar o dia com alegria: receita nova de papas de aveia com maçã, 
e Mister Snow sempre charmoso.

Das opiniões dos outros...

De há uns tempos para cá, tenho feito um esforço na minha vida para criticar e julgar menos, e tentar compreender mais.

Talvez devesse haver mais gente a fazer o mesmo. Como este senhor, já que é pago para escrever num jornal que tanta gente vai ler.

Goste-se ou não, cada um faz o que quer com o seu corpo.

Se eu já vi muitas tatuagens que achei medonhas? Sim. Se eu já pensei muitas vezes o que terá passado na cabeça de algumas pessoas? Sim. Se eu tenho alguma coisa a ver com isso? Não. Se alguma vez escreveria um artigo a criticar isso? Jamais.

Não só porque eu própria tenho uma tatuagem que para muitos pode ser medonha, mas, e sobretudo, porque acho que cada um faz o que quer com o seu dinheiro e com o seu corpo.

Tal como os jornalistas do JN fazem o que querem com o tempo de antena que lhes é concedido.

Vivemos num mundo livre. Goste-se ou não.


domingo, 11 de setembro de 2016

Das corridas...


Ontem foi dia de corrida. Corrida do Jumbo, no Autódromo do Estoril, mais concretamente.

Estava animada, entusiasmada, bem-disposta e confiante qb, apesar de ser a primeira corrida pós-férias.

Mas... Foi uma miséria! O percurso era mais difícil do que eu esperava, estava algum calor, a aplicação que estava a usar não estava a funcionar bem o que me enganou em relação aos ritmos que estava a fazer, e, a partir dos 4 kms, comecei com dores na coxa direita. Mas dores a sério, que me deixaram quase de lágrimas nos olhos e com muita vontade de desistir.

A salvação? Senhor meu Pai, que foi um Santo, e foi ali sempre ao meu lado, a puxar por mim (literalmente!), e a morrer de tédio, aposto.

Fala-se muito de correr acompanhado ou sozinho. Eu gosto muito de correr sozinha, é um facto. Mas a verdade é que ter companhia pode fazer toda a diferença. Ontem, se tivesse estado sozinha, muito provavelmente teria cedido às dores e teria desistido.

Acabei a prova frustrada e a ver a meia cada vez mais longe... Vamos ver como corre esta semana, em que tenho um treino longo e uma mini-corrida para fazer. Estou muito focada nesta ideia de um treino de cada vez, uma corrida de cada vez. Não me quero pressionar nem esforçar em demasia porque, daqui a 21 dias, o que vai importar mesmo é chegar ao fim (vá, e com um tempo um bocadinho melhor do que na última!).

sábado, 10 de setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Das corridas...

Segundo o meu plano de treinos, antes de meia-maratona ainda tenho de fazer 105 kms. Faltam 23 dias.

Não sei se ria, se chore...




(mas o treino de ontem correu tão bem que voltei a ficar inspirada... vamos ver se o espírito se mantém depois da corrida de amanhã...)

Das coisas que saem da minha cozinha... - XVII


Eu sou como as crianças... Não posso ver nada, que quero logo igual...


Mal vi esta receita no blogue da Dina, decidi que tinha de fazê-la.


E fiz. No próprio dia.


E hei-de voltar a fazer. Muitas e muitas vezes.


São saudáveis q.b., são um óptimo pré-treino, são super fáceis.


Como não repetir e repetir e repetir? 



(estão meio atarracados porque me esqueci do fermento... pequenos pormenores...)


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Das coincidências... Do karma... Do destino...

O post que foi publicado esta manhã era um post agendado. Sim, eu agendo posts. Muitos. Não só os agendo como, muitas vezes, escrevo-os e atiro-os para o futuro, pelo que nem sempre o que escrevo está relacionado com o que se passa na minha vida no momento. Bem-vindos ao meu mundo insano. Mas, dizia eu, agendo muitos posts e, por vezes, com semanas de antecedência. Foi o que aconteceu com o post anterior.

Calhou que ontem um colega me pediu para o acompanhar hoje a uma reunião. Onde? No prédio ao lado daquele onde mora o ex e onde decorreu a cena anteriormente descrita. 

Chamem-lhe o que quiserem.

Das coisas que tu me deixaste... - IV

Uma das minhas fragilidades, que tu tão bem identificaste, era (é?) a falta de confiança. A incapacidade de reconhecer e assumir o meu valor, a todos os níveis. E uma das coisas que tu fizeste questão de trabalhar comigo foi isso mesmo.

Tu procuraste sempre dar-me confiança e fazer-me aumentar a minha confiança em mim mesma e nas minhas capacidades.

Nunca me vou esquecer do dia em que, em tua casa, tinha eu acabado de sair do banho, me abraçaste na casa-de-banho, me agarraste e me obrigaste a ficar em frente ao espelho a olhar para mim e para o meu corpo. Elogiaste-me, apontaste todas as coisas boas que tenho e obrigaste-me a dizer quer era bonita. Psicologia barata? Talvez. Mas acho que todos devíamos passar por isto, uma vez na vida.

Todos devíamos ter a sorte de ter alguém que nos obrigue a ver as nossas qualidades.

Todos devíamos ter alguém que nos puxe para cima.

Todos devíamos ter alguém que nos diga que somos bonitos, sensuais, sexys, que temos um corpo fantástico.

Todos devíamos ter alguém que nos force a acreditar em nós.

Porque nós merecemos.*




* post não patrocinado pela L'Oréal.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Do tempo que voa...

Três anos.

Três anos que passaram a voar.

Lembro-me como se fosse hoje. Lembro-me que estava na sala. Lembro-me que era de manhã e ainda estava de pijama. Lembro-me de ter estranhado o meu Pai a ligar-me àquela hora. Lembro-me que tive de me sentar no sofá. Lembro-me das palavras. Lembro-me de me enfiar no duche e chorar, chorar muito. Lembro-me de me sentir inútil. Lembro-me de não querer estar parada. Lembro-me de me sentir culpada. Lembro-me de querer fazer alguma coisa. Lembro-me de não haver nada que pudesse fazer.

Passaram três anos desde que a minha Avó faleceu e parece que foi hoje.

Das coisas bem feitas...


Sigam o link. Desçam até onde diz "Equipa". Maravilhem-se.*



*ou então não, que só eu é que ligo a estas coisas...