domingo, 27 de janeiro de 2013

Da minha inércia...

Não sei se é da TPM, se da chuva, se de uma coisa que o meu pai me disse há bocado, se da febre e das dores de garganta, se de ontem ter chegado do trabalho quase às duas da manhã a sentir-me um farrapo e estar farta da vida que levo. Mas só me apetece chorar. Chorar convulsivamente.

Se calhar, é disto tudo junto. Não sei.

O que sei é que tenho de fazer alguma coisa para mudar isto. O que sei é que tenho de fazer alguma coisa para sair deste estado pseudo-depressivo para que me arrasto dia após dia. O que sei é que depende de mim. E só de mim.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dos pedidos encarecidos...

Preciso, assim muito, muito, muito, de ideias de almoço para trazer para o trabalho.

Ando profundamente enjoada e farta da comida que trago.

Isto é mais grave em semanas, como esta, em que saio de um emprego para o outro, não janto, e chego a casa às onze ou à meia-noite e sem a mínima vontade de fazer o que quer que seja.

Nesses dias, recorro aos restos e aos básicos. Mas já não se aguenta.

Assim, aceitam-se sugestões de coisas fáceis e rápidas e, idealmente, que se possam congelar.

Uma das minhas opções habituais é a bolonhesa de soja, que faço em quantidades industriais e depois congelo em caixas individuais. Em caso de aperto, na pior das hipóteses, só tenho de cozer um bocado de esparguete (que coze enquanto me arranjo de manhã, por exemplo).

Ideias, please!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Das pérolas da procura de casa... - II

Desde segunda-feira que tinha agendado ir ver uma casa hoje. Uma casa que era o queríamos, onde queríamos, pelo preço queríamos. Apostámos as fichas todas nesta casa porque achámos que era a tal.

Ontem, mail da dona da casa a pedir desculpa porque entretanto tinha mostrado a casa a outra pessoa que ficou logo com ela.

E é assim. Aprendemos assim uma teoria muito contestada: não pôr as fichas todas no mesmo sítio. Ter sempre um plano B, um recurso, qualquer coisa a que recorrer.


Assim sendo, continuemos a pesquisa...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Das coisas que me dizem...

Directora financeira do estaminé onde trabalho:
- Você está com que idade?
- 28...
- Já está na idade.
- Idade de quê? De me ir embora daqui?
- De ter um filho.

(eu mereço...)

Das pérolas da procura de casa...

Detalhes:
(...)
- Cozinha equipada com esquentador inteligente e fogão menos inteligente, mas operacional




Gotta love searching for a new house...

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Da não existência de missões impossíveis...

Ah! O drama, o horror, a never ending story. Pois que, em resumo, após três tentativas (Olivais, Avenida e Dolce Vitta), a boa da Agridoce meteu na cabeça que à quarta, era de vez. De volta à Mango da Avenida, já com pouco ou nada de restos de saldos, depois de vasculhar tudo bem vasculhado, escolhi três vestidos e enfiei-me nos provadores. E valeu a pena. Finalmente, resolvi a saga da troca do vestido.

E, para documentar o quanto eu acho que os Senhores da Mango andam tolos, atentem nas imagens que seguem: 


Vestido sem graça, sem formas, again, saco de batatas. Pois que, seguindo um conselho referido recentemente pela Luarte, e a que já recorrera anteriormente, antes de me enfiar nos provadores, procurei um cinto. Um cinto qualquer. Tão qualquer que depois percebi que era da secção de homem (isso mesmo que leram...). Atentem no resultado (dando o desconto do momento, do telemóvel, da falta de acessórios, do provador, dos sapatos, do amarrotado, do cinto de homem):


Não fica logo outra coisa? Eu acho. Tanto acho que o trouxe comigo.

Mas não fiquei por aqui (benditos saldos!). Pelo preço do vestido original, trouxe este e ainda outro:


Não tenho fotografia com este (ou tenho mas dá demasiado trabalho levantar-me, andar quatro metros e pegar no telemóvel). Mas, again, a fotografia não lhe faz grande justiça. Parece mais brilhante do que na verdade é. É de um tecido grosso, mas fofinho (?), mas elegante qb. Experimentei-o em casa em modo night (com saltos) e modo day (com sabrinas e um cinto camel). Fica bem em ambos os casos, mais uma vez se provando que os acessórios e o calçado fazem toda a diferença no estilo e no que conseguimos fazer com uma só peça de roupa.

Quando os vestir, se me der para isso, tiro foto e ponho aqui. 

Pronto. Saga encerrada.


Da missão do momento...

Saída de um emprego, a fazer tempo para o outro.

Vou enfiar-me na Mango e só saio de lá quando tiver trocado o vestido.

Sim, ainda ando nisto.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dos estados de graça...

Já aqui falei, em tempos há muito idos, sobre gravidezes idiotas.

Gravidezes idiotas são gravidezes que, na minha opinião muito minha, muito pessoal e que não interessa para nada que cada um sabe de si, dizia eu, são gravidezes que não deviam acontecer.

Sejam as gravidezes só porque sim, sejam as gravidezes que aconteceram por acaso (?), sejam as gravidezes em que os pais não têm responsabilidade/maturidade para ter um filho, sejam as gravidezes em que os pais não têm condições físicas/financeiras/emocionais. Em suma, qualquer caso em que não haja, por um lado, um desejo muito consciente do que aí vem e, por outro, uma estabilidade muito grande (a todos os níveis) para receber da melhor forma possível a vida que aí vem.

Ou então não. Ou então a idiota sou eu que acho que todos deviam fazer 10 requerimentos em papel azul de 25 linhas; 5 orçamentos com todos os worst-case scenarios; tirar medidas à casa e ao carro; verificar 3 vezes a conta das poupanças e confirmar todos os direitos salariais em caso de... 

Se calhar, o erro é meu. Meu que sempre disse que não sei se algum dia terei filhos. Bolas! Trazer uma vida ao Mundo é... Trazer uma vida ao Mundo! É mudar o Mundo! Estão a ver a responsabilidade? Não é bem como 'bora lá comprar um carro a crédito e se depois não tivermos dinheiro para a gasolina nem para comer, é na boa. Percebem? É ter um filho. É tornar-se responsável, para sempre, por uma vida. 

Eu sei que sou eu que ligo, em demasia, o complicómetro, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ponderar a hipótese de ter filhos. Mas a verdade é que eu acho mesmo que é complicado. É exigente. Exige tempo, exige dinheiro. (partindo do princípio que há estabilidade emocional - a mais exigida de todas).




Mas sim, se calhar sou eu. Eu é que estou errada. Eu é que devia deixar de tomar a pílula e deixar a natureza trabalhar. 

Ou então não.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...