sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Das coisas que os Homens deviam saber... - eu um dia acerto as contagens...

Vamos lá ver uma coisa. O facto de uma mulher estar a conduzir sozinha, às cinco da manhã, no centro da cidade, pode ter muitas e variadas explicações. Independentemente da explicação para isso, há várias ideias a reter:


A) a mulher pode não estar a regressar a casa sozinha e pode não estar a regressar da noite,
B) ainda que esteja a regressar da noite, e sozinha, dificilmente estará desesperada por companhia,
C) seja qual for a opção anterior, nenhuma mulher está muito interessada em fazer grandes amizades nos semáforos das Avenidas Novas.


Assim sendo, é escusado acelerarem, abrandarem, pararem no meio da estrada só para ficarem ao lado dela em mais um semáforo. Em situações destas, as opções que há são:


A) ela vai acelerar para fugir,
B) ela vai andar muito devagar e depois enfiar-se por ruas estranhas para vos despistar,
C) ela vai continuar na vida dela, como se nada fosse.


Em qualquer um dos casos, ela vai ignorar-vos, não vai sequer olhar para vocês, e, possivelmente, vai achar que são maluquinhos e vai ter medo.

Por isso Senhores, não percam o vosso tempo. Mesmo. E não incomodem as Senhoras. Mesmo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Do quão princesa eu sou...

As pessoas não acreditam que eu tenho mesmo pés de princesa. Entramos na Blanco, vemos uns sapatos giros, mesmo giros, e dizem-me para experimentar em 36. E eu, tola que sou, experimento. Pois que me ficam a nadar. Naturalmente, ficam-me a nadar.

As pessoas não acreditam, e eu tento não acreditar, mas estou condenada a passar o resto da vida à procura de sapatos 34.

Princesa, Senhores. Sou princesa. E não há nada a fazer.

Das coisas que os Homens deviam saber...


Homens deste Mundo, aprendam uma coisa: 
não se manda entregar flores sem assinar o respectivo cartão.
A sério. Tomem nota e lembrem-se disto em ocasiões futuras.
É claro que se parte do princípio que quem recebe flores, sabe de quem as recebe mas... Assinem. Só pelo sim, pelo não.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Das conclusões...

Se eu falo sozinha, é perfeitamente normal que escreva posts dirigidos a mim própria. 
Faz um certo sentido, não?

Das minhas irritações...

Voltámos àquela fase gira em que quero escrever e não posso. E isso irrita-me.

Tinha escrito um post, com uma fotografia e tudo, e na hora de carregar em Publicar, hesitei e apaguei tudo.

Haverá alguma razão lógica para eu me preocupar com o que as pessoas pensam?...

A resposta simples é que não, não há. Mas a resposta verdadeira é que não sou capaz de magoar, por magoar. A verdade é que sei quem lê este blogue, por um lado, e não sei quem o lê, por outro, e custa-me vir partilhar algumas alegrias ou tristezas. Custa-me vir mostrar ao Mundo a minha felicidade ou a minha infelicidade, consoante os casos.


Custa-me tudo isto. Custa-me não poder ser eu no MEU blogue. Custa-me esta coisa do politicamente correcto, e do oh meu Deus o que vão pensar as pessoas. E do será que vou magoar alguém? Meus Senhores, eu tenho de me preocupar é em saber se eu não me vou magoar. E, mesmo assim, se eu me magoar é problema meu. Eu caio, eu levanto-me. Simples.

Este blogue é um blogue pessoal. Não é um blogue de culinária, crítica literária, ou análise social. É o blogue da Agridoce. Onde a Agridoce escreve o que bem lhe apetece. E a Agridoce não se devia preocupar com o que os outros pensam ou dizem. Ouviste bem, Agridoce Maria?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

De Londres... - resumo rápido de uma semana em meia dúzia de linhas (ou não)...

Random facts:

- nunca tinha torcido o pé, tinha de ser em Londres. Tive direito a uma batata em vez de um tornozelo, uma mancha negra assustadora (que se mantém), muitas dores (que se mantêm), e uns quantos dias a não conseguir calçar mais do que sabrinas. 

- quase não bebi chá e não comi um único muffin, ao contrário do que previa. Bebi chá algumas vezes quando chegava ao hotel à noite, mas durante o dia aderi à moda de andar a passear com o copo de café/latte/cappuccino na mão. 

- não há cerveja como a nossa. A única que me seduzia era a Guiness, minha amiga de longa data.

- os transportes em Londres funcionam mesmo. Mesmo, mesmo, mesmo. Mas a quantidade infinita de escadas que uma pessoa tem descer/subir para chegar ao Metro, entrou a modos que em conflito com o meu pequeno grande tornozelo. Os autocarros, por outro lado, são o máximo e fiquei fã. 

- acabei por não ir ver nenhuma musical. O único que me parecia mesmo, mesmo bom era O Fantasma da Ópera, que eu já vi. E não me apetecia gastar 62£ para o rever. Tenho a certeza que lá hei-de voltar e aí, então, irei revê-lo. Esta semana tive mesmo de fazer opções.

- já não me lembrava do que era partilhar o quarto com uma amiga/colega. Resultado: as primeiras noites foram de conversa/fofoca/galhofa até horas impróprias...

- não me perdi por aí além com as compras. Na verdade, nem tive muito tempo para isso. A única loja de roupa onde entrei foi a Primark, por curiosidade apenas. De resto, delirei na loja da Twinings, despachei umas quantas prendas/lembranças de Natal, comprei uns chocolates daqueles que não há cá e perdi-me nos livros. Mesmo assim, só trouxe 6 ou 7 para mim e 2 para oferecer. Para mim, trouxe alguns muito específicos dos sítios que visitei, por receio de não os encontrar noutro lado. Trouxe, também, uma lista de outros que quero comprar mas que hei-de encomendar e hão-de vir parar cá a casa.

- escrevi muito. Muito mesmo. Ainda ando a organizar ideias e a seleccionar o que vem aqui parar, ou não. Mas foi bom. 

- andei a semana toda a sentir-me grão de areia, mas a isso volto mais tarde.

- quero mesmo ir viver para Londres. O que é mau. Por um lado, queria arrancar com o meu projecto no prazo de um ano. Por outro, quero ir para Londres. As duas coisas não combinam e eu vou ter que pensar seriamente sobre isto.

- podia passar dias e dias naqueles museus a olhar para aquelas obras. E também podia passar dias e dias a olhar para os esquilos nos parques da cidade.

- a primeira coisa que bebi em solo britânico foi Glühwein. Não foi por mal mas apeteceu-me e, de repente, dei comigo a recordar a viagem que fiz há exactamente três anos atrás e onde, pela primeira vez, provei glühwein em frente ao Schönbrunn. 

- eu era menina para me habituar à comida deles. A isso e ao pormenor delicioso de terem tudo o que é comida vegetariana identificada com um "V". Seja em supermercados, seja em restaurantes, seja numa sandes numa embalagem de plástico comprada a correr. Facilitou-me, e muito, a vida.

- e, por agora, chega. Hei-de pôr fotos e (muitas) mais considerações. Agora, vou acabar de desfazer as malas e esticar o meu pé, que bem precisa.


domingo, 4 de dezembro de 2011

Da Bagagem...

Bagagem.

Todos nós a temos. Todos nós a fomos acumulado. Todos nós havemos de acumular ainda mais.

A minha bagagem faz de mim quem sou. Faz de mim o que sou. E eu gosto dela. Alguma da minha bagagem é exibida alegremente pela rua. Outra, está enfiada debaixo da cama ou em algum armário onde só se chega de escadote. Mas é a minha bagagem e faz parte de mim.

O problema é que, facilmente, nos esquecemos da nossa bagagem e temos tendência a focar-nos apenas na bagagem dos outros. Porque olhar para os outros é fácil. Porque criticar os outros é fácil. Porque julgar os outros é fácil. Porque, aos nossos olhos, a bagagem dos outros é sempre muito mais pesada do que a nossa.

Mas eu tento ter noção da minha bagagem. E sei bem o seu peso. E sei bem que tenho as malas todas desarrumadas neste momento. Conheço a minha bagagem, aceito-a e carrego-a comigo.

E tento aceitar a bagagem dos que me rodeiam. Tento, todos os dias, olhar para mim, para depois olhar para os outros. Porque só quando nos conhecemos a nós, podemos conhecer os outros. E só quando conhecemos os outros, podemos compreender a sua bagagem.

Bagagem.

Todos nós a temos.




(de volta a Lisboa, com 30kg de bagagem em malas, e uma tonelada no coração e na alma...)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Da estadia em Londres... - Day 5

Não há nada como começar o dia a fotografar esquilos num parque a caminho do  SIA, onde vou passar o resto do dia enfiada...

Sim, sim, Londres é o máximo. E o edifício onde passo a maior parte dos meus dias também... Ou não.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...