domingo, 30 de outubro de 2016

Das coisas que eu não faço... - II

Não aprendi nada, não.

E hoje arrependo-me de ontem não me ter deixado ficar no teu abraço.

Desculpa. Sou socialmente incapaz. Não sei o que é isso do afecto, do carinho. Deste-me um abraço e eu fugi de ti. Gozaste comigo, brincaste com a minha repulsa às emoções e tocaste na ferida.

Desculpa. Hoje arrependo-me. Muito.

Não estou habituada a demonstrações de afecto. Não estou habituada a ser abraçada. Não gosto que me toquem, sequer, que entrem na minha bolha e no meu espaço. E tu sabes isso. E fizeste questão de o contrariar.

Obrigada. E desculpa. Prometo-te que isto com o tempo melhora.

2 comentários:

  1. Os abraços foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar. Eu gosto de abraços, fazem bem à alma. Solta essa pessoa aprisionada em ti e abraça...

    Nuno

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