segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Das minhas incapacidades... (que acabam com um murro no estômago...)

Nunca fui uma pessoa particularmente decidida. Para isso é preciso ser-se confiante e também não o sou. Acho que disfarço minimamente, mas não sou.

E, muitas vezes, temos de tomar decisões. Grandes decisões. Daquelas que contêm em si todo o peso do Mundo. Ou não. Mas a nós parece-nos que sim.

As nossas decisões, as nossas dúvidas, os nossos problemas e receios parecem-nos sempre gigantes e muito pesados. Demasiado pesados.

Depois levamos murros no estômago. Como ao ler no Livejournal um post de alguém que acompanho há talvez uns 15 anos e que luta contra o cancro há demasiado tempo. Ao ler sobre uma terceira cirurgia em menos de 3 anos, tive que parar para pensar e respirar.

Sim, tenho os meus problemas. Sim, a mim parecem-me gigantes e ando completamente desnorteada. Mas tenho saúde, tenho dois braços e duas pernas. E tudo se resolve.

A propósito, ou não, outra nota desta manhã: hoje quando ia a caminho da estação passei por um senhor que ia de bicicleta com duas muletas na mão. À primeira vista não me apercebi, e estranhei o facto, mas depois vi que só tinha uma perna. Sim, só tinha uma perna e ia de bicicleta e com duas muletas na mão.

Eu já acordava para a vida e parava de me lamuriar!... E já tomava uma decisão e lidava com ela!...

Das coisas boas do meu trabalho...

A esta hora estar na varanda a ver o mar e a beber o meu chá porque vou directa para uma reunião às dez que é aqui perto...

Boa semana Mundo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Das coisas boas da vida...

Estar uma hora ao telefone com a BFF que está em Manchester.

Ela está lá desde Janeiro, só veio cá uns dias em Abril, e ao longo dos meses fomos falando uma vez ou outra por mensagem e duas ou três vezes no skype.

Ontem, graças ao What'sapp, falámos mais de uma hora. E foi como se estivéssemos estado juntas uma hora antes. Chorámos, rimos, falámos de coisas sérias, dissemos disparates. Partilhei com ela coisas que não partilho com mais ninguém e adorei a sinceridade dela: "se estivesse aí dava-te dois pares de estalo, mas sim eu faria exactamente o mesmo que tu!"... Somos tão parecidas em tanta coisa que é incrível...

Bolas, a falta que ela me faz por cá!...

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Da capacidade de iniciativa...

Deixei um colar por arrumar em cima da cómoda. Cheguei a casa e encontrei-o assim, a decorar o meu gato preto. Não posso dizer que senhora que me limpa a casa não é criativa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Do meu dia de hoje...

Hoje passei o dia fechada numa sala num hotel manhoso para os lados do Marquês de Pombal. Amanhã o programa é idêntico.

Confesso que esta manhã a motivação era zero e a vontade estava abaixo de zero.

Ao longo do dia, a coisa foi melhorando. Tirar dois dias para pensar em marketing e falar de marketing, é sempre muito positivo.

No final do dia o formador deixou um desafio para amanhã: agora que pensámos na gestão de marketing das nossas empresas, vamos pensar na nossa própria gestão. Na gestão da nossa carreira, dos nossos projectos, das nossas ambições.

Pois que por mais que pense nisso, não chego a grande conclusão. Passa-me pela cabeça largar o estaminé e meter-me num projecto completamente novo e diferente. Passa-me pela cabeça voltar a concorrer a uma bolsa de investigação. Passa-me pela cabeça largar tudo e ir para o estrangeiro. Passa-me muita coisa pela cabeça.

Uma coisa é certa, esta formação era o que faltava no meu CV para eu poder fazer o que queria: procurar um emprego na área da arte e dos mercados de arte, tendo como mais-valia a formação e a experiência em marketing.

Agora é mexer-me e fazer por isso.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Do que eu gostava...

Gostava de conseguir pôr em palavras aquilo que sinto.

Não consigo. Não tenho esse dom. Duvido que algum dia venha a ter.

Gostava de conseguir descrever a falta de ar, o aperto no estômago, a sensação de vertigem.

Não consigo. É demasiado avassalador.

Gostava de conseguir escrever. Gostava de conseguir falar, somente.

Não consigo. É demasiado eu.

Gostava de não ser esta acumuladora de resíduos que guarda tudo cá dentro.

Não consigo. São resíduos, mas são meus.

Gostava de não ter a certeza que, mais tarde ou mais cedo, vou explodir.

Não consigo. Sei que é tão certo como o Sol nascer amanhã.

Gostava de parar de divagar e começar a viver.

Não consigo. Não hoje. Talvez amanhã.


Das pérolas das eleições - V (só para terminar...)


As palavras que eu gostava de ter escrito: aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Das pérolas das eleições... - IV

Quem assistiu às declarações dos diferentes líderes partidários ontem à noite pode perguntar-se, legitimamente, se ganharam todos!...

Da maravilhosa Mãe-Natureza...

A Mãe-Natureza tem coisas incríveis. Verdadeiramente inacreditáveis.

Desde logo, o ser humano.

O ser humano, essa criatura com características e capacidades únicas, que carrega em si o peso de ser o único animal dito racional.

O ser humano, com toda a sua singularidade, consegue, dia após dia, continuar a surpreender os que o rodeiam.

Não deixa de ser extraordinário que, quando achamos que já o conhecemos, ele nos surpreenda. Quando achamos que já sabemos como pensa, como age, o que vai dizer ou fazer a seguir, ele tem o dom de fazer algo absolutamente inesperado e que nos deixa abalados, de boca aberta, paralisados perante tal acto jamais imaginado.

Há coisas fantásticas, não há?

domingo, 4 de outubro de 2015

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...