quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dos passos atrás que são passos à frente...

Devia afastar-me. Devia retirar-me discreta e estrategicamente. Devia parar esta bola de neve que rola encosta abaixo, crescendo, crescendo, crescendo.

Adivinho o que vai acontecer no final e não vai ser bonito... A última coisa que eu quero é que alguém, este alguém, se magoe por minha causa.



Tenho mesmo de me afastar, não é?...

Das fotografias que dão alegria... - Day 286


Pastéis de nata e nutella, feitos no fim-de-semana.


Pergunto-me muitas vezes se em vez de estar a investir em formação em Marketing Digital, não devia investir num curso de culinária...

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Das palavras ditas ao vento...

Uma das coisas que mais me assusta em mim é a minha inconstância.

As flutuações de humor. As variações de estados de espírito. A facilidade com que chego ao fundo do poço. E a maior dificuldade com que volto a sair dele.

Cansam-me estas alterações constantes. Consomem-me. Deixam-me sem energia. Preocupam-me.

Como em tudo na vida, gostava de encontrar o meu equilíbrio. E de mantê-lo.

Gostava que as coisas fossem simples e lineares.

Mas não são. Nunca são, dirias tu.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Das pessoas...

Existem as pessoas que nos dão palmadinhas nas costas e existem as pessoas que nos espetam os dedos nas feridas.



Eu sempre gostei mais das segundas. Mesmo quando as odeio.

domingo, 9 de outubro de 2016

Das fotografias que dão alegria... - Day 283


A preparar o Natal. Uma das minhas alturas preferidas do ano. Por tudo e por nada.

Espero que este seja melhor do que os dois últimos... Não será difícil, não é verdade?

sábado, 8 de outubro de 2016

Das coisas a que não quero nunca mais voltar...


Tinha a sua piada, desafiar-te a irmos os dois. Era pessoa para isso, sabes? 

Sim, sabes.

Continuo a lembrar-me de ti muitas vezes quando corro. E não só quando corro, na verdade. Mas, sobretudo, quando corro. Quando me lembro de todas as dicas que me deste. Quando tento corrigir a postura. E a passada. E quando leio artigo atrás de artigo sobre alimentação. E quando tenho dúvidas. E quando penso que não sou capaz.

Podias ter outro nome. Podias ter praticado qualquer outro desporto que não atletismo profissional. Podias, não podias?

Claro que não podias.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Do ar que me falta...

Sento-me e vejo o mesmo filme desenrolar-se diante dos meus olhos, outra vez.

É óbvio. Tão óbvio.

E eu insisto em não querer ver. Eu insisto em negar que o céu é azul, que depois do dia vem a noite, que a Terra gira à volta do Sol.




Até quando?...

Da clareza que o tempo traz...

Tenho andado o dia todo a pensar no que escrever. Tenho andado o dia todo de coração apertado e nó na garganta. Já chorei, enquanto fazia uma viagem de 50 km. Já ri muito, enquanto matava saudades dos sobrinhos. Já pensei e repensei tudo o que me passa pela cabeça ultimamente e fujo de admitir aquilo que me parece cada vez mais óbvio.

Há um ano atrás a minha vida deu uma volta de 180 graus. Há um ano atrás, num dia em que não foi feriado, eu fui trabalhar com apenas duas horas de sono em cima, depois de uma noite que nunca esquecerei. Há um ano atrás, tudo aquilo em que acreditava desmoronou-se e eu fui confrontada com uma nova realidade. Há um ano atrás, fiquei sem chão, sem ar, sem forças. Há um ano atrás, achei que não ia sobreviver e que o Mundo ia acabar.

Hoje? Tenho a certeza de que foi o melhor que me podia ter acontecido. Obrigada.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Das coisas que eu oiço...

Cansam-me as pessoas. As mentalidades. A sociedade actual. O acharmos que podemos tudo. O acharmos que temos direito a tudo.

Há dias, a propósito de uma conversa sobre os atrasos no Serviço Nacional de Saúde, ouvi alguém dizer que no privado era igual, mas que era pior porque se pagava. A mesma pessoa dizia também que, recentemente, tinha chegado 15 ou 20 minutos atrasada a uma consulta e que tinha sido chamada à atenção por isso. E estava muito ofendida por estar a pagar para ser atendida assim. E achava-se coberta de razão.

Eu fiquei calada, que a conversa não era comigo. Mas caiu-me mal o almoço, confesso, e não pude ficar indiferente.

Se há coisa que me aborrece profundamente é que me desrespeitem, desrespeitando o meu tempo. Eu tenho, em média, cinco a seis reuniões por semana. Se em cada uma delas houver um atraso de 20 minutos, posso perder até duas horas da minha semana. E duas horas da minha semana são demasiado valiosas para que eu as desperdice à espera de alguém.

Da mesma forma, não gosto de deixar os outros à espera. Chego a horas às minhas reuniões. Não me atraso para as minhas consultas, sejam elas no público ou no privado. Evito ao máximo atrasar-me nos compromissos pessoais. Claro que há excepções, há imprevistos, mas são isso mesmo: excepções e imprevistos. Não são a regra. E fazem-me sentir mal e levam-me a pedir desculpa e a justificar-me. Porque do outro lado estão pessoas. Pessoas como eu. Pessoas com agendas, com o seu tempo contado, com mil e uma coisas para fazer, que não incluem estar à minha espera.

Custa assim tanto ter um pouco mais de respeito pelo outro, como gostamos que tenham por nós?

domingo, 2 de outubro de 2016

Das coisas que nos sustentam...

A vida ensina-nos as maiores lições quando menos esperamos e das formas mais incríveis.

Hoje foi mais um dia de aprendizagem, de crescimento, de evolução.

Hoje acordei cansada depois de uma noite de insónias, de pesadelos, de muitas voltas na cama.

Hoje saí de casa e fiz 30 km a conduzir de coração apertado e com uma vontade imensa de chorar e de voltar para trás.

Mas hoje, mais uma vez, superei-me. Superei medos, inseguranças, faltas de confiança.

Hoje, mais uma vez, percebi que o ser humano é capaz de tudo, quando assim o deseja.

Hoje, mais uma vez, fiz uma viagem pelo mais fundo do meu ser, enquanto percorria os 21,1 km da Meia-Maratona Rock'n'Roll Lisboa.

Tive muito tempo comigo mesma para pensar, para pôr as ideias no lugar, para arrumar o que já passou, para me focar no que aí vem, para me preparar para o que a vida tem para me dar nesta nova fase que vai começar.

Senti-me orgulhosa de mim mesma, do meu esforço, das minhas capacidades, e fiquei com a certeza de que sou capaz de muita coisa, assim o queira.

Daqui a dez dias começo as aulas. A minha vida vai virar o caos. O tempo vai escassear. Mas não vou parar de correr. Não posso. Não consigo.

Hoje percebi que a corrida faz mesmo parte de mim e é nela que encontro as minhas forças, o meu foco, o meu equilíbrio.

Hoje sinto-me ainda mais grata por ter tido a sorte de descobrir isto. Obrigada, Mundo.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...