quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Do olfacto...

A Cookinha tem genes de cão. Só pode. Só isso explica que, estando ela na sala, largue a correr e a miar como se o Mundo fosse acabar, só por que eu abri uma lata de atum na cozinha.



Depois falem-me em olfacto canino... Se alguém quiser ir à pesca de atum, eu empresto a Cookinha.

domingo, 1 de setembro de 2013

Do que é um bom Domingo...

Um bom Domingo é estar no sofá de casa dos pais, com o meu kindle e a cadela mais avariada do mundo, a beber gins. A cara metade anda a ajudar o sogrinho a acartar electrodomésticos vários. Fica-lhe bem este convívio fofo com o sogro. E a mim fica-me bem o descanso.


sábado, 31 de agosto de 2013

Da questão de ter ou não ter filhos... - III

Estou sozinha em casa com os meus dois enteados (de 7 e 12 anos). E sobrevivo.

Consegui orientar o jantar, comeram sem chatear muito, brincámos quando era para brincar, acataram ordens quando era para acatar.

Agora estão a tentar matar-se aqui à minha volta, com lutas e pontapés. O tapete está a metros do sítio que era suposto. As almofadas andam a passear. Falam, berram, riem.



Acabei de lhes dizer que já tiveram dez minutos para aparvalhar e que agora chega. E eles acalmam-se e querem jogar à mímica.

Talvez não seja assim tão difícil, essa coisa de ter filhos.


Da minha missão (quase) impossível...

Agora que tenho o kindle, tenho mesmo de acabar Os Miseráveis. Já não há desculpa!


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Do melhor Pai do Mundo e das coisas pelas coisas me sinto grata...

O melhor Pai do Mundo é o meu. Peço desculpa a todos os que achavam que tinham o melhor Pai do Mundo por este banho de realidade mas é a verdade. O melhor Pai do Mundo é o meu.

Por muitos e variados motivos mas também por ontem, só porque sim e sem eu estar à espera, me ter oferecido o meu adorado e desejado Kindle.

Sim, eu tenho um kindle. Ainda não tem uma capa cor-de-rosa fofinha, mas já é muito fofinho. E tenho o melhor Pai do Mundo.

E hoje é dia de sentir-me grata por isso. Sentir-me grata pelas coisas boas da minha vida. Pelas minhas pessoas. Pela minha família. A família mais disfuncional que conheço, mas que vai funcionado.

A família que hoje assiste a mais um casamento. O do meu irmão do meio. O filho mais velho da minha boadrasta. E eu só espero que o casamento dele seja muito feliz e que dure mais que o meu (que ontem devia ter feito quatro anos, mas nem dois durou).

Sinto-me grata também pelas coisas que a vida me ensinou. Sinto-me grata por não ter deixado de acreditar em coisas como o amor, o casamento, a felicidade.

Nem sempre, mas hoje sinto-me grata por existir.

Vão lá ser felizes e aproveitar o fim-de-semana e as vossas pessoas, que eu vou trabalhar umas horinhas para depois activar o modo casamento.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Do optimista que eu sou...

De cada vez que tenho de fazer uma análise SWOT, encontro mil strengths e opportunities e zero weaknesses e threats (isto assim fica estranho, mas traduzido fica pior, acreditem).

Da questão de ter ou não ter filhos... - II

Para muitas mulheres esta questão não se coloca. É óbvio que, mais tarde ou mais cedo, vão querer ter filhos. Faz-lhes todo o sentido, é lógico, é natural. Está-lhes no seu ser.

Eu não faço parte deste grupo de mulheres. Eu nunca disse categoricamente que um dia ia ter filhos. Já muitas vezes, pelo contrário, disse que não os ia ter. Hoje em dia, já não sou tão veemente nessa afirmação. Já não o digo como uma decisão irrevogável (palavrinha que ganhou todo um novo significado graças ao nosso amigo Portas). Hoje em dia, já digo que não sei se algum dia quererei ter filhos. Porque não sei.

Não me imagino a ter filhos, não me imagino a ser mãe. Não está nos meus planos, nos meus sonhos, nos meus desejos. Mas a idade ensinou-me que a vida não tem planos e que os nossos sonhos e desejos mudam. Mudam muito, a toda a hora.

Por isso não sei. Mas algum dia vou ter que descobrir, não?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Da questão de ter ou não ter filhos... - I

Ultimamente, e cada vez mais, tem sido crescente à minha volta a pressão para eu engravidar.

Aparentemente, eu sou mesmo a única a não querer. Dado que, em última e em primeira análise, a decisão é minha, deixo-os falar.

Mas o crescimento do meu mioma obriga-me a pensar melhor sobre isto... Ainda que em muitos casos um mioma não chateie nada, e se consiga engravidar, e a gravidez corra lindamente, há casos em que o processo se dificulta. E há casos também em que o crescimento do mioma leva a outras soluções.

É precoce preocupar-me demasiado com isto. Até porque eu sabia que, mais tarde ou mais cedo, esta questão surgiria. Avó, mãe e tias, passaram por isto. E acabaram na histerectomia. Mais velhas, claro, já depois de terem filhos, mas acabaram aí. Eu sempre achei que do lado da minha mãe não vinha nada de jeito. E a minha herança genética é prova disso. Mas não pude escolher a mãe que tenho e resta-me aguentar-me.

Resta-me também pensar nessa questão de querer, ou não, ter filhos. Porque se decidir que não quero mesmo ter, então o mioma pode continuar na vidinha dele, que quando chegar a hora logo se resolve. Se quiser... Pois que então o mioma pode ser uma preocupação.

No meio disto tudo, nada disto interessa, que eu tenho é que ir ao médico e falar com quem, realmente, percebe do assunto. Tudo o resto são suposições que não fazem outra coisa senão deixar-me com macaquinhos na cabeça.

E convenhamos, o meu cérebro já é limitado que chegue. Não precisa de macaquinhos a baralhá-lo ainda mais.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...