Porque eu acredito mesmo que um bolo de chocolate acabado de sair do forno e um bom abraço, valem mais do que todas as palavras que possamos dizer nas situações difíceis...
Desafio art.soul- Dia 3: Something you adore - A minha Lady, claro.
Hoje fui vê-las. Dez minutos, não mais do que isso. Claro que fiz o trajecto até casa a conduzir com as lágrimas a escorrerem sem parar.
Custa cada vez mais. E custa, sobretudo, saber que mais tarde ou mais cedo vou ter de tomar a decisão de ou as trazer comigo, ou afastar-me de vez. Para já, vou adiando e fingindo que não é nada comigo. Mas custa. E venho de lá com o coração pequenino. Mas sei que elas estão bem. Tenho a certeza que sim.
Já escrevi e apaguei três ou quatro coisas diferentes. Escrevi o título sem saber o adequado que seria.
É mais uma daquelas situações em que eu queria aqui falar e sinto que não posso. Nem sequer é directamente comigo, mas não posso. Se calhar, é por isso que não posso.
Mas estou triste. Vejo os meus tristes e não gosto disso. Mil vezes a minha tristeza do que a tristeza dos que me rodeiam.
Eu sei. Breakfast e Padrão dos Descobrimentos parecem uma combinação impossível. Mas, na verdade, graças à greve dos transportes, o meu pequeno-almoço hoje foi tomado no carro e não tinha nada de interessante para ser fotografado. A paisagem envolvente pareceu-me muito melhor. Batoteira, eu sei. Dias melhores virão.
A Dear Daisy aderiu e eu, como sou uma copiona, não consegui resistir.
Uma das minhas grandes dificuldades no meu projecto Das fotos que dão alegria... prende-se, sobretudo, com o não saber o que fotografar em cada dia. Assim, junto dois projectos num só, e já sei o que fotografar ao longo deste mês.
Acho que vai ser engraçado ver, todos os dias, as mesmas coisas fotografadas por pessoas diferentes, em locais diferentes, em vidas diferentes.
Anteontem não fotografei. Mas... E porque este projecto é meu e eu faço o que me apetecer (really?), achei que os dias em que não fotografo seriam bons dias para ir buscar fotos antigas, ou fotos recentes não publicadas.
E, assim, aqui temos Dona Sati, a persa com quase 11 anos dos meus pais, a dormir o seu sono de beleza no dia de Natal.