segunda-feira, 29 de maio de 2017

Das coisas pelas quais estou grata... - I

[Este texto foi escrito a 2 de Janeiro e nunca chegou a ser publicado. Hoje, apeteceu-me ir buscá-lo e deixá-lo ver a luz do dia.]


Entre outras coisas, este ano vou usar este blogue para fazer um registo das coisas pelas quais estou grata. Para que nunca me esqueça do sortuda que sou.

E começo pelo primeiro dia do ano.

Eu tinha decidido passar a meia-noite sozinha. Foi uma decisão muito consciente, depois de recusar alguns convites, porque era o que me fazia sentido. Queria sair de 2016 sozinha, e queria entrar em 2017 sozinha.

Fiz o disparate de comentar isso com alguém por volta das onze horas (por não ser capaz de mentir mais e por achar que estava livre de perigo àquela hora). Passavam cinco minutos da meia-noite quando me estavam a tocar à porta.

E eu comecei o ano a sentir-me grata por isso. Grata por ter gente louca à minha volta, que atravessa a cidade inteira, que passa a meia-noite num carro, apenas para me vir arrancar de casa. Inclusivamente, gente que não me conhecia de todo.

E eu comecei o ano muito feliz. Rodeada de gente boa, de boas energias. A acreditar no bem, nas pequenas coisas. Nesta loucura saudável. Neste viver, só por viver.

Comecei o ano a sentir-me muito grata e espero que o resto do ano continue assim.


[Não tenho usado o blogue para fazer o registo das coisas pelas quais estou grata de forma sistemática, mas tenho-o feito de forma mais ou menos explícita nos posts que vou escrevendo. E este sentimento que tinha no dia 2 de Janeiro tem-se mantido. Esta gratidão. Esta consciência do sortuda que sou. Este viver, quando o medo não fala mais alto. Vamos quase a meio do ano. E eu só peço que ele continue como até aqui.]

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