Um dia respondes a um anúncio de emprego no Porto. Hoje é o dia.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Das coisas que me oferecem...
Depois de ter desistido da ida ao trail de Santa Maria, deixei o trail em suspenso, focando-me no essencial: a Corrida do Fim do Mundo da Europa, já no próximo Domingo.
Mas houve quem não me quisesse deixar desistir do trail e me oferecesse estes meninos...

(foto retirada daqui)
O problema? O problema é que eu não estou habituada a receber presentes. Não estou habituada a que me mimem. Não estou habituada a que se lembrem de mim só porque sim. Depois de criar quase todo um incidente diplomático, depois de refilar, de resistir, de quase virar costas e não aceitar, eu lembrei-me do que decidi para este ano e da minha palavra: emoção. E aceitei. Aceitei este presente, deixei que me mimassem, recebi estes ténis e todo o carinho que com eles vinha. Porque, às vezes, temos de nos lembrar que aceitar o que os outros nos oferecem, é o melhor presente que lhes podemos dar a eles, e a nós também. Porque dar um presente pode ser uma tão grande forma de emoção, porque receber um presente pode ser uma tão grande forma de emoção. E emoção é o que ser quer por aqui para 2017.
E tudo isto por causa de uns ténis!...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Das coisas que me cansam...
Cansam-me as pessoas muito cheias de si. As pessoas cheias de razão. As pessoas que sabem sempre tudo. As pessoas que têm sempre uma opinião sobre tudo. As pessoas que sabem sempre o que é correcto. As pessoas que são perfeitas. As pessoas que jamais falham. As pessoas que correm a julgar a vida dos outros. As pessoas que vêem tudo pelos seus olhos. Cansam-me.
Gosto das pessoas com dúvidas. Das pessoas que pedem ajuda. Das pessoas que perguntam opiniões. Das pessoas que conhecem os seus defeitos. Das pessoas que são humildes. Das pessoas que ouvem os outros. Das pessoas que querem aprender. Das pessoas que pensam antes de atirar uma pedra. Das pessoas que sabem o que é a empatia. Apaixonam-me.
Que a vida me dê sempre a clareza e a lucidez para ser sempre mais apaixonante e menos cansativa.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Das coisas que eu não te peço...
Não te vou pedir que fiques. Nunca. Não por não desejar que fiques. Mas por ter aprendido, com a vida e com o tempo, que só devemos ter na nossa vida, aqueles a quem não precisamos de pedir que fiquem.
Não te vou pedir que fiques. Nunca. Mas tem a grandeza de ver mais além e de ver em mim que apenas o faço para ter a certeza de que ficas porque é esse o teu desejo.
Não te vou pedir que fiques. Nunca. Mas não duvides em momento algum de que é isso que quero.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Das coisas em que eu me meto...


O percurso, que liga a Vila de Sintra ao Cabo da Roca, atravessa a Serra de Sintra em toda a sua extensão, pelo que se adverte para o facto de se tratar de um percurso sinuoso, desgastante e tecnicamente difícil.
Daqui a exactamente dez dias a esta hora, supostamente, já terei acabado esta corrida.
Olho para a altimetria, olho para o percurso, leio o que diz no regulamento, e só me apetece chorar. Por que raio é que eu me inscrevi nisto?... Não me sinto minimamente preparada, não treinei o suficiente, e sei que vão ser 17km de sofrimento. Já disse a quem me convenceu a inscrever-me (há mais de três meses atrás), que vou passar a prova a rogar-lhe pragas. A resposta é sempre a mesma: no final, depois da vista que vais ver, vais agradecer-me.
Sim, toda a gente me diz que é uma prova lindíssima, das mais bonitas que se pode fazer. Eu sei. Mas também muita gente me diz que é uma prova difícil e dura. E eu sei que não estou preparada. E eu sei que ando numa fase lontra. E eu sei que a minha vida anda o caos (entre trabalho, faculdade e vida pessoal) e não tem sobrado muito tempo para corridas e treinos.
Tirando a primeira meia-maratona, nunca me senti com tanto receio e tanta insegurança em relação a uma prova. Espero, mas espero mesmo, que não passem de disparates e inseguranças desta cabeça tonta.
Até já, Fim da Europa!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Do que eu te devo...
Este aperto que sinto no peito, este vazio, esta ânsia, este contar os minutos para voltar a estar nos teus braços sem saber ao certo quando (se) isso vai voltar a acontecer, este desnorteio que domina os meus dias, esta sensação de estar perdida sem saber onde me encontrar, este estar não estando, este viver sobrevivendo... A ti os devo. Só a ti.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Do primeiro objectivo de 2017 que eu deixo cair (e ainda só passaram 17 dias)...
Li-o e reli-o. Voltei a ele várias vezes. E, de repente, fez-me todo o sentido.
Eu nasci nos Açores. Naquela ilha. No dia 29 de Fevereiro. Não vou lá há mais anos do que aqueles que gostaria de me lembrar. E, de repente, acreditei que tudo se alinhava para que eu lá regressasse, na altura dos meus anos, para (re)descobrir a minha ilha, de uma forma que me fazia todo o sentido.
E comecei a ver vôos, e a marcar hotéis (just in case...), e a pensar seriamente sobre o assunto.
O problema? Eu nunca tinha feito trail. Falei com quem percebe do assunto, fui fazer um treino a Monsanto, voltei a falar com quem percebe do assunto e ganhei juízo.
Por muito que me custe, e custa mesmo, tenho de admitir que seria um disparate e pouco mais do que um capricho de menina mimada. Não faz sentido. Se há coisa que não devemos fazer nunca, é fazer uma prova para a qual não estamos preparados. Sobretudo, se falamos de trail - e que implica questões de segurança bem mais complexas do que numa corrida de estrada.
Foi assim que aquele que era o primeiro objectivo de 2017, ficou de lado. Temporariamente, apenas. Talvez entretanto me dedique ao trail. Talvez em 2018 vá concretizar este sonho. Talvez não. Já que um dos objectivos de 2017 é regressar aos Açores, e esse objectivo não ficou de lado.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Dos dias que correm...
Passo os meus dias na ânsia de receber um sinal teu. Uma mensagem, um telefonema, um qualquer gesto que me diga que te lembraste de mim. Alimento-me das migalhas que não te dignas sequer a dar-me, mas que vais deixando cair quando te cruzas comigo em constante alvoroço. Vivo da esperança de conseguir juntar migalhas suficientes para ter algo a que me agarrar. Acredito que esse dia chegará e é isso que me move, dia após dia. Tão-só isso.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Da minha palavra do ano...
e·mo·ção
(francês émotion)
(francês émotion)
substantivo feminino
1. Acto de deslocar.
2. Agitação popular. = ALVOROÇO, COMOÇÃO, TUMULTO
3. Perturbação moral. = COMOÇÃO
4. [Psicologia ] Conjunto de reacções , variáveis na duração e na intensidade, que ocorrem no corpo e no cérebro, geralmente desencadeadas por um conteúdo mental.
"emoção", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/emo%C3%A7%C3%A3o [consultado em 12-01-2017].
É esta a minha palavra para 2017: emoção. Aquilo que eu quero deixar entrar em mim e na minha vida. Vai ser um ano de viver e sentir mais, e de pensar e analisar menos. Vou dar cabeçadas. Muitas. Hei-de sofrer. Certamente. Mas vou atirar-me de cabeça e quero chegar ao final do ano com a certeza de que não deixei nada por fazer, somente por medo do que podia acontecer.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Das coisas que eu aprendo...
É tão mais fácil gostar de alguém que gosta de si!...
Esta é uma das lições mais básicas da nossa existência, e não me parece que conste de nenhum manual escolar.
Gostarmos de nós ajuda a que os outros gostem de nós. Porque é mais fácil, porque é mais simples, porque é mais confortável. E é de conforto que se fala, quando falamos de relações.
Quando alguém gosta de si, esse alguém tem confiança em si, acredita no seu valor, e está mais receptivo a que gostem de si também. Quando alguém não gosta de si, entre medos e inseguranças, não acredita que alguém possa gostar de si também. E quem gosta está constantemente a ser alvo desses medos e inseguranças, a ser questionado, a ser posto em causa. E isso cansa. Cansa muito. Por mais que se goste.
Eu sei que esta frase já foi repetida até à exaustão, mas só agora me fez todo o sentido: para que alguém goste de nós, temos primeiro de gostar de nós mesmos.
32 anos de vida e só agora pude experienciar o verdadeiro que isto é.
Mais vale tarde do que nunca, dizem.
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