sábado, 12 de dezembro de 2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Do meu estado actual... - II

Se tivesse ficado em casa enfiada na cama não tinha encontrado quem encontrei em plena Avenida da Liberdade. E foi tão bom quanto inesperado!...

Lição de vida nº34: as coisas boas surgem quando menos esperamos, onde menos esperamos. Claro que, se tivesse ficado enfiada na minha cama e fechada no meu casulo, nada disto aconteceria...


Do meu estado actual...

Dormi cinco horas. Acordei doente. Vou ter um dia daqueles maravilhosos com duas reuniões pelo meio. Só me apetecia estar em casa enfiada na minha cama. Estou velha para isto. Não posso ser tão velha. O caos mental intensifica-se. A Agridoce racional tenta ganhar à Agridoce emocional. Dizem-me que tenho de pensar menos. Eu acho que tenho de pensar mais. Como se a minha vida não estivesse já de pernas para o ar o suficiente, ontem resolvi dar-lhe ainda mais umas voltas. Faltam 14 dias para o Natal e faltam-me demasiados presentes. Ainda não sei o que vou fazer na passagem de ano. Nada? Parece-me um bom plano. Quero voltar para a minha cama, já disse?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Das decisões...

A forma de tomar decisões de cada um é algo muito único e particular. Cada pessoa tem a sua forma de lidar com a vida, com a morte, com o bom, com o mau. Cada pessoa tem também a sua forma de enfrentar problemas, dúvidas, decisões e indecisões. E é por isso que cada pessoa reage às coisas de forma diferente. É por isso, também, que cada um de nós toma as suas decisões de uma forma muito própria.

Há quem seja muito racional, quase frio, na forma como analisa problemas e situações, na forma como pondera prós e contras, na forma como coloca tudo numa balança e toma uma decisão muito consciente, muito ponderada, muito fundamentada.

Há quem seja mais emocional. Que pense mais com o coração e menos com a razão. Que pense mais no impacto psicológico de determinada decisão, e menos na questão pragmática que lhe está associada.

Eu sou um misto dos dois. Por vezes, consigo ser racional, fria, pragmática. Outras vezes, pelo contrário, deixo-me toldar pelo coração e pelas emoções. O que sei é que o tempo, e a vida, já me ensinaram que o meu cérebro é melhor a decidir que o meu coração. A médio e a longo prazo, as decisões mais correctas que tomei, foram aquelas em que deixei que fosse o cérebro a decidir.

O que não quer dizer que exclua o coração das grandes decisões. Que não excluo. Simplesmente, tento não ceder a impulsos, a sentimentos do momento, a desejos do imediato, sem pensar no depois.

A vida tornou-me mais fria e racional. Ou talvez eu tenha sido sempre assim. Só fui apurando esta característica.

Recentemente, tomei uma decisão que dificilmente alguém à minha volta compreenderá. Uma decisão que tem a ver precisamente com a forma como tomamos decisões e guiamos a nossa vida.

De uma forma estranha para os outros, eu decidi que a melhor opção para mim era aquela. Não espero que entendam, que compreendam. Mas, para mim, foi o que fez sentido. Depois de pôr tudo na balança, de pesar prós e contras, de pensar no passado, no presente, e no futuro, foi o que eu decidi que faria mais sentido.

E a verdade é que, pelo menos a curto prazo, a decisão foi mesmo a mais correcta. Senti-me bem com ela, não me arrependo, sinto-me mais leve. Às vezes, para darmos um passo em frente, temos mesmo de dar um passo atrás. E foi isso que eu fiz. Eu dei um passo atrás, para poder seguir em frente, mais leve, mais segura. Em inglês a expressão "closure" faz todo o sentido. Era disso que eu precisava. E foi isso que eu procurei. Na minha forma estranha, incompreensível, sem nexo. Mas, para mim, era a forma correcta. E, agora, posso seguir em frente. Agora posso aceitar com mais serenidade o que o futuro me reserva. Agora posso abrir os braços e receber o que a vida me trouxer. Agora que eu encerrei o meu passado, agora que o deixei fechado e arrumado onde ele pertence, no passado, agora eu posso caminhar em direcção ao futuro.

Não deixa de ser curioso que as poucas pessoas com quem eu falei sobre este assunto tenham dito que era louca, que era um disparate, que só seria pior para mim. Não deixa de ser curioso que, por vezes, o melhor que temos a fazer é mesmo não dar ouvidos a quem nos rodeia. Às vezes, só às vezes, somos mesmo nós que sabemos o que é melhor para nós. Mesmo quando temos dúvidas, mesmo quando não acreditamos em nós, mesmo quando achamos que é mais fácil seguir os conselhos dos outros e deixar que decidam as nossas vidas. Por muito bem intencionados que os que nos rodeiam possam ser, nós somos quem nos conhece melhor. E, por isso, temos de acreditar em nós. Temos de confiar em nós. Temos de seguir o que diz o nosso coração, o nosso cérebro, o nosso íntimo. Porque, às vezes, pasme-se!, nós também conseguimos tomar decisões certas.

Confesso que nunca pensei aprender tanto com uma só decisão. Uma simples decisão, ou não tão simples assim, mas longe de ser uma das grandes decisões da minha vida. Mas aprendi. Aprendi mais sobre mim. Aprendi mais sobre os outros. Aprendi e cresci, muito. E, contrariamente ao que todos esperariam, a minha decisão foi a correcta e eu sinto-me bem com ela. E eu sinto-me melhor comigo e com a vida. E sinto-me melhor com o futuro e, sobretudo, com o passado.


(este texto não é de hoje, mas achei por bem ir buscá-lo ao baú dele...)

Do dia de hoje...

Já despachei alguns presentes de Natal e já me arrependi, profundamente, de ter tirado o dia de férias.

Não podia ser tudo positivo, certo?

sábado, 5 de dezembro de 2015

Do Natal...

Este ano o Natal não vai ser fácil, já se sabe.

Depois de muitas hesitações, decidi que não ia fazer árvore de Natal. A casa é pequena e não me apetecia estar a gastar dinheiro e a comprar tudo, para depois montar a árvore sozinha. Achei que seria demasiado deprimente e desnecessário.

Mas, em sintonia com o meu estado de espírito muito instável nos últimos tempos, mudei de ideias. Depois de procurar alguma inspiração, lá me decidi. E fiz a minha árvore de Natal:


E fi-la sozinha. E não foi triste nem deprimente. Foi um processo muito engraçado, que me deixou de sorriso nos lábios. Gosto mesmo do resultado. E, mais uma vez, concluo que fazer algo que não queria pode ser, por vezes, mesmo o melhor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Do meu estado actual...

Tenho os senhores da NOS há quase uma hora aqui em casa para que possa ter, finalmente, televisão e internet em condições nesta casa.

Não fui correr (again!) e estou morta de fome. Não tardará muito para começar a pressioná-los para se mexerem... 

Salva-os o facto de estar a entrar em modo-não-vou-trabalhar-durante-quatro-dias-por-isso-tenho-tempo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Das mudanças em nós...

Ontem era dia de ir correr. E não fui. E fiquei a sentir-me mal por isso. Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu, mas fiquei mesmo a sentir-me com um peso na consciência. Ainda para mais, tinha para estrear uns phones novos, lindos que só eles:


Uma das coisas boas da corrida, para mim, é a capacidade que tem de fazer com que eu esteja constantemente a surpreender-me a mim própria. E é bom. É mesmo bom chegar aos quase 32 anos e perceber que ainda me consigo surpreender e superar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Das minhas dúvidas...

Então se já temos o Costa no Governo, por que raio é que hoje não é feriado e eu tenho de trabalhar?...

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...