sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Da melhor forma de acabar a semana...

Já não me pesava há, seguramente, um mês, pelo menos. Tendo em conta alguns disparates dos últimos tempos, confesso que estava um bocadinho sem saber o que esperar... Mas a verdade é que fiquei agradavelmente surpreendida com o que a minha amiga Wii me disse: 50 kg.

Já não me lembro há quantos anos não chegava a este peso e, sinceramente, começava a achar que seria impossível lá voltar. Não sei se foi de melhorar (mais ou menos) a alimentação, se foi de ter voltado a correr com mais frequência, mas a verdade é que fiquei mesmo feliz com esta conquista!

Agora é manter. O que, com o Natal aí à porta, não vai ser nada fácil...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Do nosso umbigo...


Mas não. Nunca ninguém amou como eu amei.

Nunca ninguém sentiu o que eu senti. Ninguém te conheceu como eu conheci. Ninguém pode saber o que isso é. Como eu amei, ninguém amou.

Tudo novo: o frio na barriga, as pernas a tremer, o ansiar pelo toque do telefone, o desejo sem fim por um novo encontro, o sonhar acordada durante o dia e o não dormir durante a noite, o sentimento de que os astros se alinharam e a vida fazia agora mais sentido.

O acreditar que tínhamos algo único, só nosso, especial. O acreditar que os contos de fadas podiam ser reais. O acreditar que tristes eram os que nunca viveram nada assim. Nem podiam. O que nós tínhamos, só nos tínhamos. O acreditar realmente nisso. O acreditar no para sempre.

Tanta inocência. Tanta ignorância. Tanta ingenuidade. Sim, ainda se ama assim aos trinta. Aos trinta ainda conseguimos acreditar. Aos trinta ainda achamos que temos a vida toda à nossa frente e que podemos ser felizes. Merecemos ser felizes. E somos felizes. Aos trinta ainda fazemos muitos planos. Ainda sonhamos. Ainda nos perdemos em devaneios de filhos e família e um lar ao qual chamar nosso. Aos trinta cremos que já vivemos o suficiente para não cometer os mesmos erros, que já não nos vamos deixar levar por coisas sem importância, que já sabemos o que queremos e que agora é que é a sério.

Mas o amor, qualquer amor, em qualquer idade, é um bicho muito peculiar. O amor raramente é aquilo que queremos que ele seja ou o que esperamos dele. Há alguns raros afortunados que sabem bem domá-lo e que o vivem sem sobressaltos, toda a vida. A verdade é que também não sei se quereria viver a minha vida sem sobressaltos já que, no toca ao amor, a montanha-russa de emoções que em nós provoca, é do melhor que tem. Mas, como em tudo na vida, chegamos a um momento em que queremos essa serenidade, queremos esse ribeiro manso, queremos a paz, a tranquilidade e as certezas. 

E eu acreditava, acreditava mesmo, acreditava com todas as minhas forças, que tinha chegado a esse momento. Acreditava que tinha chegado a esse lugar a que nunca ninguém tinha chegado. Porque como eu amei, ninguém amou.



(hoje resolvi começar um texto com a primeira frase de um texto da mãe preocupada. Perdoai a presunção.)

domingo, 15 de novembro de 2015

Das coisas que me passam pela cabeça...

Tenho ideia de ter visto um filme ou ter lido um livro em que o protagonista tinha a possibilidade de tomar um comprimido e esquecer algum momento da sua vida. Se calhar, não vi nem li nada, e só sonhei.

Mas na minha cabeça surgiu esta ideia.


E se fosse possível? E se pudéssemos tomar um comprimido e esquecer algum momento da nossa vida? Algum período de tempo? Alguma pessoa? Algum local?

Será que o faríamos? Será que quereríamos mesmo apagar uma parte de nós? Das nossas memórias? Da nossa vida?


Se, por um lado, diria que sim. Por outro, sei que aquilo que sou é a soma de tudo o que já me aconteceu, de todas as pessoas que passaram pela minha vida, de todos os momentos que vivi, de todos os locais que visitei.

Ainda assim, às vezes, só às vezes, gostava que existisse tal comprimido.

sábado, 14 de novembro de 2015

Do dia de hoje... Da noite de ontem...

Este não seria, à partida, um dia fácil para mim. Nem a noite, nem o dia.

Os atentados em Paris, não ajudaram.

Não sou pessoa de me emocionar facilmente. Não me comovo com tudo e mais alguma coisa.

Mas acordei de manhã e passei os olhos pelo Facebook e percebi que algo de muito errado se passava. Liguei a SIC Notícias e vi imagens que me deixaram em choque. Comecei a ver a imprensa mundial online e foi inevitável. Como? Porquê? Que Mundo é este?

Já não sei se choro pelas imagens que fui vendo ao longo do dia se pelos meus males. 

O que sei, o que retiro de tudo isto e do dia de hoje, é que a vida é demasiado curta. É demasiado imprevisível. Vivemos num Mundo louco. Hoje estamos aqui e amanhã podemos não estar. Estamos à mercê de um bando de doidos. Não podemos nunca saber o amanhã. E, por isso, resta-nos viver a vida. Aproveitá-la. Não perder tempo com o que e com quem não interessa.

A vida é demasiado frágil para que a desperdicemos. A vida é demasiado incerta para que a vivamos com dúvidas, incertezas, medos, mágoas.

Por Paris, pelo Mundo, por mim. Quero viver. Quero ser feliz. E quero fazer por isso.

domingo, 8 de novembro de 2015

Da ajuda...

Ajuda. Ajudar. Ser ajudado.

Considero-me uma pessoa que ajuda. Não faço disso bandeira por achar que podemos fazer sempre mais. Mas ajudo. Gosto de ajudar.

Ser ajudada? Ser ajudada não é assim tão simples.

Fui educada para ser desenrascada. Fui educada para ser independente e para resolver os meus problemas sozinha.

Por isso, é com estranheza que recebo a ajuda que à minha volta me oferecem. Com estranheza e com muita relutância. Não peço ajuda. Não sei o que isso é. Ainda assim, quando a oferecem e insistem, de quando em vez, lá a aceito.

E quando aceito ajuda, de livre vontade ou a isso forçada, comovo-me. Comovo-me com a bondade dos outros. Com os que ajudam por ajudar. Com os que ajudam sem esperar nada em troca. Com os que ajudam mesmo sabendo que eu sou terrível a mostrar a minha gratidão. Com os que ajudam por saberem que eu preciso de ajuda mas não sei como pedi-la.

E sou uma sortuda. Sou uma sortuda porque nas últimas semanas tive várias pessoas a ajudar-me. Porque sim. Sem esperar nada em troca. Desde as pessoas mais próximas até perfeitos desconhecidos.

Sou uma sortuda e estou muito grata pelas pessoas que a vida colocou à minha volta. Estou muito grata pela ajuda que tenho recebido. Mesmo que nem sempre o consiga expressar, mesmo que me faltem as palavras, a garganta se feche e os olhos se encham de lágrimas. Sou uma sortuda. E o Mundo pode estar a ruir à minha volta. Mas sou uma sortuda.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Das pessoas que são estranhas...

Tenho aprendido muito sobre as pessoas.

Nem sempre coisas boas. Mas muito.

Na verdade, analisando as coisas numa perspectiva de médio-prazo, qualquer coisa que possamos aprender sobre as pessoas, é sempre boa. Permite-nos evitar, talvez (só talvez) erros futuros.

As pessoas são estranhas. São curiosas. Têm comportamentos que me intrigam. É nestas alturas que eu gostava de me ter dedicado mais à psicologia e à sociologia.

O comportamento humano fascina-me. Surpreende-me. Deixa-me de boca aberta. E de nervos em franja, neste caso.

É tão curioso ver como algumas pessoas reagem perante certas situações!... Nunca me passou pela cabeça.

Nas últimas semanas as dores no maxilar têm sido muitas, de tanto tempo que passo de queixo caído.

As pessoas são estranhas. E choca-me deparar-me agora com acções e reacções que nunca me passaram pela cabeça. Que nunca achei possíveis.

Mas são. As pessoas são estranhas. E serão sempre uma caixinha de surpresas.



(e eu não voltarei a escrever depois de beber uma garrafa de Lambrusco...)


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Da impossibilidade de as mulheres serem compreendidas...

Há uns anos atrás, perante o facto de não caber num 36 da Mango, era frequente ouvir-me dizer: "os tamanhos da Mango são tão pequenos, não percebo".

Hoje, perante o facto de um 36 da Mango me ficar a modos que largo, só me sai: "a Mango mudou os tamanhos e já não são o que eram".

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Das coisas em que eu penso...

Em Fevereiro faço 32 anos. E faço mesmo, já que em 2016 tenho direito a dia de anos.

Fruto dos acontecimentos dos últimos tempos, tenho andado a pensar pegar em mim e ir passar uns dias a qualquer lado nessa altura.

Se calhar, quando chegar a altura, já me passou. Mas, neste momento, é o que me apetece e só me resta decidir o destino.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Do meu fim-de-semana...

Algumas notas soltas, para mais tarde recordar:

- consegui montar um sofá. Do IKEA. Sozinha. E o sentimento que me invadiu quando acabei e vi que consegui foi qualquer coisa.
- comi sushi. Muito.
- revi pessoas importantes.
- conheci pessoas novas. E o que eu preciso de conhecer pessoas novas!...
- tive conversas sérias. Disparatei.
- voltei a correr.
- tive a certeza que as pessoas idiotas vão ser sempre idiotas.
- ri. Chorei.
- percebi que, mesmo quando achamos que isso é impossível, há pessoas que arranjam sempre maneira de nos surpreender.
- fui tentada. Fui forte e não cedi.
- a minha casa começou a parecer uma casa.
- caiu-me mais um bocadinho a ficha.
- sobrevivi mais dois dias.
- cometi um erro estúpido e paguei por isso. Mas fez-me bem.
- ainda não me convenceram a não perder a esperança. Mas bem houve quem tentasse.
- e, por último, já só faltam quatro dias para o próximo.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...