sábado, 31 de outubro de 2015

Das coisas de que me arrependo...- II

A propósito de um post anterior, sobre o fim do anonimato total deste blogue, achei curioso perceber que muita gente sofre do mesmo mal.

Sugeriram-me criar outro. Sim, é uma opção. Aqui há uns anos, já eu tinha este blogue, passei por duas fases: numa delas, regressei ao meu cantinho no Livejournal, que continuará sempre lá à minha espera, na outra, particularmente dark and twisted, criei outro blogue onde escrevi alguns textos. Textos esses que acabei por apagar por serem mesmo algo que preferia não recordar.

Já me passou pela cabeça criar outro blogue. Mas isso implicava fechar este. E a verdade é que este blogue, ainda que pequeno e discreto, me trouxe muitas coisas boas e, sobretudo, muitas pessoas boas! Curiosa esta coisa de conhecermos pessoas virtualmente e, em alguns casos, as trazermos para a nossa vida real. Curiosa esta relação que há para lá do blogue, em trocas de comentários, em mails, via Facebook.

E a verdade é que não quero perder isso. E também sei que, se mal aguento um blogue, dois seria impossível. E também não me apetece voltar ao Livejournal. Mais ainda do que aqui, no Livejournal estão pessoas que acompanho desde 2000/2001 e algumas acompanham a minha vida real, o que também não me permite escrever com liberdade total.

Aqui o que me assusta é não saber quem me lê. De todo. Aqui há uns tempos (uns anos?) lembro-me de deixar o desafio a quem me lesse de se acusar. Obtive pouquíssimas respostas face ao número de visualizações diárias do blogue. É assustador. Claro que eu consigo identificar 10/15 pessoas que deduzo que venham cá regularmente. Mas na maioria dos dias as visualizações do blogue são 10 vezes isso. Quem são as outras pessoas?

Continuarei com estas dúvidas. Continuarei a ponderar os destinos do blogue. Até lá, continuarei a escrever. Uns dias mais, outros menos. Uns textos mais censurados, outros menos. Uns textos mais lógicos, outros mais enigmáticos e sem sentido. Uns textos mais irrelevantes, outros de que talvez me arrependa no futuro.


Agora vou levantar o rabo da poltrona e vou correr. Coisa que não faço há mais de um mês. Vai correr bem, portanto.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Das coisas que me acontecem...

Hoje vim de vestidinho pipoca e de meias/collants/whatever/nunca sei o que lhes chamar.

Ao almoço, fui a um sítio onde almocei sentada no chão (o Tao, já agora), e acabei por sair de lá com um buraco numa das meias/collants/whatever/nunca sei o que lhes chamar.

Rapariga prevenida que sou, tenho sempre um par extra no escritório. Pois que fui trocá-las e ao vestir as novas, rompi-as também.

E não, não sou prevenida ao ponto de ter um segundo par extra.

E é isto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Das coisas de que me arrependo...

Arrependo-me de ter partilhado este blogue com algumas pessoas da minha vida real e agora querer escrever e não poder...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Das coisas boas que se fazem neste país...

Depois (e ainda durante) a iniciativa ComingOut, o Museu Nacional de Arte Antiga volta a surpreender e a mexer com o mundo das artes e da museologia no nosso país.

Hoje lançaram o projecto "Vamos pôr o Sequeira no lugar certo". A ideia é que todos os que queiram possam contribuir para que o museu consiga comprar a obra "A Adoração dos Magos", de Domingos Sequeira, um dos maiores pintores portugueses do séc. XVIII/XIX.

Domingos Sequeira Adoração dos Magos Coleção particular

Por cada 6 cêntimos doados ao museu podemos comprar um pixel e ajudar a compôr esta imagem. Eu já comprei os meus e espero que rapidamente se chegue ao valor final: 600 mil euros.

Estão à espera de quê? Saibam mais aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Do trabalho...

No início do ano, aquando da minha reunião de avaliação e definição dos objectivos para 2015, eu expliquei, fundamentando muito bem, que considerava os objectivos propostos demasiado ambiciosos. Na altura, a minha chefe disse que eu tinha uma perspectiva muito conservadora e as minhas sugestões não foram aceites.

Hoje, na reunião de equipa, com a maior parte dos objectivos a encarnado e alguns bem longe de serem atingidos, a mesma chefe disse-nos que tínhamos de nos esforçar muito nos próximos dois meses e que ia ser muito difícil conseguirmos atingir os objectivos. Que tudo era prioritário a partir de agora. Que tínhamos de dar o litro.

Eu ri-me para dentro e fiquei orgulhosa da minha perspectiva conservadora. Sou conservadora, sou. E gosto. E não, não me vou esforçar muito nos próximos dois meses. Não me vou matar a trabalhar para (tentar) atingir objectivos irrealistas. Não me vou matar a trabalhar quando a minha própria chefe admite que não sou devidamente recompensada. E não, não gosto desta minha atitude. E não, não me orgulho da mesma. Mas a minha paciência tem limites. As minhas forças têm limites. E, claramente, o meu foco nos próximos dois meses não vai ser o meu trabalho. Há coisas bem mais importantes com que me preocupar.

sábado, 24 de outubro de 2015

Dos recomeços...

Hoje começa uma nova fase da minha vida.

Hoje vou dormir a primeira noite na minha casa nova.

Já passei por muitas casas, já fiz muitas mudanças. Mas esta é a primeira vez que tenho uma casa pela qual sou verdadeiramente responsável. Não comprei casa. Mas, pela primeira vez, aluguei uma casa sozinha. Fiz um contrato em meu nome. Escolhi e decidi chamar a esta casa minha.

Hoje acabei as mudanças e, no meio de todo o caos de caixotes e sacos à minha volta, no meio de todos os medos e inseguranças, tento focar-me na esperança de que melhores dias virão. De que hoje se inicia uma nova fase e uma fase boa.

Sei que, como se diz por aí, as coisas ainda vão piorar antes de melhorar. Mas vão melhorar.

E nesta casa nova encontrei colada numa parede esta folha:


Não é a famosa citação do Trainspotting mas, por agora, ficará na parede. Pode ser apenas uma lamechice fruto da moda das frases inspiracionais que anda por aí. Mas parece-me um bom prenúncio. E não vou deitar fora algo que me parece um bom prenúncio.

Porque, mais do que nunca, a minha vida é minha. E eu espero fazer alguma coisa de jeito com ela a partir de agora.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Da bipolaridade do meu dia...

Numa reunião com um potencial parceiro/fornecedor, a minha chefe diz que eu tenho feito um excelente progresso e trabalho aqui no estaminé, reconhecendo que nem sempre com o devido reconhecimento e recompensa financeira. Momento "uau!" do dia.

Saio da reunião e passado pouco tempo recebo um e-mail dos RH a dizer que, ao contrário do que era suposto, os ordenados não vão ser pagos hoje. Momento "wtf?! f@t!x&!?l@" do dia.

Não há como não adorar trabalhar aqui!...


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Das coincidências...

Nunca li nada do Pedro Chagas Freitas. Sei que está na moda, sei que está nos tops de vendas, mas nunca li nada dele. Recentemente, fiz um like na sua página no Facebook e vou lendo algumas das coisas que publica, umas mais lamechas que outras, umas mais cliché que outras, umas mais interessantes que outras.

Hoje, ao entrar no Facebook via telemóvel, e por motivos que me transcendem já que nunca percebi a lógica do feed no telemóvel, que nada tem que ver com a versão online, deparei-me com este texto dele, de 29 de Janeiro de 2014, e no qual nenhum dos meus amigos fez like.

"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo,
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece,
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho,
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos,
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes,
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou,
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo."

E isto ter-me aparecido assim, no caminho, no dia de hoje, é certamente uma coincidência. Ai não que não é.


domingo, 18 de outubro de 2015

Das pessoas que cruzam o nosso caminho...

De vez em quando, a vida coloca no nosso caminho pessoas que mexem connosco. Pessoas que nos abanam e que nos fazem pensar.

Não é frequente, mas, por vezes, acontece. Estas pessoas obrigam-nos a parar e a olhar para a nossa vida. E, não raras vezes, olhamos para a nossa vida e não conseguimos deixar de perguntar o que andamos aqui a fazer.

Recentemente, uma destas pessoas entrou na minha vida. E essa pessoa deixou-me com vontade de fazer mais e melhor. O texto dos boicotes foi sobre isso. Não sei se vou ser capaz. Não sei se tenho em mim as forças, a vontade, as capacidades, para mudar realmente a minha vida. Mas a sementinha ficou cá plantada.

Pode ser que cresça e dê flor...

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...