Mais umas férias grandes que passaram. Grandes, grandes, é como quem diz. Passaram duas semanas de férias.
Não foram umas férias extraordinárias. Não fui a nenhum sítio paradisíaco. Não experimentei nenhuma daquelas coisas que toda a gente tem de experimentar antes de morrer. Não tenho fotografias dignas de capa de revista. Não fiquei num hotel de cinco estrelas nem comi em restaurantes de luxo.
Foram umas férias muito simples: na casa do costume, no sítio do costume, com a cara-metade e os enteados, com idas à praia, mergulhos no mar, bolas de Berlim, peixinho fresco e marisco, muitos livros, jogos de tabuleiro, cartas e alguns filmes.
Ainda assim, diversas vezes demos por nós a repetir que podíamos continuar naquela vida indefinidamente, que nada nos importaríamos.
A idade trouxe-me a limitação da ingestão de bolas de Berlim, mas também me trouxe o dom de saber apreciar as pequenas coisas. E estas pequenas coisas bastaram-me estas férias.
Só peço que para o ano haja mais do mesmo. Assim. Não peço mais.