Capuchos. Capuchinhos. Tomatinhos. Ou, na versão chique, Physalis.
Para mim: Açores, infância, o arbusto no quintal da ama do meu irmão quando lá fomos há vinte anos atrás.
Memórias em forma de fruta.

Capuchos. Capuchinhos. Tomatinhos. Ou, na versão chique, Physalis.
Para mim: Açores, infância, o arbusto no quintal da ama do meu irmão quando lá fomos há vinte anos atrás.
Memórias em forma de fruta.

As diferenças. A diferença. O que é diferente. O que não é igual. O que contrasta. O que se opõe. O que se complementa. O que se anula.
As diferenças.
Crescemos a ser formatados para aceitar as diferenças. Dizem-nos que não faz mal ser diferente. Dizem-nos, até, que ser diferente é bom.
E crescemos a acreditar, ou a tentar acreditar, que as diferenças não são obstáculos. As diferenças não são pedras no caminho. As diferenças aceitam-se. As diferenças ultrapassam-se.
E acreditamos tanto, tanto, tanto, que chegamos ao ponto de nos questionar sobre este aceitar das diferenças. Querer, com tanta força, aceitar as diferenças, não será simplesmente uma forma de teimosia?
Mais uma noite sem dormir.
Desta vez não é da doença, é da cura.
Comecei hoje o tratamento para exterminar a piquena bactéria que vive em mim e o meu estômago virou campo de batalha.
Já estou a imaginar a Dona Helycobacter a correr estômago fora, a esconder-se e a mergulhar nas profundezas do suco gástrico para não ser apanhada pela brigada de exterminação, de capacetes e escudos em punho.
É a verdadeira batalha do bem contra o mal.
Vamos ver quem ganha e, nos entretantos, sobra para mim sofrer com a intensidade do combate... Vale-me a Cookinha, sempre pronta a fazer-me companhia. E, sobretudo, a ocupar meia cama com seu corpo esbelto...
