domingo, 22 de junho de 2014

Do meu dia de hoje...

Hoje levantei-me às sete e meia da manhã para ir fazer uma caminhada de 7 km debaixo de chuva e vento.


Como é que me enganaram? Havia vinho, broa e filhoses pelo caminho. Fácil, fácil.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Dos Globos de Ouro...

Não, não vou comentar os vestidos dos Globos de Ouro. Tanta gente por aí, muito mais entendida que eu, que não perdeu tempo a fazê-lo. O que é que eu podia acrescentar tanto tempo depois? Nada. Portanto, ciente das minhas incapacidades, eu não comento os Globos de Ouro. Eu bebo os Globos de Ouro.


(e sim, podem trazer os Globos de Ouro à minha mesa, mas não me podem tirar a toalha-mais-pindérica-do-mundo-com-bolinhas-coloridas)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

Do tempo que (não) passa (mais)...

Faz hoje um ano, nesta mesma casa em que me encontro agora, comemorámos o 95º aniversário da minha avó. Comprámos um bolo, comprámos velas, cantámos os parabéns e ela soprou as velas, pela última vez.

Parece que foi ontem. Olho para o sofá e vejo-a ali. Muito magra, muito encolhida, mas a celebrar 95 anos de vida.

Não consigo imaginar o que é viver 95 anos. Não consigo imaginar a sensação de ver tantos anos passar, tanta gente, tanta vida, tanta morte.

Entristece-me pensar que podia ter feito mais. Que podia ter ligado mais. Que a podia ter vindo visitar mais vezes.

No fundo, pesa-me a culpa.

Não vou dizer que tinha uma relação espectacular com a minha avó, que ela era a melhor do mundo, que era tudo perfeito.

Mas era a minha avó. Mesmo quando dizia disparates que nos magoavam. Mesmo quando nos dava ordens e punha a dispunha. Era a minha avó.

A minha avó que me comprava ovos Kinder e línguas de gato. Que me comprava sempre um folar na Páscoa (e que eu não voltei a comprar desde que ela deixou de mos oferecer). Que fazia castanhas cozidas com erva doce de cujo cheiro ainda me lembro. Que ouvia sempre a Renascença de manhã e tomava nota dos números do Jogo da Mala. Que nos levava ao Jardim da Estrela e da Parada. Que jogava Bingo e à Bisca connosco.

Numa relação imperfeita, que era a nossa, era a minha avó. Que hoje não está cá para comemorar o seu 96º aniversário. Talvez esteja num sítio melhor. Ela acreditava que sim. Talvez esteja com o meu avô. Espero que sim. Por ela, quero acreditar que sim.


quinta-feira, 29 de maio de 2014

Das coisas que me cansam... - III

A minha inconstância.

É tão difícil, Senhores!

De manhã sol, à tarde chuva, à noite vento.

Cansa. Cansa tanto.

Pudesse eu ser um mar calmo, sem vento, sem ondas, ter um sol a brilhar no alto e um céu azul como pano de fundo.

Era tão mais fácil.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Das coisas que me cansam... - Parte II

As pessoas que acham que sabem tudo. Que partilham um qualquer estudo, de uma qualquer universidade, afirmando verdades absolutas e reduzindo todos os outros à sua ignorância insignificante.

(hoje o tema do dia era o consumo de leite)

Das coisas que me cansam...

A quantidade de gente que vejo à espera de bebé. Entre amigos, conhecidos, colegas, e até pela blogosfera fora, parece que se multiplicam como cogumelos.

Diz que é bom para a natalidade. Ainda bem então.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Do dia da Mãe...

O dia da mãe foi, durante muitos anos, um dia que me provocava sentimentos agridoces.

A relação com a minha mãe é, desde há alguns anos, inexistente. Antes de passar a inexistente foi, durante alguns anos, conturbada. 

E isso, naturalmente, moldou a forma como encarava esse dia. Passei por muitas e variadas fases. Passei pela fase de ficar triste, por ver os meus colegas de escola a prepararem presentes para este dia e falarem dele com alegria. Passei pela fase da revolta, por não perceber a mãe que (não) tinha. Passei pela fase da pseudo-indeferença, em que me convencia a mim mesma que este dia não interessava nada e era um disparate.

Aprendi, a duras penas, que ser mãe não significa nada. Mãe não é mãe. Deve ser dos clichés que mais me irrita. Deve ser das coisas que fez mais pela minha tolerância perante os outros. As relações familiares de nada valem. Nada dizem. Nada significam. Deixei de criticar os outros no que às relações diz respeito e sigo a velha máxima "cada um sabe de si".

Passei muitos anos a tentar aprender a lidar com isto. Com esta não-relação. Com este desapego. Com este sentimento contra-natura (ou apenas contra o que nos ensinaram que era natural). Sei que ainda me faltam alguns anos de terapia para ter este assunto inteiramente resolvido, mas estou melhor. Bem melhor.

E estou melhor também porque aprendi que o estatuto de mãe se adquire. Se conquista. Se merece. Ser mãe não é um estatuto conferido por uma certidão de nascimento. Ser mãe é um estatuto que se consegue por se ser mãe (passo a redundância): consegue ser mãe quem se preocupa, quem cuida, quem protege, quem chora, quem ri, quem dá palmadas, quem dá abraços, quem consola, quem ralha. No conceito de ser mãe, o que verdadeiramente importa é o ser. O fazer.

E isso, a vida deu-me. A vida deu-me a minha boadrasta. Tarde na vida. Mas ainda a tempo. A tempo de me mostrar o que é isso da relação mãe e filha. Uma relação de momentos bons e maus. Uma relação de partilha, de confiança, de respeito. Uma relação em que ralhamos, refilamos, apontamos o dedo, com a confiança e a intimidade de quem tem sangue do mesmo sangue. Uma relação em que sorrimos, rimos, partilhamos vitórias e alegrias, com a confiança e a intimidade de quem tem sangue do mesmo sangue.

Uma mulher não é mãe por dar à luz. Uma mulher é mãe se, apenas e só, se fizer mãe.

sábado, 3 de maio de 2014

Das fotografias que dão alegria...

Está inaugurada a época balnear em grande força e a praia está cheia de gente.

Para mim, inaugura-se a época da sangria na esplanada.

Bem-vindo Verão!

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...