sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Do calendário do Facebook...

No meu Facebook multiplicam-se os votos de parabéns e desejos de feliz dia.

Já o ano passado se passou o mesmo. Fazer o quê? Os Senhores do Facebook entendem que eu faço anos hoje. A alternativa talvez fosse ignorar a data. Não fazer anos de todo. O que até não seria mal pensado. Mas não. Pois que dizem que faço anos hoje e algumas almas menos bem informadas mas muito bem intencionadas, felicitam-me hoje.

E eu, ingrata e mal-humorada assumida, faço o quê? Não faço nada, pois. Amanhã logo respondo a todos. Aos que me derem os parabéns hoje e aos que derem amanhã.



É todo um drama isto de ter nascido num dia que não existe!...




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Das idas ao médico...

Sabes que já fizeste demasiadas ecografias na vida quando...

... és tu que perguntas à médica se a mancha que vês no ecógrafo é o teu mioma, em vez de ser ela a dizer-te o mesmo...

Pois que sim, ao fim destes anos todos, estou perita em ecografias ao útero e vizinhança afim. 

O mioma continua lá. Não cresceu. E saber isso foi tirarem-me vinte quilos de cima. Mesmo. 

Enquanto ele se mantiver quietinho, eu não tenho de tomar nenhuma decisão. E, god knows, eu detesto tomar decisões.

Não me livrei da recomendação de ter filhos, mais uma vez. Mas já não é tão premente.

Assim sendo, deixai-me estar na minha vidinha, com meu pequeno alien dentro de mim.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Do meu fuso horário...

Estava aqui eu maravilhada, fascinada, deliciada e outras coisas acabadas em -ada, com o meu puré de batata e cenoura e o empadão que acabei de pôr no forno, quando olhei para o telemóvel e vi que eram nove e quarenta.

Para onde é que foi o tempo mesmo?...

Daqui se conclui que:
1) eu perco-me na cozinha
2) esta semana promete
3) a minha necessidade de me distrair para não pensar no dia de amanhã é tanta que dá nisto

Façam as vossas apostas...

Das coisas que me perturbam...

Se há coisa que me faz confusão, é o cinismo. Palavra que é. Podia ser a burrice, a incompetência, a indiferença, a altivez. Mas não. É o cinismo.

É o usar-se falinhas mansas para enganar os outros. É o sorriso forçado. É a simpatia exagerada. Tudo com um propósito. Tudo com um objectivo. 

Faz-me confusão, pronto. Prefiro que digam de mim que tenho mau feitio, que estou sempre a refilar, que sou fria e fechada, que sou antipática, até. Mas, pelo menos, não faço sorrisos por saber que me vai dar jeito, não cultivo pseudo-amizades para disso tirar algum proveito.

Isto revolta-me as entranhas. Mesmo. Fisicamente deixa-me mal-disposta. Sobretudo em casos que me tocam, sobretudo quando o fazem com as minhas pessoas.

Deixai-me ter mau feitio. Deixai-me ser rabugenta. Mas sabereis sempre com o que podes contar daqui.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Do estar bem ou não estar onde eu não estou...

De cada vez que vejo um anúncio de uma bolsa de investigação na minha área apetece-me concorrer.

Apetece-me enviar o CV, uma carta bonita, dizer que era mesmo aquilo que gostava de fazer.

Mas depois lembro-me que a bolsa tem um prazo de seis, nove, doze meses no máximo. Que quando estive como bolseira passaram-se meses até receber o primeiro ordenado. Que existem contas para pagar. Que tenho um emprego estável e que até fui promovida e aumentada.

E acordo para a vida.

Mas eu queria. Queria muito. Queria voltar a estudar, a investigar, a pesquisar. Queria que a arte voltasse a preencher os meus dias, que enchesse os meus pensamentos noite e dia.

Mas do querer ao poder vai tanto!...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Das conclusões a que chego...

Sabes que ainda não estás pronta para ter filhos quando...


Vês uma foto de um bebé de poucas semanas e só te ocorre: "que feio!!!"...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Das coisas que nunca pensámos fazer...

Mandar um mail a pedir que retirem dois euros ao aumento de salário que nos propuseram.


Ah! O maravilhoso mundo dos escalões do irs...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Das coisas que nos fazem sorrir...

Acabei de ligar para a pessoa que possivelmente me vai substituir para lhe marcar entrevista de trabalho com a minha chefe.

A alegria, a surpresa, a felicidade da pessoa do outro lado por ter recebido este telefonema foi absolutamente contagiante. E eu, talvez indevidamente, não pude deixar de me sentir também feliz por ter sido a portadora desta boa notícia.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Das conversas que me deixam a meditar...

Hoje, à hora de almoço, numa esplanada a beber café e a apanhar um Sol que me soube pela vida, falava-se de relações. Sobretudo, de fracassos de relações.

Curiosa esta coisa da idade. Esta coisa de crescermos. Esta coisa da nossa visão do mundo mudar. Chama-se aprender, dizem.

O certo é que eu aprendi muito sobre mim nos últimos anos. E uma das coisas que hoje percebi que aprendi foi a conhecer-me melhor e a reconhecer as minhas falhas. Que são muitas.

Se há coisa que aprendi é que tenho de ser mais compreensiva. Mais tolerante. Tenho de ceder mais.

Não é fácil. Não nasci rodeada de compreensão nem de tolerância. E, digam o que disserem, somos em adultos aquilo que vemos ser em crianças. E eu sou assim.

O que não quer dizer que não possa mudar. Que posso. Reconhecê-lo é só o primeiro passo.

A seguir, é pôr em prática.

E a primeira lição a pôr em prática é: há guerras que não vale a pena ter. E isto aplica-se a tudo: relações amorosas, familiares, profissionais, amizades. Há guerras que são um puro desperdício de energia. E que só moem. E que não levam a nada.

Há guerras que até podemos ganhar, mas os danos colaterais que provocam não compensam em nada aquilo que achamos estar a ganhar.

Além disso, devemos focar as nossas energias naquilo que é realmente importante. Vale a pena discutir com alguém por causa de dez coisas diferentes? Dez discussões? Dez guerras? Dez novas feridas e cicatrizes? Ou não será mais interessante aprender a lidar com nove coisas que até nem são assim tão importantes e concentrarmo-nos a lutar por aquela que é realmente crucial?

E sim, eu já perdi muito tempo com guerras desnecessárias. Eu já desperdicei muitas energias com discussões por coisas sem importância. Eu já foquei as minhas energias em coisas que não devia.

Mas sim, eu aprendi com isso. Aprendi que, por um lado, tenho de ceder, e, por outro, tenho de focar-me no que é realmente importante.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...