quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Das coisas fofinhas do meu dia...

- começar o dia com uma caminhada de três quilómetros;

- antes das oito e meia da manhã estar a receber mails de uma colega que uma vez na vida chegou mais cedo e quer ter a certeza que toda a gente fica a saber;

- chefinha dar-me um excel com 2200 nomes e dados para segmentar e, não sendo isso mau o suficiente, ter que levar com o último nome que me apetecia ver à frente;

- baldar-me a uma inauguração porque é muito melhor vir para casa falar com a Cookie do que partilhar tempo e espaço com gente estranha. Eu adoro arte, mas a verdade é que a maior parte dos artistas e gentes do meio não se aguenta;

- e agora vou ali pensar na minha auto-avaliação para a avaliação anual do estaminé. Coisa bonita e interessante, portanto;

- entretanto lembrei-me que devia ter estudado Francês para o teste de amanhã e não estudei nada (eu trabalho num sítio deveras fofinho onde tenho direito a aulas de Francês e em Fevereiro vou fazer o exame da Alliance Française - só porque sim).

Espectacular o meu dia, não?

Dos frutos de uma insónia que me fez acordar às seis da manhã...

Porque no que diz respeito ao Amor, somos todo uma grande casa em permanente construção.

Temos as nossas fundações, que somos nós próprios, aquilo de que somos feitos, as nossas crenças, o nosso passado, os nossos sonhos, as nossas cicatrizes. 

Depois das fundações, vamos construindo o resto da casa. Construímos as paredes. Construímos janelas de onde vamos espreitando. Construímos uma porta.

E um dia abrimos essa porta. E deixamos alguém entrar.

Primeiro, para o hall de entrada, timidamente. Depois, a pouco e pouco, para o resto da casa.

E vamos continuando a construir a casa em conjunto com a pessoa que acreditámos ser a certa para um projecto de vida. Escolhemos de que tom queremos pintar a nossa vida. Escolhemos o colchão e o sofá que nos dão conforto. Escolhemos a decoração. Tiramos fotografias e penduramos molduras. Criamos memórias. Criamos raízes. Instalamo-nos e deixamos que se instalem.

Construímos a nossa casa acreditando que é para a vida. Que é aquela a nossa zona de conforto, que nos protege, que nos abriga, que nos dá os momentos bons e os menos bons, mas que é parte de nós.

Mas, a pouco e pouco, a casa vai-se degradando. Há uma pequena infiltração na casa-de-banho. Há um cortinado que se rompe. Há uma moldura que cai e se parte. Vamos pondo remendos, vamos reparando, vamos substituindo o que é substituível. Mas há infiltrações que corroem a estrutura, que minam o interior da casa, que chegam às fundações.

E a casa vai ficando instável. A casa vai abanando. Pelas frestas das janelas mal vedadas vai entrando frio. E percebemos que a nossa casa, o nosso porto de abrigo, já não nos é tão confortável. Já não é o nosso sítio perfeito. As cores que escolhemos já não nos agradam. O colchão dá-nos dores nas costas. As molduras penduradas retratam momentos de que já não nos lembramos. 

Aos poucos, a nossa casa deixa de ser a nossa casa e transforma-se num velho edifício degradado a que não nos apetece regressar.

Até que um dia há um terramoto e a casa cai. A casa desfaz-se. A casa fica  destruída. Não há nada a fazer. Não temos em nós forças para a reconstruir. Não temos em nós vontade para a reconstruir. E, no fundo, sabemos que mesmo com toda a força e vontade do mundo, não haveria nada a fazer. Aquele projecto a dois caiu por terra.

Resta-nos limpar os escombros. Deitar fora o entulho que fica. Deixar novamente a descoberto as fundações. Repará-las. Fortificá-las. Reconstruir o que foi destruído. Aceitar as marcas que ficaram e torná-las parte de nós. Das nossas fundações. As fundações que, por mais terramotos que haja, por mais abanões que sofram, nada pode destruir.

Das fotografias que dão alegria... - Day 9

Bom dia Lisboa!


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 8


Mais uma fotografia que não é de hoje, obviamente. Tem sido alguma a batota, mas tenho tentado pôr aqui qualquer coisa. Escrever qualquer coisa.

O que eu não dava para me enfiar agora num avião e ir passar uns dias a qualquer lado!... Mas não, com o dinheiro de uma mini-viagem paguei ontem o seguro de saúde para o ano inteiro. Bem mais importante, mas tão mais desinteressante!...

Se alguém quiser oferecer um bilhete, Londres, Barcelona, Paris, Amesterdão e Berlim estão no topo das prioridades. Eu agradeço e a minha sanidade mental também.

Das considerações sobre os dotes alheios...

Perdoai as generalizações, Senhores. Perdoai.

Mas, sinceramente, os homens são burros. São burros, pronto. São fortes e capazes e com muitos e variados dotes. Mas a inteligência não é um deles.

E a maior burrice de um homem, Senhores atentai bem, é subestimar a inteligência de uma mulher. E fazem-no tantas vezes, Senhores! Pobres deles, que o fazem tantas vezes!...


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 7


Em dia de fazer a cama de lavado (já disse que adoro dormir em camas feitas de lavado?), fica uma fotografia de um detalhe do cobertor que tenho posto na cama.

Não é o mais bonito. Mas é, seguramente, o mais antigo que conheço. Lembro-me deste cobertor há mais de vinte anos. Há inclusivamente fotos minhas em que aparece este cobertor, com mais de vinte anos.

Este era o cobertor que eu e o meu irmão usávamos quando vivíamos na casa de Queluz para, entre o móvel da sala, o sofá e a mesa de apoio, criar a nossa tenda, os nossos esconderijos, ou simplesmente uma muito pseudo-cama de rede, onde convencíamos o meu pai a deixar-nos dormir.

Não é o mais bonito. Mas é, seguramente, o mais especial.

Das campanhas que nos deixam a sorrir...

A Santini lançou uma campanha para acabar com o abandono dos gelados no Inverno.

Ide ver o vídeo, ide!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Das fotografias que dão alegria... - Day 6



Esta foto também não é de hoje, obviamente. E não sei se já a teria posto aqui.

Preciso de férias. Urgentemente. Só estou à espera de saber como fica a minha vida lá no estaminé para pegar em mim e na Mary Cookie e rumar ao Sul. Onde esta foto foi tirada. A Lagos. Onde ainda não fui capaz de voltar. Mas onde sei que tenho e devo voltar.

Da minha carreira perdida na representação...


Curiosa esta sensação de entranhas revolvidas.

Este arrepio frio, esta vertigem, este não sentir o chão.

Há um aperto no peito. Um nó na garganta. Uma sensação de queda.

É difícil descrever o que sinto. É uma sensação que senti apenas raras vezes. Felizmente. Porque é das piores sensações que já senti.

Curiosa também a imagem que têm de mim. Eu sou a má da fita. A cabra. A fria. A racional.

Devia ter ido para o teatro. Talvez ganhasse algum dinheiro a fingir o que não sinto.



Das constatações matinais...

O facto de eu não demonstrar as minhas emoções, não significa que não as tenha.

Esclarecidos?

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...