quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Das minhas dúvidas sem fim... - Parte II

Vocês são os piores. 

Então eu venho aqui à espera que me digam que eu sou maluquinha, que me mandem ter juízo, que é um disparate gastar um balúrdio só para ir ver um concerto... E vocês dizem para eu ir em frente?...

Pior, já dei comigo a ver os preços dos vôos e afinal não é assim tãooooooo caro. E indo pela TAP então, parece-me perfeitamente exequível...

E o juízo, senhores? O juízo onde está?



É por estas coisas que isto da blogosfera é viciante. Porque há uma espécie de solidariedade insana que nos une. Incompreensível. Mas real.

Das minhas dúvidas sem fim...

De 0 a 10, quão insano é eu querer ir à Florida só para poder assistir a um concerto dos Radiohead no dia do meu aniversário?...





Atentem em dois factos: eu só faço anos de 4 em 4 anos, logo, é um grande evento; não vejo os Radiohead ao vivo desde 2002 e o concerto deles no Coliseu foi um dos melhores concertos a que já assisti. Ever.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Da minha mais recente ida ao cinema...


Ontem fui ver o Meia-Noite em Paris. E gostei. Mas ainda estou a tentar perceber se o filme é genial ou se é, simplesmente, pateta.

Ia um bocadinho receosa. Os filmes do Woody Allen não são filmes óbvios, filmes fáceis. Alguns adoram-se. Alguns detestam-se. E este eu adorei.

O filme apresentava, quanto a mim, várias questões. A primeira, desde logo, por ser passado em Paris. É que eu não gosto de Paris. Não gosto. Ponto. Mas, apesar disso, nos últimos tempos já andava com vontade de voltar a Paris. E depois de ver este filme... Eu tenho de ir a Paris! Urgentemente. O filme está tão bem feito que consegue pôr-me a sorrir e a sonhar com uma cidade de que eu nem sequer gosto...

A segunda questão prendia-se com o actor principal. Não é um actor de quem eu goste particularmente. E achei uma escolha curiosa por parte do realizador. Mas, mais uma vez, a verdade é que gostei de o ver no papel de Gil. E, sim, identifiquei-me com ele em muitas coisas. Possivelmente, terá que ver com este momento da minha vida. Mas a verdade é que achei piada àquela ingenuidade, àquela paixão pelas coisas simples, pela chuva, àquela vontade de regresso ao passado. E, tal como ele, também eu percebi que a nostalgia é muito gira mas que o passado está bem é no passado. Agora, é fácil olhar para trás e pensar que "naquele tempo é que era bom". Agora, é fácil olhar para trás e só pensar nas coisas boas. Mas não há idades de ouro. Não há épocas perfeitas. O passado é o passado. A única idade de ouro é a de agora, é a de hoje, é a do presente. Essa sim, é o que nós quisermos que seja. Como diria um grande senhor: O que lá vai já deu o que tinha a dar... Agora o que importa é o que fazemos da nossa vida actual e do nosso futuro!

A terceira questão prendia-se, obviamente, com o tema e a história. Um filme que faz uma viagem ao passado e em que aparecem alguns dos meus artistas favoritos, tem tudo para ser ou um grande filme ou o pior filme de sempre. Mais uma vez, Woody Allen fez um grande filme. Os meus artistas estavam muito bem. Muito eles. Era inevitável soltar uma gargalhada de cada vez que mais um deles aparecia em cena. Se, para muita gente, falar na Gertrude Stein ou na Camille do Rodin, é o mesmo que falar de espécies de cogumelos, para mim, é falar da minha vida. Achei o Dalí genial, o Toulouse-Lautrec delicioso, o Gauguin perfeito... Só tenho algumas dúvidas em relação ao Picasso, mas também já seria exigir demais! Para alguém que estudou estes artistas e, em alguns casos, leu sobre as suas vidas privadas, é realmente interessante vê-los assim, em filme, e não ficar desiludida.


Saí de lá a sentir-me pateta (perdoem, mas era a palavra que mais me ocorria quando saí da sala de cinema). A sentir-me leve, a sentir-me apaixonada, a sentir-me com vontade de voltar a Paris, a sentir-me com vontade de ler mais e mais sobre todos eles. Saí da sala de cinema como há muito não saía. Saí a sentir-me cheia, preenchida, enriquecida. É um bom filme. Um excelente filme. Mas continuo indecisa entre a genialidade da ideia, ou a patetice de nos fazer viajar no tempo e sonhar.

sábado, 5 de novembro de 2011

Do meu mais recente amigo...


Será um chapéu de Sol?

Do chá de limão... - Parte II

Eu acreditei, piamente, que dois dias depois estaria bem. Mas parece que não. Parece que hoje ainda acordei pior. A febre e a dor de ouvidos já me largaram, mas agora instalou-se a tosse. Não é mau, perder dois sintomas e ganhar um. O problema é que dores de garganta e tosse não combinam.


E nada disto combina com os meus planos para hoje.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dos senhores que trabalham neste país...

Por volta das 14h liguei para a linha de apoio da Multicare. Disse que queria fazer um seguro de saúde e queria mais algumas informações. Disseram-me que iam passar aos colegas que tratam disso. Lá passaram. Pois que esses colegas não me podiam atender na altura. Pediram-me os dados e o contacto e disseram que me ligavam.


Pois. Até agora, nada.


Esta gente nem para receber dinheiro e ganhar novos clientes se mexe. Começamos bem.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Do chá de limão...

Ainda agora começou o frio e a chuva e eu já estou doente... Fantástico!




Assim sendo, dá-se dor de garganta a quem prometer estimá-la...

Das pequenas notas...

Menos. Muito menos. Muito, muito menos.




















Não liguem. É só mesmo uma notinha para mim, para me lembrar disto amanhã quando chegar aqui e o meu cérebro já estiver recuperado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Das coisas em que eu penso...

Um dia, hei-de encontrar alguém que goste tanto de me fotografar a mim como eu gosto de fotografar os outros. 






*Ou isso, ou compro um tripé de jeito e começo a fotografar-me compulsivamente... Pois.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...