quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Do nosso meio artístico...

Se há coisa de que, cada vez mais, me apercebo é que o nosso meio artístico é muito diminuto. 

Basta frequentarmos algumas salas de espectáculos e, mais tarde ou mais cedo, damos por nós a reconhecer certas caras. Os que vão ao teatro são sempre os mesmos, os que vão ao bailado são sempre os mesmos, os que assistem a recitais de piano são sempre os mesmos. E se isto é assim em Lisboa, não imagino como será no resto do país.

Acaba por ter a sua piada. Mas é revelador de uma falta de hábitos culturais na nossa cidade. Há espectáculos mais baratos, espectáculos mais caros, espectáculos gratuitos, espectáculos insuportáveis. Mas há muita variedade. E é pena haver tão pouco público.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Do estado do mercado de trabalho...

Acabei de responder a mais três anúncios de emprego. E aposto que vão ser mais três sem resposta.

Do Casamento do Ano... - XII

Cá estou eu para falar da despedida de solteira. Foi uma trabalheira (eu e as pessoas, as pessoas e eu...) mas valeu bem a pena.

Acho que (quase) toda a gente gostou e, acima de tudo, a noiva gostou. E isso é o que importa.

Ora então... Sábado lá nos encontrámos à porta de casa da noiva, sem ela saber para onde ia. Destino? Almourol. Escusado será dizer que em cada saída da Auto-Estrada eu perguntava à noiva se ela achava que seria naquela... Pelo caminho, ainda nos perdemos graças ao bendito GPS e ainda andámos por uma estrada de meter medo ao susto de tão cheia de buracos e tão vazia de civilização que era... Mas há que ter aventuras para contar, certo?

Chegadas ao restaurante, lá almoçámos. E bem, diga-se. Seguimos depois para um passeio de barco até ao Castelo de Almourol, que depois visitámos e onde tirámos as fotos da praxe.

Já tarde, bem tarde, era chegada a hora de nos fazermos à estrada, para o sítio onde íamos jantar e dormir. Como não era suposto a noiva saber onde era (apesar de haver quem se tenha descaído durante o almoço...), tivemos de obrigá-la a pôr uma venda nos olhos, o que ainda deu direito a umas boas gargalhadas e umas quantas palhaçadas. 

E para onde fomos nós? Para a quinta onde estavam os homens todos. Pois é, os noivos tinham dito que queriam uma despedida em conjunto e foi isso que lhes demos. Eles foram andar de kart, nós fomos passarinhar, mas o jantar e a noite foram em conjunto.

Na quinta preparámos algumas actividades, jogos e palhaçadas, mais ou menos típicas das despedidas. O ponto alto? A guerra de balões de água. Sim, fizemos uma guerra de balões de água. E não há nada como 30 pessoas com idade para ter juízo a correr e a gritar e a atirar balões de água. Eu fiquei encharcada, com o vestido a escorrer água mas chorei a rir. Foi bom voltarmos à infância por uns momentos! Muito bom mesmo.

Depois do jantar, o típico jogo das perguntas com direito a presentes ou shots consoante a resposta estivesse certa ou errada, e ainda com direito a ajuda do público e a ajuda telefónica. 

De resto, muita comida, muita bebida, muita música, muita galhofa, muita fofoca (gajas!), muito riso, muito tudo. Sim, também houve muitas lágrimas. Fazer o quê?

Mas o melhor foi no dia a seguir... Apesar de muita gente não ter ficado para dormir, e de outra tanta ter partido no Domingo cedo, a melhor parte foi mesmo a tarde e a noite de Domingo... Foi quando acampámos no alpendre. Eu acordei e fui para o alpendre, fui tomar banho e voltei para o alpendre, fui almoçar e voltei para o alpendre, e fui jantar e voltei para o alpendre. E quando digo eu, digo todos os que lá ficámos. Entre camas de rede, baloiços e espreguiçadeiras, não havia quem nos tirasse de lá... E há lá melhor coisa do que estar todo o dia na conversa e no não fazer nenhum com as nossas pessoas?... Não há. Mesmo.

Além das interrupções para jantar, ainda nos levantámos durante uma boa meia-hora para ir apanhar amoras (já secas...) e caracóis (podem imaginar que eu não participei nesta parte). Há quem queira despedidas de solteiro/a com striptease, na nossa família é mais com apanha de caracóis... Ainda bem que há gostos para tudo!

Acabámos por lá dormir de Domingo para Segunda, e Segunda lá arrumámos tudo e  fizemos-nos à estrada. Próxima paragem? Pequeno-almoço numa esplanada em Alverca. Já éramos só quatro resistentes, mas a vontade de não fazer nenhum continuava. Como já não tínhamos o alpendre, acampámos no nosso terraço preferido e ficámos para almoçar. À tarde, e com muito esforço, lá nos mexemos e eu e a noiva fomos arranjar as unhas (a loucura da agitação!...). Claro que, depois de tão grande esforço, voltámos para o terraço... E claro que, depois de três dias tão cansativos, ainda tivemos de ir jantar ao Sushi Time, porque ninguém tinha forças para cozinhar!

Pode haver melhor despedida de solteiro do que três dias de quase-férias com as pessoas de quem mais gostamos?... É que eu acho que não. Mas hei-de perguntar aos noivos.

E como já escrevi um testamento, ficam as imagens...


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dos vírus...

Mais alguém recebe a dita mensagem ao entrar aqui no estaminé?

Do Casamento do Ano... - XI

A despedida de solteira começou Sábado e só acabou ontem. Já podem imaginar. 

Agora, estou a tentar convencer-me que tenho de trabalhar, depois de três dias de não-fazer-nada-e-só-parar-para-comer-e-beber. 

Quando conseguir, hei-de cá voltar.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Da minha impaciência culinária...

Vamos lá ver uma coisa. Eu quando me decido a fazer uma receita, é para fazê-la. Não é para fazer meia receita, aguarde e reserve durante uma hora, e depois continue.

A modos que isto não dá para mim. Claro que já disse que se calhar só 45 minutos não faz mal. Passado um bocado, já dizia que meia-hora deve dar...

E agora estou aqui a contar os minutos porque nem um quarto de hora passou.

Eu quando quero cozinhar, quero cozinhar. Não quero estar à espera. Já arrumei a cozinha toda, já pus os materiais e os ingredientes milimetricamente arrumados e preparados para a segunda parte da receita. Agora quero cozinhar!!!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Do Casamento do Ano... - X

E este fim-de-semana temos a grande despedida de solteira. Tem estado a ser uma trabalheira organizar tudo, mas acho que vai valer a pena. Acho que a noiva vai gostar, é a cara dela, e isso é o que importa.

Obrigada por todas as ideias, dicas e sugestões.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Da minha falta de vontade para trabalhar... - II

Dom computador achou por bem pôr a tocar uma música tua... Que eu também não ouvia há para lá de muito tempo. 

Faz-me sorrir e impede-me de trabalhar. Mas é bom sorrir a ouvir a tua voz e pensar o que será feito de ti... Faz-me lembrar os tempos em que o intercidades Lisboa-Coimbra era o meu melhor amigo, e em que punha os phones e acreditava, piamente, que tu estavas ali a cantar só para mim...

Da minha falta de vontade para trabalhar...

Estou a ouvir a Disarm, dos Smashing Pumpkins. 
Não a ouvia há para lá de muito tempo...

Das futilidades...

Serei eu a única a usar rímel transparente?

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...