terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Das colheres de café...


Ei-las, finalmente, as minhas lindas e maravilhosas e espectaculares colheres de café! São em prata inglesa, de Sheffield, e são de 1932. E eu adoro-as! E adoro-as tanto que já vêm mais seis a caminho!




A qualidade das fotos é que não lhes faz justiça, coitadas... Mas a fotografia não é o meu forte!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Da noite de Sábado...

A noite de Sábado foi mais uma noite de teatro, no Teatro Nacional D. Maria II. Desta vez, a peça eleita foi Blackbird, de David Harrower, com encenação de Tiago Guedes, e com Miguel Guilherme e Isabel Abreu nos papéis principais.



Gostei, mas não adorei. Estava à espera de mais. Já tinha visto a peça de estreia do Tiago Guedes, The Pillowman, e estava à espera de algo ao mesmo nível. Mas claro, isso era pedir demais, já que The Pillowman foi das melhores peças que já vi em teatro, e a única que, com toda a certeza, gostaria de rever. A peça é interessante, as representações são muito boas, e o tema, polémico, consegue cativar-nos. Nesta peça, assistimos ao reencontro, após 15 anos, de um homem e uma mulher que se relacionaram quando ela tinha apenas 12 anos. Cada um interpreta à sua maneira esta história: foi abuso sexual? foi amor? de quem foi a culpa? É uma peça forte, violenta, pesada. Tem pequenos momentos cómicos, mas não é uma peça para nos divertir, é uma peça para nos fazer pensar. Não adorei, nem é daquelas peças que eu vá dizer a toda a gente para irem ver, mas também não posso dizer que não tenha gostado ou que foi tempo perdido. Valeu a pena para ver o Miguel Guilherme e a Isabel Abreu em palco. Diz quem sabe, que desde que ela se magoou (em cena), a qualidade da peça baixou um bocadinho de nível. Talvez. Talvez tenha sido por isso. Talvez não.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Das remodelações...

E porque este é um blogue poliglota, a linguagem de hoje é a da decoração.

Sexta-feira dediquei-me à casa-de-banho. Infelizmente, uma das paredes da nossa casa-de-banho estava cheia de buracos (não, não foram feitos por nós). Eu já andava há imenso tempo a dar voltas à cabeça para tentar tapar os malditos buracos. Já me tinha decidido por colocar umas molduras a tapá-los, mas não me conseguia decidir quanto às imagens/fotografias a utilizar. Já em desespero, comprei umas molduras e uns postais na IKEA. E deu nisto...

Antes:


Depois:


Agora, em vez de buracos, temos uns patinhos a olhar para nós! Não é a minha ideia de solução perfeita, mas, pelo menos, já não tenho de olhar para os buracos todos os dias, e os meus patinhos são muito simpáticos!

A dona Lady esteve sempre no seu poiso favorito, a controlar o processo e a certificar-se de que eu fazia tudo como devia ser:



E a propósito dos patinhos, aqui fica uma música que acho o máximo. Não consigo deixar de sorrir de cada vez que a ouço! Adoro a música, a letra, e agora o vídeo. Bons velhos tempos de Rua Sésamo!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Das coisas que me chocam... - II

Andava eu a actualizar-me quanto ao que se passa no país e no mundo, quando me deparo com uma entrevista sobre o suicídio e, mais concretamente, sobre o suicídio no trabalho. Vale a pena ler e parar para pensar um bocadinho no rumo que estamos a tomar nas nossas vidas.

Mas houve algo que me chocou profundamente e que eu acho que é digno de um dia das mentiras antecipado (só pode!).

Uma formação para o assédio?

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.
Está a descrever um cenário totalmente nazi...
Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.

Penso que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação – muitas empresas cujos quadros, responsáveis de recursos humanos, etc., são ensinados a comportar-se dessa maneira.


Digam-me que o senhor estava a mentir. Digam-me que não é possível termos chegado a este ponto. Digam-me que o ser humano não chegou a um ponto em que mata os animais domésticos (os outros sempre matou) só para marcar um ponto de vista. Digam-me qualquer coisa. Porque, se é assim que vivemos, quem tem vontade de ir ali cortar os pulsos sou eu. Não quero viver num mundo assim. Não quero.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Das coisas que eu gostava de ter... - I


Eu quero. E eu até preciso. E eu até faço anos este mês. Agora só me falta convencer alguém a oferecer-ma.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Das resoluções com um mês de atraso...

Hoje comecei a fazer dieta. Já devia ter sido em Janeiro, já, mas não foi. E é hoje.

Não é que eu esteja gorda. Que não estou. Mas não me sinto bem. Se me perguntarem quanto peso, não sei. Não é mesmo uma questão de kilos, é uma questão de não me sentir bem. Por isso, toca a fechar a boca, que é a melhor maneira de emagrecer!

Acabaram-se os doces, as bolachas, os aperitivos, e porcarias afins, que não são mais do que bombas calóricas, sem qualquer interesse nutritivo. Venham as sopas e as frutas! E muita água, intercalada com muito chá. É sobretudo, uma questão de comer melhor. Claro que o meu horário não ajuda, mas vou arranjar forma de combater isso.

E claro que não basta comer melhor, há que levantar o rabo da cadeira e mexer-me. Amanhã quero ver se ligo outra vez a Wii Fit e começo a fazer qualquer coisa, nem que seja meia-hora de step por dia. E pode ser que convença alguém a ir fazer umas caminhadas para a Expo duas vezes por semana. A ver vamos.

Quando tiver atingido o meu objectivo (que ainda não sei qual é, mas amanhã logo conferencio com o meu personal trainer da Wii Fit), venho aqui anunciar ao mundo!

The things I like... - II

Livros.


Gosto de livros. Podia dar-me para pior, não?

Sempre li muito. Muito, muito. Quando era pequena, e ainda na primária, devorava livros atrás de livros. Nunca me vou esquecer daquela que foi, para mim, uma das melhores prendas de aniversário de sempre: quando fiz dez anos, o meu pai ofereceu-me uma caixa cheia de livros. Era uma caixa daquelas que trazem as resmas de papel para as fotocopiadoras/impressoras, e estava cheia de livros da Enid Blyton. E eu adorei. E não descansei enquanto não os li todos. E não, eu não era uma nerd que passava a vida agarrada aos livros. Eu sou do tempo em que íamos brincar para a rua, em que fazíamos guerras de balões de água, e adorava passar horas a desenhar (dividia-me entre os vestidos para as Barbies e as plantas de casas), e desde cedo comecei a ficar colada ao computador (tínhamos um Amiga, com jogos que hoje dariam medo a qualquer criança/adolescente). Mas eu gostava mesmo de ler. E gostava de ter os meus livros arrumadinhos e ficar a olhar para eles.

Acho que hei-de estar eternamente grata ao meu pai por ter incutido em mim este gosto pela leitura e pelos livros. Sempre vivi rodeada de livros e não conheço ninguém que leia mais livros do que o meu pai. Só me chateia ele estar a entrar numa fase em que se quer desfazer dos livros porque diz que já tem muitos e que o futuro está nos e-books.

Acredito que sim, que esteja. Mas eu gosto dos meus livros de papel. Gosto muito. E uma das coisas que eu sabia, desde o início, que queria ter lá em casa eram estantes fechadas com portas de vidro para arrumar e proteger os meus livros. Podia não saber mais nada, mas isso era garantido. E agora gosto tanto de olhar para as minhas estantes e vê-los lá arrumadinhos!

Gosto de livros, de os ler, de os ver, de os tocar. Houve uma altura em que pensei fazer uma pós-graduação em Arquivística ou Biblioteconomia. Depois passou-me. E também pensei em fazer um mestrado em Paleografia. E também me passou, mas a vontade continua aqui. É difícil para as outras pessoas perceberem isto, mas dá um gozo tão grande ler o que alguém escreveu há quinhentos anos atrás. O meu problema é que gosto de tanta coisa, de tantas áreas diferentes. Mas, seja qual for a área, os livros estão e estarão sempre presentes.

Mas... Há sempre um "mas" (já se sabe!)... Esta paixão tem um problema. Eu, shopaholic me confesso, já gastei mais de uma centena de euros em livros este mês. Para uns é muito, para outros não é nada. Para mim, já é qualquer coisa. Mas a verdade é que me podia mesmo dar para pior, não? Vendo bem, se calhar há quem gaste este dinheiro por mês em tabaco. Eu gasto em livros. Podia dar-me para comprar umas calças da Salsa, ou uma mala da Guess, mas deu-me para comprar livros. Pesa-me a consciência, mas vai-me saber tão bem lê-los todinhos. Não é um pecado muito grande, pois não? Eu acho que não. E tento convencer-me que não. E que não tenho um problema de consumismo. São livros! Que mal é que tem?

É que eu gosto mesmo de livros.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Das Descobertas...

Ontem descobri que a Cacao Sampaka também vende chás. E hoje estou aqui a deliciar-me com um Rooibos com Baunilha. A dificuldade é mesmo escolher quais comprar a seguir...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Guilty pleasures...

Estou aqui a deliciar-me com uma coisa destas:


E está a saber-me tão bem...

Do fim-de-semana... - II

Antes de mais, tenho sono. Tenho sono e comecei o dia a deixar cair o meu termo, e agora ele tem qualquer coisa lá dentro a chocalhar. Não é um bom presságio, não.

Sábado tive mais uma prova de que vivemos num país de gente doida. Assim ao estilo República das Bananas. Saí do trabalho, após nove longas horas, passei no supermercado para comprar meia dúzia de coisas, e meto-me no carro em modo acelera porque ainda tinha um jantar inteiro para preparar para seis pessoas. Chego ao Eixo Norte-Sul e está tudo parado. Dez minutos depois, chego à saída para a 2ª Circular e o que é que eu vejo? 2ª Circular cortada. Cortada. A moda deve ter pegado com a CREL. Mas quem é que se lembra de cortar o trânsito na 2ª Circular? Não acho normal, não.  

Mas lá cheguei a casa e fiz, em tempo recorde graças à Bimby, um bacalhau com natas e um leite creme. O leite creme da Bimby é, para mim, qualquer coisa de divinal. Já o tinha comido muitas vezes, mas só ontem o fiz pela primeira vez. E é tão fácil e tão bom, que merece o lugar da minha sobremesa favorita se tivermos em conta o tempo de preparação/custos/prazer a comer. Nada bate o meu cheesecake, mas 12 minutos? Doze? Meter tudo lá para dentro, carregar nos botões e 12 minutos depois temos uma sobremesa feita? É por isto. É por isto que a Bimby vale os euros todos.

E posto isto, já estamos em Fevereiro. Fevereiro é o meu mês preferido. É um mês pequenino. É o mês em que eu, supostamente, faço anos (este ano é só mesmo supostamente). E é o penúltimo mês do meu estágio. Faltam só 28 dias para eu poder dizer: este mês acaba-se isto. E é tão bom! Só pedia mesmo um bocadinho de sol na próxima semana, pode ser? Vou ter dois dias seguidos sem trabalho, o que já não acontece desde Outubro, e sabia mesmo bem ir para a Quinta aproveitar um solinho! Sim?

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...