quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Já que tanta gente fala nisso....
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Só assim para começar...
sábado, 17 de outubro de 2009
E só por causa do post anterior...
Dos Updatis Longus...
Eu tenho tentado. Tenho tentado fazer disto um blog como os outros, em que se escreve todos os dias. Em que se contam coisas. Mensagens tendencialmente curtas mas interessantes. Mas perdoem-me. Eu não sou capaz. Eu sou de outros tempos. Quando comecei a escrever na blogosfera (e já não sei ao certo há quanto tempo foi isso mas as provas que ainda subsistem apontam para Setembro de 2001), ainda não era normal e comum escrever-se num blog. Hoje em dia, da Farmácia ao vizinho do lado, passando pelo nosso restaurante favorito e por aquela amiga que tem umas roupas giras, toda a gente tem um blog. TODA A GENTE.
E a minha relação com os blogs foi sempre muito possessiva. O meu blog, que não era um blog (mas isso agora pouco interessa), sempre foi meu. Meu, e de algumas amizades que foram surgindo pelo mundo virtual fora. Mas vivíamos felizes assim, no nosso anonimato, numa espécie de alter-ego virtual. Em que eu escrevia, escrevia, escrevia. Escrevia compulsivamente e não me preocupava nada com o que os outros pensavam. E escrevia bem. Mas agora não consigo. Deixei de conseguir escrever e até já aqui falei sobre isso. E isso perturba-me. Porque detesto pensar que possa ter perdido a capacidade de escrever. Por outro lado, acho que o cerne da questão está no facto de eu não conseguir escrever sobre o meu dia-a-dia, sobre a minha vida, sobre o quotidiano e as coisas normais. Nunca foi sobre isso que escrevi. Deve ser por isso que não consigo agora fazê-lo.
domingo, 11 de outubro de 2009
Dos devaneios... - I
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Das coisas que me chocam... - I
E como gosto tanto de gatos, não podia ter deixado de adoptar a nossa pulguita, quando o marido me veio com a história de que a mãe de um dos meninos dele tinha três gatinhos bebés para dar. Lembro-me perfeitamente de ele ter andado alguns dias a tentar convencer-me. E lembro-me do dia em que ele me convenceu, finalmente, e em que eu fui comprar tudo o que ela poderia precisar. Lembro-me de a ter ido buscar à porta do Jardim-Escola dele, à hora de almoço. Era tão, mas tão pequenina! Levei-a para casa e passámos a tarde a fazer descobertas: a comida, a água, a caixinha da areia, mil e um recantos para brincar. Ela era mesmo muito pequena (tinha cerca de 5 semanas) e, aproveitando o facto de eu estar a preparar o meu trabalho final de curso, passou as primeiras semanas lá em casa a dormir ao meu colo, enquanto eu trabalhava. À noite, dormia na minha almofada. O marido não dormiu nas primeiras noites, com medo de se virar e magoá-la. Ela era a coisa mais doce do mundo: ronronava imenso e lambia-nos compulsivamente quando chegavámos a casa ou quando queria colinho para dormir. Ainda hoje faz estas duas coisas. Mas tem o seu mau feitio de gata siamesa e, de vez em quando, é extremamente agressiva. E também não é muito sociável. Não gosta de visitas na sua casa, mas já há algumas pessoas que também têm direito a lambidelas quando lá vão.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Mas é bom ter o Outono de volta. Gosto do frio e da chuva, dos casacos e das botas. E já não era sem tempo!
Mas com a chuva voltam as minhas dúvidas quanto ao meu carrinho. Carros velhos e chuva não combinam. Mas ainda não estou nada convencida quanto à troca.
sábado, 3 de outubro de 2009
Dormi (muito) pouco porque cheguei (muito) tarde do emprego nº2, e tive de acordar cedo para vir para o emprego nº1. Tive dois pesadelos horríveis. Aliás, a sensação que tenho é que dormi pouco e o tempo que dormi foi todo passado com pesadelos. Um deles era digno de um argumento para um filme de terror de classe B. Acordei com uma neura enorme, completamente apática e sem vontade nenhuma de vir trabalhar.
Quando aqui cheguei e parei o carro ainda ponderei, ao tirar a chave da ignição, voltar a ligá-lo, arrancar, e desaparecer. Mas claro está que esta ponderação durou uns bons três segundos.
Ando stressada, cansada, ansiosa, com mil e uma coisas na cabeça. Há uma série de coisas que preciso de ver resolvidas para voltar a ter calma. E não estou a conseguir resolvê-las. A ver vamos.
A juntar a isto, há uma crescente saturação em relação ao meu emprego nº1. A vontade de vir trabalhar é cada vez menos. E ainda faltam seis meses até ao fim do estágio. Estou cansada. Desde Janeiro que não sabia o que era ter o fim-de-semana livre, ou ter mais do que uma folga por semana. Quando voltei da lua-de-mel deram-me uma inovação: tenho mais uma folga, que calha ao Domingo. Menos mau. Continuo sem saber o que é ter um fim-de-semana livre, mas voltei a poder participar no almoço de família semanal. Mas isso implica trabalhar nove horas ao Sábado e à Segunda-Feira. E são mesmo nove horas. Não são nove horas com uma hora de almoço pelo meio. Não. O máximo que eu posso parar de trabalhar são 15 minutos, e bem contadinhos porque senão pode haver problemas. É isto que me cansa. Trabalhar nove horas, infelizmente, muita gente trabalha. E, se calhar, muitos dias seguidos. Mas cansa-me não parar. Não espairecer. Não ver a luz do Sol. Cansa-me só poder parar por quinze minutos (para ir à casa-de-banho e comprar qualquer coisa para comer) e ter de o fazer a correr, sempre a olhar para o relógio. Cansa-me. E cansa-me não ter um fim-de-semana livre. Cansa-me não saber o que são feriados. Cansam-me os fins-de-semana grandes das outras pessoas, que para mim são fins-de-semana iguais aos outros em que eu estou a trabalhar. Perdoem-me a inveja, mas cansa-me. Tudo isto me cansa cada vez mais.
Mas depois, em dias de mais Sol do que o de hoje, eu dou-me por feliz porque tenho este emprego, tenho este estágio e este ordenado. E, nesta altura, isso é muito. E dou-me por feliz porque, todos os dias, chegam à minha caixa de e-mail dezenas de anúncios de emprego, e nenhum é na minha área.
E, há falta de melhor, vou-me aguentado. Uns dias mais iluminados, uns dias mais negros, vai-se andando e vai-se fazendo. Mas eu acho que sou muito melhor do que "ir-se fazendo" e a sensação de que estou aqui a desperdiçar as minhas capacidades vai crescendo. E a insatisfação. E a desmotivação. Até quando?...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Das Compras... - I
Ontem lá fui tentar gastar dinheiro, e só comprei uns sapatos. Bem giros, por sinal! E ainda bem que os comprei, porque os de hoje chegam a casa e vão para o lixo, graças à calçada portuguesa (de que eu até gosto muito, mas os meus sapatos dispensavam-na).
Não sei o que é que se passa, mas não consigo gostar de nada. Quando gosto, gosto de coisas carérrimas, fora do meu orçamento. E gosto, sobretudo, de casacos. Sim, tenho uma certa obsessão por casacos. Que, a bem dizer, não são bem o que mais preciso para o meu dia-a-dia no trabalho.
Melhores dias virão!
Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...
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Por todo o lado e a toda a hora, somos bombardeados com artigos e notícias que nos dizem que discutir faz bem, que discutir é saudável, que...
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Podia pôr aqui uma fotografia do meu dia, do regresso ao trabalho, ao trânsito, ao caos. Mas esta é tão melhor!... (eu hei-de ter te...
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Ou das fotografias que se tiram às três da manhã na cozinha enquanto esperamos que o termómetro apite apenas para constatarmos que te...





