sábado, 3 de outubro de 2009

Hoje estou em dia "não"...

Dormi (muito) pouco porque cheguei (muito) tarde do emprego nº2, e tive de acordar cedo para vir para o emprego nº1. Tive dois pesadelos horríveis. Aliás, a sensação que tenho é que dormi pouco e o tempo que dormi foi todo passado com pesadelos. Um deles era digno de um argumento para um filme de terror de classe B. Acordei com uma neura enorme, completamente apática e sem vontade nenhuma de vir trabalhar.

Quando aqui cheguei e parei o carro ainda ponderei, ao tirar a chave da ignição, voltar a ligá-lo, arrancar, e desaparecer. Mas claro está que esta ponderação durou uns bons três segundos.

Ando stressada, cansada, ansiosa, com mil e uma coisas na cabeça. Há uma série de coisas que preciso de ver resolvidas para voltar a ter calma. E não estou a conseguir resolvê-las. A ver vamos.

A juntar a isto, há uma crescente saturação em relação ao meu emprego nº1. A vontade de vir trabalhar é cada vez menos. E ainda faltam seis meses até ao fim do estágio. Estou cansada. Desde Janeiro que não sabia o que era ter o fim-de-semana livre, ou ter mais do que uma folga por semana. Quando voltei da lua-de-mel deram-me uma inovação: tenho mais uma folga, que calha ao Domingo. Menos mau. Continuo sem saber o que é ter um fim-de-semana livre, mas voltei a poder participar no almoço de família semanal. Mas isso implica trabalhar nove horas ao Sábado e à Segunda-Feira. E são mesmo nove horas. Não são nove horas com uma hora de almoço pelo meio. Não. O máximo que eu posso parar de trabalhar são 15 minutos, e bem contadinhos porque senão pode haver problemas. É isto que me cansa. Trabalhar nove horas, infelizmente, muita gente trabalha. E, se calhar, muitos dias seguidos. Mas cansa-me não parar. Não espairecer. Não ver a luz do Sol. Cansa-me só poder parar por quinze minutos (para ir à casa-de-banho e comprar qualquer coisa para comer) e ter de o fazer a correr, sempre a olhar para o relógio. Cansa-me. E cansa-me não ter um fim-de-semana livre. Cansa-me não saber o que são feriados. Cansam-me os fins-de-semana grandes das outras pessoas, que para mim são fins-de-semana iguais aos outros em que eu estou a trabalhar. Perdoem-me a inveja, mas cansa-me. Tudo isto me cansa cada vez mais.

Mas depois, em dias de mais Sol do que o de hoje, eu dou-me por feliz porque tenho este emprego, tenho este estágio e este ordenado. E, nesta altura, isso é muito. E dou-me por feliz porque, todos os dias, chegam à minha caixa de e-mail dezenas de anúncios de emprego, e nenhum é na minha área.

E, há falta de melhor, vou-me aguentado. Uns dias mais iluminados, uns dias mais negros, vai-se andando e vai-se fazendo. Mas eu acho que sou muito melhor do que "ir-se fazendo" e a sensação de que estou aqui a desperdiçar as minhas capacidades vai crescendo. E a insatisfação. E a desmotivação. Até quando?...


quinta-feira, 1 de outubro de 2009



E este é o nosso relógio da cozinha! Ou melhor, é um primo idêntico, porque retirei a imagem do site da Home Glow, apesar de não saber se foi lá comprado, dado que foi um presente de casamento. O nosso ainda não está pendurado mas mal posso esperar por o ver a dar horas!

Das Compras... - I

Eu bem tento, mas não consigo gostar de quase nada do que vejo nas lojas. E o que gosto, não gosto de me ver!



Ontem lá fui tentar gastar dinheiro, e só comprei uns sapatos. Bem giros, por sinal! E ainda bem que os comprei, porque os de hoje chegam a casa e vão para o lixo, graças à calçada portuguesa (de que eu até gosto muito, mas os meus sapatos dispensavam-na).


Não sei o que é que se passa, mas não consigo gostar de nada. Quando gosto, gosto de coisas carérrimas, fora do meu orçamento. E gosto, sobretudo, de casacos. Sim, tenho uma certa obsessão por casacos. Que, a bem dizer, não são bem o que mais preciso para o meu dia-a-dia no trabalho.


Melhores dias virão!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Do Pós-Eleições... Com a devida subjectividade!

E assim se passaram mais umas eleições!

Destaque para Alberto João Jardim: "O país endoidou!". E não é que o senhor, desta vez, até tem razão?

Destaque também para Sócrates que referiu no seu discuro de vencedor que esta foi uma "extraordinária vitória eleitoral". Extraordinária? Bom, se tivermos em conta que o PS perdeu cerca de 500 mil votos de 2005 para cá, é extraordinário que tenham ganho mesmo assim. Também é extraordinário que com tanta manifestação e tanta contestação, ainda assim, tanta gente deu o seu voto ao PS. Sim, realmente, é extraordinário que o PS continue no poder!

Destaque também para Paulo Portas que referiu que foi o povo que tirou a maioria absoluta ao PS. Não foi o CDS, nem o BE, nem a CDU, foi mesmo o povinho! O povinho é assim: tão depressa dá como tira. Podia ter tirado mais um bocadinho, mas isto digo eu. Mas é importante perceber que esta ideia é mesmo relevante: Sócrates teve uma maioria absoluta e perdeu-a. E, mesmo assim, fala em vitória extraordinária. Pesa-lhe a consciência e ficou surpreendido com o bom resultado?

Último destaque para o CDS, o BE e a CDU. Opções partidárias à parte, é bom ver outros partidos, que não os dois de sempre, a crescer e a eleger mais e mais deputados. Pode ser que comece a haver uma verdadeira oposição.

E em jeito de conclusão: o nosso Primeiro-Ministro tem a vida facilitada. Como não tem maioria absoluta, tem sempre desculpa para dar quando não conseguir resolver os problemas do país. É. Foi mesmo uma vitória extraordinária!

E ainda, porque eu não me calo, para quando o voto obrigatório e a penalização para quem não vota? Já há países civilizados (sabem o que isso é?) onde isso acontece. Que isto de votar não é um direito, não. É um dever.

Restam-nos as autárquicas... E eu sem saber em quem votar!


sábado, 26 de setembro de 2009

Do Bailado...

Já se sabe que eu não gosto de bailado contemporâneo português. Não gosto. Tento, mas não consigo gostar. Ainda não houve nenhuma obra que me cativasse realmente. Nenhuma. E eu já vi umas largas dezenas.

Se é limitativo generalizar e dizer que "não gosto de bailado contemporâneo português"? É. Mas é inevitável. Gosto, gosto muito até, do bailado clássico da CNB. Mas não gosto nada do bailado contemporâneo que por cá se faz.

Ontem só serviu para reforçar este meu sentimento. Eu, que nada sei, que não sou formada em Dança, nem sou crítica especialista na área, sei apenas o que sei. E a minha opinião vale o que vale, mas a minha opinião é a de quem já viu mais espectáculos do que a grande maioria das pessoas. E, sem nunca ter estudado e sem perceber muito, já vou percebendo qualquer coisa.

E o que eu acho do bailado contemporâneo português é que se esforça de tal forma por ser contemporâneo (e esta é uma definição muito, muito complicada, mas adiante) que se torna completamente obsoleto. E obsoleto porquê? Porque cai sempre no mesmo: no total non-sense, na repetição exaustiva e cansativa de movimentos, e na exposição do nu. Sim, o nu. E eu não sou puritana ou púdica a ponto de achar que o nu e o palco não combinam. Combinam, mas quando isso faz sentido. Da mesma forma que certos figurinos são despropositados, o nu também pode ser, muitas vezes, despropositado e desnecessário. Mas há nas criações contemporâneas portuguesas uma muito vulgar recorrência ao nu, que eu não compreendo. Fico sempre com a sensação que há sempre o objectivo de se fazer uma coisa diferente, ousada, e que dê que falar, e então a que é que se recorre? Ao nu. Tento, mas não compreendo.

E não, não sou anti-Portugal, nem sou contra a criação portuguesa. Como comecei por dizer, gosto muito do bailado clássico da CNB. Só acho que quanto ao bailado contemporâneo, ainda estamos a anos-luz de distância de companhias como a Introdans, ou o Ballet Nacional de España, que consegue (com muito sucesso) misturar o clássico com o contemporâneo.

Mas tenho esperança, e fico à espera de um dia vir aqui escrever que gostei realmente de uma criação contemporânea portuguesa. Até lá, vou-me deliciando com algumas das companhias estrangeiras que por cá passam, e vou ansiando pelo regresso da Introdans (by far, a minha companhia de bailado favorita) no próximo Festival de Sintra.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Trocar de carro ou não trocar: eis a questão!

Ontem era meia-noite e andava eu a ver e a experimentar o meu hipotético futuro carro (sublinho hipotético).

Não sei mesmo o que fazer. O marido insiste para que eu troque de carro e dê a (merecida) reforma ao meu boguinhas. Mas não sei se sou capaz. Porquê? Em primeiro lugar, porque, ao fim destes anos todos, já criei uma certa relação afectiva com este carro (não são só os homens!). Em segundo lugar, porque me custa dar tanto dinheiro por um bem perecível. Quem me conhece sabe que eu sou bastante, não diria forreta, mas poupada. E, como tal, faz-me imensa confusão gastar muito dinheiro num carro. Não percebo. Tal como não percebo as pancadas das pessoas de quererem ter sempre grandes carros, mesmo que para isso precisem de pedir um empréstimo. Não compreendo. Desculpem, mas não consigo. Eu gosto do meu carrinho velhinho, que já é quase maior de idade, e enquanto ele for andando, custa-me trocá-lo por outro.

Claro que o hipotético futuro carro é o carro que ando a namorar há já uns anos. Claro que é um carro muito mais recente, com pequenos luxos como direcção assistida (sim, isso é um luxo que o meu carrito não tem), e mariquices como vidros eléctricos, ar-condicionado, etc. Mas... Valerá a pena? I mean, haverá necessidade? O marido diz que sim. Eu, honestamente, não sei. No fim, ponho a Lady a decidir. E aposto que ela decide pelo velho carrito onde já fez milhares de km's!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Countdown to Christmas...



Já comprei o primeiro presente de Natal! A feliz contemplada foi a minha irmã mais nova, que ficou verde quando soube.


Sim, eu sei que é cedo. Sim, é terrivelmente cedo. Mas a minha faceta obsessiva-compulsiva gosta de despachar estas coisas o mais cedo possível, dado que a minha faceta claustrofóbica não se dá bem com centros comerciais cheios de gente, em histeria para fazer todas as compras de Natal.


Aceitam-se sugestões de lojas (online, de preferência) com boas ideias para presentes!


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Viver todos os dias cansa..."

Tento escrever... Tento e não consigo... Insisto. Volto a tentar. Nada.

Pergunto-me como é que alguém que já escreveu tanto, deixou de saber escrever.

Tenho saudades de escrever. Tenho saudades de saber escrever. Tenho saudades de pegar numa qualquer memória e começar a escrever. A escrever devaneios. Sempre devaneios. Nunca coisas reais.

Cheguei a escrever devaneios em que a inspiração eras tu. Tu. Tu, que sempre me incentivaste a escrever. Tu, que foste a única pessoa real a ler os meus devaneios irreais. Tu, que foste tanto durante tanto tempo. Tu, que agora não és nada. Agora és aquela pessoa com quem me cruzei há dias e fingi não ver. Porquê? Porque era demasiado complicado. Estivemos anos sem nos ver. A vida afastou-nos. A vida? Não. Nós próprios. Eu. Tu. Sobretudo, tu. E, se calhar, foi melhor assim. A nossa amizade fez sentido (tanto sentido!) durante um período muito difícil das nossas vidas. Nunca te esquecerei por isso. Foste um porto de abrigo. Foste uma mão, um ombro, um amigo de corpo inteiro, durante as duas fases mais difíceis da minha vida. Obrigada. Obrigada por tudo. Mas ambos sabemos que, agora, já nada faz sentido. Seguimos vidas em sentidos opostos. Só espero, sinceramente, que sejas feliz. Muito feliz.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Das (ir)responsabilidades...

Há coisas que eu não consigo compreender. Coisas que mexem comigo, que me dão a volta ao cérebro e que eu não consigo compreender.

Ter-se filhos só porque sim, é uma delas.

Vivemos no século XXI e só tem filhos quem quer. Eu gostaria de acrescentar "e quem pode", mas parece que não é bem assim.

Há quem tenha filhos mesmo sem poder. E isso é algo que me faz uma confusão tremenda. Qual é o objectivo de se trazer ao mundo uma criança, sem termos a certeza de que lhe vamos poder dar tudo o que ela precisa? E não falo só de dinheiro, falo de estabilidade emocional, falo de condiões de vida, de acesso à saúde e à educação, etc. Para quê trazer ao mundo uma criança que está, à partida, destinada a estar privada de uma série de coisas a que tem direito? Não compreendo. Tento, mas não compreendo.

Acho que é de um egoísmo atroz. O desejo de se ser mãe/pai não se devia sobrepôr aos interesses da criança que vai nascer. Nunca. Ser mãe/pai é zelar sempre pelos interesses dos filhos. Se não é, devia ser.

Vou continuar a tentar compreender.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

De volta...



Estou de volta. Casada e feliz!
Não me vou alongar muito sobre o dia nem sobre a viagem, deixo isso para depois, para quando tiver mais tempo. Vou dar uma voltinha pelas redondezas, para me actualizar.
Estava melhor lá longe. Bem melhor. Custa-me voltar a este país, ao pânico com a gripe e a toda a propaganda eleitoral. Mas isso fica para depois.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...