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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Das coisas que me irritam...

Irritam-me as coisas que me dizes.

Não sei ao certo se me irritam por serem irritantes, se por serem verdade.

Percebo o que me dizes, percebo os teus argumentos. Concordo com alguns, discordo de outros.

Percebo que queiras o melhor para mim. Mas saberás tu o que é o melhor para mim? Saberás melhor do que eu? O que eu acredito que é o melhor, é o mesmo que tu acreditas que é o melhor?

Quando me dizes as coisas que dizes, quando entras pelo meu peito e com as tuas mãos remexes o meu eu mais profundo, quando trazes ao de cima aquilo que me dá tanto trabalho a esconder, quando tocas em todas as feridas, quando ainda atiras álcool, quando não me deixas ficar sem resposta e me prendes para que não possa fugir, estarás a fazer o que é melhor para mim?

Não será o melhor para mim ficar no meu canto, no meu sossego, na minha bolha e no meu mundo? Não será o melhor para mim manter este equilíbrio forçado, esta máscara dia e noite, este armário cada vez mais carregado, este peito a transbordar?

Não será?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Do meu fim-de-semana...

No fim-de-semana rumei a Sul. Não deixa de ser curioso que depois de tantos anos e tantas idas ao Algarve, ainda existam sítios que eu não conheço.

Desta vez, estive perto de Faro. Conheci a Ilha de Faro. Passei por Olhão. Almocei em Loulé.


À ida para baixo o jantar foi em Palmela. Nada como aproveitar o trânsito parado à saída de Lisboa para passear no Zomato e descobrir um restaurante para experimentar. A pizza estava óptima e a sangria de espumante deliciosa.


No Sábado, o jantar foi na Ilha de Faro no Wax. Um espaço muito engraçado, ao qual tenho pena de não ter tirado mais fotografias. Mas o ambiente era óptimo e a comida era boa. Deve ser um sítio espectacular no Verão!


Domingo de manhã houve caminhada de 10 km junto à Ria Formosa e no cimo desta montanha de sal nas salinas demos com uma bandeira portuguesa plantada.
  


Estava um dia de Sol maravilhoso e o mar estava com um azul paradisíaco. Somos uns privilegiados por termos dias destes em Janeiro, em que passeamos à beira-mar de manga curta, resistindo à tentação de dar um mergulho.


Já estreei os ténis-mai-lindos na água do mar. Estão devidamente baptizados e abençoados para irem fazer a meia.

E custou muito regressar a Lisboa. À rotina. Ao trânsito. Ao caos. Ficou a vontade de fugir daqui mais vezes.

sábado, 30 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dos ciclos da vida...

Andava há procura de um certo e determinado post e encontrei este e este.

Não pude deixar de me lembrar deste e deste.

E não pude deixar de ter aquela sensação de: "Eu já vi este filme. E não gostei do final."

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Das palavras...

Às vezes, muitas vezes, digo as coisas erradas.

Digo disparates, digo piadas que não têm tanta piada assim, uso palavras e expressões que não são bem interpretadas.

Às vezes, muitas vezes, magoo as pessoas que me rodeiam com as coisas que digo. Ou não lhes digo as coisas de forma clara e deixo margem para as dúvidas.

Às vezes, muitas vezes, tento dizer nas entrelinhas o que não sou capaz de dizer de viva voz. Nem sempre consigo.

E surgem mal-entendidos. Surgem mágoas. Surgem sorrisos tristes à espera das palavras que não chegam.

Às vezes, muitas vezes, brinco com as palavras para nelas me esconder. É a minha forma de lidar com o nervosismo. É a minha reacção às situações e aos sentimentos com os quais não sei lidar. Mas, na verdade, também não sei brincar com as palavras e o resultado, às vezes, muitas vezes, é catastrófico.

Perdoa-me a minha incapacidade com as palavras. Como perdoas tudo o resto.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Do meu fim-de-semana...

O fim-de-semana passou a correr. Passam sempre, não é verdade?

Sexta-feira: jantar de aniversário do Pai. Depois, regressar a um sítio antigo que foi renovado. Conhecer (mais) pessoas novas. Beber uma Morangoska. Acho que nunca tinha bebido uma Morangoska. Sobrevivi. Mas não é mesmo o meu género. Paragem estratégica para satisfação de necessidades urgentes. Regresso a casa.

Sábado: depois de mais uma noite em que pouco dormi, levantei-me e fui correr. Não ia correr há dez dias. Fiz 8 km. Não sei como. Mas fez-me estupidamente bem. Nota mental: não voltar a estar tanto tempo sem correr. Foi um processo longo e difícil mas depois de algumas distracções, consegui sair de casa eram quatro da tarde para ir almoçar/lanchar. Fui conhecer mais um sítio novo: Chá da Barra Villa (no Palácio do Egipto). Os scones, os bolos, o espaço. Morri um bocadinho ali. E babei-me. Muito. À noite, primeiro jantar cá em casa e os convidados foram os amigos que me ajudaram nas mudanças, naturalmente. Ainda demos um salto a um bar aqui do subúrbio. Foi mais um momento de descontracção, que me fez bem. Muito bem.

Domingo: acordar tarde. Leia-se: levantar às dez. Passear pela sala e aterrar no sofá. Beber chás. Ler. Escrever. Ir votar à hora de almoço. Ser muito adulta e muito forte e ter muito auto-controlo e não cometer um pequeno acto de vingança que me ia dar um gozo do caraças mas de que me iria, provavelmente, arrepender o resto da vida. Voltar para casa e dormir a sesta. E depois cair-me a ficha. E depois chorar baba e ranho. E depois perceber o filme em que estou metida e entrar em modo pânico. Não, não pode haver sossego e normalidade na minha vida. Não. Tem de ser tudo um drama. Ou não me chamasse eu Agridoce Maria.

E o país a votos. E amanhã segunda-feira outra vez. A vida não pára. Com dramas ou sem dramas. A vida não pára.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Das coisas que eu faço...

Eu afasto as pessoas por medo que se aproximem demais. 

Afasto-as por medo de me habituar a elas.

Afasto-as por não querer tornar-me dependente delas.

Afasto-as para poder provar a mim própria que eu sou quanto baste. Que não preciso de ninguém. Que estou bem sozinha.

Afasto-as porque se não as afastar, surgem relações. E as relações trazem expectativas. E as expectativas trazem desilusões.

Não as afasto por não gostar delas. Por não as querer perto de mim. 

Eu afasto as pessoas porque tenho medo. Medo do que pode acontecer se eu deixar que se aproximem. Medo do que pode acontecer se as trouxer para perto de mim e gostar ainda mais delas.

Afasto-as porque sei, porque é inevitável, que um dia me vão desiludir. Que um dia me vão magoar.

Afasto-as para me proteger. E é legítimo. Se é o melhor para mim? Não sei. O que é isso de ser o melhor?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Das actualizações...

O fim-de-semana foi bom, sim. Conheci dois sítios novos (a Manteigaria e o Noobai). Pensei e divaguei muito. Conheci algumas pessoas novas. Vi um filme (este). Chorei. Conheci mais uma pessoa que vai deixar o nosso país em troca de condições melhores de trabalho. Fui, mais uma vez, à Sacolinha. Comi muito. Bebi alguma coisa. Ri. Fui chamada de menina do papá (só porque pedinchei as melhores bolachas do Mundo - estas). Fiz a sesta no Domingo. Tive medo. Continuei a ler um dos livros que recebi no Natal (este). Tive a sensação de estar assoberbada por tudo o que me tem acontecido. Estiquei o cabelo à minha irmã mais nova. Estreei um vestido novo (este). Senti-me grata.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...