Mostrar mensagens com a etiqueta Me Myself and I. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Me Myself and I. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 345


Estou sozinha com o gato. Ele está na minha capital europeia preferida, mais uma vez. Desde que me traga mais chás e chocolates, talvez o perdoe por não me levar com ele. Hoje tiraram-me da frente do nariz uma das cenourinhas que me davam o alento que me tem faltado neste final de ano. Arrancaram-na, a frio e a seco, sem dó nem piedade. Tudo bem. Eu arranjo forma de lidar com isso. Tenho outras cenouras à frente do nariz e outros sítios onde ir buscar forças. Entretanto, afogo as mágoas nesta caixa de ovos moles, vinda directamente de Aveiro. Já fui ao ginásio, por isso, eu posso.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Da minha capacidade incrível para suster a respiração...

Estamos a dia 4 de dezembro. O mês do Natal. O último mês do ano.

E o que é que eu fiz no que ao Natal diz respeito? Montei a árvore de Natal. Literalmente. Montei a árvore, com os seus muitos e variados ramos porque talvez tenhamos comprado uma árvore demasiado grande mas não faz mal porque eu gosto dela assim. Montei-a e deixei ali no seu esplendor verde. E também deixei no seu esplendor as caixas com todas as decorações, que vieram da arrecadação e que estão pousadas no hall de entrada, para gáudio de pequeno Snow.

Portanto... A pessoa que vibra com o Natal. A pessoa que adora o Natal. A pessoa que se perde em decorações e planos. A pessoa que planeia tudo com uma antecedência, por vezes, considerada (de forma injusta) exagerada. 

Essa pessoa, este ano virou Mr. Scrooge e não quer saber do Natal.

Não quero. Não me apetece. Não tenho vontade. Não tenho, sequer, planos definidos. Não sei onde vou passar nem o dia 24 nem o dia 25. Não só porque não depende só de mim, mas porque mesmo quando o que não depende de mim estiver resolvido, eu vou ser forçada a tomar uma decisão que não me apetece ter de tomar.

Não consigo pensar no Natal. Presentes? Nem vê-los. Certo é que deixei de dar presentes nos últimos dois anos. Limito-me a comprar algumas coisas para os sobrinhos, e tudo o resto vai corrido a pequenas oferendas comestíveis que saem da minha cozinha. Prefiro pegar no dinheiro e doar a instituições que realmente precisam. Mas nem isso eu ainda fiz este ano!.... Nem pensei nos presentes dos sobrinhos (e tinha sido tão inteligente aproveitar a Black Friday para isso....), nem pensei no que vou fazer para oferecer, nem escolhi as instituições que vou apoiar.

Não consigo pensar no Natal.

Tenho demasiado em que pensar. Tenho a minha vida em suspenso. Estou assim a modos que a conter a respiração, semana após semana, à espero da altura em que vou poder respirar de alívio. Se é que vou poder respirar de alívio. Não sei. Não sei nada.

Se pudesse, avançasse no tempo até ao final do ano. Até ao momento em que terei certezas (ou, assim o espero...). Adormecia agora e só acordava daqui a umas semanas, com a minha vida em ordem e o futuro traçado a régua e esquadro (como eu tanto gosto). Mas não! Porque a vida não é desenhada a régua e esquadro e, mais uma vez, fez questão de me mostrar isso mesmo.

Tinha aqui escrito, em Outubro, que estava deprimida com o final do ano, e com o facto de não ter cumprido dois dos três objectivos que tinha definido para 2019. Pois que a vida resolveu pôr-me a cenourinha à frente do nariz e, apesar de ser certo que já não vão acontecer em 2019, talvez, só talvez, se concretizem em 2020. Com muitos medos e dúvidas, com muitas incertezas, com decisões tremendas para tomar, com coisas que não dependem de mim. Mas pode ser que 2020 seja o ano. Pode ser. 

Assim a vida queira colaborar comigo e queira dar-me um final de ano feliz e sereno. Ou só feliz, que sereno duvido que seja. Mas que eu possa voltar a respirar. Já não era mau.




(Prometo que tudo isto um dia fará sentido. Não sei é quando. Obrigada a quem estranhou a ausência e se preocupou.)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Dos dias em que viver cansa...

Hoje o acordar foi difícil. Ele é que fez uma Maratona, e eu é que tenho a sensação de ter sido atropelada por um camião.

Talvez seja das dores de dentes. Ou da sua ausência. Já que o que me dói é o vazio deixado pelo dente que arranquei na sexta-feira.

Não consegui dormir em condições, o que seria bastante razoável, depois de ontem ter acordado antes das seis da manhã. Eu nasci para dormir. Eu preciso de dormir. E, se não durmo, não funciono.

Acordei cansada, (ainda mais) rabugenta, desanimada e deprimida.

Ontem ao final do dia tomei uma decisão importante. Havia uma pequena esperança de uma grande mudança na minha vida em breve, mas ontem eu disse adeus a essa esperança. Ontem, no rescaldo da Maratona dele, pus-me a fazer contas à vida e decidi fechar uma porta. Talvez se abra uma janela, já diz o cliché. Mas eu não gosto de clichés, nem neles acredito. Acredito no que é racional. E ontem fui racional.

Talvez por isso tenha acordado assim. Pesada, no espírito e no corpo. Com o semblante carregado e a barriga inchada, reflexo dos abusos do fim-de-semana. Ele é que ia correr, mas eu fui solidária na ingestão dos hidratos. Ou talvez tenha tentado encontrar nos hidratos o consolo que não encontro na vida.

Faltam dois meses para o final do ano. E isso deprime-me. Cansa-me. Desanima-me. 



Ou então está tudo lindo, maravilhoso e fantástico na minha vida, e eu acordei mesmo foi com TPM.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Dos Ornatos Violeta...

Diz que vem aí um concerto dos Ornatos Violeta. Diz também que vai ser no Porto. Diz ainda que vai ser num dia em que calha estarmos no Porto! 

A pessoa que não estava convencida em ir passar o fim-de-semana da Maratona ao Porto, talvez agora esteja grata pela minha insistência desde aquele fim-de-semana na Serra Amarela.

Claro que fui a correr comprar os bilhetes (felizmente, trabalho a 150 metros da FNAC mais próxima), que já estão esgotadíssimos entretanto. 

Não me lembro ao certo de quando comecei a ouvir Ornatos... Mas lembro-me de vários momentos da minha vida, marcados pelas músicas deles.

Tenho passado os últimos dias a ouvir Ornatos no escritório, e dou por mim a cantarolar e a voltar a esses momentos. Quem nunca cantou "Ouvi dizer que o nosso amor acabou, pois eu não tive a noção do seu fim?", achando que a letra foi escrita a pensar em si?... Eu sei que, há precisamente 4 anos atrás, achava que sim. 

Não tenho dúvidas de que vai ser mais um grande concerto, a juntar à lista daqueles que já vimos juntos. Talvez um dia escreva a nossa história, com base nos espectáculos que já vimos juntos... Sei que coleccionamos bilhetes e além dos dos Ornatos, já temos ali bilhetes para mais um festival e dois concertos nos próximos tempos. 

Somos os dois forretas e muito ponderados a gastar dinheiro. Mas não resistimos a um bom concerto. Ou a uma boa corrida, já agora. 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Do meu estado actual...

Tenho no dia de hoje um lembrete no calendário do telemóvel que diz apenas e só "Inscrição São Silvestre".

Ora, eu não faço ideia a que é que isto se refere... 

Dado que já estou inscrita em duas (Lisboa e Corroios), que da dos Olivais ainda não se sabe nada, e que não me lembro de mais nenhuma assim de repente, venho por este meio solicitar sugestões de São Silvestres para me inscrever... Talvez se faça luz neste pequeno cérebro e eu me lembre por que raio tenho este lembrete.

(isto anda tão bom que eu já só funciono com o telemóvel e a respectiva agenda para combinar o que quer que seja, mas, pelos vistos, nem assim...) 

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Dos balanços que fazemos do tempo que teima em passar...

Estamos em Outubro. Não sei bem como nem porquê, mas estamos em Outubro. Três quartos de 2019 já se foram. Também não sei para onde, não.

Mas sei que o ano tem passado a voar. Sei que o ano tem sido de altos e baixos.

Também sei que para 2019 tinha três objectivos, tão concretos e definidos, e só atingi um deles. Há uma pequena esperança de que um outro ainda venha a ser atingido, e há um sonho, que não é mais do que isso, de que o terceiro se concretize, ainda que o saiba quase impossível.

Nem sei bem por que raio estou a fazer este balanço nesta altura do ano, mas continuo em modo introspectivo. Continuo a assistir ao caos à minha volta, e torna-se inevitável olhar para dentro, para mim, para a minha realidade.

Tinha muitas expectativas para 2019 e custa-me esta constatação de que a vida nem sempre (raramente?) é como nós queremos. A vida é o que é. Com altos e baixos. 

Alterno entre dias em que penso que não faz mal, que dias melhores virão, e dias em que me revolto comigo mesma, que me culpo, que me responsabilizo. Há dias em que eu desdramatizo e tento não pensar nisso. Há dias em que toda eu viro drama queen e enrolo-me em posição fetal no meu canto. Há dias em que eu acredito e em que eu mantenho a esperança. Há dias em que aceito esta realidade como a única possível e a minha sina incontornável.

Faltam 3 meses até ao final do ano. Tenho a agenda cheia de concertos, corridas, fins-de-semana de passeios. Esforço-me por estar o mais ocupada possível. Talvez assim eu consiga não pensar. Talvez assim eu consiga distrair-me. Talvez assim 2020 chegue depressa e, com ele, novas esperanças e sonhos.

Ou talvez não.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Da minha falta de motivação para correr..

Ando preguiçosa para correr. Não me apetece. Invento desculpas (ontem não fui porque tinha de tratar da roupa e da comida em casa). 

Mas, a verdade, é que não me apetece. Deixei de ter companhia (volta, Fabiana), e não consigo assumir o compromisso comigo mesma para ir e correr sozinha. O que é curioso, porque quando comecei a correr, era ver-me 2, 3, 4 vezes por semana, sozinha no Passeio Marítimo. O horário de trabalho era outro e a logística de viver sozinha também. Mas eu era feliz a correr sozinha. Depois habituei-me a correr com companhia e agora está difícil. 

Também não ajuda não estar inscrita para nenhuma prova que me obrigue a treinar. Bom, na verdade, assim de repente, já estou inscrita em 5 provas até ao final do ano sendo 2 já este fim-de-semana. Mas nenhuma que me tire o sono e me obrigue a treinar a sério. São todas geríveis, com mais ou menos sofrimento. E, também por isso, não me tem apetecido treinar.

É também curioso que em relação ao ginásio eu esteja a conseguir manter um certo nível (mínimo) de compromisso. Não sei se é por marcar as aulas, mas há algo em mim que me tem feito ir ao ginásio. Uma vez por semana, vá, não exageremos. Mas é algo que eu não achei que fosse possível.

Queria muito combater esta inércia... Mas não sei bem como. Vou agora a caminho do ginásio e achei que podia ser bom assumir um compromisso com o Mundo: depois da aula que vou fazer, vou tentar correr na passadeira.

E se digo tentar é porque há aqui outro factor que não tem ajudado: no meu último dia de férias, na véspera do casamento da minha irmã, eu decidi entrar num duelo com uma rocha na Praia de Porto de Mós. Inexplicavelmente, a rocha ganhou e continua por lá a desafiar quem por lá anda. Já eu, tive direito a um dedo do pé com uma nova coloração e formato, e uma visita às urgências no dia seguinte. Não sei se já disse, mas o dia seguinte foi o dia do casamento da minha irmã. Não foi nada de grave, mas as dores eram bastante simpáticas e os senhores da Saúde 24 acharam que era melhor lá ir, e eu fui. Drogas, gelo e descanso, foi o que me receitaram. O único gelo foi o dos gins que bebi nessa noite, e o descanso foi no dia seguinte, que a ressaca não dava mesmo para fazer nada.

O dedo continuou roxo, as dores continuaram. Na terça-feira seguinte tentei ir correr, mas sem sucesso. Se de sandálias abertas a coisa era suportável, de ténis era para esquecer. Passaram mais uns dias mas quem não passou foram as dores. Voltei a atacar com as drogas. Chegou o fim-de-semana e eu queria ir correr. Mas o louco mais louco do que eu decidiu ser menos louco do que eu, e aconselhou-me a não ir. Mas fui ao ginásio no Sábado (vêm como eu lá tenho ido?) e, claro, tive dores. Posto isto, entre as dores e a falta de vontade para correr, tenho andado em modo lontra.

Mas hoje... Hoje é que é. Hoje eu vou correr! 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 255


Apresento-vos a mesa de cabeceira dele. 

É para isto que eu tenho de olhar todos os dias. E (quase) sou vencida pelo cansaço. 

Já do meu lado, não sei se quero passar o meu aniversário em Berlim ou em Condeixa a cometer a loucura da vida.

Dramas.

Dramas de quem precisa urgentemente de voltar a correr. Dramas de quem sabe que é ao gastar energia na corrida que consegue ir buscar a energia que sente que não tem. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 235


Não tenho lido tanto quanto gostaria. E muito menos tenho lido em papel. Abençoado Kindle, abençoados livros oferecidos e emprestados. 

Mas um dia destes perdi a cabeça e encomendei estes 4, já a pensar nas férias. Em formato paperback, para serem leves e facilmente transportáveis. Quer para levar para a praia, quer para andar com eles atrás quando regressar ao trabalho. 

Sem desculpas. Para que possa aproveitar cada bocadinho morto para ler mais umas páginas, ao invés de me perder no telemóvel e nas redes sociais. 

Para que o meu tempo possa ser mais útil, mais produtivo, mais sereno. 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Da minha ausência por aqui...

Poderia dizer-se que estarei de férias, mas não é o caso.

Simplesmente, não me tem apetecido escrever. Ando mais introspectiva. Há muita coisa a acontecer à minha volta. Há muita coisa a acontecer em mim. Estou numa fase decisiva da minha vida. Uma fase de muitos medos, dúvidas, incertezas, que se misturam e confundem com esperanças e desejos. 

À minha volta, vejo mundos e rochedos a desmoronar-se. Vejo o certo virar incerto. Vejo tristeza, revolta, frustração e mágoa. Não tomo para mim as dores dos outros, mas é impossível ficar-lhes indiferente. 

Mundo estranho, este. Inventamos tanta coisa, e não inventamos o que mais importa. 

Podemos saltar já para Dezembro?... 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 214


Há vinte anos atrás, a uma sexta-feira à noite, eu estaria no Paradise Garage ou no Whispers, a dançar até ser dia.

Agora? Contento-me com umas invenções na cozinha e um episódio de Stranger Things.

Podes vir, 3ª idade. Estou pronta. 

domingo, 28 de julho de 2019

Do Limestone Ultra Trail - Trilhos do Cársico...

Comecemos pelo fim: fiquei em último lugar. Pela primeira vez na vida, fui a última atleta numa prova. E se isso não tem nada de extraordinário (estamos a falar de uma pequena lontra que não treina, não é verdade?), o extraordinário, para mim, foi a forma como lidei com isso. É que até eu fiquei surpreendida!

Estávamos com pouco mais de um 1km de prova quando eu fui ultrapassada pelos últimos atletas. Claro que eu aí ainda não tinha a certeza de que era a última, mas desconfiava profundamente disso, e, como o tempo foi passando e não via ninguém atrás de mim, rapidamente percebi que era mesmo a última. Assim, fiz cerca de 95% da prova em último lugar. E não me importei. Nem um bocadinho!

Fiz a minha prova, ao meu ritmo, sem stress, sem pressão, e com o privilégio de ter a companhia da incrível Ju Ferreira, que foi a minha vassoura e me apanhou aos 10km.

Estava com medo de me sentir frustrada, de deprimir, de achar que aquilo não era para mim, de querer desistir. Mas não. Eu tinha o meu objectivo muito claro: fazer menos de 5 horas. E cumpri. Por isso, não tinha razão para me sentir frustrada. Eu tinha a prova bem controlada, estava a sentir-me bem, tudo apontava para conseguir cumprir o objectivo. Estar em último era só um pormenor. Bastante irrelevante por sinal!

Claro que ter a vassoura comigo ajudou. Ajudou muito. Fomos entretidas na conversa. Tão entretidas que até nos enganámos!... Conversámos, trocámos experiências (ela é uma croma!), tirámos fotos, e, pelo meio, fomos correndo.

A maravilha que é ter alguém para nos tirar fotos?

De vez em quando, ela deixava-me ir à minha vida. E, depois dos abastecimentos, ela ficava por lá mais um bocado, e eu tentava ganhar algum avanço (olha a piada!). Tê-la comigo ajudou-me, sobretudo, com as minhas paranóias de andar sozinha e ter medo que me dê alguma coisa. Confesso que até aos 10km, em que fui sempre sozinha, tive alguns momentos de receio. Porque depois do abastecimento dos 6km, em que a prova curta e a longa se dividiram, eu sabia que se me acontecesse alguma coisa, não vinha ninguém atrás de mim para me ajudar... Coisas em que eu penso... Fazer o quê?

Mas falemos da prova!

Gostei muito! Mesmo! Não é uma prova incrível, extraordinária e linda de morrer. Mas é uma prova com uma organização irrepreensível, bons trilhos, difíceis mas sem serem demasiado técnicos (excepto uma subida em que eu vi a minha vida a andar para trás e dei cabo das unhas, tal a escalada que fiz...), excelentes abastecimentos, gente simpática, muitos fotógrafos, t-shirts giras, de qualidade e com tamanhos de jeito, e tudo o que uma boa prova precisa de ter! Tudo isto, a uma hora de Lisboa. Vale mesmo a pena!

A minha prova dava pelo nome de Trilhos do Cársico e tinha 27km, sendo que inicialmente estava inscrita no Trilhos das Grutas, que tinha 16km. A partida foi às oito e meia da manhã, e os primeiros quilómetros a descer ajudaram a aquecer! Foi sol de pouca dura...



Aos 5km tivemos A subida. Subimos 250 metros em apenas um quilómetro, numa autêntica parede, em que eu me senti perdida por só ver pedra à minha volta e não saber por onde ir (ver foto de cima, onde está a perspectiva que eu tinha quando ainda estava do outro lado - ainda desci até ao vale, e depois foi sempre a subir). Aqui, já na fase final e pior da subida, começaram a passar por mim os primeiros cromos do Trail curto (que tinham partido às nove), e eu deixei-os passar só para poder copiar o caminho deles e saber por onde ir!

Não dá para ter noção, mas eu tinha vindo do estradão lá em baixo...

Seguiu-se o primeiro abastecimento, nas Grutas de Santo António, que estava envolto num nevoeiro tremendo, que se manteria ainda durante algum tempo. Depois do abastecimento, estava outra vez sozinha, perdida no meio do nevoeiro...

Literalmente, de fita em fita, no meio do nevoeiro!

Mas lá fui. Comecei a descer e tentei recuperar o ritmo e baixar a média que levava. Aos 10km, já em mais uma subida simpática, apareceu então a vassoura a gritar o meu nome. Perguntei-lhe se ela era a vassoura, e só lhe disse "coitada!".

Acabámos essa subida, descemos até aos 13km, e depois foi, basicamente, sempre a subir até aos 20km, com um abastecimento aos 14km... Já não era uma subida tão técnica, foi quase sempre em trilhos relativamente corríveis, mas custou-me horrores. O nevoeiro já tinha desaparecido, começava a estar calor, e as subidas pareciam infinitas.


Momento "I'm on top of the world!"

Aos 17/18km, eu juro que só me perguntava se ia conseguir chegar ao fim. Faltavam 10km e eu estava de rastos. Foi o meu momento da marreta. Há sempre um, não é verdade? O meu foi ali. Felizmente, o abastecimento dos 20km apareceu um pouco mais cedo, e deu-me o ânimo que me estava a faltar.

Quem será o Pai Arlindo?

Faltavam 7km. Sabia que ainda faltava uma subidita, e depois a subida final para a meta, mas estava com 3h40 e 20,2km. Tinha tempo de sobra para acabar a prova no tempo que queria.

Mira de Aire à vista. Portanto, é só descer tudo, fazer o vale, e subir tudo outra vez. É tranquilo.

Primeira subida despachada, e depois foi ir a descer por ali abaixo. Não consegui soltar-me demasiado, porque as dores nos pés já não davam para muito mais (esqueci-me de levar a fita...), mas lá fui correndo. Estava quase.

Sim, ainda parámos para tirar fotos às vacas.

Pouco depois, a minha vassoura avisa a organização que estamos nos 25,5km. Um bocado mais à frente eu aviso o louco que estou quase a chegar e que vou querer foto. 

Entramos em Mira de Aire, sempre a subir. Está quase. Vejo-o ao longe. Tira-nos fotos e diz-me que a prova lhe correu bem. Vai um bocadinho comigo e depois segue.


Última subida. Umas escadas infinitas. Oiço o meu nome no altifalante. Ao cimo das escadas um grupo a bater palmas. Falta atravessar a estrada e fazer a passadeira vermelha até à meta. Toda a gente a bater palmas, incluindo quem estava na esplanada do café. Um grande grupo de gente à minha espera junto à meta, incluindo o meu louco. As palmas. As palavras de incentivo. Corto a meta. Com uma sensação estúpida de felicidade e dever cumprido. Quero lá saber se fui a última! Aquela chegada apoteótica no final foi a melhor que já tive! Eu agora quero é chegar sempre em último!






Não dá para descrever mais do que isto. As fotos falam por si. Aquela chegada, aquele apoio, fizeram o meu dia. E aquela organização só pode estar de parabéns!

Esta manhã, quando acordei depois de uma noite cheia de insónias, depois de uma barriga às voltas, depois de um estado de nervos tremendo, eu cheguei a pensar que não ia ser capaz. Que tinha sido mais um capricho arrogante achar que podia fazer 27km em Trail, sem nunca ter feito nada assim e sem ter treinado. 

Mas fui capaz. E, se me perguntarem, é por isto que eu corro. 

terça-feira, 9 de julho de 2019

Da falta de palavra das pessoas...

Alguém, provavelmente eu, tinha escrito, provavelmente por aqui, que depois da Serra Amarela só faltariam duas provas para o final da época. 

Pois que já fiz as Fogueiras e o Sintra Trail X'Treme. Se não me engano a contar, isto dá duas provas. 

Como é que daqui a 3 semanas já tenho outra?! Como?!

A sério... Já não se pode confiar no que as pessoas dizem. Num dia pensamos que estamos de férias até Setembro. No outro, pumbas!, toma lá mais no final de Julho para não ficares mal habituada.

E o drama é que a inscrição foi feita no Sábado, antes de Sintra, e eu optei pela distância conservadora. Depois do trauma de Sintra, estou aqui a pensar de mim para mim, se não me atiro assim à doida para a distância mais longa que já fiz na vida. Só para acabar a época em grande, sei lá.

Convém esclarecer que a distância é mais longa mas tem menos acumulado do que a Serra Amarela. É uma loucura controlada. Não nos entusiasmemos que eu não enlouqueci de vez. Ainda.

Talvez esteja a querer dar um passo maior do que a perna, o que não é difícil no meu metro e meio. Mas sinto-me bem. A Serra Amarela correu bem. As Fogueiras correram bem. Sintra correu bem (pudera!). E eu não sei se um dia destes não deixo de correr. Talvez fosse boa ideia aproveitar este entusiasmo e fazer uma coisa assim a modos que ligeiramente maior.

Decisions, decisions... 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Do Sintra Trail X'Treme...

Diz que foi ontem que decorreu a 3ª edição do Sintra Trail X'Treme.

Diz também que eu participei, sobrevivi e cheguei ao fim sem quedas. Já não foi mau.

Comecemos por dizer que eu fui a esta prova em modo passeio. O louco do costume queria ir fazer a prova longa (31km) e eu disse-lhe que me inscrevesse na mais curta (10km). Ainda ponderei ir à intermédia (21km), mas os tempos de corte eram meio apertados para uma pequena lontra como eu, e achei que nesta altura da época já estaria farta de corridas e que era melhor fazer a mais curta e não me chatear muito.

Ontem o despertador tocou às seis da manhã. Seis da manhã. Eu não me lembro da última vez em que tinha acordado às seis da manhã mas foi, certamente, para apanhar algum avião. Não vejo outro motivo razoável para acordar às seis da amanhã. Ou não via. Porque agora já vi que também é possível levantar-me às seis da manhã para ir correr.

Chegámos a Sintra, levantámos os dorsais facilmente, e estacionámos a cinquenta metros da meta, como se quer.

A prova dele começava às oito e a minha só às nove. Vi-o partir e depois fui fazer tempo para o carro. Ainda pensei ficar por lá a dormir, mas sabia que já que ia ter de esperar tanto tempo por ele, mais valia fazer qualquer coisa para ocupar o tempo.

Chegam as 9 horas e a minha prova começa. Éramos poucos. Talvez uns 200. A prova começa e começa logo a subir. Foram 900 metros a subir a sério. Daquelas subidas em estrada que uma pessoa até a fazê-las de carro fica cansada! Mas eu lá fui. Tentei manter-me na minha caminhada acelerada, a dar aos braços, e a tentar não ficar demasiado para trás.

Finalmente, entramos nos trilhos. E eu, maravilhada com aquele single-track cerrado, de terra escura e macia, rodeada de eucaliptos jovens que mais pareciam bambus e nos envolviam completamente. Curva e contra-curva, a descer, sem vermos nada do que vinha aí a seguir. E eu a pensar no espectacular que aquilo ia ser, no quão bonita era Sintra e nas saudades que tinha de ali andar.

E pronto. A prova podia ter acabado ali que ficava muito bem.

Eu tenho perfeita consciência que este é um daqueles casos de "o problema sou eu, não és tu". Eu ia com as expectativas altas. Afinal, estávamos a falar de uma prova em Sintra. Sintra. Não é preciso dizer mais nada, pois não? Eu já fiz o Fim da Europa, que não é para aqui chamado, e já fiz o Peninha Sky Race. E Sintra é Sintra. E o que eu esperava de uma prova em Sintra era que fosse Sintra. Mas não foi. Problema meu, não é verdade?

Eu sei que não é possível fazer milagres em percursos de 10km. Eu sei. O problema começou logo aí. Eu nunca tinha feito um trail tão curto. E duvido que volte a fazer, na verdade. Soube-me a pouco. Uma pessoa parece que ainda está a aquecer e a coisa já está a acabar. Não quero mais disso.

O segundo problema foi que, de facto, não há grandes milagres com distâncias tão curtas. E eu já corri na Estrela, nos Açores, na Serra Amarela. Eu já vi coisas inacreditáveis e este trail, coitado que não tem culpa nenhuma, foi meio fraco nesse aspecto. Pronto.

A prova em si é uma boa prova. Aliás, para quem se queira aventurar nos trails mas sem grandes loucuras, é perfeita. Pouca distância, pouco acumulado, nada de coisas técnicas e difíceis, um percurso rápido e muito corrível. A sério. Para quem quer uma prova acessível e perto de Lisboa, esta está óptima.

Mas, para mim, soube-me a pouco.

O terceiro problema foi com os abastecimentos. Esta prova só tinha um abastecimento. É normal. Eram só 10km. E até posso concordar que o facto de só ter água também era normal. Afinal, os cromos que fizeram aquilo em 40 e poucos minutos, mal tiveram tempo de desidratar. Mas as pequenas lontras, como eu, teríamos agradecido mais qualquer coisita. Mais uma vez, o problema fui eu. Afinal, eu vou aos trails para comer o que não como em casa. Coisas como batatas fritas não entram nesta despensa, pelo que preciso de ir aos trails para me vingar.

No entanto, eles esmeraram-se e compensaram no final. E eu comi batatas fritas, claro.  E melancia, muita.

Se eu gostei da prova? Nem por isso. Mas não pela prova em si. A prova estava bem organizada, bem marcada, era simpática, era mesmo uma boa prova de 10km.

Eu é que fiquei durante muito tempo a pensar no disparate que foi não ter ido aos 21km... A última pessoa acabou apenas 4 minutos depois do tempo de corte previsto para o final da prova. Eu sei que sou lontra, mas acho que teria conseguido. E isso deixa aquele sabor agridoce de quem sabe que devia, pelo menos, ter tentado...

Para me distrair desta frustração, e depois de aproveitar bem a comidinha e a bebida no final, aproveitei mais outra das regalias da prova: massagens com o Filipitsch. Acho que já por aqui falei no Bernardo, e no quanto o recomendo. Pois que volto a falar e a recomendar. Quanto mais não seja porque, a meio da massagem, me perguntou: Tu estás mais magra, não estás? Andas a comer? Ora, eu não sei se ele diz isto a todas. Por mim, até pode dizer. Mas a verdade é que ganhei o dia e, só por isso, recomendo-o ainda mais.

Em resumo: foi uma bela prova, com uma excelente organização. Mas não é prova para mim.

Ah! Como desta vez fui mesmo correr, tirei apenas uma única foto, e foi logo na primeira subida, quando íamos todos a caminhar. Depois disso, zero fotos. Percebem por que é que esta prova não é para mim?... Sem comida e sem fotos?! Não há condições...

domingo, 16 de junho de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 167


Foi, muito provavelmente, a prova mais dura que já fiz. Mas foi, também muito provavelmente, a prova mais bonita que já fiz. É o Gerês, e não é preciso dizer mais nada. Foi, certamente, a prova em que mais me superei e me desafiei. E foi, garantidamente, a prova onde dei a queda mais épica de sempre. Ficam as cicatrizes, fica a medalha, ficam as memórias, e fica a garrafa de vinho.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Da Maratona da Europa... - VI (Ou do Pós-Prova...)

Mais uma vez, cortei a meta da Maratona da Europa e não baixaram em mim todas aquelas emoções que baixam em muitas outras pessoas. Mais uma vez, fiquei meio apática, sem saber como reagir. Acho que sou um bocado lenta, nas emoções como na corrida, e demoro a processar o que acontece comigo. Ou isso ou sou, nas palavras de alguém, reservada, e não sei o que é isso de expressar grandes emoções em público. Nem em privado, já agora.

Talvez esta falta de emoções no final seja reflexo do que foi a prova durante: dura, difícil, puxada a ferros. Foi um carrossel de emoções, com momentos muito bons e com momentos muito maus. Momentos em que eu pus tudo em causa. Momentos em que eu tive a certeza de que ia conseguir.



Depois da prova, ofereci-me o meu prémio de consolação: uma barrica de ovos moles. Por coincidência, descobri durante a prova que o João Lima tinha decidido oferecer-se o mesmo presente, caso cortasse a meta. Ainda longe de sonharmos que não teríamos direito a ovos moles no final!... Mas cortámos os dois a meta, e os dois tivemos a nossa muito merecida barrica! Great minds think alike!

Os dias que se seguiram foram melhores do que eu esperava. Curiosamente, desta vez, não foram tanto as pernas ou os pés que me doeram. Foram as costas, na zona dos rins. Nunca tal me tinha acontecido e, confesso, fiquei ligeiramente preocupada. Mas até isso acabou por passar (abençoado Adalgur!), e ao fim de 3 dias eu estava pronta para outra. Salvo seja!

A Maratona da Europa deixou-me a pensar no que ando aqui a fazer, na minha vida, nas minhas prioridades (como falámos por aqui algumas vezes). Não me imagino a voltar a fazer uma Maratona tão cedo. Talvez tenha dito o mesmo depois de Madrid. Mas agora é a sério.

Se foi uma Maratona feliz como eu gostava que ela tivesse sido? Não. Se foi a Maratona que eu gostava que tivesse sido? Não. Mas como diz o Filipe Torres, a Maratona é a prova justa. E eu tive a Maratona da Europa que merecia. Para a próxima, eu que treine!

domingo, 5 de maio de 2019

Do Dia da Mãe...

Andei o dia todo com um nó na garganta. Pensei diversas vezes vir aqui escrever mais um post melancólico e deprimente sobre este tema mas já nem eu tenho paciência para mim mesma e este não é, claramente, o melhor sítio para continuar a bater nessa tecla.

Há bocado cruzei-me com este artigo. E é isto. Talvez um dia eu seja capaz de olhar para o Dia da Mãe de uma forma diferente. Hoje não é o dia. 

terça-feira, 16 de abril de 2019

Do tempo que passa e nada muda...

Foi há um ano. Um ano. Passou um ano e eu continuo a sentir-me exactamente da mesma forma. Sem saber como reagir, como lidar, como aceitar. A questionar-me, a culpar-me, a pôr tudo em dúvida.

Passei o último ano a questionar-me se deveria voltar à terapia. Não voltei. Obviamente, não voltei. Talvez passe o próximo ano a questionar-me se deveria voltar à terapia. Provavelmente, não vou voltar. 

A terapia é cansativa e eu já tenho demasiadas coisas cansativas na minha vida. Sim. Faz bem. Faz maravilhas, até. Em querendo, ide todos para a terapia. Mas eu não quero. Não me apetece voltar a começar do zero. Não me apetece ter de contar a história toda da minha vida. Não me apetece esmiuçar os meus muitos e variados traumas, feridas e fantasmas. Já disse que isso é cansativo? Também é cansativo encontrar um terapeuta em condições. E é ainda mais cansativo fazer terapia com alguém que não nos espicaça, que não mexe connosco, que não põe o dedo na ferida. É tudo cansativo. 

Lembrei-me agora do meu recente post sobre as relações. Sobre a preguiça nas relações. Sobre o comodismo e o facilitismo. Eu estou numa fase comodista. Não me apetece ter trabalho. Deixai-me ser preguiçosa.

Talvez um dia isto mude. Talvez um dia eu me dedique a falar sobre isto. Me dedique a arrumar os macacos no meu sótão. A entender emoções. A aceitar. A perdoar(-me). A seguir em frente sem mais amarras no passado. Sem mais dúvidas. Sem mais remorsos.

Talvez um dia.

Hoje não é o dia.

domingo, 14 de abril de 2019

Da luz que pode surgir em dias de chuva...

Hoje fiz o meu, suposto, último treino longo em direcção aos ovos moles. E digo suposto porque, mais uma vez, não fiz o que devia ter feito.

E não faz mal.

Ia eu com dois terços de treino quando a minha mente se iluminou. Tive uma epifania que mudou a forma como tenho olhado para a Maratona da Europa e esta preparação.

Como alguém muito sábio já me disse por aqui, eu não tenho de provar nada a ninguém. Se eu fizer esta Maratona, é por mim. Apenas, por mim. Só pode ser por mim. E se eu não fizer, se eu não tiver uma foto a cortar a meta para pôr no Instagram e no Strava, paciência. Ninguém tem nada com isso. Não devo isso a ninguém. Nem a mim mesma, se eu decidir que assim deve ser.

Passei o treino de hoje a tentar ser o mais racional possível sobre tudo isto.

Eu não treinei o que devia. E já não vou a tempo, obviamente. E não faz mal.

Claro que eu gostava que Aveiro fosse uma Maratona feliz. Foi para isso que me inscrevi. Para que Aveiro me pudesse dar a Maratona feliz que Madrid não me deu. E claro que gostava que Aveiro corresse melhor do que Madrid. Se me inscrevo numa prova, é sempre com o objectivo de fazer melhor do que da última vez. Mas e se não fizer?

A auto-pressão que me imponho tem (alguma) razão de ser: quando me inscrevi em Aveiro, sabia que, em tudo correndo como eu quero que corra na minha vida nos próximos tempos, esta seria a minha melhor hipótese de voltar a fazer uma Maratona durante muito tempo.

Mas e se eu não fizer outra Maratona? E se eu ficar só por Madrid? Já sou maratonista. Já tenho a minha medalha. Vem algum mal ao mundo se eu não fizer mais nenhuma? Talvez não. Provavelmente, não.

Não estou com isto a desistir ou a atirar a toalha ao chão.

Estou com isto a tentar convencer-me a mim mesma daquilo que é a óbvia realidade: eu não treinei o suficiente.

Não treinei porque não quis. Porque não pude. Porque não tive tempo. Porque estive doente. Porque a minha vida anda um caos. Porque esta cabeça anda um caos. Porque não me apeteceu. Porque. Porque. Porque.

Não treinei. Ponto.

Agora? Agora tenho de tentar ter a inteligência de gerir a prova da melhor forma que conseguir. Tenho de ter a consciência do que (não) fiz e saber ouvir o meu corpo. Tenho de ter a frieza de saber que no dia 28 de Abril eu vou lá fazer o que conseguir. Sejam 10km, 21km, ou os 42km. O que conseguir. O que me apetecer. O que me fizer feliz. 

Porque se não for para ser feliz, não vale a pena continuar a correr.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...