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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Dos retratos de um país em crise...

Saio do trabalho. Vou levantar dinheiro para ir comprar tabaco. Saio do banco e penso: "vou ali à ABEP que a senhora é muito fofinha.".

Está um calor que não se aguenta, olho para o lado e está uma tabacaria. Ainda hesito, mas penso que o calor é mais forte do que a Senhora Fofinha.

Agridoce - "Boa tarde. Queria dois maços de Chesterfield."
Senhor, olhando para a nota de dez euros na minha mão - "Ahhh... Não tem mais pequeno? Notas de cinco ou moedas?"
Agridoce - "Não, levantei agora, só tenho isto."
Senhor com um ar miserável - "Ahhh... É que eu não tenho troco para isso..."

Senhor a olhar para os lados como se se fossem materializar trocos ali ao lado.

Agridoce - "Deixe estar, obrigada."

Fui à ABEP. Não estava a Senhora Fofinha mas estava o marido. Deu-me o que eu queria, não hesitou perante a minha nota (estamos a falar de dez euros para pagar sete e quarenta...) e ainda me desejou uma boa tarde e um bom fim-de-semana.

E é isto. É o país que temos. Numa das zonas mais movimentadas da cidade, temos de pedir por favor para comprar uma coisa. Depois venham dizer que isto está mau.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Das queixas... - continuação...

Estão a ver o post anterior? Acrescentem-lhe uma mão queimada com sopa durante a hora de almoço.

Eu mereço.

Das queixas de Segunda-Feira...

O respectivo de férias no Algarve, a acordar tarde, a falar-me do calor que está e da praia maravilhosa onde vai passar o dia (com direito a foto a ilustrar a coisa).

Eu em Lisboa, na empresa, com o chão do piso de cima a ser afagado, com a constipação ainda por cá, morta de sono (com o Alto Patrocínio de Dona Cookie), com um dia que começou com malabarismos na bomba de gasolina (saltos altos e chão cheio de combustível não combinam), sem a mínima vontade de aqui estar e com tanto para fazer.

A contar os minutos para Sexta-feira.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dos Facebooks e afins...

O problema do FB e afins é a facilidade com que alguém coloca uma foto nossa, para o Mundo inteiro ver, sem nossa autorização. Sem nós sabermos, sequer.

E sim, podemos denunciar. E sim, podemos refilar. 

Mas não é uma pessoa qualquer. É daquelas pessoas a quem dar atenção, é dar demasiado. Dar valor a isto, é dar demasiado. Chatear-me com isto, é dar demasiado.



Resta-me esperar que se canse e mude a fotografia.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Da minha falta de escrita...

Este blogue anda ao abandono. Completamente.

Longe vai o tempo em que escrevia posts vários de forma diária, punha fotografias que davam alegria, partilhava compras e cozinhados.

Agora, sai um post agendado de quando em vez, uma foto ranhosa via telemóvel, ou um post  de duas linhas, igualmente, via telemóvel.

Não que não tenha vontade de escrever. Não que não tenha dezenas de ideias ao longo do dia. Mas não escrevo. Além da falta de tempo, perdi a vontade de escrever.

Porque me chateia não puder escrever o que me apetece. Porque me irrita não saber quem me lê. Porque me incomoda ter de filtrar tudo o que digo e escrevo. Porque me custa aceitar que este blogue deixou de ser o meu espaço e o meu refúgio.



Assim sendo, ando a ponderar seriamente transformar este blogue num blogue privado. A ver vamos.

sábado, 10 de março de 2012

Das notícias...

Aqui há coisa de uma semana ou duas ou três, tinha recebido a maravilhosa notícia de que o Jorge Palma ia tocar lá no sítio do costume.

Eu, que adoro Jorge Palma e que já andava a ressacar de um concerto dele há uns bons três anos, fiquei delirante.

Pois que há pouco soube a data certa. Pois que à hora que o senhor começa a tocar, eu vou estar a aterrar num qualquer aeroporto de uma qualquer cidade europeia.



É preciso pontaria, não?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Das minhas irritações...

Voltámos àquela fase gira em que quero escrever e não posso. E isso irrita-me.

Tinha escrito um post, com uma fotografia e tudo, e na hora de carregar em Publicar, hesitei e apaguei tudo.

Haverá alguma razão lógica para eu me preocupar com o que as pessoas pensam?...

A resposta simples é que não, não há. Mas a resposta verdadeira é que não sou capaz de magoar, por magoar. A verdade é que sei quem lê este blogue, por um lado, e não sei quem o lê, por outro, e custa-me vir partilhar algumas alegrias ou tristezas. Custa-me vir mostrar ao Mundo a minha felicidade ou a minha infelicidade, consoante os casos.


Custa-me tudo isto. Custa-me não poder ser eu no MEU blogue. Custa-me esta coisa do politicamente correcto, e do oh meu Deus o que vão pensar as pessoas. E do será que vou magoar alguém? Meus Senhores, eu tenho de me preocupar é em saber se eu não me vou magoar. E, mesmo assim, se eu me magoar é problema meu. Eu caio, eu levanto-me. Simples.

Este blogue é um blogue pessoal. Não é um blogue de culinária, crítica literária, ou análise social. É o blogue da Agridoce. Onde a Agridoce escreve o que bem lhe apetece. E a Agridoce não se devia preocupar com o que os outros pensam ou dizem. Ouviste bem, Agridoce Maria?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Do nosso Estado...

O problema do nosso Estado, não é do nosso Estado. É nosso. Apenas e só.

Precisava de arranjar uma pessoa para trabalhar hoje. Não é mal pago, não se faz grande coisa, e, regra geral, é um trabalho que toda a gente gosta de fazer e que muita gente nos pede para fazer.

Pois que não arranjei ninguém. É a crise, e o fim do mundo, e os subsídios, e não há dinheiro para nada, e tudo e tudo e tudo, mas é sexta-feira à noite e trabalhar está quieto.



Com mentalidades assim, não há políticos que nos safem. Sejam bons, sejam maus. Não há milagres enquanto não houver um reset a estas mentalidades da treta (com M grande).

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dos senhores que trabalham neste país...

Por volta das 14h liguei para a linha de apoio da Multicare. Disse que queria fazer um seguro de saúde e queria mais algumas informações. Disseram-me que iam passar aos colegas que tratam disso. Lá passaram. Pois que esses colegas não me podiam atender na altura. Pediram-me os dados e o contacto e disseram que me ligavam.


Pois. Até agora, nada.


Esta gente nem para receber dinheiro e ganhar novos clientes se mexe. Começamos bem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Do que eu não entendo...

A noite passada pouco dormi. Mas, pelos vistos, isso não faz com que tenha sono agora ou consiga adormecer.

O stress das últimas horas e a antevisão das próximas também não ajudam,  não.

Estou farta das pessoas. E dos problemas das pessoas. E dos dramas das pessoas. E das intrigas das pessoas.

Estou farta. Queria estar quieta no meu canto com os meus próprios dramas. Mas não.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Da minha impaciência culinária...

Vamos lá ver uma coisa. Eu quando me decido a fazer uma receita, é para fazê-la. Não é para fazer meia receita, aguarde e reserve durante uma hora, e depois continue.

A modos que isto não dá para mim. Claro que já disse que se calhar só 45 minutos não faz mal. Passado um bocado, já dizia que meia-hora deve dar...

E agora estou aqui a contar os minutos porque nem um quarto de hora passou.

Eu quando quero cozinhar, quero cozinhar. Não quero estar à espera. Já arrumei a cozinha toda, já pus os materiais e os ingredientes milimetricamente arrumados e preparados para a segunda parte da receita. Agora quero cozinhar!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Das coisas que eu adoro no mundo do trabalho...

"...aceitam inscrições de licenciados mestres ou doutores nas áreas acima referidas para a realização de projetos de investigação eventualmente remunerados de acordo com a produtividade apresentada..."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

The Things I Dislike... - X

Irrita-me profundamente que pessoas sem um pingo de moral para falar me andem a dar na cabeça, a apontar o dedo e/ou a pedir justificações.

Não há paciência. Não há mesmo. E eu, parva que só visto, digo que sim senhora, peço desculpa nem sei bem pelo quê e rogo pragas, muitas pragas.

Sim, eu falho. Falho muito. Falho pouco. Depende dos dias. Tanto quanto sei, todos falhamos. Agora temos é de pensar muito bem antes de andar para aí a apontar o dedo aos outros.

Isto tira-me do sério. Tira-me do sério porque se há coisa de que me orgulho é de ser profissional no meu trabalho. É de ser boa no que faço. Não sou perfeita, mas sou boa. E raramente falho. Mas à mínima falha apontam-me o dedo. Chateia-me. Já que passam a vida a dar um desconto aos outros, que tal darem-me um bocadinho de desconto agora? Só um bocadinho. E só agora. 


Não era mau de todo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Da Irene... - II

Querida Irene,

Estou muito triste contigo. Decidiste não alterar a tua rota. É um bocadinho chato, sabes? Além de incomodares todas as pessoas na costa dos EUA, também incomodas as pessoas que gostavam de ir até lá passear. E eu sou uma dessas pessoas.

Sabes, Irene, a esta hora eu podia estar confortavelmente sentada num vôo em direcção a Nova York. Em vez disso, estou de pijama na minha cama. Sabes porquê? Porque o meu vôo foi cancelado, graças a ti. E isso a modos que me aborrece um bocadinho.

Eu percebo, tens de fazer o teu papel e cumprir a tua missão. Mas é chato. Podias ir fazer o teu papel no meio do deserto ou do oceano, não? Com um planeta tão grande tinhas mesmo de escolher o sítio para onde eu ia viajar? É mesmo chato.

Sabes, esta viagem além de muito importante foi fruto de uma série de factores que se alinharam na perfeição. Aliás, só ontem de manhã é que eu tive bilhete para ir. E só ontem às dez da noite é que eu tive a certeza que ia. Passei os últimos dias numa ansiedade tremenda sem saber se ia, se não ia. E ia. Estava tudo encaminhado para ir. Mas depois apareceste tu, Irene. E estragaste tudo. Desculpa dizer-te isto assim, mas estragaste tudo.

E eu estou triste contigo. Muito triste.


Agridoce

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Das incógnitas...

E o que dá cabo de mim não ter ainda a certeza de onde vou estar daqui a uma semana a esta hora?...





Longe, muito longe, é só o que eu peço...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Do meu estado actual... - III

Está um calor que não se aguenta e eu enfiada em casa, todos os dias, agarrada ao trabalho da bolsa.



É bem feita, Agridoce Maria. É muito bem feita.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Do Casamento do Ano... - V

Uma tarde inteira. Uma tarde inteira em busca de vestidos e nada. Nada.

Vi muitos, experimentei muitos, mas ainda não encontrei O vestido. Eu sou esquisita, que sou, mas acho que já chega... 


Já me estou a mentalizar para deixar passar um mês, esperar que acabem os saldos e que as novas colecções cheguem, e depois logo volto a tentar...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Das notas... - II

Muito bom. Mais uma nota, e ainda mais incrível.


A sério, eu acho que não vou ver mais o mail hoje.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...