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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Das decisões que eu tomo... - II

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É um bocadinho este o mood geral por aqui.

Estou assustada. Muito. Mas talvez seja mesmo uma coisa boa.

É sempre assustador sairmos da nossa zona de conforto, da nossa segurança, do que já conhecemos, do que temos como certo e garantido.

Ainda não contei a muitas pessoas à minha volta. Algumas ficam surpreendidas, outras preocupadas, outras felizes. Um pouco como eu própria me sinto, talvez.

Toda a gente à minha volta já sabia que eu queria mudar de emprego. O investimento tremendo que fiz no Mestrado foi, naturalmente, com esse objectivo. No entanto, nem eu própria esperava que fosse tão rápido e que acontecesse já.

Eu fui respondendo a anúncios nos últimos tempos, mas de forma pouco consistente e sem me dedicar muito a isso. O meu plano era, depois de acabar o Mestrado (o que aconteceu Domingo passado com a entrega do trabalho final), gozar as minhas férias no fim de Agosto, recarregar as baterias e, em Setembro, dedicar-me afincadamente a encontrar alguma coisa nova.

Mas, quis o destino (isso existe?) que eu respondesse a um anúncio no LinkedIn, daqueles que é só carregar num botão sem pensar muito nisso, sabem? Nunca pensei que desse em nada. Ligaram-me dois dias depois. E a seguir foi o que se soube. Acabei por não relatar o processo todo, que foi relativamente rápido mas com três entrevistas, algumas conversas telefónicas e emails, e várias propostas. Anteontem disse que aceitava a última proposta que me fizeram, porque finalmente me deram aquilo que para mim era essencial. Ontem entreguei a carta de rescisão.

E não foi uma decisão fácil. Se, por um lado, queria muito sair, por outro, tinha muito medo de me estar a precipitar ao aceitar a primeira coisa que me apareceu. Mas talvez seja mesmo assim. Talvez não precisemos de passar por vários processos de recrutamento. Talvez a coisa corra bem à primeira. Talvez.

Ainda está tudo muito incerto. Ainda não sei bem quando se dará a troca, ainda não sei se conseguirei ter férias (e o quanto eu preciso de férias, senhores!), ainda não sei quase nada.

Sei que, ainda hoje, tenho dúvidas. Muitas dúvidas. Muito medo. Mas é acreditar e seguir em frente!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Das decisões que eu tomo...

Um dia vais entregar a carta de rescisão.

Hoje é o dia.


(e não fui correr...)

Das corridas... - XXIX

Hoje, algures no Facebook, cruzei-me com uma publicação a anunciar a Meia-Maratona dos Descobrimentos. E não pude deixar de sorrir.

Fiz esta prova o ano passado. Ainda hoje me refiro a ela como a pior prova que já fiz. Porque foi e nunca me vou esquecer dela.

Jamais me passaria pela cabeça voltar a fazê-la, até porque o foco no último trimestre vai ser aquele que se sabe.

Mas dei comigo a reler o que escrevi o ano passado, a decisão de desistir de Sevilha, tudo o que aprendi e a lição que dali tirei, e a pensar naquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar, com a certeza de que vou fazer diferente. Tenho de fazer diferente.

E é hoje é dia de mais um treino, já agora.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dos últimos desenvolvimentos... - II

O Mestrado está feito. O trabalho final até foi entregue um dia antes do prazo. Onde é que já se viu tal coisa?... Agora é esperar pelas notas que faltam. Mas foi muito, muito bom poder fechar esta porta. Estava verdadeiramente cansada.

E o que é que eu fiz na minha primeira terça-feira sem aulas? Fui correr, pois claro! Já não ia há quase três semanas e consegui juntar-me com duas meninas da equipa do meu subúrbio. E foi tão bom! Já não nos víamos há uns tempos, já estávamos todas há imenso tempo sem treinar, e deu para voltar a mexer as pernas e pôr a conversa em dia.

Já fui à primeira aula no ginásio novo e hoje vou à segunda. Hei-de voltar a este tema.

Hoje tomei uma decisão final quanto à mudança de trabalho. Hei-de voltar a este tema.

Todos os dias questiono a decisão que tomei segunda-feira. Bom, também só passaram dois dias. Mas questiono-me. Muito.

Que os tempos que se aproximam me tragam forças. Muitas forças. Que eu vou precisar!


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Das corridas... - XVIII


É oficial. Estou inscrita. Por ridículo que pareça, não consigo descrever o quão nervosa estava enquanto preenchia os dados e carregava na confirmação. É muito giro falar disto a quase quatro meses de distância. Fazer, efectivamente, a inscrição, é toda uma outra conversa.

domingo, 23 de julho de 2017

Dos meus sonhos...

Esta noite sonhei que estava a fazer aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Ia no quilómetro 4 ou 5 e chorava baba e ranho, certa de que não ia conseguir chegar ao fim, pela forma como me sentia.



O meu subconsciente tem formas curiosas de me relembrar que não corro há mais de uma semana...

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Das palavras que nunca lerás...

Por vezes, dou comigo a suster a respiração, a querer cristalizar o momento, a temer que o mais suave sopro venha e destrua tudo. Vivo constantemente nesta ansiedade, neste medo, neste saber que, a qualquer momento, a minha vida pode ficar, outra vez, de pernas para o ar.

Incomoda-me esta fragilidade. Este sentir-me exposta desta maneira. Este saber que te dei o que de mais precioso posso dar a alguém. Esta consciência do poder que tens sobre mim. O poder que eu te coloquei nas mãos quando te deixei entrar em mim, na minha vida. 

Não são raros os momentos em que penso em fugir. Fugir antes que tu fujas. Antes que tu me magoes. Fugir para não correr sequer esse risco.

Mas depois, depois tu abres os braços, recebes-me em ti, dizes em gestos o que não dizes em palavras, e eu não tenho como fugir. Resta-me acreditar que se cair, se doer, se ficar em cacos mais uma vez, valeu a pena. Sem dúvida, já valeu a pena.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Do verdadeiro significado de Leap of Faith...

Leap of Faith é ter comprado ontem bilhetes para uma viagem a realizar em Outubro, depois do que aconteceu nas duas últimas viagens que marquei com alguém.

O pior que pode acontecer? Ir sozinha, que foi o que me aconteceu com Praga e foi das melhores experiências que tive na vida.

O melhor que pode acontecer? Ter umas férias espectaculares, que incluem Amesterdão, Bruges, Gante e Leiden.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Das coisas que me cansam...

Esta minha mania de tudo questionar, de tudo analisar, de tudo pôr em causa.

Este meu boicotar-me constante, o prender-me, o bloquear-me.

Este não me deixar seguir em frente, por medo do que o em frente possa ser.

Este não querer viver o presente, para não correr o risco de o futuro ser igual ao passado.

Cansa-me. Desgasta-me. Todos os dias mais um bocadinho.

sábado, 15 de abril de 2017

Dos castelos...

A vida torna-nos cépticos. Descrentes. Frios. Demasiado racionais.

Talvez não a vida. Inocente no meio de tudo o que fazemos com ela. São as pessoas. O problema são sempre as pessoas.

As pessoas, que nos magoam, que nos iludem (e desiludem). As pessoas, que nos tiram o tapete (e os anos que eu demorei a perceber verdadeiramente o sentido desta expressão!). As pessoas, que deixamos entrar no nosso mundo, somente para o destruírem e deixarem em cacos.

Queda após queda, vamos ficando mais frios. Mais racionais. Demasiado racionais.

De cada vez que temos de reconstruir os cacos em que deixaram a nossa vida, reconstruímos o muro à nossa volta. Cada vez mais alto, cada vez mais forte, cada vez mais impenetrável.

Sempre que nos deitam ao chão, levantamo-nos. Mas levantamo-nos apenas para nos arrastarmos para dentro da nossa muralha, do nosso castelo, donde não queremos sair.

Eu não quero sair do meu castelo. Quero ficar aqui, quieta, inerte, na minha paz e no meu sossego. Quero ficar no meu canto. Não quero voltar a expôr-me. Não quero voltar a ser iludida (e desiludida). Não quero voltar a passar por tudo outra vez quando as coisas correrem mal. Porque, invariavelmente, as coisas correm mal.

E eu sei, tenho a certeza, que este castelo não aguento nova reconstrução.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Dos filmes que não queremos rever...

Fez ontem um ano que escrevi este post

Na altura, sabia que não era o fim do Mundo, mas parecia.

Hoje, sinto-me a viver um filme muito parecido. Há demasiadas circunstâncias demasiado parecidas e eu acordo cada dia a pensar qual será o dia em que o fim do Mundo se vai repetir.

Eu sei que também há muitas circunstâncias completamente diferentes, mas é inevitável fazer comparações, é inevitável ter medo, é inevitável que as minhas fragilidades venham ao de cima e me façam temer que volte a acontecer tudo outra vez.

Não está a ser um mês fácil. Está a ser um mês difícil de acabar. Está a ser um mês com muitas emoções contraditórias. Continuam os apertos no peito, que se misturam com uma ânsia infinita de viver, de sorver cada momento, de agarrar cada instante para que não perca nada do que me está a acontecer. Continua o medo das vidas que a volta dá, de que me tirem o tapete, de que me dêem um novo abanão, de que esteja somente a caminhar sobre um lago de gelo muito fino que se vai quebrar a qualquer momento. Continua a bipolaridade entre querer viver cada dia deste pequeno mês e o querer que ele passe muito depressa.

Faltam 12 dias para o meu (não) aniversário. Ainda não decidi nada. Ainda não combinei nada. Tal é a estranheza, que já houve quem me ligasse a perguntar o que é que estou a pensar fazer. Este ano não há convites antecipados, não há planos com semanas de antecedência, não há ementas, não há temas. Este ano há apenas o desejo de que esse dia não exista.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Do ar que me falta...

Gosto deste acordar lento, do saber que estás ali, do sentir o teu calor junto a mim.

Não gosto deste aperto no peito, desta falta de ar, do não saber por quanto tempo ali estarás.

Gosto do que me fazes sentir, do que me dizes, do que não me dizes mas que me deixas adivinhar.

Não gosto desta ansiedade, deste medo, deste nó na garganta.

Gosto de ti.

Não gosto de não saber lidar com isso.

Desculpa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Dos meses...

Fevereiro, que hoje começa.

Que é o meu mês. O mês em que eu (não) faço anos.

Gosto de Fevereiro. Gosto que seja meu. Gosto que seja o mais pequeno de todos os meses, que passe sempre a voar, que anuncie, tantas vezes, o adeus ao frio e à chuva e o olá a dias melhores, a dias maiores.

Em 2016, Fevereiro foi o mês mais difícil para mim. Foi o que mais custou. Foi o que mais doeu.

E eu vejo tantas semelhanças entre este Fevereiro e o Fevereiro de há um ano atrás, que tenho medo. Tenho muito medo. 

Começo a questionar tudo. Começo a pôr em causa. Começo a boicotar-me.

Vejo o mesmo cenário que via há um ano atrás, e temo que se repita o mesmo filme de há um ano atrás. E sei, ainda que me digam o contrário, que não ia suportar passar pelo mesmo outra vez. Ninguém aguenta viver duas vezes a mesma dor.

Aguardo ansiosa cada novo dia deste mês. Conto cada dia que passa e somo mais um aos que já acabaram. Quero aproveitar cada dia deste mês. Mas quero que este mês acabe sabendo que lhe sobrevivi.

Quero, preciso, que Fevereiro seja um mês bom. Quero que cada um destes 28 dias que hoje se iniciam, seja um dia feliz. E quero, acima de tudo, chegar a dia 28 a sentir-me estupidamente feliz.





É pedir demais, eu sei. Mas sonhar (ainda) não paga imposto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Do medo... - II


Ou das músicas que tocam aleatoriamente na minha playlist no YouTube e que, de repente, fazem um sentido tremendo. Coincidências?

Do medo...

O medo que me prende, que me bloqueia, que me imobiliza e aperta.

O medo do que pode acontecer. O medo de mais uma queda. O medo de um futuro que me parece tão incerto.

O medo do que já foi. O medo do que passou. O medo do que pode vir a ser, novamente.

O medo que combato. Todos os dias. A toda a hora.

O medo. Que ganha sempre.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Das minhas incapacidades - parte 137...

Sabes o que mais me assusta? O que me aterroriza e me faz querer fugir?

A tua fragilidade. A tua, diria, sensibilidade. O seres tão emocional. O seres tão o oposto de mim. O ter a certeza de que, contigo, serei um elefante num palácio de cristal. O ter a certeza de que não há outra possibilidade se não a de isto acabar mal. O ter a certeza de que és demasiado especial para mim. O ter a certeza de que somos demasiado diferentes. O ter a certeza de que isto nunca poderá correr bem. O ter a certeza de que tu mereces alguém à altura do teu nível de grandeza. O ter a certeza de que tu precisas de alguém que não sou eu. O ter a certeza de que isto é mais um salto para um abismo. 


(ainda assim, sonhei contigo esta noite, sabes?)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Das bolhas que não são de sabão...

A propósito de nada, lembro-me do que senti. Do que sofri. Do desespero.

Lembro-me disso e sei que não sou capaz de o voltar a viver. Não sou.

A simples ideia de que isso possa acontecer novamente, aterroriza-me.

Choro. Choro muito. Choro tão somente por pensar nessa possibilidade. Choro sem conseguir parar, apenas por me lembrar do que já chorei.

Choro e volto a fechar-me na bolha.

A bolha da qual não sei se algum dia serei capaz de voltar a sair.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...