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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Do teatro...

Está em cena no Teatro Nacional D. Maria II a peça Um Eléctrico Chamado Desejo, de Tennessee Williams.


(imagem retirada do site do TNDM)


Eu já vi. E apesar de não achar a peça extraordinária ou brilhante, acho que vale bem a pena ver, nem que seja por dois motivos:
- o cenário, que está muito bem feito e muito diferente do que é normal. O pormenor da chuva é delicioso!
- e o Albano Jerónimo, que vejo pela segunda vez em palco e que acho que está cada vez melhor (estou a referir-me à sua capacidade de representar, sim? Nada de confusões!).

sábado, 5 de junho de 2010

Do SATC2 que eu não vi... E do que eu vi...

Tolinha que sou, só ontem é que descobri que podia ter ido à ante-estreia do Sex and The City 2...

Sem comentários.


Em compensação, assisti ao "Se uma Janela se Abrisse", do Tiago Rodrigues e gostei. Gostei mesmo muito. A peça, a ideia, o conceito, o texto, a representação, é tudo genial. Deixo aqui um excerto do texto da peça, da autoria do Tiago Rodrigues:

Problemas de estar calado: as pessoas podem pensar que estamos doentes. As pessoas podem pensar que enlouquecemos. As pessoas podem pensar que não temos nada para dizer. As pessoas podem deixar de prestar atenção. As pessoas podem passar a prestar demasiada atenção. As pessoas ficam com imensas expectativas em relação à primeira coisa que irás dizer quando decidires interromper o teu silêncio. Se calhar ele está a pensar nos três desejos que vai pedir ao génio da lâmpada. Se calhar vai dizer qualquer coisa que deseja dizer há muitos anos mas nunca teve coragem. Se calhar sabe um segredo.
As pessoas esperam que estejas a pensar em alguma coisa mesmo muito séria. Uma tragédia de proporções cósmicas. Um trauma de infância. Um plano revolucionário ou um novo modelo económico com justiça social. A salvação do tigre das neves, também conhecido como tigre de Amur ou tigre siberiano. A maioria das pessoas pensa que os tigres brancos são albinos, mas não é verdade. Os tigres brancos são tigres das neves. Têm o pêlo branco por causa da neve. Pêlo branco com riscas pretas, os olhos azuis e o nariz rosa. Se fossem albinos, os olhos é que seriam rosa e o nariz seria branco. Se estiveres calado tempo suficiente, as pessoas podem presumir que estás a pensar no tigre de Amur.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Das visitas de médico...

Sinto-me a negligenciar a blogoesfera. Mas é por uma boa causa, palavra que sim.

Assim em jeito de resumo muito rápido, que isto são horas de ir dormir. Hoje já consegui dar uma voltinha pelos blogues do costume e actualizar-me sobre o que se passa por aí.

E ontem vi a última representação do "Num Dia Igual aos Outros", e só tenho a dizer: muito, muito, muito bom. O senhor Gonçalo Waddington, de quem eu não gostava particularmente, subiu muitos pontos na minha consideração artística. E o Nuno Lopes também esteve excepcional. Se não tivesse já acabado, dizia-vos para irem ver. Assim, imaginem.

E agora vou dormir que isto não são horas de andar por aqui. Que amanhã começa mais uma semana de trabalho, daquelas boas, com 11 dias.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Do Teatro... - III

E onde é que eu estive ontem à tarde depois de comer um maravilhoso brownie no Hard Rock Café?

Estive no Teatro Nacional D. Maria II, a ver a peça Rei Édipo. E a-d-o-r-e-i. Assim mesmo, com todas as letrinhas.



A peça está qualquer coisa de espectacular. Nunca tinha assistido à representação de uma tragédia clássica, e gostei imenso de ver em palco aquilo que estudei nas cadeiras de Antiguidade Clássica. Uma das coisas que me levou várias vezes a esses pensamentos, foi a presença do coro. O coro nesta peça é fenomenal e assustador. Porque o coro está no palco, está no meio da plateia, está nos corredores, está nos camarotes. Às tantas não sabemos bem se somos nós que estamos no meio do coro, se é o coro que está no meio de nós. E eu gostei particularmente do coro, e do efeito que provoca ao envolver ainda mais o público na peça. Nunca tinha visto nada assim!

E depois, depois há o Diogo Infante. O Diogo Infante, sobre quem não é preciso dizer muito. Acho-lhe uma certa piada, confesso, e gosto de o ver em palco. Acho que é um excelente actor neste tipo  de papéis, mais pesados e dramáticos. A representação dele foi sem falhas, com uma presença enorme, com expressividade, com uma excelente entoação e colocação de voz. É o Diogo Infante, e não é preciso dizer mais nada.

Depois há o Virgílio Castelo (gosto mesmo dele em palco, está provado), a Lia Gama, e uma orquestra fantástica a tocar ao vivo.

Esta peça é daquelas que vai ficar sempre na minha memória. Vai, vai.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Do Teatro... - I

Está neste momento (neste preciso instante em que escrevo estas palavras) a estrear no Teatro Nacional D. Maria II a peça "Rei Édipo". E eu quero ir ver. Quero muito. Ver o Diogo Infante e o Virgílio Castelo juntos em palco a interpretar uma das maiores e melhores tragédias de sempre, é qualquer coisa de imperdível. Ide pessoas, ide mundo, correi tudo para o Teatro Nacional D. Maria II, que não vos arrependereis!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Da noite de Sábado...

A noite de Sábado foi mais uma noite de teatro, no Teatro Nacional D. Maria II. Desta vez, a peça eleita foi Blackbird, de David Harrower, com encenação de Tiago Guedes, e com Miguel Guilherme e Isabel Abreu nos papéis principais.



Gostei, mas não adorei. Estava à espera de mais. Já tinha visto a peça de estreia do Tiago Guedes, The Pillowman, e estava à espera de algo ao mesmo nível. Mas claro, isso era pedir demais, já que The Pillowman foi das melhores peças que já vi em teatro, e a única que, com toda a certeza, gostaria de rever. A peça é interessante, as representações são muito boas, e o tema, polémico, consegue cativar-nos. Nesta peça, assistimos ao reencontro, após 15 anos, de um homem e uma mulher que se relacionaram quando ela tinha apenas 12 anos. Cada um interpreta à sua maneira esta história: foi abuso sexual? foi amor? de quem foi a culpa? É uma peça forte, violenta, pesada. Tem pequenos momentos cómicos, mas não é uma peça para nos divertir, é uma peça para nos fazer pensar. Não adorei, nem é daquelas peças que eu vá dizer a toda a gente para irem ver, mas também não posso dizer que não tenha gostado ou que foi tempo perdido. Valeu a pena para ver o Miguel Guilherme e a Isabel Abreu em palco. Diz quem sabe, que desde que ela se magoou (em cena), a qualidade da peça baixou um bocadinho de nível. Talvez. Talvez tenha sido por isso. Talvez não.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Do fim-de-semana... - I

Sexta-feira passei a tarde aqui. As minhas mãos e os meus pés estiveram a ser mimados durante três horas. Três. Com direito a exfoliação, máscara hidrante durante vinte minutos, massagem, e tudo e tudo. No fim, um chá na sala de relaxamento, enquanto folheava um livro sobre os grandes ícones da moda. Soube mesmo, mesmo bem!

E como ser mulher não é só tratar das unhas, Sábado, depois das minhas nove horas de trabalho, ainda passei no supermercado e fui a casa a correr, comer qualquer coisa e arranjar-me. Programa da noite? "O Camareiro", no Teatro Nacional D. Maria II.



Foi, com toda a certeza, uma das melhores representações de teatro a que já assisti. Já conhecia o texto, por já ter visto a peça na sua versão original inglesa, mas a versão portuguesa não lhe fica em nada atrás.

Ver o Ruy de Carvalho é sempre emocionante, comovente, surpreendente. É o Ruy de Carvalho, pois então! Mas quem me deixou mesmo supreendida, de queixo caído, foi o Virgílio Castelo. O Virgílio Castelo ainda estava no meu imaginário um bocadinho como o ex-marido da Alexandra Lencastre, que fez umas séries, umas novelas, e uns filmes. Tinha-o mais em conta de um grande galã, do que de um grande actor. Não podia estar mais enganada! O Virgílio Castelo esteve brilhante do princípio ao fim, no muito interessante papel de Camareiro, a que ele soube perfeitamente dar vida. Dá-nos para rir, dá-nos para chorar, comove-nos, faz-nos pensar.

Gostei. Gostei mesmo muito. Quando a peça acabou, aplaudi de pé, de braços arrepiados e lágrimas nos olhos. Já vi muitos espectáculos, muitos mesmos, mas foi a primeira vez que tive esta sensação ao ver uma peça de teatro.


Apontamento da noite: achei delicioso ver o Ruy de Carvalho sair pela porta de artistas, com o seu cão por uma trela, despedir-se de toda a gente, e ir pôr as suas coisas ao carro (um carro daqueles que nunca imaginaríamos que fosse o dele!), e depois ir passear o cão. Achei genial. Como é que alguém faz um papelão daqueles e meia-hora depois está a passear o seu amigo de quatro patas, como se nada fosse?

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...