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quarta-feira, 27 de março de 2019

Da saga sem fim das minhas bolhas...

As minhas bolhas têm passado bem, obrigada.

Vão e vêm conforme lhes apetece, que eu sou pela liberdade das pessoas e das coisas.

Surgem umas por cima das outras, numa pouca vergonha para a qual olho com algum pudor, não me querendo intrometer nas vidas alheias.

Mas tenho testado uma nova teoria: já que não as consigo evitar, tento que elas cicatrizem mais depressa, pelo que me tenho besuntado, depois dos treinos e antes de dormir, com uma dose generosa de Bepanthene. E até tenho visto alguns resultados! Pelo menos, até treinar outra vez e voltar à estaca zero. Mas fica a dica!

Antes dos treinos, tenho estado a testar o creme da Akileine, anti-fricção, recomendado pela Sofia. Ele bem tenta, mas não há milagres, e as bolhas continuam a surgir como cogumelos.

Este fim-de-semana, fiz uns míseros 13,5km no Sábado, e no Domingo fiz 10,6km (3,3km mais 7,3km, nas duas provas - feminina e masculina - do Troféu de Oeiras na Tercena).

Quando cheguei a casa no Domingo, o estado dos meus pés era o que se segue. Confesso que ponderei muito sobre a publicação destas imagens, porque vamos assistir ao momento mais nojento deste blogue, mas como já vi coisas piores noutros blogues de corrida por aí, achei que o mundo aguentava. Ainda assim, aviso, desde já, que as imagens que se seguem podem ferir a susceptibilidade dos leitores mais sensíveis.




Quando me queixo de bolhas, é a isto que me refiro. Que eu sei que, às vezes, eu falo de bolhas e as pessoas imaginam uma coisinha pequenina que pode ser ligeiramente incómoda. Mas as minhas bolhas gostam de fazer as coisas em grande.

E eu própria não sei bem como consigo correr com os pés neste estado. O que sei é que isto é um enorme teste à minha resiliência, à minha persistência e à minha resistência à dor.

Entretanto, já tenho consulta de podologia para o próximo Sábado. Aliás, o meu Sábado vai ser toda uma animação: treino longo de manhã, fisioterapia a seguir e depois podologia à noite. 

Ah! As maravilhas de treinar para uma Maratona...

E por aí, têm demasiado tempo livre e não sabem o que fazer com ele?... Inscrevam-se numa Maratona. Fácil, assim.

terça-feira, 12 de março de 2019

Das pequenas alegrias do meu dia...

Comecei o meu dia numa consulta com a médica de família. Diz-me ela:

- Você não bebe mesmo álcool nenhum, pois não? Tem os valores todos do fígado tão baixos!...

Ainda ponderei explicar-lhe que de cada vez que chego ao fim-de-semana e penso em beber uns copos, me lembro que no dia seguinte tenho treino ou prova, e que desisto da ideia. Mas guardei essa constatação trágica e deprimente só para mim.

Portanto, tenho de beber mais álcool. Acho que isto explica muita coisa sobre o estado actual da minha vida. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Do meu estado actual... Ou do meu estado permanente, não sei bem...


(encontrei no Facebook)


O plano para os próximos dois meses é este (faltam dois meses, pessoas! dois meses menos um dia para quem vai a Madrid!).

Se quero combinar alguma coisa para os fins-de-semana, tenho sempre de ver primeiro que treino/prova tenho nesse fim-de-semana. Se tenho treino longo ao Domingo, não posso combinar jantares ao Sábado. Se tenho treino longo ao Sábado e prova ao Domingo, posso esquecer a vida social...

Este fim-de-semana dei comigo a pôr o despertador para Sábado e para Domingo, para mais cedo do que ponho durante os dias de semana. Se isto é normal? Não, não é. Mas Sábado tinha treino e Domingo tinha corrida. E isto ainda se vai repetir muitas vezes até ao dia 28 de Abril.

Na verdade, gostava de poder dizer, de facto, que isto vai ser assim até dia 28 de Abril. Mas não é verdade. Porque depois do dia 28 de Abril vou dar-me duas semanas de recuperação, e depois começa uma nova fase de treinos, que logo a seguir vem a Serra Amarela.

E a seguir há-de vir outra coisa qualquer. E outra. E outra.

E é isto a minha vida.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Da animação que é viver com um daltónico... - II

Contexto: andamos à procura de um carro para ele. Ou melhor, anda ele, que eu não percebo nada disso nem quero.

Um dia destes, a tomar o pequeno-almoço, ele estava a folhear uma revista que por lá andava e viu um anúncio que lhe chamou a atenção:


- Vou comprar este carro.
- Vais, vais...
- A sério!
- Não vais nada... Tu nem sabes de que cor é esse carro.
- Sei, sim.
- Ai, sim? Então que cor é essa?
- Então.. É... É... Verde?
- Exacto... Compra o carro.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Da animação que é viver com um daltónico... - I

Já há muito tempo que queria ter criado aqui esta rubrica. Fui adiando, adiando, adiando, mas hoje achei que não dava mais. 

Depois da São Silvestre de Lisboa, e do banho tomado, saímos para jantar sushi (muita proteína!), e quando chegámos começámos a ver as fotos da prova. A dada altura, dá-se o seguinte diálogo:

Ele - Foi giro eles terem dado medalhas cor-de-rosa às mulheres este ano.
Eu - Não foi só às mulheres. Foi a toda a gente.
Ele - Não, não. Foi só às mulheres.
Eu - Não foi nada, foi igual para todos.
Ele - Mas a minha não é cor-de-rosa.
Eu - Não? Então é de que cor?
Ele - É verde.

Foto da organização.

Certo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Dos dramas que afligem a minha vida...

Pessoa não gosta de confusões. Pessoa não gosta de festivais. Na verdade, pessoa não gosta de pessoas o que a leva a evitar todos os aglomerados das ditas.

Pessoa começou o dia a saber que o Thom Yorke vem ao Alive e o Father John Misty ao Paredes de Coura.

Pessoa tem decisões difíceis para tomar.


(escrito directamente da lavagem automática, porque a pessoa tirou o dia de férias para fazer coisas tão interessantes como lavar o carro... A vida glamourosa das bloggers é só para algumas... ) 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Do meu regresso ao ginásio...

Depois do regresso às corridas, temos o regresso ao ginásio. Talvez tenha sido a constatação do meu novo estatuto de F35, e a cada vez mais clara percepção de que já não vou para nova, mas o certo é que me deu para isto esta semana. 

E se voltar ao ginásio foi uma decisão inteligente, ter escolhido uma aula de Bodybalance para marcar esse mesmo regresso, foi menos inteligente. Mas achei que devia começar por uma aula mais calma, que não puxasse muito pelos abdominais (nem por nada, já agora). 

E já não me lembrava por que motivo nunca ia a Bodybalance. Ontem, no meio do vigésimo quinto bocejo, lembrei-me.

Aquilo não é para mim. Lamento. Admiro e respeito quem gosta. Mas não é para mim.

Eu não consigo estar ali quase uma hora a empurrar bolas imaginárias no vazio, a ouvir o meu respirar, a tentar equilibrar-me numa perna enquanto a outra se estica toda e tenta apanhar a estrela cadente que passa no tecto. Não dá. 

O problema sou eu, não és tu, Bodybalance.

domingo, 25 de novembro de 2018

Do quão Dory eu sou...


Há bocado estava a arrumar a loiça do jantar na máquina e, de repente, fiquei super contente porque me lembrei que daqui a precisamente uma semana vamos a um concerto espectacular. 

O problema é que já não é a primeira nem a segunda vez que isto acontece. Ele comprou bilhetes para este concerto há meses mas eu esqueço-me e, de cada vez que me lembro, fico um bocadinho mais feliz.

Ser Dory é bom, afinal.


(não deixa de ter também a sua piada que depois de jantar tenhamos visto um filme que eu andava há meses para ver e cuja banda sonora é precisamente do artista que vamos ver para a semana, sem que eu fizesse a mais pequena ideia...) 

sábado, 24 de novembro de 2018

Da dura realidade que nos chega na forma de um dorsal...

Começa amanhã o Troféu CM Oeiras - Corrida das Localidades, com a prova de Porto Salvo.

O responsável da minha equipa enviou-me há pouco uma foto do meu dorsal.

F35.

Como, Senhores?! Como?! Não estava preparada para esta subida de escalão!... Eu faço mesmo 35 para o ano?... Onde é que foi parar a minha vida?...

F35.

Agora que eu ia dar tudo no meu escalão!...

Ainda não acredito.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Do estudo do dia... - I

As pessoas que montam as decorações de Natal mais cedo são mais felizes, diz um expert.

Eu gosto do Natal. Gosto das decorações. Gosto da antecipação. Gosto da contagem decrescente.

Se isso faz de mim uma pessoa mais feliz? Não sei. Mas gosto de acreditar que sim.


(vou tentar manter por aqui esta fabulosa rubrica, certa de que material não me faltará...)

domingo, 23 de setembro de 2018

Das coisas deprimentes...


Estar numa sala cheia de casalinhos e famílias felizes, e ser a única pessoa a tomar o pequeno-almoço sozinha. 

Fui deixada só e abandonada, entregue à minha sorte. Acordei sozinha na maior cama onde já alguma vez dormi. Fui trocada. Por um treino de 20km. É isto a minha vida. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Do flagelo da celulite...

Eu sei. Não é o tema mais sexy que existe. Mas é um drama real e temos de falar sobre ele.

Os elementos do sexo masculino estão dispensados e podem passar à frente...

Nunca fiz uma estatística muito apurada mas diria que a maioria das mulheres, em algum momento da sua vida, já lidou com o drama da celulite. Ou então não, que agora está na moda sermos todas muito bem resolvidas com o nosso corpo, e só eu é que tenho esse drama. Mas vamos fingir que eu não estou sozinha.

Pois é. Tenho celulite. O drama! O horror!... E por que motivo venho falar sobre isso? Porque hoje tive um momento de revelação assustador: vi-me ao espelho e assustei-me. É verdade!

Eu sei que toda a gente diz que não há milagres para a celulite, que é difícil eliminá-la, e tudo e tudo e tudo. Mas eu achei por bem partilhar com o Mundo a minha mais recente descoberta: o exercício faz uma diferença tremenda no combate à celulite... Mesmo! E foi isso que eu percebi hoje quando me vi ao espelho: quase 2 meses praticamente parada e o resultado está à vista. Ainda bem que não posso ir à praia, que as outras pessoas não têm de ser obrigadas a esta visão do demo que vou guardar só para mim...

Assim, deixo este pequeno conselho a todas as mulheres que gostavam de atacar a sua celulite (e ela bem merece ser atacada, a parva!): mexam-se. Vão ver a diferença!

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Do meu estado actual...

Devia ter voltado ontem ao trabalho. Não voltei. Tive consulta com a médica de família e ela achou melhor eu ficar mais uns tempos em casa, até ter a consulta na MAC e termos a certeza de que está tudo bem.

Continuo cansada, continuo com dores, e estou cada vez mais farta de estar em casa. Tenho saído raras vezes, e por pouco tempo. Quando abuso, ressinto-me logo. E é mesmo desesperante esta sensação de incapacidade e inutilidade.

Tenho aproveitado para fazer algumas coisas. Poucas, mas algumas. Voltei a pintar, apenas para ficar com vontade de deitar tudo fora e nunca mais pegar nos pincéis na vida. Vi um documentário interessante, sobre o qual talvez escreva aqui. Pensei em comprar malhas e agulhas, para me dedicar ao tricot, mas desisti a tempo. Já arrumei papéis que estavam enfiados numa estante desde o dia em que me mudei para esta casa. Continuo sem me decidir em relação à mesa de jantar. Já fiz 2 certificações da Google. Já fiz algumas caminhadas leves mas entretanto desisti delas não sei por quanto mais tempo. E podia enumerar mais umas quantas coisas nesta tentativa de provar a mim mesma que não tenho sido assim tão inútil. Sendo racional, eu sei que não. 

Mas estou rabugenta. E tenho direito a isso.

sábado, 1 de setembro de 2018

Das figuras que eu passo...

Um dia destes fomos em busca de uma mesa de jantar. 

Estávamos numa qualquer loja de decoração e mobiliário e eu peço-lhe para experimentar uma poltrona da qual gostei. Ele senta-se, começa a mexer num objecto decorativo que estava na mesa ao lado e eu peço-lhe que não faça disparates.

Viro costas, começo a caminhar em direcção a outra peça que vi, e oiço o barulho de alguma coisa a cair ao chão. 

Se eu também adivinhasse o euromilhões é que era!... 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Do meu estado actual...

Em modo Wedding Planner. Não, não me vou casar. Obviamente, não me vou casar.

Mas ando a tentar ajudar quem vai e só tenho a dizer que é uma trabalheira!... Onde é que se arranjam sítios giros, sem teias de aranha, sem decorações dos anos 80, sem salões com chão em calçada portuguesa, sem um mínimo de 150 convidados, e sem pedirem um rim e uma coxa por pessoa? Eu sei, são muitos requisitos. Mas eu só gostava de encontrar um sítio normal. Simples, agradável, versátil. Existe?

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Das coisas que eu faço para me entreter... Ou do estado do recrutamento em Portugal...

Isto de estar de baixa deixa-me com muito tempo livre e tenho de me entreter, claro está.

Acabei de responder a este anúncio de emprego.

Depois de me apresentar, de descrever a minha experiência profissional, de referir todas as minhas competências e conhecimentos técnicos, que correspondem a tudo o que pedem, acabei com: Como compreenderá, com toda esta experiência e conhecimentos, não sou elegível para um estágio profissional do IEFP, mas desejo-lhe o maior sucesso a encontrar quem seja!

Foi mais forte do que eu. Lamento.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Das dúvidas que me surgem a meio de mais uma crise...

Qual é a quantidade de lágrimas que o nosso corpo consegue produzir? Corremos o risco de desidratar? De onde vem tanta água?

Todas estas dúvidas me assaltaram um dia destes quando, mais uma vez, chorei sem parar durante mais tempo do que o que seria recomendável. Eu, imóvel, e as lágrimas ali a escorrer, umas atrás das outras.

E eu, confesso, comecei a questionar-me sobre a origem de tanta água e sobre a capacidade do nosso corpo de produzir mais e mais lágrimas. Achava eu que devíamos ter um depósito de lágrimas algures (no saco lacrimal, talvez?), e que esse depósito seria finito. Parece que não. Parece que o nosso corpo consegue produzir mais e mais lágrimas, umas atrás das outras.

E, não se preocupem, não é possível desidratar por chorar demasiado. Diz o Tio Google que o nosso corpo sabe gerir a água que tem disponível e que, antes de nos deixar desidratar, corta-nos o stock de lágrimas.

Estou muito mais descansada agora. E esclarecida, já agora! Que uma pessoa não pode seguir com a sua vida, sem encontrar resposta para estas questões fundamentais da nossa existência.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Das coisas que dividem o Mundo... - IV

O Mundo divide-se entre as pessoas que não conseguem dormir destapadas (mesmo que isso signifique morrerem de calor), e as outras.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Dos grandes passos para mim, que são passos irrelevantes para a Humanidade...

Ontem fui fazer a minha primeira caminhada. 

Vim do hospital com indicações para começar a fazer caminhadas leves após duas semanas. E achei que ontem era um bom dia para começar.

Não foi, logo à partida, um processo fácil. O que é uma caminhada leve? Leve quer dizer o quê, exactamente? É um conceito muito abstracto, convenhamos... Conheço muito boa gente que entende como caminhada leve fazer 15km, em duas horas, num Sábado de manhã, só porque é giro... E fazem muito bem!

Já eu, perante deste dilema e esta indefinição, achei por bem ir andando e logo se via como corria (ou andava, neste caso). E não andei muito, não. Fiz pouco mais de 2km, em pouco mais de meia-hora. Eu sei, há quem faça provas de 10km em menos tempo. Mas, para mim, já foi coisa para me deixar de rastos e com ainda mais dores.

E com uma certa neura... Ou inveja, sejamos francos. Andei na Expo, junto ao rio, e cruzei-me com dezenas de pessoas a correr. E de cada vez que passava mais alguém a correr por mim, eu só pensava no quanto queria também eu poder correr!... Isto dito por quem se andou a encostar nos últimos meses é, no mínimo, irónico. Fica a lição para o futuro: não deixes para depois, o que podes correr já!...

Mas, apesar de tudo, fez-me bem. Fez-me bem sair de casa, voltar a calçar os ténis, mexer-me um bocadinho, ver pessoas e a rua. E ainda deu para ver 4 planetas! É verdade! Vimos Marte, Saturno, Júpiter e Vénus. Quanto mais não seja, valeu por isso!

Agora é ir fazendo mais algumas, aumentando a distância, a pouco e pouco... Quanto a voltar a correr, ainda estou a decidir se espero quase um mês pela consulta que terei, ou se, em calhando de me sentir com forças para isso, arrisco começar mais cedo. Certo é que já estou a tratar de cancelar a inscrição no Douro Ultra-Trail (se alguém quiser um dorsal, é só dizer!).

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...