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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Do meu estado actual...

Tenho no dia de hoje um lembrete no calendário do telemóvel que diz apenas e só "Inscrição São Silvestre".

Ora, eu não faço ideia a que é que isto se refere... 

Dado que já estou inscrita em duas (Lisboa e Corroios), que da dos Olivais ainda não se sabe nada, e que não me lembro de mais nenhuma assim de repente, venho por este meio solicitar sugestões de São Silvestres para me inscrever... Talvez se faça luz neste pequeno cérebro e eu me lembre por que raio tenho este lembrete.

(isto anda tão bom que eu já só funciono com o telemóvel e a respectiva agenda para combinar o que quer que seja, mas, pelos vistos, nem assim...) 

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Da minha falta de motivação para correr..

Ando preguiçosa para correr. Não me apetece. Invento desculpas (ontem não fui porque tinha de tratar da roupa e da comida em casa). 

Mas, a verdade, é que não me apetece. Deixei de ter companhia (volta, Fabiana), e não consigo assumir o compromisso comigo mesma para ir e correr sozinha. O que é curioso, porque quando comecei a correr, era ver-me 2, 3, 4 vezes por semana, sozinha no Passeio Marítimo. O horário de trabalho era outro e a logística de viver sozinha também. Mas eu era feliz a correr sozinha. Depois habituei-me a correr com companhia e agora está difícil. 

Também não ajuda não estar inscrita para nenhuma prova que me obrigue a treinar. Bom, na verdade, assim de repente, já estou inscrita em 5 provas até ao final do ano sendo 2 já este fim-de-semana. Mas nenhuma que me tire o sono e me obrigue a treinar a sério. São todas geríveis, com mais ou menos sofrimento. E, também por isso, não me tem apetecido treinar.

É também curioso que em relação ao ginásio eu esteja a conseguir manter um certo nível (mínimo) de compromisso. Não sei se é por marcar as aulas, mas há algo em mim que me tem feito ir ao ginásio. Uma vez por semana, vá, não exageremos. Mas é algo que eu não achei que fosse possível.

Queria muito combater esta inércia... Mas não sei bem como. Vou agora a caminho do ginásio e achei que podia ser bom assumir um compromisso com o Mundo: depois da aula que vou fazer, vou tentar correr na passadeira.

E se digo tentar é porque há aqui outro factor que não tem ajudado: no meu último dia de férias, na véspera do casamento da minha irmã, eu decidi entrar num duelo com uma rocha na Praia de Porto de Mós. Inexplicavelmente, a rocha ganhou e continua por lá a desafiar quem por lá anda. Já eu, tive direito a um dedo do pé com uma nova coloração e formato, e uma visita às urgências no dia seguinte. Não sei se já disse, mas o dia seguinte foi o dia do casamento da minha irmã. Não foi nada de grave, mas as dores eram bastante simpáticas e os senhores da Saúde 24 acharam que era melhor lá ir, e eu fui. Drogas, gelo e descanso, foi o que me receitaram. O único gelo foi o dos gins que bebi nessa noite, e o descanso foi no dia seguinte, que a ressaca não dava mesmo para fazer nada.

O dedo continuou roxo, as dores continuaram. Na terça-feira seguinte tentei ir correr, mas sem sucesso. Se de sandálias abertas a coisa era suportável, de ténis era para esquecer. Passaram mais uns dias mas quem não passou foram as dores. Voltei a atacar com as drogas. Chegou o fim-de-semana e eu queria ir correr. Mas o louco mais louco do que eu decidiu ser menos louco do que eu, e aconselhou-me a não ir. Mas fui ao ginásio no Sábado (vêm como eu lá tenho ido?) e, claro, tive dores. Posto isto, entre as dores e a falta de vontade para correr, tenho andado em modo lontra.

Mas hoje... Hoje é que é. Hoje eu vou correr! 

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 247


- Eu não sabia que isto ia ser sempre a subir...
- Então, se o objectivo é chegar ao marco geodésico, estavas à espera de quê?
- Como assim?
- Sabes o que é um marco geodésico?
- Mais ou menos...
- Um marco geodésico marca o ponto mais alto num determinado local.
- Ah... E não podias ter explicado isso mais cedo? 

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Do maior drama de Chamonix...

Uma pessoa sentir-se gorda. Balofa, mesmo.

Eu nunca vi tanta gente fit por metro quadrado. É só gente magra, musculada, e com, pelo menos, mais meio metro de altura do que eu. 

Chamonix não foi feita para lontras, não.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Das perguntas que me fazem...

Ontem dizia-me ele, como se nada fosse:

- Não gostavas de ir passear à Madeira em Abril?...

Entendedores, entenderão... 

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Do dress code para o UTMB...

Dizia-me ele ontem...

- Ah! Eu nem estava a pensar levar roupa que não fosse de desporto para as férias.

Pára tudo. Como assim?! Nem umas calças de ganga?, pergunto eu, meio incrédula.

- Não estava a pensar nisso. Como vamos andar lá sempre a passear e a fazer caminhadas... 

E é isto. Se eu já andava há uns dias a panicar com o que raio levar para Chamonix, agora ainda fiquei mais baralhada. 

Não vamos apanhar grande tempo. A previsão é de chuva e tempo fresco, com direito a trovoada, o que nos levanta algumas preocupações para a prova dele, e a mim me preocupa em relação à roupa. 

Ontem ele já me foi comprar um casaco polar à Decathlon, que era coisa que, obviamente, não existia no meu roupeiro, e é coisa que vai dar bem jeito quando estivermos lá no cima do monte e estiverem qualquer coisa como 0 graus... 

As temperaturas previstas serão entre os 10 e os 20 graus, mais coisa, menos coisa, o que é perfeitamente gerível. Mas sempre que começarmos a subir, e vamos subir muito muitas vezes, vai arrefecer. 

Portanto, roupa de desporto, roupa em camadas... Luvas e gorro, talvez?... 

Sandálias já percebi que escuso de levar. Ténis de trail, ténis de estrada, ténis normais... 

35 anos de vida e deu-me para isto. Está certo. 


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 214


Há vinte anos atrás, a uma sexta-feira à noite, eu estaria no Paradise Garage ou no Whispers, a dançar até ser dia.

Agora? Contento-me com umas invenções na cozinha e um episódio de Stranger Things.

Podes vir, 3ª idade. Estou pronta. 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Das coisas que eu nunca pensei ouvir-me dizer...

A propósito da nossa ida para o Sul nos próximos dias... 

- Por um lado, prefiro ir na quarta à noite porque assim podemos correr quinta de manhã, por outro, prefiro ir na quinta de manhã porque assim posso ir ao ginásio na quarta...

Quem é esta pessoa e o que fizeram à Agridoce?... 

terça-feira, 9 de julho de 2019

Da falta de palavra das pessoas...

Alguém, provavelmente eu, tinha escrito, provavelmente por aqui, que depois da Serra Amarela só faltariam duas provas para o final da época. 

Pois que já fiz as Fogueiras e o Sintra Trail X'Treme. Se não me engano a contar, isto dá duas provas. 

Como é que daqui a 3 semanas já tenho outra?! Como?!

A sério... Já não se pode confiar no que as pessoas dizem. Num dia pensamos que estamos de férias até Setembro. No outro, pumbas!, toma lá mais no final de Julho para não ficares mal habituada.

E o drama é que a inscrição foi feita no Sábado, antes de Sintra, e eu optei pela distância conservadora. Depois do trauma de Sintra, estou aqui a pensar de mim para mim, se não me atiro assim à doida para a distância mais longa que já fiz na vida. Só para acabar a época em grande, sei lá.

Convém esclarecer que a distância é mais longa mas tem menos acumulado do que a Serra Amarela. É uma loucura controlada. Não nos entusiasmemos que eu não enlouqueci de vez. Ainda.

Talvez esteja a querer dar um passo maior do que a perna, o que não é difícil no meu metro e meio. Mas sinto-me bem. A Serra Amarela correu bem. As Fogueiras correram bem. Sintra correu bem (pudera!). E eu não sei se um dia destes não deixo de correr. Talvez fosse boa ideia aproveitar este entusiasmo e fazer uma coisa assim a modos que ligeiramente maior.

Decisions, decisions... 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Do Sintra Trail X'Treme...

Diz que foi ontem que decorreu a 3ª edição do Sintra Trail X'Treme.

Diz também que eu participei, sobrevivi e cheguei ao fim sem quedas. Já não foi mau.

Comecemos por dizer que eu fui a esta prova em modo passeio. O louco do costume queria ir fazer a prova longa (31km) e eu disse-lhe que me inscrevesse na mais curta (10km). Ainda ponderei ir à intermédia (21km), mas os tempos de corte eram meio apertados para uma pequena lontra como eu, e achei que nesta altura da época já estaria farta de corridas e que era melhor fazer a mais curta e não me chatear muito.

Ontem o despertador tocou às seis da manhã. Seis da manhã. Eu não me lembro da última vez em que tinha acordado às seis da manhã mas foi, certamente, para apanhar algum avião. Não vejo outro motivo razoável para acordar às seis da amanhã. Ou não via. Porque agora já vi que também é possível levantar-me às seis da manhã para ir correr.

Chegámos a Sintra, levantámos os dorsais facilmente, e estacionámos a cinquenta metros da meta, como se quer.

A prova dele começava às oito e a minha só às nove. Vi-o partir e depois fui fazer tempo para o carro. Ainda pensei ficar por lá a dormir, mas sabia que já que ia ter de esperar tanto tempo por ele, mais valia fazer qualquer coisa para ocupar o tempo.

Chegam as 9 horas e a minha prova começa. Éramos poucos. Talvez uns 200. A prova começa e começa logo a subir. Foram 900 metros a subir a sério. Daquelas subidas em estrada que uma pessoa até a fazê-las de carro fica cansada! Mas eu lá fui. Tentei manter-me na minha caminhada acelerada, a dar aos braços, e a tentar não ficar demasiado para trás.

Finalmente, entramos nos trilhos. E eu, maravilhada com aquele single-track cerrado, de terra escura e macia, rodeada de eucaliptos jovens que mais pareciam bambus e nos envolviam completamente. Curva e contra-curva, a descer, sem vermos nada do que vinha aí a seguir. E eu a pensar no espectacular que aquilo ia ser, no quão bonita era Sintra e nas saudades que tinha de ali andar.

E pronto. A prova podia ter acabado ali que ficava muito bem.

Eu tenho perfeita consciência que este é um daqueles casos de "o problema sou eu, não és tu". Eu ia com as expectativas altas. Afinal, estávamos a falar de uma prova em Sintra. Sintra. Não é preciso dizer mais nada, pois não? Eu já fiz o Fim da Europa, que não é para aqui chamado, e já fiz o Peninha Sky Race. E Sintra é Sintra. E o que eu esperava de uma prova em Sintra era que fosse Sintra. Mas não foi. Problema meu, não é verdade?

Eu sei que não é possível fazer milagres em percursos de 10km. Eu sei. O problema começou logo aí. Eu nunca tinha feito um trail tão curto. E duvido que volte a fazer, na verdade. Soube-me a pouco. Uma pessoa parece que ainda está a aquecer e a coisa já está a acabar. Não quero mais disso.

O segundo problema foi que, de facto, não há grandes milagres com distâncias tão curtas. E eu já corri na Estrela, nos Açores, na Serra Amarela. Eu já vi coisas inacreditáveis e este trail, coitado que não tem culpa nenhuma, foi meio fraco nesse aspecto. Pronto.

A prova em si é uma boa prova. Aliás, para quem se queira aventurar nos trails mas sem grandes loucuras, é perfeita. Pouca distância, pouco acumulado, nada de coisas técnicas e difíceis, um percurso rápido e muito corrível. A sério. Para quem quer uma prova acessível e perto de Lisboa, esta está óptima.

Mas, para mim, soube-me a pouco.

O terceiro problema foi com os abastecimentos. Esta prova só tinha um abastecimento. É normal. Eram só 10km. E até posso concordar que o facto de só ter água também era normal. Afinal, os cromos que fizeram aquilo em 40 e poucos minutos, mal tiveram tempo de desidratar. Mas as pequenas lontras, como eu, teríamos agradecido mais qualquer coisita. Mais uma vez, o problema fui eu. Afinal, eu vou aos trails para comer o que não como em casa. Coisas como batatas fritas não entram nesta despensa, pelo que preciso de ir aos trails para me vingar.

No entanto, eles esmeraram-se e compensaram no final. E eu comi batatas fritas, claro.  E melancia, muita.

Se eu gostei da prova? Nem por isso. Mas não pela prova em si. A prova estava bem organizada, bem marcada, era simpática, era mesmo uma boa prova de 10km.

Eu é que fiquei durante muito tempo a pensar no disparate que foi não ter ido aos 21km... A última pessoa acabou apenas 4 minutos depois do tempo de corte previsto para o final da prova. Eu sei que sou lontra, mas acho que teria conseguido. E isso deixa aquele sabor agridoce de quem sabe que devia, pelo menos, ter tentado...

Para me distrair desta frustração, e depois de aproveitar bem a comidinha e a bebida no final, aproveitei mais outra das regalias da prova: massagens com o Filipitsch. Acho que já por aqui falei no Bernardo, e no quanto o recomendo. Pois que volto a falar e a recomendar. Quanto mais não seja porque, a meio da massagem, me perguntou: Tu estás mais magra, não estás? Andas a comer? Ora, eu não sei se ele diz isto a todas. Por mim, até pode dizer. Mas a verdade é que ganhei o dia e, só por isso, recomendo-o ainda mais.

Em resumo: foi uma bela prova, com uma excelente organização. Mas não é prova para mim.

Ah! Como desta vez fui mesmo correr, tirei apenas uma única foto, e foi logo na primeira subida, quando íamos todos a caminhar. Depois disso, zero fotos. Percebem por que é que esta prova não é para mim?... Sem comida e sem fotos?! Não há condições...

sábado, 15 de junho de 2019

Das conversas que eu tenho pela manhã...

Ontem, enquanto tomávamos o pequeno-almoço, antes de sairmos de casa:

- Então, Snow, também queres ir para o Gerês? - pergunta ele.
- Oh ele ia adorar!
- Nunca mais o víamos!
- Pois... Os lobos também o iam adorar... - digo eu e fico a pensar na vida. - Tu achas mesmo que há lá lobos? Vamos falar sobre isso. O que é que eu faço se me cruzar com um lobo?
- Então, esguichas água dos soft flasks para cima dele.
- Achas?! Isso não faz nada!... E o apito? Se eu apitar, se calhar, ele não gosta.
- Gritas e chamas ajuda.
- Não, eu acho que o apito é melhor!
- Mas não penses nisso. Os lobos são muito espertos e quando atacam, é em grupo.
- E, nesse caso, eu não tenho hipótese, é isso?
- Pois.

É com isto que eu tenho de lidar. E ainda me enviou este artigo. Que, só por acaso, fala numa aldeia na qual a minha prova amanhã vai passar. Mas tudo bem. Eu sempre gostei de lobos. Até era sócia do Grupo Lobo quando era mais nova. Até foi a eles que consignei os 0,5% do meu IRS este ano. Acho que vou usar isso como argumento se algum lobo me quiser atacar. Aposto que resulta! 

domingo, 2 de junho de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 152


Dia de praia. Para tentar pôr algum bronze neste corpo para disfarçar as marcas dos calções, e das perneiras, e das meias, e dos calções. 

A dada altura, estava eu a comer o último pedaço de melancia que restava no tupperware (eu sou das que vai de tupperware para a praia), enquanto pensava que a única comida que nos restava eram uns frutos secos e que bom, bom, era que aparecesse o Senhor das Bolas de Berlim, quando oiço ao longe aquele som mágico "Olhaaaaaaaa bolinha!". Seguiu-se o seguinte diálogo:

- Tu acreditas que estava mesmo agora pensar nisso? 
- Em quê? 
- No Senhor das Bolas de Berlim porque estamos a ficar sem comida! É um sinal! 
- Mas queres? 
- Podíamos dividir uma bola... 
- Nem pensar! Ou comemos uma cada um ou não comemos. 
- Era só para sermos menos gordos... 
- Então não comemos. 

E não comemos. 

Deve ser isto a meia-idade. 

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Das decisões super inteligentes que eu tomo... - já lhes perdi a conta...

Esta pessoa tinha dito por aqui, e por outros lados, que este fim-de-semana seria apenas de praia e treino, porque esta pessoa já está meio farta de provas e ainda faltam 4 até ao final da temporada. 

Esta pessoa ganhou um passatempo e vai à Corrida de Santo António amanhã.

Esta pessoa não aprende nunca. 

terça-feira, 28 de maio de 2019

Das dúvidas que me inquietam pela manhã...

Tenho uma unha a abanar. Estava a ficar roxa, desde a Maratona, e depois do Almonda, começou a abanar. Eu nunca tinha tido uma unha a abanar mas... Não é bom sinal, pois não? 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Do Trail do Almonda... - II

Portanto, parece que já tooooooooda a gente sabia que o Trail do Almonda é conhecido pelo calor infernal habitual. 

Toda a gente menos eu, pois claro. 

Diz que estão previstos entre 30 e 35 graus para Domingo (depende das fontes).

Já não dá para lhe chamarem Trail da Idade do Gelo, não é verdade?... 

terça-feira, 7 de maio de 2019

Da Maratona da Europa... - VII (Ou Das minhas bolhas...)

Então e as bolhas?

As bolhas foram A surpresa da Maratona da Europa!

É verdade!

Já aqui tinha dito que a minha maior preocupação antes da Maratona da Europa eram os meus pés e a forma como eles se iam portar. Também já tinha dito que se não cortasse aquela meta, seria por causa deles. E não é que eles se portaram bem?

Aqui há uns tempos tinha feito aqui um post sobre as minhas bolhas, e o jnr tinha-me deixado como sugestão a RUNSOX. Eu, que naquela fase já estava por tudo, andei a espreitar o site, decidi mandar-lhes uma mensagem via Facebook, e lá acabei por fazer uma encomenda. No dia 20 de Abril, fui levantar a encomenda à loja deles (em Odivelas). Conheci o Nuno Baixinho e ainda estivemos um bocado à conversa, a trocar experiências e a ouvir mais dicas sobre o que fazer com estes pés de princesa que, de vez em quando, parecem de ogre.

Nesse dia, era a Scalabis. E o que é que esta alma super inteligente decide fazer? Estrear as meias novas, pois claro. Sem as lavar nem nada. 

Tinha optado por umas meias da Mund, o modelo Running. Porquê este modelo? Porque fazem o tamanho 34-37 e porque tinham umas em cor-de-rosa mesmo giras! 

Carregar imagem para Galeria, Running
(imagem do site da RUNSOX)

E lá fui eu para a Scalabis, com as minhas meias novas cor-de-rosa mesmo giras nos pés. E a coisa até não correu mal! Se foi das meias? Se foi da fita kinesio? Se foi da hidratação intensiva nos tempos anteriores? Eu não sabia. Mas, de facto, não correu mal.

Nos últimos tempos andei a testar tantas variáveis, que cheguei ao dia da Maratona da Europa sem saber o que fazer. Ponho fita? Não ponho fita? Ponho creme? Não ponho creme? Levo as meias novas? Levo as meias velhas? As dúvidas eram muitas.

No dia anterior à prova, estive muito entretida a tratar dos meus pés: leia-se dar cabo de todos os vestígios de bolhas anteriores, cortando as peles que restavam e pondo muito creme. Isto era algo que eu não fazia antes, e que comecei a fazer regularmente e, de facto, acho que ajudou, porque deixei de fazer tantas bolhas em cima de bolhas.

No próprio dia, acabei por optar por levar mesmo as meias novas. Mais um disparate? Talvez. Um risco? De certeza. Mas eu já passei por tanta coisa com os meus pés, que achei que pior era impossível. Aquelas eram as meias melhores (ou mais caras, pelo menos) que eu já tinha comprado, tinham um tamanho mais adequado do que a maioria das minhas meias, e tinham-se portado bem na Scalabis. E eram cor-de-rosa e mesmo giras, já tinha dito? Acabei mesmo por optar por elas e pela fita, que pus com a ajuda do louco mais louco do que eu, nos sítios mais críticos.

Quando saímos do apartamento em direcção ao Centro de Congressos, num trote lento em jeito de aquecimento, sentia uma impressão no dedo gordo do pé direito, que me estava a incomodar e que eu não sabia bem do que era, mas achava que era da fita. Enquanto estava na fila para a casa de banho, antes da prova, ainda me descalcei e tentei perceber o que se passava, mas sem sucesso.

Durante a prova, talvez por estar focada noutras coisas, talvez por ter outras dores, talvez pelo desespero psicológico que se sobrepôs a todo e qualquer sentimento físico em alguns momentos, não dei pelas bolhas. A sério! Esqueci-me delas! As dores horríveis que eu tive noutras provas e em treinos que tornavam cada passada um tormento? Nem vê-las! Nem senti-las, melhor dizendo! Acho que só me lembrei delas depois, confesso. 

Claro que, depois da prova, tive dores. Claro que, ao chegar ao apartamento e ao tirar as meias, percebi que elas estavam lá. Andei ali que tempos a ganhar coragem para tirar a fita, com medo do que estaria por baixo dela. Mas, quando o fiz, fiquei deveras surpreendida! Tinha uma bolha gigante no tal sítio onde ainda antes da prova tinha sentido a tal impressão, e depois tinha as bolhas do costume nos sítios do costume, mas em versão relativamente controlada. Fiz apenas 5 bolhas no total. Cheguei a fazer mais de 10 em treinos!... Foi uma melhoria tremenda e que me deixou mesmo surpreendida!

Se foi das meias? Se foi da hidratação? Se foi da fita? Não sei. Talvez tenha sido só dos ares de Aveiro e do ambiente da Maratona da Europa.

O que sei é que me tornei doutorada em bolhas, tratamento de bolhas e prevenção de bolhas. Valeu por isso!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Do Trail do Almonda... - I

O próximo trail que tenho previsto é o Trail do Almonda.

Esta manhã, partilharam na página do evento o mapa do percurso e o gráfico de altimetria:


Assim, que o vi, a primeira coisa que me ocorreu (para além de um pequeno "oh-meu-deus-por-que-raio-me-meti-nisto"), foi que o gráfico parece o elefante d'O Principezinho:

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À tarde, o louco mais louco do que eu envia-me pelo whatsapp o mesmo gráfico. Eu digo-lhe que já tinha visto e o que tinha achado.

A seguir, ele manda-me o mapa do percurso dele, dizendo que parece uma preguiça ou o Yoda.


E não é que eu olhei para lá e vi imediatamente o Sid, da Idade do Gelo?

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Só se estraga uma casa, não é verdade?...

domingo, 28 de abril de 2019

Da Maratona da Europa... - II


Regressei a Lisboa de Havaianas, sem vergonhas, porque não ousei tentar calçar o que quer que fosse. 

Estive agora com o meu novo melhor amigo, o Betadine, a rebentar as cinco bolhas que fiz (foram poucas, até!), já me besuntei com o Halibut e agora é esperar que isto amanhã esteja melhor. Que duvido que amanhã possa voltar a usar a táctica das Havaianas para ir trabalhar...

E o giro que vai ser amanhã se, como sempre, as escadas do metro estiverem avariadas?...

Ah! As maravilhas do pós-prova!... 

domingo, 14 de abril de 2019

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...