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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Da minha capacidade incrível para suster a respiração...

Estamos a dia 4 de dezembro. O mês do Natal. O último mês do ano.

E o que é que eu fiz no que ao Natal diz respeito? Montei a árvore de Natal. Literalmente. Montei a árvore, com os seus muitos e variados ramos porque talvez tenhamos comprado uma árvore demasiado grande mas não faz mal porque eu gosto dela assim. Montei-a e deixei ali no seu esplendor verde. E também deixei no seu esplendor as caixas com todas as decorações, que vieram da arrecadação e que estão pousadas no hall de entrada, para gáudio de pequeno Snow.

Portanto... A pessoa que vibra com o Natal. A pessoa que adora o Natal. A pessoa que se perde em decorações e planos. A pessoa que planeia tudo com uma antecedência, por vezes, considerada (de forma injusta) exagerada. 

Essa pessoa, este ano virou Mr. Scrooge e não quer saber do Natal.

Não quero. Não me apetece. Não tenho vontade. Não tenho, sequer, planos definidos. Não sei onde vou passar nem o dia 24 nem o dia 25. Não só porque não depende só de mim, mas porque mesmo quando o que não depende de mim estiver resolvido, eu vou ser forçada a tomar uma decisão que não me apetece ter de tomar.

Não consigo pensar no Natal. Presentes? Nem vê-los. Certo é que deixei de dar presentes nos últimos dois anos. Limito-me a comprar algumas coisas para os sobrinhos, e tudo o resto vai corrido a pequenas oferendas comestíveis que saem da minha cozinha. Prefiro pegar no dinheiro e doar a instituições que realmente precisam. Mas nem isso eu ainda fiz este ano!.... Nem pensei nos presentes dos sobrinhos (e tinha sido tão inteligente aproveitar a Black Friday para isso....), nem pensei no que vou fazer para oferecer, nem escolhi as instituições que vou apoiar.

Não consigo pensar no Natal.

Tenho demasiado em que pensar. Tenho a minha vida em suspenso. Estou assim a modos que a conter a respiração, semana após semana, à espero da altura em que vou poder respirar de alívio. Se é que vou poder respirar de alívio. Não sei. Não sei nada.

Se pudesse, avançasse no tempo até ao final do ano. Até ao momento em que terei certezas (ou, assim o espero...). Adormecia agora e só acordava daqui a umas semanas, com a minha vida em ordem e o futuro traçado a régua e esquadro (como eu tanto gosto). Mas não! Porque a vida não é desenhada a régua e esquadro e, mais uma vez, fez questão de me mostrar isso mesmo.

Tinha aqui escrito, em Outubro, que estava deprimida com o final do ano, e com o facto de não ter cumprido dois dos três objectivos que tinha definido para 2019. Pois que a vida resolveu pôr-me a cenourinha à frente do nariz e, apesar de ser certo que já não vão acontecer em 2019, talvez, só talvez, se concretizem em 2020. Com muitos medos e dúvidas, com muitas incertezas, com decisões tremendas para tomar, com coisas que não dependem de mim. Mas pode ser que 2020 seja o ano. Pode ser. 

Assim a vida queira colaborar comigo e queira dar-me um final de ano feliz e sereno. Ou só feliz, que sereno duvido que seja. Mas que eu possa voltar a respirar. Já não era mau.




(Prometo que tudo isto um dia fará sentido. Não sei é quando. Obrigada a quem estranhou a ausência e se preocupou.)

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Dos dias em que viver cansa...

Hoje o acordar foi difícil. Ele é que fez uma Maratona, e eu é que tenho a sensação de ter sido atropelada por um camião.

Talvez seja das dores de dentes. Ou da sua ausência. Já que o que me dói é o vazio deixado pelo dente que arranquei na sexta-feira.

Não consegui dormir em condições, o que seria bastante razoável, depois de ontem ter acordado antes das seis da manhã. Eu nasci para dormir. Eu preciso de dormir. E, se não durmo, não funciono.

Acordei cansada, (ainda mais) rabugenta, desanimada e deprimida.

Ontem ao final do dia tomei uma decisão importante. Havia uma pequena esperança de uma grande mudança na minha vida em breve, mas ontem eu disse adeus a essa esperança. Ontem, no rescaldo da Maratona dele, pus-me a fazer contas à vida e decidi fechar uma porta. Talvez se abra uma janela, já diz o cliché. Mas eu não gosto de clichés, nem neles acredito. Acredito no que é racional. E ontem fui racional.

Talvez por isso tenha acordado assim. Pesada, no espírito e no corpo. Com o semblante carregado e a barriga inchada, reflexo dos abusos do fim-de-semana. Ele é que ia correr, mas eu fui solidária na ingestão dos hidratos. Ou talvez tenha tentado encontrar nos hidratos o consolo que não encontro na vida.

Faltam dois meses para o final do ano. E isso deprime-me. Cansa-me. Desanima-me. 



Ou então está tudo lindo, maravilhoso e fantástico na minha vida, e eu acordei mesmo foi com TPM.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Das fotografias que dão alegria... - Day 255


Apresento-vos a mesa de cabeceira dele. 

É para isto que eu tenho de olhar todos os dias. E (quase) sou vencida pelo cansaço. 

Já do meu lado, não sei se quero passar o meu aniversário em Berlim ou em Condeixa a cometer a loucura da vida.

Dramas.

Dramas de quem precisa urgentemente de voltar a correr. Dramas de quem sabe que é ao gastar energia na corrida que consegue ir buscar a energia que sente que não tem. 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Da minha ausência por aqui...

Poderia dizer-se que estarei de férias, mas não é o caso.

Simplesmente, não me tem apetecido escrever. Ando mais introspectiva. Há muita coisa a acontecer à minha volta. Há muita coisa a acontecer em mim. Estou numa fase decisiva da minha vida. Uma fase de muitos medos, dúvidas, incertezas, que se misturam e confundem com esperanças e desejos. 

À minha volta, vejo mundos e rochedos a desmoronar-se. Vejo o certo virar incerto. Vejo tristeza, revolta, frustração e mágoa. Não tomo para mim as dores dos outros, mas é impossível ficar-lhes indiferente. 

Mundo estranho, este. Inventamos tanta coisa, e não inventamos o que mais importa. 

Podemos saltar já para Dezembro?... 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Da Maratona da Europa... - IV (Ou do Pré-Prova...)

A minha preparação para a Maratona da Europa foi aquilo que se sabe: deficiente.

Por muitos e variados motivos, não treinei tanto quanto devia, e falhei alguns treinos essenciais, como os mais longos.

A poucos dias da prova, a meio de uma crise existencial, só me apetecia desistir e nem ir a Aveiro. Foi toda uma montanha russa de emoções, como é a preparação de uma coisa destas!...

Depois desse drama, e já mais racional, tinha definido os meus objectivos, com um ritmo para os primeiros 30 quilómetros de 6'30m/km, e a certeza de que a partir daí, seria gerir dentro do possível.

Tentei ter cuidado com a alimentação nos dias anteriores, bebi muita água, tomei a Magnesona, aumentei a ingestão de sal, mas acabei por não descansar tanto como devia nos dias anteriores, porque, em estando fora, uma pessoa acaba sempre por não resistir e passear um bocadinho.

Na véspera, fomos à Pasta Party, com a Sofia e o André. E eu já não me lembrava do que era comer numa cantina universitária e ainda deu para rir! Comemos muito e bem, e ainda fomos beber um copo, porque era cedíssimo. Por copo, leia-se uma garrafa de água.

Voltámos para o apartamento e a pressão começou a instalar-se. Estive tempos e tempos a vestir e a despir calções, a tentar escolher quais havia de levar. Acabei por tomar a decisão com base num critério muito prático: escolhi os que tinham o melhor bolso, porque percebi que não ia conseguir enfiar na bolsa da cintura todos os géis que queria levar. Levei uns calções relativamente novos da Nike, mas que já tinha usado num treino de 15km e numa ou outra prova. Foi uma decisão mais ou menos arriscada, mas relativamente consciente. Acabou por correr bem e eu fui feliz e contente com os meus calções cor-de-rosa (ou coral, vá).

O segundo drama: os géis! Tinha levado várias opções, e ali fiquei a pensar o que tomar, quando tomar. Lá dividi os géis com o louco mais louco do que eu, lá defini a ordem pela qual tinha de os tomar, e ainda juntei umas gomas, só para o caso de enjoar os géis e precisar de uma alternativa.

Seguiu-se o último drama: as meias. Tinha duas opções e só tomei a decisão final no dia da prova de manhã, enquanto me vestia. Mas isso será tema para outro post. Quanto aos meus pés, mantive o que já vinha fazendo nos últimos meses: muita hidratação! Estava receosa porque na semana anterior me tinha aparecido no pé direito, na zona das bolhas, uma mancha de sangue pisado, que me tinha dado grandes dores nos últimos treinos.

Antes da prova começar, estava plenamente consciente de que não estava tão bem preparada como devia, e estava preocupada com o pé direito, tendo mesmo comentado que seria ele a decidir o desfecho da minha prova. 

Sabia que me ia custar horrores, mas que havia de cortar aquela meta. A única razão que me podia impedir de o fazer seria mesmo aquele pé e as suas dores, se se tornassem insuportáveis. Tudo o resto, eu havia de ultrapassar, nem que demorasse as seis horas de tempo limite.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Das corridas... - LIII

Não, não tenho corrido. Obviamente, não tenho corrido.

Mas tenho esperança de o poder voltar a fazer na próxima semana e tenho pensado muito nisso.

Para já, estão nos planos até ao final do ano: a Be Active (que vou fazer em modo caminhada, pois claro), a Meia Maratona dos Descobrimentos, o Trilho do Javali e a São Silvestre de Lisboa. Talvez também a dos Olivais ou a da Amadora. E algumas provas do Troféu de Oeiras, claro.

Em função de como tudo isto corra, e de toda a minha recuperação no regresso à corrida, estão nos planos já dois trails para 2019: Columbus Trail e Azores Trail Run. Talvez seja tolo pensar em dois trails nos Açores na mesma época mas a verdade é que não consigo escolher um só... Por outro lado, se a isto juntarmos o UTMB, as férias de 2019 já estão a ficar muito preenchidas e demasiado ligadas a trails...

Dado que ainda gostava de encaixar aqui uma incursão pelos Caminhos de Santiago (de quem será a influência?...), não sei bem o que vou fazer  para ter mais uns dias extra de férias!...

Então e uma maratona? Pois, não sei. Para ser no primeiro semestre, era preciso abdicar de um dos trails, e isso, já se viu, não é uma decisão fácil. Se abdicasse de um deles, se a minha recuperação corresse espectacularmente, se a Meia dos Descobrimentos fosse um sucesso, era pessoa para aproveitar e continuar o treino e dar um salto ali aos nossos vizinhos do lado para uma Maratona que um dia hei-de fazer. Mas isto tem tantos "se", que acho difícil... No segundo semestre, há uma que me parece interessante, mas eu e os treinos com calor, não funcionamos. 

Pois que não sei. Eu queria. Mas talvez 2019 seja o ano dos trails. Não sei. Neste momento, são tudo especulações de quem tem demasiado tempo livre e demasiada vontade de voltar a correr, que resultam nestes devaneios e indecisões.

O ideal será mesmo não fazer planos e esperar por voltar a correr. Quem sabe o que nos reserva o futuro?...

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Das sugestões de que eu preciso...

Estando eu com bastante mais tempo livre do que o habitual, ainda que tenha a sensação que ele se me escapa por entre os dedos sem que eu saiba bem como, tenho dedicado algum tempo à leitura e às séries/filmes/documentários, para intervalar do que ando a estudar e da viagem que ando a planear.

De livros, já despachei: Camino Island (do John Grishman), Along Came a Spider (do James Patterson), e Behind Closed Doors (da B.A. Paris). Gostei do primeiro, dos outros dois não tanto. Talvez seja eu que sou esquisitinha, mas estava à espera de um pouco mais... Agora estou de volta ao Follett, com o A Colummn of Fire, e esse nunca desilude, já se sabe.

Quanto a séries, vi, finalmente, a 13 Reasons Why, tenho andado a ver The Killing e os novos episódios de Suits (aqueles dois matam-me...), e hoje vi o documentário da Amanda Knox. Confesso que fiquei na mesma e sem conseguir ter opinião formada sobre a inocência ou culpa dela.

Posto isto, aceitam-se sugestões de livros, séries, filmes, e tudo o que possa ocupar o meu tempo nos meus próximos tempos em reclusão.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Dos medos...

Em conversa com a BFF. Ela pergunta-me: "medo do sim e medo do não?". Eu respondo que sim e que não sei de qual deles mais.

É isto. É tão isto. Medo do sim. Medo do não.

Não saber o que será pior. Não saber o que será melhor. 

Coisa difícil, esta de viver!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Da minha palavra do ano (que passou)...

Já sei. Já chega de balanços e de falar sobre 2017. Prometo que é o último post. Por agora, pelo menos.

O ano passado defini como a minha palavra para 2017 a palavra emoção.

Tentei cumprir aquilo a que me propus: viver mais, sentir mais e pensar menos. Não acredito que tenha conseguido inteiramente, porque eu vou ser sempre eu, mas acho que melhorei em muita coisa.

Entre medos e receios, fui-me deixando ir, fui sentindo, fui vivendo. Não deixei de ter as minhas crises existenciais, não deixei de questionar muita coisa, mas aprendi a partilhar mais, a tentar deixar que acalmassem os meus medos e dúvidas.

Para 2018 não sou capaz de escolher uma palavra. Talvez força, talvez luta, talvez persistência. Talvez todas elas juntas. Perguntem-me daqui a uns meses.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Das inspirações que nos chegam não sabemos bem de onde...

Don't Quit

When things go wrong as they sometimes will,
When the road you're trudging seems all uphill,
When the funds are low and the debts are high
And you want to smile, but you have to sigh,
When care is pressing you down a bit,
Rest if you must, but don't you quit.

Life is strange with its twists and turns
As every one of us sometimes learns
And many a failure comes about
When he might have won had he stuck it out;
Don't give up though the pace seems slow—
You may succeed with another blow.

Success is failure turned inside out—
The silver tint of the clouds of doubt,
And you never can tell just how close you are,
It may be near when it seems so far;
So stick to the fight when you're hardest hit—
It's when things seem worst that you must not quit.

by
John Greenleaf Whittier


(deparei-me com este poema no início desta semana, e achei que era muito, muito apropriado...)


sábado, 22 de julho de 2017

Dos pensamentos soltos...

Um dos meus momentos preferidos na realização de qualquer trabalho académico é a actualização dos índices. Fico mesmo contente ao vê-los tomar forma e ir crescendo! Fico feliz com pouco, eu sei. Mas podia ser pior.

Diz que acabo as aulas esta semana. Diz que tenho teste na terça, apresentação do projecto final na quinta e entrega do trabalho escrito do dito projecto final no domingo.

Diz que pelo meio disto tudo devo receber a proposta que ficaram de me fazer depois da entrevista final de ontem. Diz que correu bem.

Diz que está um lindo dia de sol. Diz que se está bem na praia. Eu talvez, só talvez, consiga sair de casa para jantar. Talvez. Se me portar bem.

Diz que eu devia estar focada em acabar o mestrado e ando preocupada com uma das grandes decisões da minha vida. E com o facto de não correr. E com o caos em que está a minha casa. E com mil e uma outras coisas que, neste momento, não deviam ser relevantes.

Ainda bem que ando a ler o Getting Things Done.

E que estou aqui a escrever em vez de estar a trabalhar.

domingo, 9 de julho de 2017

Das corridas... - XXV

Resolvi fazer novo plano de treinos para aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar. Na verdade, resolvi voltar a correr, que era coisa que não andava a fazer.

Também não tenho feito muito, que este recomeço é coisa recente e já conta com umas falhas, mas sei que até ao final do mês (quando acabo as aulas), não posso exigir milagres.

Olho para o plano e acho que não vou ser capaz. São demasiados treinos longos. Sei que não vou ter paciência. Sei que, em pleno Verão com muito calor, o meu corpo não vai gostar de treinos de 20, 24 e 28km. Sei que vai ser uma luta dura e difícil. Mas também sei que, se conseguir, vai ser qualquer coisa...

Nos entretantos, descobri que o treino mais longo que tenho para fazer calha no dia da Maratona de Lisboa. E de que é que eu me lembrei? Aproveitar a boleia, pois claro. Saio de casa a correr, desço até à Marginal, colo-me a quem vai a fazer a Maratona, aproveito as estradas cortadas (isto será legal?), e depois, em vez de seguir para a meta, continuo por essa cidade fora, sempre junto ao rio, até perfazer os 32km, que terminam precisamente no subúrbio onde mora quem mais me atura e acompanha nestas loucuras. Acho que dificilmente podia calhar melhor!

Eu tenho o plano, tenho a estratégia, tenho tudo pensado ao pormenor.

Haja vontade e força nas pernas!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Dos planos para as férias...

As férias vão incluir, entre muitos e variados programas, os Passadiços do Paiva, e mais umas quantas corridinhas (em modo treino, leia-se). 

Diz que já tenho o plano para aquela-prova-cujo-nome-eu-não-vou-mais-repetir-até-a-acabar (feito aqui) e isto tem de entrar nos eixos!... Não sei quando nem como, mas tem.

Ainda que o facto de ter o plano não queira dizer exactamente que já me decidi. Quer dizer apenas que vou começar a treinar, vou ver como me sinto, e daqui a um mês e 25 dias, tomo a decisão final.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Das Corridas... - XXI

O Estrela Grande Trail deixou-me a pensar em muitas e variadas coisas.

Entre outras coisas, deixou-me a pensar naquilo que eu quero da corrida e naquilo que eu quero fazer daqui para a frente.

E sim, deixou-me a questionar a maratona.

Um dia vou fazer uma maratona. É certo. Está na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Mas não tem de ser já. Não tem de ser este ano. Nem no próximo.

Fazer uma maratona é, para mim, uma coisa muito séria. Eu sei que virou moda, e que toda a gente fez, e que há um mediatismo enorme em torno da coisa, e que é giro e tal. Mas, para mim, é mesmo uma coisa muito séria.

Não quero fazer uma maratona para sofrer ao longo de 42km. Não preciso desse sofrimento na minha vida. Não que a minha vida seja plena de sofrimento, mas, convenhamos, o que tenho chega-me bem.

Quando fizer uma maratona, quero fazê-la a sentir-me bem. Quero que seja um momento feliz. Quero sentir-me preparada.

O que pode ser já em Novembro. Ou pode ser só em 2020.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Das coisas que ficam...

A incapacidade de fazer planos. O não ter a coragem para marcar uma viagem para daqui a três meses. Porque eu não sei o que vai acontecer nos próximos três meses. E a vida ensinou-me que em três meses, em dois meses, em apenas um mês, tudo muda.

E eu recuso-me a voltar a fazer planos, somente para voltar a vê-los serem cancelados.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Do meu trabalho... - II

Pois que eu achei que Vagos e Albufeira eram demasiado longe para enviar o meu CV.

Pois que hoje fui abordada por uma organização internacional muito interessante. 

Pois que essa organização fica na Suíça.

Pois que a Suíça é já ali.

Pois que não.


(nada de entusiasmos, foi um primeiro contacto para sondar o meu interesse, nem eu sei se quero, nem sei se eles me querem, só me contactaram e pediram para falarmos via skype...)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Do ser Agridoce...

A propósito dos 2000 posts, e porque agora se usa fazer comemorações alargadas por tudo e mais alguma coisa, fazendo o mesmo tema render muitos e variados posts, campanhas, anúncios, e afins, achei que fazia sentido ir repescar a explicação do nome deste blogue, sobretudo, porque tem aparecido por aqui muita gente nova. Aqui fica:


O amor é agridoce.

Suficientemente agre para não poder dizer que é doce. Suficientemente doce para querer continuar a prová-lo, a pretexto de, um dia, conseguir dizer o que é.

A palavra agridoce resolve o problema como um analgésico resolve a gripe: esconde os sintomas. Agridoce quer definir a indefinição.

E nem sequer há um traço a separar o agre do doce, para avisar que se tratam de duas coisas opostas.

Em vez disso, junta-as discreta e irresponsavelmente, o fiozinho vermelho e o fiozinho preto…

O resultado varia com as pessoas: há quem apenas queime um fusível e resolva o problema substituindo-o por outro. Há quem queime a instalação toda e tenha que deitar a casa abaixo para a reparar. E, claro, há quem não tenha tensão suficiente para faiscar, sequer.

Enfim, o amor é um grandessíssimo curto-circuito.

(do álbum "Do Amor Y Outros Demónios", da banda com o mesmo nome)


Agridoce foi o meu nick durante muito tempo nos tempos do IRC e dos fóruns e ainda há quem me conheça como a Agridoce. Agridoce foi também o username que escolhi quando criei o meu livejournal, e achei que faria todo o sentido mantê-lo aqui. Acho que ainda se mantém perfeitamente adequado.

Agridoce quer definir a indefinição. Há lá coisa mais apropriada do que isto para me definir?...

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...