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segunda-feira, 1 de junho de 2020

De Berlim... - I

Faz hoje 3 meses que regressámos de Berlim e pareceu-me um dia tão bom como outro qualquer para começar, finalmente, o relato desta viagem.

Nestes 3 meses mudou tanta coisa, que parece que a viagem foi noutra vida, mas precisamente por isso, e por ter sido tão boa, não podia não a eternizar aqui!

Berlim era, para mim, um sonho muito antigo. Não que vivesse fascinada com a cidade, mas há anos que tinha a certeza que tinha de lá ir um dia. Quando começámos a pensar numa viagem para os meus anos (já que só faço de 4 em 4, que seja em bom!), surgiu Berlim em cima da mesa. Ele não estava convencido, porque a probabilidade de apanharmos mau tempo era elevada. Mas a verdade é que no final de Fevereiro, está mau tempo em 90% da Europa, pelo que ele não me conseguiu apresentar nenhuma alternativa que me convencesse. Ficou Berlim.

Marcámos a viagem 3 semanas antes de descobrirmos que eu estava grávida. Estávamos a tentar mas, como não achávamos que fosse acontecer, marcámos a viagem na mesma, para que os preços não escalassem. Ainda assim, houve alguma sensatez na minha pessoa e, contrariamente ao que é habitual neste tipo de viagens que fazemos, eu teimei que devíamos ir 5 dias, para evitar as correrias e canseiras habituais. Era o meu aniversário, eu queria passar lá o dia 29, e poder regressar no dia seguinte com calma. E assim foi. Na prática, aproveitámos 4 dias completos. Primeira dica: chega perfeitamente para ficar com uma visão geral de Berlim.

No dia 26 de Fevereiro, quarta-feira, aterrámos em Berlim a meio da manhã. O aeroporto é meio estranho, mas está tudo bem indicado e facilmente encontrámos o autocarro que precisávamos para chegar à Estação Central de Berlim, onde iríamos apanhar o comboio para perto do nosso hotel. No geral, achei que os transportes funcionavam muito bem, com imensas alternativas e a preços simpáticos.

Olá, Berlim!


O nosso hotel foi o The Student Hotel Berlin. Foi ele que o escolheu e eu confesso que torci um bocadinho o nariz, só pelo nome. Achei que seria mais tipo hostel, meio caótico, barulhento, e algo para o qual não teria paciência mas... Tive de engolir cada palavrinha, porque adorámos o hotel! Para quem procura um hotel tradicional/clássico, esqueçam. Mas é um excelente hotel, de 4 estrelas, com pormenores deliciosos e que faz as delícias de quem procure um sítio diferente e cheio de pinta. Afinal, estávamos em Berlim, não é verdade?




E eu achava que era só nos móteis que davam preservativos...



A localização também era óptima, a 5 minutos a pé da Alexanderplatz, a caminho da qual tínhamos um centro comercial grande, com supermercado, área de restauração, cafés para tomar o pequeno-almoço (achámos o do hotel caro e optámos sempre por comer na rua), etc. Havia ainda uma paragem de autocarro, literalmente, à porta do hotel. Noutras alturas, estes pormenores podiam não ser muito relevantes, mas quando se apanha tempo frio e alguma chuva, faz toda a diferença!

O planeamento desta viagem foi feito um bocadinho (só um bocadinho) em cima do joelho, numa altura em que eu já estava grávida de 5 meses, e só tinha uma certeza: tínhamos de reduzir, e muito, o nosso ritmo habitual. Além disso, Berlim é uma cidade meio estranha, em relação à qual tive alguma dificuldade em perceber quais as coisas a não perder. Mas lá consegui traçar um plano!

Para o primeiro dia, e tendo em conta a hora a que íamos acordar e a hora a que íamos chegar, planeei uma tarde calma, mais de introdução a Berlim do que outra coisa. 

Almoçámos perto do hotel, e seguiu-se um passeio a pé pela zona, que incluiu a Alexanderplatz, a Rathaus, a Neptunbrunnen e a St. Marienkirche.

As Bolas de Berlim originais! 






Construção deliciosa em Lego da Rathaus.









Depois desta volta, apanhámos um autocarro para o destino seguinte: East Side Gallery.


Curioso como imaginava o muro tão maior...





Claro que, a dada altura, aqui a grávida precisou de fazer uma pausa para repôr energias e descansar as pernas.




Com o cair do dia, regressámos ao hotel, onde eu aproveitei para uma mini sesta e ele foi para a passadeira do ginásio do hotel correr (ele é mais louco do que eu, não é verdade?).

Saímos para jantar, num restaurante típico alemão perto do hotel, e aterrámos na cama, que o dia já ia longo...



Até amanhã, Berlim!

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Do meu 2019...

Foi preciso Janeiro estar a chegar ao fim para eu me obrigar a vir aqui escrever. Isso ou ter ficado a trabalhar a partir de casa por estar doente, e aproveitar a hora de almoço para isso. Pouco importa, na verdade.

A verdade é que ainda não me apeteceu escrever sobre 2019 e fazer o habitual balanço do ano.

A propósito, deu-me para ir ler os balanços anteriores. Não os fiz sempre, mas foi um bom exercício reler os anos em que os fiz. 2018. 2017. 2016. 2015. 2014. 20132009.

De 2019 não sei bem o que dizer. Foi um ano de altos e baixos. Não teve nada de particularmente trágico, sobretudo se compararmos com 2018, mas teve uma situação menos boa que se arrastou todo o ano e que se prolonga para 2020. Teve medos e dúvidas, teve desesperos. Mas também teve muitas coisas boas, teve momentos excelentes, teve duas viagens incríveis, teve muitas memórias. Teve uma muito boa notícia que eu já não esperava, quase no final. Foi mesmo um ano em relação ao qual guardo mixed feelings.

Para 2019, eu tinha três objectivos. Concretizei um deles (fazer mais uma Maratona), não concretizei outro (e sei que também não o vou concretizar em 2020), e deixei outro encaminhado para que se concretize em 2020.

O balanço não é mau, certo? Certo. Mas ainda estou a aprender a lidar, a duras penas, com o facto de um dos objectivos não só não se ter concretizado, como também não se vir a concretizar em 2020. Mas lá chegarei!...

2019 teve muita coisa incrível.


Teve um passeio a Évora logo no início do ano.


Teve o Trail de Lousa.


Teve o incrível Columbus Trail, onde quero regressar um dia e que recomendo a quem me queira ouvir.


Regressei à minha ilha, ao sítio onde nasci, à casa onde vivi.


Apaixonei-me pelas paisagens e pelas gentes.


Fiz a Meia-Maratona de Cascais com a minha Fabiana.


Fiz treinos longos e bolhas diversas. 
Concluí o Doutoramento em tratamento e prevenção de bolhas. 
E descobri que sou pronadora.


2019 também teve treinos pela manhã.


Tudo para chegar a Abril e cortar a meta na minha segunda Maratona.


Claro que em 2019 também houve muitas e variadas gordices.


E corridas com gordices.


E minis depois das corridas, pois claro. E o calor que estava no Almonda?...


Em Junho foi a vez da Serra Amarela. Das melhores provas que eu já fiz e, continuo a dizer, aquela em que eu mais me desafiei.


Mas Junho também trouxe mergulhos e percebes em Lagos.


E a Corrida das Fogueiras, com este lindo dorsal...


Voltei a correr em Sintra, no Sintra Trail Extreme.


E em Julho voltei a apaixonar-me pelo Thom Yorke. 
E pelo louco mais louco do que eu, que deu um novo sentido a tudo isto.


Fiz os 27km do Limestone Ultra Trail e cheguei em último lugar.
E adorei.


Chamonix. Chamonix. É ir reler os 40 posts que escrevi sobre o assunto... 
Não há palavras que cheguem para descrever o incrível que esta viagem foi.


Momento piroso do ano: um buff da Buff personalizado.


Apostei na minha carreira de roadie. Aqui, na Maratona de Lisboa.


Ornatos Violeta no Porto. Tão bom.


Passagem em modo passeio pela Family Race no Porto.
Ou de como tive o privilégio de acompanhar os primeiros quilómetros do João Lima em mais uma Maratona!


Regresso aos trilhos. Casaínhos.


Mais corridas em equipa, num início de época muito bom!


Mas 2019 também foi um ano de muito Snow e muito mimo. 
E muitas sestas, naturalmente.


E, como não podia deixar de ser, acabei o ano na São Silvestre de Lisboa.



Visto assim, não me posso queixar, não é verdade?

Acho que a mentalidade tem de ser essa: olhar para 2019 e focar-me apenas nas coisas positivas. Este post serve, precisamente, para isso. Para ter aqui sempre à mão uma forma de me lembrar de todas as coisas boas que 2019 me trouxe. E foram muitas.

2020 tem tudo para ser um bom ano. Quiçá, um ano extraordinário. Vai ser um ano diferente, certamente.

Que venha ele! 
 

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