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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Do meu trabalho...

O meu trabalho tem algumas (muitas) coisas chatas...

Hoje ando em busca de certas empresas para tentar contactá-las e separo-as por secções. É tão deprimente ver o montinho das dissoluções e das insolvências a crescer cada vez mais!...


Eu sei, eu sei, há muitas insolvências que são meras fugas às dívidas, também sei que todos os dias surgem não sei quantas empresas novas, mas não gosto disto... E tenho dito.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Do mundo real...

Saí do comboio e passei no Pingo Doce mais perto para comprar meia-dúzia de coisas. Estive lá uns dez minutos, não mais que isso. 

Nesse curto espaço de tempo, ouvi duas pessoas distintas pedirem uma ficha de inscrição para se candidatarem a funcionários.


E é isto.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dos estados de graça...

Já aqui falei, em tempos há muito idos, sobre gravidezes idiotas.

Gravidezes idiotas são gravidezes que, na minha opinião muito minha, muito pessoal e que não interessa para nada que cada um sabe de si, dizia eu, são gravidezes que não deviam acontecer.

Sejam as gravidezes só porque sim, sejam as gravidezes que aconteceram por acaso (?), sejam as gravidezes em que os pais não têm responsabilidade/maturidade para ter um filho, sejam as gravidezes em que os pais não têm condições físicas/financeiras/emocionais. Em suma, qualquer caso em que não haja, por um lado, um desejo muito consciente do que aí vem e, por outro, uma estabilidade muito grande (a todos os níveis) para receber da melhor forma possível a vida que aí vem.

Ou então não. Ou então a idiota sou eu que acho que todos deviam fazer 10 requerimentos em papel azul de 25 linhas; 5 orçamentos com todos os worst-case scenarios; tirar medidas à casa e ao carro; verificar 3 vezes a conta das poupanças e confirmar todos os direitos salariais em caso de... 

Se calhar, o erro é meu. Meu que sempre disse que não sei se algum dia terei filhos. Bolas! Trazer uma vida ao Mundo é... Trazer uma vida ao Mundo! É mudar o Mundo! Estão a ver a responsabilidade? Não é bem como 'bora lá comprar um carro a crédito e se depois não tivermos dinheiro para a gasolina nem para comer, é na boa. Percebem? É ter um filho. É tornar-se responsável, para sempre, por uma vida. 

Eu sei que sou eu que ligo, em demasia, o complicómetro, e talvez por isso tenha tanta dificuldade em ponderar a hipótese de ter filhos. Mas a verdade é que eu acho mesmo que é complicado. É exigente. Exige tempo, exige dinheiro. (partindo do princípio que há estabilidade emocional - a mais exigida de todas).




Mas sim, se calhar sou eu. Eu é que estou errada. Eu é que devia deixar de tomar a pílula e deixar a natureza trabalhar. 

Ou então não.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Das incredulidades (???)...

Hoje falei com um Senhor ao telefone que se apresentou com um: O meu nome é Doutor Manuel Silva.

É logo coisa para me fazer soprar. Mas adiante que eu sou paga para isto.

Quando chega a hora do Senhor me dar o seu e-mail, sai-se com um: Pode escrever aí drmanuelsilva@gmail.com

E é isto. É neste mundo que vivemos.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dos pianos que deixam de soar...

O mundo da música está mais pobre. O mundo do piano está ainda mais pobre.

E eu estou chocada. Já se sabe da minha paixão pelo piano. E ele era daquelas pessoas com quem, por motivos profissionais, tive o prazer de me cruzar algumas vezes. E tive o prazer de o ouvir tocar muitas vezes. E custa-me pensar que não o vou ver e, sobretudo, ouvir tocar mais vezes.

O mundo da música está mesmo mais pobre.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Das coisas que me chocam... - II

Andava eu a actualizar-me quanto ao que se passa no país e no mundo, quando me deparo com uma entrevista sobre o suicídio e, mais concretamente, sobre o suicídio no trabalho. Vale a pena ler e parar para pensar um bocadinho no rumo que estamos a tomar nas nossas vidas.

Mas houve algo que me chocou profundamente e que eu acho que é digno de um dia das mentiras antecipado (só pode!).

Uma formação para o assédio?

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc.. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.
Está a descrever um cenário totalmente nazi...
Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.

Penso que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação – muitas empresas cujos quadros, responsáveis de recursos humanos, etc., são ensinados a comportar-se dessa maneira.


Digam-me que o senhor estava a mentir. Digam-me que não é possível termos chegado a este ponto. Digam-me que o ser humano não chegou a um ponto em que mata os animais domésticos (os outros sempre matou) só para marcar um ponto de vista. Digam-me qualquer coisa. Porque, se é assim que vivemos, quem tem vontade de ir ali cortar os pulsos sou eu. Não quero viver num mundo assim. Não quero.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Das coisas que me chocam... - I

Quem me conhece sabe que gosto de animais. Gosto muito. Gosto de todos mas gosto, sobretudo, de gatos. I'm a cat person. Tirando um certo período de alguns anos na minha vida, vivi sempre com gatos, ou gatas, melhor dizendo. Lembro-me de todas as que passaram pela minha vida, mesmo as que passaram por pouco tempo. Tinham (têm) os seus feitios, as suas personalidades, as suas manias, os seus hábitos e os seus gostos.

E como gosto tanto de gatos, não podia ter deixado de adoptar a nossa pulguita, quando o marido me veio com a história de que a mãe de um dos meninos dele tinha três gatinhos bebés para dar. Lembro-me perfeitamente de ele ter andado alguns dias a tentar convencer-me. E lembro-me do dia em que ele me convenceu, finalmente, e em que eu fui comprar tudo o que ela poderia precisar. Lembro-me de a ter ido buscar à porta do Jardim-Escola dele, à hora de almoço. Era tão, mas tão pequenina! Levei-a para casa e passámos a tarde a fazer descobertas: a comida, a água, a caixinha da areia, mil e um recantos para brincar. Ela era mesmo muito pequena (tinha cerca de 5 semanas) e, aproveitando o facto de eu estar a preparar o meu trabalho final de curso, passou as primeiras semanas lá em casa a dormir ao meu colo, enquanto eu trabalhava. À noite, dormia na minha almofada. O marido não dormiu nas primeiras noites, com medo de se virar e magoá-la. Ela era a coisa mais doce do mundo: ronronava imenso e lambia-nos compulsivamente quando chegavámos a casa ou quando queria colinho para dormir. Ainda hoje faz estas duas coisas. Mas tem o seu mau feitio de gata siamesa e, de vez em quando, é extremamente agressiva. E também não é muito sociável. Não gosta de visitas na sua casa, mas já há algumas pessoas que também têm direito a lambidelas quando lá vão.

Tem os seus defeitos, mas já não saberíamos viver sem ela. É a nossa Lady. E todos os dias nos faz rir e sorrir. Todos os dias nos faz alguma coisa que nos deixa a pensar que ela acha mesmo que somos os pais dela. Ela é tolinha. Muito tolinha. E anda sempre atrás de nós pela casa fora. É impossível ela não estar na mesma divisão do que nós. E mia desalmadamente assim que ouve o carro do marido a ser estacionado à porta do prédio. E mia desalmadamente se nos fechamos em alguma divisão com a porta fechada. E não quer saber se eu estou a ler ou a trabalhar no computador: ela tem de estar sempre ao meu colo, se eu estiver no sofá. É completamente dependente de nós. E é a gata mais mimada do mundo. Tem o seu mau feitio, mas eu também tenho o meu. Faz umas birras de sono inacreditáveis, e o marido só diz que ela sai a mim. Agora pareço eu tolinha, mas ela é mesmo uma parte fundamental das nossas vidas.

O próximo passo é arranjar-lhe uma mana, para ela ter companhia quando nós estamos a trabalhar, e para ela aprender a socializar. Mas ainda temos de falar bem com o veterinário dela, para ver o que ele acha. Eu acho que lhe fazia bem e que, a longo prazo, ela ia gostar de ter companhia. Ela adora brincar e correr pela casa fora, e era bem mais giro se tivesse companhia. A ver vamos.


E isto tudo porquê? Porque hoje já pensei muito na nossa pulguita e na nossa vontade de encher de mimo mais uma gatinha que precise de um lar. Porque hoje fiquei chocada e muito triste e revoltada com o que li sobre o Canil/Gatil Municipal de Lisboa no blog Palavras & Imagens. Leiam, se quiserem, mas não é fácil. Para mim, não foi fácil. Não é fácil para ninguém que tenha um coração e consciência. Este texto é antigo, mas encontrei relatos mais recentes, igualmente assustadores. Não consigo compreender como é que estas coisas se passam hoje em dia, no nosso país. Seremos assim tão desumanos? Ou simplesmente não queremos saber? Gostava de poder fazer alguma coisa para ajudar, mas não sei bem o quê. Já foram feitas manifestações, petições, etc., e nada mudou. Será que não há no orçamento da CML espaço para um maior apoio a esta instituição? Já que há tantos "tachos", porque não arranjar também um para a construção de um novo edifício, com melhores condições? Será que é porque os animais não votam? Deve ser, com certeza. Ao pé de nossa casa andam a acabar de construir, à pressa, um jardim gigante, com um lago enorme, com tudo e mais alguma coisa. Acham que vão conseguir mais votos por isso? Não vão. Mas eu votava, de certeza, em quem alterasse esta situação que não é minimamente digna nem é sequer compreensível, numa sociedade dita civilizada.

Os devaneios Agridoces mais lidos nos últimos tempos...